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quarta-feira, 14 de agosto de 2013

GLÓRIA A DALI!... GLÓRIA A PICASSO!...



Museu Exposição de Salvador Dalí em Madrid com recorde de visitantes

Com mais de 630.000 visitantes, a mostra que o Museu Rainha Sofia dedica a Salvador Dalí é a mais visitada da história das exposições organizadas em Madrid, ultrapassando os 600.000 visitantes que teve “El Hermitage en el Prado”.
Inaugurada a 26 de Abril, a exposição inclui obras do pintor surrealista nunca antes exibidas em Espanha, como “Las bañistas”, do Museu de Saint Petersburg (Florida, Estados Unidos), “La persistencia de la memoria”, do MoMA (Nova Iorque, Estados Unidos), ou “Alucinación: seis imágenes de Lenin sobre un piano”, do Centro Pompidou (Paris, França).
A pouco mais de duas semanas do fim da exposição, a 02 de setembro, a afluência de visitantes tem aumentado e o museu prevê alargar o horário nos próximos dias 30 e 31, segundo a agência noticiosa espanhola EFE.
A mostra realizada em 2006, conjuntamente pelo Museu do Prado e Rainha Sofia, intitulada “Picasso. Tradición y Vanguardia” contou com um total de 785.000 visitantes, contabilizando os dois espaços.
O interesse despertado por Dalí, no entanto, levou a mostra no Rainha Sofia a ultrapassar o número de visitantes que uma exposição de Sorolla no Prado recebeu em 2009 (459.267), tal como os que contemplaram “Goya en tiempos de guerra”, em 2008, também no Prado (437.327).

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Dali, tal como Picasso, foi um génio da pintura. Ergueu-a até às raias da loucura. Imorredoiras, as suas obras irão galvanizar todas as gerações futuras, pelo arrojo de uma febril imaginação, que foi capaz de desconstruir artisticamente todas as fronteiras do mundo real. 
A Espanha bem pode orgulhar-se destes dois "monstros" da pintura, que também já são pertença de toda a Humanidade, que os reclama como "heróis e filhos queridos" da Arte, incluindo-os no património imaterial da sua memória e da sua História.
GLÓRIA A DALI!... GLÓRIA A PICASSO!...

quarta-feira, 29 de julho de 2009

1- Grandes Pintores: René Margaritte

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René Margaritte: O pintor do "surrealismo realista" ou do "realismo mágico" (Texto revisto)

René Margaritte foi um dos mais importantes pintores da corrente surrealista, uma corrente artística que marcou a pintura no segundo quartel do século vinte. A sua originalidade assenta na sua capacidade de marcar o paradoxo e o absurdo através de expressões realistas dos objectos, às quais junta com mestria um elemento desestabilizador e perturbador, quer através da desproporcionalidade das formas, quer recorrendo a objectos insólitos e racionalmente despropositados, que alteram o equilíbrio realista da representação. Em relação ao recurso da desproporcionalidade das formas, a pintura “ La Geante” é a mais significativa. Uma mulher nua, enquadrada na mesma proporção dimensional dos objectos circundantes, agiganta-se desmesuradamente sobre uma figura masculina, ali colocada para exprimir um contraste expressivo e paradoxal. Por sua vez, os desequilíbrios provocados pela inclusão de uma figuração absurda e aparentemente despropositada encontram-se em obras como “Os Amantes” e na impressionante pintura “Castelo dos Pirenéus”, onde a figuração de um gigantesco pedregulho, encimado por um castelo medieval, e a ocupar todo o espaço, transmite a ideia da transgressão das leis da natureza e da Física. Tudo é absurdo, ali, excepto a representação realista do castelo e do mar.
“Castelo dos Pireneus”, pelo seu significado e arrojo, é das obras mais importantes de René Margaritte, e onde o autor revela melhor o seu “realismo mágico” ou o seu “surrealismo realista”. O mesmo se poderá dizer da obra “A Queda”, onde se representa uma série de homens com chapéu de coco na cabeça e vestidos a rigor, em aparente queda livre. Para o público em geral, os chapéus de coco constituíram o elemento figurativo que melhor identificava o pintor.
René Margaritte nasceu na Bélgica, em 1898, e morreu em La Figueras, a terra de Salvador Dali, em 1967. Estudou em Bruxelas, mas em 1927 mudou-se para Paris, tendo-se associado ao grupo surrealista, onde pontificavam os poetas André Breton e Paul Éluard e o pintor Marcel Duchamp.
AC