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sexta-feira, 16 de agosto de 2013

Entrevista: D. Renato I. "Vendam-me Portugal, que eu governarei melhor que os portugueses" - por Rosa Ramos

Retrato oficial de D. Renato I, Príncipe da Pontinha

O príncipe da Pontinha, dono de um pequeno ilhéu na baía do Funchal, diz que quer comprar Portugal por um euro
Quer comprar Portugal por um euro e compromete-se a assumir a totalidade da dívida do Estado. Na Madeira há quem garanta que é louco. Outros gabam-lhe a franqueza. Há 13 anos que Renato Barros, professor de EVT, reivindica a independência de um ilhéu na baía do Funchal - um forte em cima de uma rocha que comprou em 2000. Autoproclamou--se príncipe - dá pelo nome de "D. Renato I, o Justo" - porque garante que o Principado da Pontinha foi alienado pelo rei D. Carlos em 1903. Numa entrevista via email, o príncipe da Pontinha gaba- -se de liderar um dos poucos estados do mundo sem dívida pública e revela que procura uma nova primeira-dama. Acusa Cavaco Silva de lhe dever dinheiro, atira-se aos bancos e aos políticos portugueses e nem o bispo do Funchal escapa às suas críticas.

O Principado da Pontinha ainda não é um reino. Porquê?
Por acaso já perguntaram à família Rainier do Mónaco porque são um principado e não um reino? O meu principado será um reino quando estiver em fase expansionista. A esse propósito, reitero a firme proposta de aquisição de Portugal, por um euro, e assumindo o respectivo passivo. Enviei um ofício real ao vosso ex-ministro Vítor Gaspar a dar conta da minha proposta, mas ainda estou a aguardar que o representante da República na Madeira me dê uma resposta. A não ser, claro, que tenham escondido o ofício - como esconderam os swaps.

O D. Renato não reconhece a soberania portuguesa?
Tal qual Portugal se desfez de vários territórios (Macau, Timor, Goa, Moçambique, Guiné, etc.), também a minha ilha - o Principado Ilhéu da Pontinha - foi alienada pelo vosso rei D. Carlos I em Outubro de 1903. É uma realidade que as vossas autoridades pretendem camuflar e daí ser mais fácil mandarem-me chamar louco ou irresponsável. Quando o que estou a fazer é o legítimo exercício de um direito à autodeterminação, face ao qual os vossos governantes não sabem como lidar, tão-pouco conseguem ver esta situação de uma maneira mais positiva e até rentável para todos os lados. Preferem (ilegalmente) cobrar IMI a uma realidade à qual dão (para efeitos fiscais) 74 anos de vida. Isso é ridículo. Não reconheço legitimidade nem soberania a Portugal sobre o meu território independente. Aliás, já em 1973 a Guiné era reconhecida pelas Nações Unidas e Portugal ainda para lá mandava soldados. Vocês não evoluíram nada. Por isso não estou surpreendido.

Quem são os seus súbditos na ilha?
Quer uma "Lista de Schindler" ao contrário? A senhora jornalista já pediu ao seu presidente a lista dos cidadãos nacionais? Tenho súbditos espalhados pelo mundo, tal como os portugueses têm os seus imigrantes. E dou plena liberdade aos meus súbditos para afirmarem, ou não, em público a sua lealdade ao meu principado. Não o farei por eles, por uma questão de princípio.

E como é afinal um dia normal na vida do líder de um principado?
É um dia-a-dia igual ao de qualquer chefe de Estado que esteja verdadeiramente empenhado na bem-estar da sua nação e do seu povo. Mas até neste propósito parece que estou em minoria técnica.

Tem filhos? A educação deles está a ser pensada em função de um dia virem a assumir o governo da ilha?
A minha vontade foi ser príncipe. A vontade dos meus filhos é deles, não interfiro. Eles não são como a gentil Diana de Gales, que, de acordo com uma sua biografia, e para explicar a degradação do seu casamento, terá dito que se achava uma "égua de Windsor", destinada a procriar reizinhos.

O principado apresenta contas publicamente?
O principado não é nenhuma sociedade de responsabilidade limitada que tenha de prestar contas. Até a filial irlandesa do "benemérito" Bill Gates (que manda vacinas, e não comida, para África) passou a ser de responsabilidade ilimitada para não ter de as prestar. Por que razão teria de o fazer? Ele quer ser Dom? Eu já sou.

E a crise? Já chegou ao principado?
Apenas leves ricochetes, vindos daí desses lados, de crises de valores, ignorância, inveja, mesquinhez e falta de sentido de humor.

Também há desemprego aí?
Antes pelo contrário. Mas há um lugar para um sem-abrigo destinado a um tal Ulrich. A ver se ele aguenta...

A ilha é auto-suficiente? E exporta?
Sou um principado global e não faço embargo a nenhum país. Há dois tipos de produtos: os materiais ou (a)palpáveis (o vinho do príncipe, e, em breve, o tomate fortezão, pela falta que parece existir por aí) e os imateriais: criatividade, originalidade e irreverência. Ou seja, também exporto inteligência natural.

