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quinta-feira, 19 de dezembro de 2013

O engenho faz a Arte...

Amabilidade do João Fráguas, que enviou este vídeo.
**
O árbitro nem sequer tinha um apito!...
Extraordinária peça cinematográfica, contada apenas por imagens, que é o que marca a originalidade da forma de expressão da Sétima Arte.

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

A razão e o sentido de dois motins em Moçambique


... (Em Moçambique) a visão dos direitos e deveres
entre governantes e governados predominante
nesses bairros populares não coincide com o hábito
europeu (e das elites políticas locais) de aceitar que
basta a um Governo legítimo tomar decisões legais
para que também elas sejam legítimas.Estas pessoas
consideram, antes, que o poder instituído não deve
ser ameaçado, mas, em contrapartida, tem que garantir
o essencial de bem-estar e dignidade às pessoas que
governa. O governante pode "comer mais", mas não
"comer sozinho", à custa da fome dos outros. Assim,
por muito que o poder seja considerado legítimo, uma
sua decisão pode ser ilegítima, se quebrar esse dever.
Paulo Granjo (Antropólogo do ICS-UL)
PÚBLICO
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A actual situação em Moçambique ilustra bem o esquema de chantagem política, associado à ideologia neoliberal, e que os principais países desenvolvidos impõem de modo draconiano aos países menos desenvolvidos. As instituições financeiras internacionais, controladas pelo imperialismo, ao concederem avultadas ajudas financeiras, exigem aos respectivos governos a aplicação de políticas económicas baseadas na total liberalização do mercado, via favorável à instalação das multinacionais, e à eliminação de todas as políticas socializantes de apoio social. Este modelo de desenvolvimento comporta implicitamenter a criação de elites locais, que acabam por ser as únicas a recolher os benefícios dessas ajudas, contando para isso com a corrupção dos políticos.
Para a grande maioria da população, os efeitos são devastadores. A miséria e a pobreza alastram progressivamente, transformando a vida das pessoas num autêntico inferno. Foi o que aconteceu em Moçambique, onde a revolta popular explodiu. Nos miseráveis bairros à volta de Maputo, muitos moçambicanos acordavam sem ter a certeza se naquele dia iriam encontrar alguma comida para sobreviver. Perante este drama, a revolta e o protesto têm toda a legitimidade, mesmo que a sua violência extrema, ilustrada pelos saques, pelos incêndios e pelos ataques à pedrada à polícia, incomode as consciências sossegadas daqueles que têm a "barriga cheia".

quarta-feira, 19 de maio de 2010

Casos de homens agredidos por mulheres duplicam em Nampula


A violência perpetrada pelas mulheres contra os
maridos piorou no primeiro trimestre na província
de Nampula, tendo sido vítimas 80 homens, contra
21 no período homólogo de 2009, de acordo com
um balanço divulgado esta segunda-feira pelas
autoridades e citado pela agência Lusa.
Segundo a chefe do Gabinete de Atendimento
à Mulher e Criança Vítimas de Violência
Doméstica na província de Nampula, norte de
Moçambique, Adelina Luís, 20 mulheres estão
detidas acusadas de agressões físicas aos maridos.
Correio da Manhã
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No meu entendimento, o departamento deveria designar-se "Gabinete de Atendimento ao Homem e Criança Vítima de Violência Doméstica". Estaria mais a condizer.
Devo dizer que conheço a etnia macua, pois prestei serviço militar como capitão miliciano no Quartel General da Região Militar de Moçambique, com sede em Nampula, na parte final da Guerra Colonial. Os macuas são um povo pacífico, ao contrário dos aguerridos macondes, localizados mais a norte, em Cabo Delgado, e as suas estruturas sociais e os seus laços familiares ainda reflectem o regime do matriarcado, comum em muitas tribos africanas, Daí a assumpção desta ascendência hierárquica da mulher sobre o homem, que, pelos vistos, se manifesta também pela violência física. Um exemplo para as feministas do mundo inteiro...