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quinta-feira, 13 de abril de 2017

Pauliteiros de Miranda do OUP e da AAOUP - Padre António


Os Pauliteiros de Miranda

Trata-se da relíquia mais antiga e mais original do folclore português, e que é uma verdadeira pérola etnográfica do património cultural e imaterial do meu país e da região onde eu nasci.

Dizem os entendidos que a sua origem deriva do contacto com os romanos, que ocuparam a Península Ibérica, durante vários séculos. Outros defendem a tese da influência celta, uns séculos antes. Inclino-me mais a aceitar a primeira hipótese. Seja como for, o que é
certo, é que estamos na presença de um registo importante da memória do passado remoto dos portugueses.

Publiquei, ontem, na minha página do Facebook, este vídeo, acompanhado do texto, que a seguir transcrevo:

“Deliciem-se com a dança dos Pauliteiros de Miranda. Tentem ver, nos movimentos e na indumentária (o célebre saiote bordado) dos dançarinos, uma réplica de soldados romanos a combaterem, o que, julga-se, teria sido a fonte inspiradora deste tesouro folclórico e etnográfico do nosso património imaterial.

A relativa proximidade do local onde esteve sediada, há mais de vinte séculos, uma Legião Romana, e que deu origem à cidade de Leon, em Castela, explica este processo de assimilação, por parte dos povos do planalto mirandês”.
Alexandre de Castro
2017 04 12

terça-feira, 2 de dezembro de 2014

Cante alentejano - Grupo Coral de Serpa


A minha homenagem ao cante alentejano, que acabou por ser elevado, com toda a justiça, à categoria de Património Imaterial da Humanidade, da UNESCO.
Trata-se da mais rica manifestação folclórica de Portugal, que só tem paralelo, em originalidade vocal e musical, com a originalidade coreográfica dos Pauliteiros de Miranda, manifestação cultural esta que, por ser única e distinta, também bem merece vir a ser premiada, num futuro próximo, com o mesmo galardão.
O cante alentejano, pela sua sonoridade profunda, pelos seus belos efeitos vocais, de difícil execução, e pela sua grande expressividade, traduz bem os traços identitários do maravilhoso povo do Alentejo, que se distingue dos povos das outras províncias, pelas suas marcas inconfundíveis, ao nível cultural e comportamental.
Fiquei emocionado e orgulhoso com esta distinção, atribuída a uma expressão musical e cultural, pela qual me apaixonei em meados dos anos sessenta, do século passado, quando vivi em Beja.