Diz a Wikipédia que, até 2010, a economia do principado se resumia ao turismo. Mas consta que está a preparar uma revolução económica, expandindo-se para outras áreas. Quais?
Enquanto andam a assassinar a economia portuguesa, eu dei instruções claras ao meu governo para fomentar e diversificar áreas de negócio que dêem aos portugueses (que pretendam a dupla nacionalidade luso-fortense e a outros cidadãos do mundo) emprego, bem-estar económico e desenvolvimento cultural. Tenho, por exemplo, um Real Centro Internacional de Negócios e as minhas 200 reais milhas marítimas para explorar. Sempre será melhor que vender tudo aos angolanos, como parece que o (Santoro?) país-irmão está a fazer.

Que opinião tem acerca do seu congénere português, D. Duarte?
Para já ele não é Dom, porque não tem o domínio sobre nada. Eu sou D. Renato porque tenho a posse e o domínio sobre o meu principado. Não conheço pessoalmente esse sujeito, não me posso pronunciar com rigor. Se é realmente monárquico? deixará, a meu ver, um pouco a desejar, pois, sinceramente, já teria mais que condições para reunir as tropas e pôr ordem nessa bagunça republicana. Preferia encontrar-me com a duquesa do Cadaval. Teria todo o gosto em recebê-la no meu principado.

Também já convidou Passos Coelho?
Quando Portugal tiver um primeiro- -ministro que não seja uma marioneta dos Bilderberg (do "amigo Balsemão") ou da Maçonaria, do Opus Dei, ou mesmo da recente Opus Gay, então terei todo o gosto em mandar formular um convite real. Até, inclusive, dada a minha dupla cidadania luso-fortense, pois não renego as minhas origens lusas, apenas não me conformo com quem governa (mal) os portugueses. No que toca ao sujeito em questão, um eventual convite teria de ter em conta os períodos anuais de abertura da caça ao dito, para não coincidir e criar um conflito armado desnecessário, pois não ouso cercear a liberdade dos meus súbditos no que a essa prática desportiva diz respeito.

Tem acompanhado a situação política portuguesa?
É uma crise política forjada para distrair os portugueses da má governação, da supressão de direitos sociais, económicos e culturais e, daqui a tempos, dos próprios direitos, liberdades e garantias. Vejam as cidades chinesas isoladas, qual Muro de Berlim, onde só entram os livros que as autoridades querem. Quem fomentou a crise deveria pagar do seu próprio bolso o diferencial agravado da situação financeira que causou ao Estado que diz ("i?rrevogavelmente") servir.

Defenderia eleições antecipadas?
Defendo a imediata intervenção das Forças Armadas portuguesas para que ponham no poder pessoas para quem o interesse colectivo pese mais que os interesses individuais ou corporativos. Eu disponibilizo as minhas forças armadas nesse desígnio conjunto. E até ofereço os calabouços reais.

Aceitaria uma troika no principado?
Se, além da China, sou o único estado do mundo sem dívida pública, não vejo tal necessidade. Quando muito eu próprio aceitaria intervir na troika, a bem dos portugueses e dos europeus.

Como é que a Europa poderá sobreviver à crise económica?
Só há crise económica porque vós estais todos nas mãos da (recapitalizada com o dinheiro dos contribuintes) alta finança internacional e nacional e porque deixaram os vossos governantes gastar mais do que estava orçamentado sem que o Tribunal de Contas exercesse a responsabilidade financeira reintegratória. Nacionalizem os bancos e confisquem os beneficiários das parcerias público- -privadas (beneficiários de um enriquecimento sem causa vergonhoso à luz do vosso direito civil) e das fundações-fantasma que delapidam o Orçamento do Estado e voltarão a ver o desenvolvimento económico em Portugal e na Europa.

Portugal precisaria de um Presidente da República mais incisivo?
A rainha de Inglaterra tem alguma palavra? Cavaco Silva já fez tanta asneira enquanto primeiro-ministro - ao assassinar a agricultura e a indústria - e o prémio foi a presidência. E, já agora, deve- -me 360 mil euros por ter atravessado o meu espaço aéreo (quando foi às Selvagens) sem a minha autorização. Já entreguei a nota real de débito junto do representante da República, que agora tem instruções para não receber cartas minhas, em clara violação ao vosso Código do Procedimento Administrativo.

Sonha conquistar Portugal um dia?
O sonho de qualquer cidadão português preocupado com o futuro do país é ter um príncipe como eu a liderar o seu destino colectivo. E já disse que ofereço um euro e assumo a vossa dívida, incluindo os swaps tóxicos.

Sente-se confortável com o facto de se ter autoproclamado soberano?
Tão confortável como D. Afonso Henriques e os conselheiros da revolução portuguesa de 1974. E, já agora, a evolução (justificada) dos rendimentos desses senhores e dos políticos portugueses antigos e actuais chegou a ser auditada pelo Tribunal de Contas?

Sei que é professor de EVT. Como concilia a sua actividade profissional com a actividade de príncipe?
Sou professor em Portugal e príncipe no meu estado. Ao contrário da maioria dos governantes, não tenho públicas virtudes nem vícios privados, nem chamei o Rumsfeld a Portugal para intimidar as minhas próprias autoridades.

