sexta-feira, 4 de março de 2011

Cidades perdidas: Persépolis (1)

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Amabilidade do João Fráguas, que enviou estas imagens
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Persépolis - antes chamada Pérsida, ao tempo dos primeiros povos arianos, que se instalaram na fértil planície, banhada pelo rio Araxe, e aí desenvolveram uma próspera civilização neolítica - foi, depois, em meados do primeiro milénio antes de Cristo, a verdadeira capital do império Persa, fundado por Ciro, que a conquistou ao rei dos Medos. Os seus principais monumentos foram construídos nesse tempo. Alexandre Magno conquistou-a aos persas, em 330 a.c., e, segundo a lenda, tê-la-ia mandado incendiar, para satisfazer um capricho da cortesã Thaís.
No entanto, alguns historiadores refutam esta lenda, embora admitam a ocorrência de um incêndio de grandes proporções, que se iniciara num dos palácios de Xerxes e alastrara pela cidade, destruindo grande parte dos seus edifícios. Uma corrente sustenta a tese de que Alexandre Magno teria mandado incendiar a cidade, por um acto de vingança, por Xerxes ter incendiado a Acrópole, durante a segunda guerra greco-pérsica, enquanto que outras opiniões sustentam que se teria tratado de um acidente, durante uma bebedeira de Alexandre e dos seus generais, durante um banquete para festejar a vitória sobre o império persa. A partir daí a cidade entrou em declínio, que se acentuou com o deslocamento do centro mesopotâmico para a Babilónia e com a conquista dos árabes em 652 da nossa era.
As suas ruínas despertaram a atenção de muitos eruditos, desde o éculo XVII, mas o levantamento arqueológico sistematizado só veio a acontecer a partir de 1930, através de um conjunto de arqueólogos da universidade de Chicago, que começaram a desenterrar verdadeiros tesouros arquitectónicos e artísticos, que são a marca da esplendor da civilização persa da antiguidade.

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