Os seus alunos tratam-no por "professor Renato" ou por "D. Renato"?
Em Portugal sou professor.
Li que tem embaixadores em alguns países. Onde? E quem são?
Tenho representação diplomática em países como o Brasil, a Costa Rica, a Argentina, Timor, o Irão, Espanha, a Austrália, a Venezuela, o Reino Unido e Portugal. O meu primeiro-ministro é que lhe poderia dar informação mais detalhada.

E o que é que os embaixadores fazem, concretamente?
Já fez essa pergunta ao titular do Palácio das (efectivas) Necessidades, homólogo do meu chanceler para os Negócios Exteriores?

Em que ponto está o pedido que enviou à ONU sobre a independência do ilhéu? Já teve uma resposta?
O meu advogado em Nova Iorque está com esse processo em carteira e a prestar contas directamente ao meu embaixador plenipotenciário em Londres, Sir Kevin Almond, que tem a responsabilidade pela coordenação internacionalista, ao nível de uma comissão trilateral (entidade, tal como o C. F. R. do Braga de Macedo, que vocês ocultam aos leitores portugueses).

É Verão. O príncipe D. Renato tira férias? Costuma ir para onde?
Gozo as férias na minha fragata real, ao longo das 200 milhas marítimas adjacentes ao meu principado, à luz do direito internacional público.

Na sua página do Facebook apela a donativos para a causa da independência do principado. Quanto é que já angariou?
Prefiro donativos a ter de cobrar impostos. Sobre montantes, quem trata disso é o meu chanceler para a Economia e a Criatividade, cujo perfil pessoal marcante é não revelar assuntos de Estado.

Em que medida é que esse dinheiro pode ajudar a causa?
A senhora jornalista parece estar equivocada. A independência é um dado adquirido. Por favor leia a Carta Régia do meu colega luso D. Carlos I - cuja inequívoca legalidade foi reconhecida pelo vosso Arquivo Nacional da Torre do Tombo. O reconhecimento da independência é o que está neste momento em causa por Portugal. Este processo, de âmbito internacional, junto de muitos países, tem, naturalmente, os seus custos, pelo que qualquer ajuda é bem-vinda.

O D. Renato escreve com "y" em vez de "i" e com "k" em vez de "q". Isto é a língua do principado? Tem nome?
Falta acrescentar a troca do "m" pelo "w". A língua oficial chama-se "fortense". A raiz da minha língua resulta, por um lado, do legítimo direito à diferença e à autodeterminação (que até está na vossa Constituição - mas não foi Vital Moreira que aconselhou "suspendê-la", em estado de emergência?). Por outro lado, introduzimos os "y" porque aqui não temos necessidade de pôs os pontos nos is. Também é uma tentativa de contrariar a estupidificação do ensino em Portugal (92% dos alunos chumbam num exame de Cultura Geral?), levando as pessoas a exercitar os neurónios. E é ainda uma reacção diplomática junto dos irmãos-PALOP ao novo ("socretino") acordo ortográfico em vigor no país-irmão Portugal. Estou aliás disponível para ajudar à internacionalização do vosso jornal i, obviamente alterando o nome para "Y".

Já recebeu pedidos de asilo político? E tem concedido alguns?
Já recebi. Claro que concedo. E se a Rússia do meu colega Putin se vergar aos americanos, o Snowden pode vir para cá.

A quem nunca concederia asilo?
Aos pedófilos, aos canalhas internacionais dos Bilderberg e aos políticos portugueses que, uma vez irradiados pelo seu povo, rastejarão em frente do meu principado, em vez de pensarem em expropriar o meu forte, como já me disseram que tencionam fazer, contratando uma sociedade de advogados para o efeito. Mas como pode Portugal expropriar um território que já alienou?

E pedidos de asilo fiscal, também concede?
Alguns até são públicos, tendo em conta o torniquete fiscal aos contribuintes portugueses. Basta ir à minha página de Facebook e ler as mensagens de compatriotas seus.

O principado tem algum banco?
Sim. Além do banco real, onde me sento, há também os bancos de jardim, os do miradouro do Forte, etc. Com o reconhecimento internacional, ou até antes, se me apetecer, o principado terá o seu Banco Nacional e mandarei emitir títulos do Tesouro.

O Estado social é um conceito ultrapassado e insustentável?
O que é insustentável são as mordomias de quem "gere" (delapida) o Estado social. A riqueza está mal distribuída em todos os países. E se em vez de recapitalizarem os bancos começarem a recapitalizar as famílias e as pequenas e médias empresas, então o vosso problema estará automaticamente resolvido. Mas vocês, portugueses, infelizmente, são uns cobardes, têm medo de quem está no poder. Não os vêem como meros empregados, que recebem um vencimento à conta dos vossos impostos.

Como se define em termos de estilo de governação?
O poder é meu, mas antes de decidir ouço atentamente os meus chanceleres e reflicto na melhor decisão a tomar. E estou grato pela lealdade dos meus chanceleres, que não precisam de assessores nem de "afrodites", o que desonera substancialmente os cofres reais. Um exemplo a seguir...

Costuma ser convidado para casamentos e eventos das outras casas reais europeias?
Só agora o "manto de encobrimento" a respeito do Principado da Pontinha (graças à acção dos embaixadores e cônsules honorários no estrangeiro) começa a ser desfeito. Mas não sou muito desses eventos sociais, acho até uma fantochada para distrair as populações de assuntos mais sérios e para os políticos continuarem a fazer as suas negociatas na sombra.

O Principado da Pontinha é laico? Qual é a religião oficial?
Sou um príncipe cristão que admite que cada pessoa tenha o seu deus e a sua religião.

É verdade que anda a tentar comprar um papamóvel do Papa João Paulo II?
O meu chanceler para os Assuntos Religiosos tem tido alguma dificuldade em encontrar o bispo do Funchal, que, não tendo favelas para onde ir, parece que gosta muito de estar à mesa do poder. A aquisição do papamóvel permitiria criar um roteiro turístico na ilha-sobrinha Madeira, tal como o Papa aparece semanalmente aos fiéis na Praça de S. Pedro, ou tal e qual a minha colega rainha de Inglaterra na varanda do seu palácio aos súbditos e turistas. Cego é quem não quer ver este potencial. O Vaticano tem o seu banco, a rainha tem os seus negócios e eu não posso ter um príncipemóvel?

Quando morrer quer ser enterrado onde?
No meu principado, é óbvio. Um projecto de vida merece um fim digno e não uma vala comum ou um canto qualquer num condomínio fúnebre.

Ainda é casado? Está a receber candidaturas ao cargo de primeira-dama?
Sou divorciado. A magia da vida decerto irá funcionar para quem não olha essa mesma vida com talas e sob orientação superior.

Que características terá de ter a primeira-dama ideal da Pontinha?
Uma rosa sem espinhas? com pétalas (e não ramos) no regaço.

Qual é a posição do D. Renato em relação a temas como o casamento gay, a co-adopção de crianças por casais do mesmo sexo ou o aborto?
Casamento gay? Nada a opor. Co-adopção? Essa vossa mania de legislarem sobre tudo (e sobre nada) acaba por impedir que façam o que quer que seja de jeito. Não se pode definir por decreto aquilo que é melhor para as crianças, mas olhando para as situações em concreto. Quantos estafermos e estafermas, ditos bem casados com pessoas de sexo oposto, fazem pior às crianças? Não sejam hipócritas. Aborto? Já Gonçalves Zarco usava preservativos de carneiro quando deu a primeira queca da globalização no meu principado. Assim controlou a natalidade a montante. E não era a Simone de Oliveira que cantava que "quem faz um filho fá-lo por gosto"?

Politicamente, define-se como de direita ou de esquerda?
Defino-me como Justo, que, ao contrário de quem vos governa, põe os interesses colectivos acima dos individuais. Desde que a revolução russa de 1917 foi financiada pelo banco americano J. P. Morgan que só não percebe quem é burro: a ideologia é uma treta, apenas serve para dividir e não para fazer as pessoas pensarem em boas ou más gestões dos dinheiros públicos (dos contribuintes). E para os obrigarem a prestar contas e a repor os desvios.

D. Renato vive num apartamento no Funchal.
O meu domicílio fiscal é no Principado Ilhéu da Pontinha. Nada me impede de ter (ou de viver em) apartamentos em Portugal e, por outro lado, as minhas embaixadas fazem parte do principado, à luz do direito internacional.

Que vantagens tem para oferecer aos portugueses que queiram mudar-se para o Principado da Pontinha?
Os meus irmãos portugueses sofrem com o PIB. Eu ofereço-vos a F. I. B. (felicidade interna bruta). Quando os portugueses perceberem que andaram a ser enganados e derem valor ao ser em vez de ao ter, então, mesmo para vós, tudo começará a fazer sentido. Vendam-me Portugal, pois eu governarei melhor os portugueses. Não é o dinheiro nem o poder que me move, ao contrário do que acontece convosco.


***«»***
D. Renato é, sem dúvida, excêntrico e extravagante. Louco é que ele não é. Muito menos, ignorante. A sua análise e as suas opiniões sobre a política nacional e internacional e sobre as questões económicas mostram um homem clarividente e muito bem informado. Se Portugal tivesse um punhado de "loucos" como D. Renato, talvez a crise e o seu tratamento não tivessem vindo a infernizar a vida dos portugueses. 
Neste sentido, eu também sou um "louco", e, depois de ter lido esta hilariante entrevista, talvez me abalance a vir a obter o Principado das Berlengas...

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Um deputado do PSD pode votar por 25 na Madeira


A Assembleia Regional da Madeira, por proposta do PSD ontem aprovada com votos contra de toda a oposição, decidiu que nos plenários “os votos de cada partido presente são contados como representando o universo de votos do respectivo partido ou grupo parlamentar”.
PÚBLICO
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É o que se chama votar à molhada. E depois vêm dizer-nos que vivemos em democracia! O troglodita da Madeira inventou mais um manhoso estratagema para evitar surpresas desagradáveis. A sua precária maioria parlamentar absoluta estaria em perigo, caso três deputados do seu partido adoecessem simultâneamente. E Portugal é isto: um país de "chicos espertos". A todos os níveis. E a Madeira já não é uma ilha. É uma grande tenda de um grotesco circo de feira. Só que tem de importar os amendoins.
O voto dos deputados, quer os da Assembleia da República, quer os das assembleias regionais, é pessoal, presencial e também inalienável, já que os cidadãos votam numa lista de candidatos de um partido, e não nesse partido, o que é diferente. Por isso a proposta aprovada pelo parlamento madeirense é inconstitucional.

terça-feira, 8 de novembro de 2011

"Suite 605", um livro arrasador sobre o Offshore da Madeira, de João Pedro Martins

Amabilidade do José Camelo e do Campos de Sousa
Vídeo do Diário Económico
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Se esta exposição do autor é lucidamente didáctica, nesta entrevista concedida à jornalista do Diário Económico, Mafalda de Avelar, o livro que ele escreveu, e que eu ainda não li, deverá ser exemplar, por aquilo que terá de objectivo na sua descrição sobre o maior cancro das economias capitalistas, os offshore, que apenas servem para proporcionar a fuga aos impostos das empresas e dos empresários mais ricos e para proceder à lavagem do dinheiro sujo, proveniente do obscuro mundo do crime. João Pedro Martins é muito claro. A Zona Franca da Madeira prejudica em milhões de euros a economia madeirense, aumentando-lhe virtualmente o PIB e, por isso mesmo, excluindo-a de de muitos subsídios da União Europeia, a que teria direito, se fosse considerado o valor da sua economia real. E é porque muitos empresários portugueses ali sediam as suas empresas, ou para lá canalizam, através dos bancos, as suas fortunas, que cidadãos têm de pagar mais impostos. A imoralidade adjacente a esta prática, com a qual os governos democráticos (?) pactuam, evidencia bem a natureza imunda e perversa do capitalismo.
***
Não resisto a transcrever aqui os comentários inseridos nos email que indicavam o link do vídeo, e cuja autoria não sei se poderá ser atribuída aos remetentes:
José Camelo: “Suite 605” – O maior conglomerado filhos da p. (sem ofensa à mãe porque se sabe quem é pai) que se alojaram (apenas para efeitos fiscais) na Madeira, ou a offshore mais portuguesa, que até tem frequência vaticana(?!)
Fica-se á espera de uma “investigação” sobre a maior e mais antiga offshore mundial: a Suíça…
Campos de Sousa: POR FAVOR VEJAM ESTE VÍDEO ATÉ AO FIM E NÃO SE ESQUEÇAM DE O DIVULGAR, POIS É MUITO IMPORTANTE AS PESSOAS TEREM CONHECIMENTO DO QUE SE PASSA. ATÉ O PINGO DOCE, ASSIM COMO OUTRAS EMPRESAS, ONDE FAZEMOS AS NOSSAS COMPRAS, RECORREM AO OFFSHORE DA MADEIRA.

domingo, 9 de outubro de 2011

Jardim: transporte de eleitores para votar é "normal"




O presidente do PSD-M, Alberto João Jardim, desvalorizou a polémica e considerou "normal" a disponibilização de transporte para que os eleitores madeirenses possam exercer o seu direito de voto.
Diário de Notícias
***
Para Alberto João Jardm é normal ocultar as dívidas da Região da Madeira. Também é normal transportar eleitores em carrinhas até às mesas de voto, à custa do erário culto. Ele, contudo, é que não é normal!

sábado, 20 de agosto de 2011

Alberto João Jardim: Madeira precisa "urgentemente de liquidez"

O líder do PSD-Madeira, Alberto João Jardim, disse na sexta-feira à noite que a Região Autónoma da Madeira necessita "urgentemente" de liquidez, acreditando ser possível um acordo com o Governo para solucionar a questão financeira.
“A Madeira tem muito património, graças a Deus, o património que a Madeira tem é mais do que suficiente para cobrir muitas vezes a sua dívida, o problema é liquidez e nós precisamos, urgentemente, dessa liquidez para poder pagar os fornecedores em atraso, para poder terminar as obras que estão em curso”, afirmou Alberto João Jardim.
Jornal de Negócios
*** 
Chegou o momento de Alberto João Jardim pedir a independência total da Madeira. Ele que vá pedir dinheiro aos cubanos de outro continente.

sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

Jardim gasta 5,2 milhões de euros nas festas de natal e fim do ano



O governo regional da Madeira está a gastar 5,2 milhões de euros nas festas de Natal e de fim do ano, praticamente, apesar das actuais medidas de austeridade, o mesmo valor investido em 2009 no seu maior cartaz turístico.
Só na queima de fogo-de-artifício na noite de São Silvestre, o executivo de Alberto João Jardim vai despender mais de um milhão de euros. A impugnação do concurso de adjudicação do espectáculo pirotécnico foi requerida junto do Tribunal Administrativo do Funchal pela Minhota, empresa preterida em detrimento da vencedora Macedos Pirotecnia com a proposta de 1,06 milhões de euros, superior em 40 mil euros.
PÚBLICO
***
Os portugueses começam agora a perceber para onde está a ser canalizado o dinheiro resultante da sua solidariedade para com as vítimas das cheias da Madeira. E o soba até se dá ao luxo de escolher o prestador de serviços mais oneroso.
http://publico.pt/Local/jardim-gasta-52-milhoes-de-euros-nas-festas-de-natal-e-fim-do-ano_1473138

quarta-feira, 21 de abril de 2010

Ainda não se sabe que Padre-Nosso reza Alberto João Jardim!...

O homem já reza! Será que ainda o irei ver a rastejar? Entretanto, Sócrates faz as contas aos milhões de euros que vai dar à Madeira e aos votos que vai receber, em troca. Maioria absoluta garantida! Sortudo! Até as enxurradas jogam a seu favor!
Eu já disse aqui que Alberto João Jardim ainda vai filiar-se no Partido Socialista. Com mais uns milhões, para lhe alimentar o ego faraónico, ele até manda erigir uma estátua ao benfeitor.

sexta-feira, 9 de abril de 2010

Jardim não vai ao congresso nem convida Passos para o Chão da Lagoa

O líder do PSD-Madeira, Alberto João Jardim,
não estará presente no congresso que hoje começa,
alegando que tem mais que fazer. E também já
deixou claro que não convidará o novo líder para a
festa anual do Chão da Lagoa. "Quem quiser vir,
vem, é livre e o programa dos oradores oficiais é
o mesmo do ano passado", afirmou.
PÚBLICO
***
Não tardará muito, e Alberto João Jardim transfere-se de com armas e bagagem para o Partido Socialista. Passou a admirar José Sócrates, desde que este, recentemente, abriu os cordões à bolsa. Até já há quem diga que Sócrates irá livremente à festa do Chão de Lagoa. Apenas o estilo os separa. No resto são iguais.
http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=6444431292524774153

terça-feira, 2 de março de 2010

A Madeira que não vemos

Não gosto de unanimismos. Como a prática ensina, os unanimismos trazem hipocrisia e cinismo atrelados. Algo que a tragédia da Madeira dispensa. Na verdade, não tenho de simpatizar com os regimes para ser solidário com os seus povos. Choro a Madeira. Mas não a Madeira erguida ao longo de décadas pelo doutor Alberto João Jardim. Essa não me merece qualquer tipo de condescendência ou caridadezinha de telejornal, à boleia de um qualquer heroísmo.
Explico: Jardim construiu no arquipélago um modelo de irresponsabilidade e inconsciência política. Está à vista. Tragicamente. A sua governação - ainda que disfarce algumas benfeitorias - entusiasmou e apadrinhou comportamentos, práticas e medidas que, em casos estudados e documentados, deixaram uma boa parte da região autónoma entregue à sua sorte. E quando a sorte de um povo depende da bondade ou maldade do tempo que faz, o crime tem nome: chama-se incúria. No mínimo.
O doutor Jardim terá dado à Madeira o betão e o folclore de que precisa para a sua sobrevivência política. Por demasiadas vezes - e assim continua - os governos da República lhe toleraram o intolerável. Não falo sequer das dívidas da região ou do saco sem fundo da governação de Jardim, permitido sem escrutínio nem açaime. Falo do olhar turístico que sempre tivemos sobre o problema clínico: como o doutor Jardim é um Carnaval em permanência, ignoramos o desplante e rimos com a alarvidade. O homem e a prática têm, por isso, mais cúmplices do que se julga.
Não se iludam: depois da lama, do entulho, das mortes, dos desaparecidos, dos sem abrigo, a Madeira imprevidente, a Madeira das negociatas e das obras de fachada que tentam domar a natureza, continuará sem julgamento nem condenação. Provavelmente, até ganhará com o regresso à normalidade.
Os outros, os que neste País perdem família numa ponte, num desabar de terras, numa fúria das águas e numa qualquer tragédia anunciada e documentada, têm a sentença escrita: mesmo com toda a solidariedade do mundo e do momento, continuarão sós. Entregues a quem deles não cuida, a quem os ignora quando faz sol. Até à próxima tragédia.Se não perceberam o Haiti, tentem ao menos perceber a Madeira. E aí talvez ainda se vá a tempo de responsabilizar quem merece. Uma vez que seja.
Miguel Carvalho
Jornal Expresso
***
Dar dinheiro a Alberto João Jardim, sem qualquer controlo, é o mesmo que dar o "ouro ao bandido". Se não existir uma centralização da contabilização de todos os donativos em dinheiro, que a solidariedade dos "cubanos" do continente recolheu, corre-se o risco de estar a alimentar a ambição faraónica do soba da Madeira e a sua obsessão pelas obras de fachada, pelos festejos carnavalescos e pela promoção do futebol ilhéu.

segunda-feira, 1 de março de 2010

domingo, 28 de fevereiro de 2010

sábado, 27 de fevereiro de 2010

Raimundo Quintal: "Alertei para o que podia acontecer e chamaram-me inimigo da Madeira"


O conhecido geógrafo e investigador madeirense
Raimundo Quintal, presidente da Associação dos
Amigos do Parque Ecológico do Funchal e
ex-vereador do Ambiente da câmara da cidade,
afirma em entrevista ao Expresso que alertou
várias vezes as autoridades, nos últimos anos,
para o desastre que poderia ocorrer na ilha, mas
chamaram-lhe "fundamentalista, radical e inimigo
da Madeira".
Expresso
***
E teve muita sorte! Se fosse em Viseu, teria sido corrido à pedrada, por ordem expressa do respectivo presidente da câmara.
http://clix.expresso.pt/raimundo-quintal-alertei-para-o-que-podia-acontecer-e-chamaram-me-inimigo-da-madeira=f567907

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

Tragédia na Madeira: Um desastre já anunciado há dois anos (Versão 5 Minutos)

***
A Natureza acaba sempre por se vingar! Devido à sua orografia, à sua hidrografia e às características da sua pluviosidade, a Madeira constitui-se numa zona de ocorrência de cheias repentinas e violentas. Os autarcas e os responsáveis governamentais locais ignoraram sempre os conselhos avisados de quem sabe. Os resultados estão à vista. A mesma imprevidência e a mesma falta de bom senso ocorrem também no território do continente, principalmente nas zonas de maior pressão urbanística. O celebérrimo Freeport e o parque de Castanheira do Ribatejo, construídos à revelia dos critérios das boas práticas da gestão do território, que as próprias leis já consagram, são exemplos paradigmáticos de como o interesse na obtenção do lucro fácil subverte a imprescindível defesa do ambiente. Enquanto houver autarcas que pedem às populações para correrem à pedrada os ambientalistas, como foi o caso do presidente da câmara de Viseu, Portugal será sempre um país adiado e em risco!

A Madeira virada do avesso (2)






A água nunca pede licença para entrar. E quando lhe fecham as portas ou não a deixam passar, em liberdade, rebenta com tudo.

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

Notas do meu rodapé: Um governo vencedor e que se tornou bicéfalo...

O PSD de Manuela Ferreira Leite saiu francamente derrotado deste braço de ferro com o governo, que ontem ganhou pontos com a intervenção assertiva e objectiva do ministro das Finanças, Teixeira dos Santos, o verdadeiro líder deste orçamento e do actual momento político, a deixar Sócrates na penumbra, por acusar já um penoso desgaste junto da opinião pública, que já não o leva muito a sério.
Teixeira dos Santos explicou bem aos portugueses as razões da sua oposição terminante ao aumento da transferência de mais dinheiro para a Região Autónoma da Madeira, a partir do Orçamento de Estado, assim como ao aumento de mais endividamentos, escudando-se naquele argumento de que são os portugueses do continente a pagar os devaneios despesistas e megalómanos de Alberto João Jardim. Não tenho dúvida nenhuma que a maioria dos portugueses, incluindo muitos do PSD, apoiou sem pestanejar a firmeza de Teixeira dos Santos. Esses portugueses, onde eu me incluo, para além de aceitarem a razoabilidade dos argumentos avançados, também rejubilaram com a humilhação infligida a João Jardim, que não vai ter vontade nenhuma de se travestir no próximo Carnaval da Madeira, e que, a partir de agora, irá pensar duas vezes antes de proferir impropérios e insultos contra os portugueses do continente, que já estão fartos da sua alarvidade.
Os partidos da oposição, que se uniram, por motivos eleitoralistas, à volta desta iniciativa legislativa, perderam aquilo que ganharam na discussão do Orçamento de Estado. Por sua vez, o governo, que passou a ser bicéfalo, ganhou mais espaço de manobra até à próxima crise política, aquela que irá favorecer-lhe o pretexto para se demitir e poder precipitar novas eleições, a fim de ganhar a maioria absoluta, a que tanto aspira.

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

Notas do meu rodapé: Novo líder do PS-Madeira refuta reiterados elogios de Almeida Santos à obra de Jardim


“Nem tudo o que reluz na Madeira
é ouro”, advertiu hoje o novo líder
do PS na Madeira, Jacinto Serrão,
para refutar os elogios à obra de
Alberto João Jardim reiterados
por Almeida Santos no encerramento
do congresso regional.
O presidente honorário do PS
retomou elogios feitos ao presidente
do governo madeirense na década
de 90, fazendo questão de reconhecer
que Jardim “é economicamente sério”,
“fez uma obra no plano do
equipamento urbano, rodoviário e
turístico” e transformou “a Madeira
numa preciosidade que não era quando
tomou posse” em 1978.
PÚBLICO
.
Começam a ser rotineiros os encómios a Alberto João Jardim, por parte dos altos dirigentes do Partido Socialista. Há meses, num beija-mão solene, e perante um Alberto João emproado e convencido, foi a vez de Jaime Gama, naquele tom "pasteleiro", que o caracteriza, desfazer-se em elogios àquele a quem há uns anos atrás apelidou de "Bokassa da Madeira", constituindo este, talvez, o mais agressivo epíteto dirigido àquele controverso dirigente político. Agora, coube a vez a Almeida Santos, com aquele sublimado ar melífluo, a esconder toda a "manhosice" da sua personalidade, de se desdobrar, curvando a espinha, em rasgados elogios a João Jardim. E fê-lo no lugar mais inapropriado: o congresso regional do PS-Madeira.
Adivinha-se o objectivo de tanta subserviência. O Partido Socialista não quer despoletar a verborreia insultuosa do "soba", no momento em que acusa uma fragilidade política desgastante. José Sócrates pretende não facilitar a visibilidade das frentes contestatárias ao seu governo, quer as assumidas a título individual, quer as colectivas, para assim melhor poder concentrar-se na sua luta contra a oposição parlamentar, principalmente a de esquerda. Foi essa mesma estratégia que determinou a cedência aos sindicatos dos professores, adiando, por isso. e mais uma vez, a necessária e profunda reforma da Educação, que se reclama para conseguir ultrapassar a sua situação altamente deficitária, ao nível de eficiência, e que as gerações futuras terão de pagar.
Como respondeu o novo dirigente do PS-Madeira, eleito no congresso, onde esteve presente Almeida Santos, "João Jardim fracassou nas políticas sociais e esbanjou centenas e centenas de milhões de euros em investimentos públicos de má qualidade e perfeitamente inúteis, com os recursos financeiros disponibilizados pelo Estado Português e União Europeia, onerando com pesada dívida as gerações vindouras que não beneficiarão dessas obras”.
Por outro lado, sabe-se que Jardim, com o seu nepotismo, capta e consolida apoios políticos, colocando nos altos postos da administração os seus mais indefectíveis apoiantes, que, por sua vez, com a sua conivência, se instalam no poder com as respectivas redes familiares, numa cumplicidade política e partidária complexa, que não olha a meios para alcançar os fins.
E é ao mais excêntrico demagogo da política portuguesa, pós-25 de Abri, que os altos dirigentes do Partido Socialista prestam vassalagem!...

domingo, 13 de dezembro de 2009

Tudo em família!...

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Imagem enviada por M.J. Neves

À primeira vista, perante o cruzamento de tantos irmãos, filhos, tios, sobrinhos, a que se acrescentam as mulheres de cada um deles, mais parece estarmos perante a árvore genealógica de uma grande família, do que na presença de um organograma de um executivo governamental. É o governo de Alberto João Jardim, que optou pela estrutura familiar, muito mais simples do que a do governo central, chefiado por José Sócrates, muito mais complexa e burilada, com a sua estrutura accionista, estilo S.A. Compreende-se por que razão AJJ tem tantos indefectíveis apoiantes, a exibirem sempre a sua fidelidade canina ao seu dono. Será por isso que o comparam a um soba, estilo Bokassa, chefiando uma sociedade tribal, onde as diversas linhagens se cruzam, enquanto a Madeira é jocosamente considerada um exemplar perfeito de uma república das bananas.

sábado, 12 de dezembro de 2009

A crise não chega à Madeira!...



O PS cedeu mais uma vez à chantagem de Alberto João Jardim, o Bokassa da Madeira, que sabe magistralmente utilizar os deputados daquela Região Autónoma à Assembleia da República, para pressionar o governo central a abrir os cordões à bolsa. Desta vez, a direcção parlamentar do PS e o ministro dos Assuntos Parlamentares nem sequer se preocuparam em evitar a exposição ao ridículo do ministro da Finanças, que, momentos antes do acordo informal em aceitar o pedido de endividamento, tinha afirmado que não podia "continuar-se a pagar os devaneios financeiros da região governada por Alberto João Jardim".
Por tibieza do PS, perdeu-se a soberana oportunidade de desautorizar o autocrata da Madeira, que governa o arquipélago, como se tratasse de uma coutada sua, e onde exerce, sustentado num grosseiro discurso populista e demagógico, um poder discricionário, a quem ninguém põe limites.
A Madeira já apresenta um nível de endividamento preocupante, resultado da obsessão faraónica de Alberto João Jardim. Ao conceder mais uma autorização para o governo regional contrair mais dívida, é contribuir para a continuidade do regabofe financeiro, que todos os portugueses andam a pagar.
Os governos têm de começar a pensar que a insularidade não pode sobrepôr-se mais à interioridade, que continua a ser esquecida nos sucessivos orçamentos de Estado. Trás-os-Montes já é a região mais pobre da União Europeia e não existe vontade política para, em nome da coesão, tantas vezes invocada, promover ali planos de desenvolvimento sustentados, que evitem a depressão, o seu subdesenvolvimento e a progressiva desertificação.

domingo, 13 de setembro de 2009

Independência da Madeira, já!...

Jardim não se opõe a um arquipélago independente se Lisboa o desejar

Pela primeira vez estou de acordo com o Bokassa da Madeira. Seria a melhor maneira de nos livrarmos da abstrusa figura, que faz do insulto o seu argumento preferido e da política a sua plataforma de provocação.