Páginas

Mostrar mensagens com a etiqueta Eleições leg 2011. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Eleições leg 2011. Mostrar todas as mensagens

segunda-feira, 6 de junho de 2011

Jerónimo espera luta de quem votou nos partidos da "troika"


O secretário-geral do PCP considerou, este domingo à noite, que "a luta social será inevitável" e envolverá, também, aqueles que votaram "nos partidos da troika" quando se sentirem "enganados" pelos partidos que "esconderam" as medidas que querem aplicar e, nomeadamente, pela campanha de "mentira" e "dissimulação" da Direita.
Não é preciso ser profeta para saber que essa luta se desenvolverá. E, nessa luta, podem contar com o PCP, com a CDU", afirmou Jerónimo de Sousa, comentando o reforço do número de eleitos da CDU, que conseguiu eleger pelo distrito de Faro.
Jornal de Notícias
***
Foi o único discurso mobilizador que se ouviu ontem. Com o futuro parlamento transformado em caixa de ressonância da nova maioria da direita - uma simples Repartição Geral do governo - a luta vai desenrolar-se noutros palcos, quando os portugueses começarem a percorrer a via sacra desenhada pela troika. E é nessa luta que devem concentrar-se todas as energias. 

domingo, 5 de junho de 2011

Notas do meu rodapé: Claro que o país vai mudar, mas para pior...


Relvas: "É clara a vontade de mudança do País"
O secretário-geral do PSD, Miguel Relvas, reagiu esta tarde 'a quente' às projecções das televisões dizendo que "é inequívoco e claro a vontade de mudança do País".
O dirigente 'laranja' disse haver "o reconhecimento de um projecto de mudança" para o País, e agradeceu "a todos os portugueses" pelo resultado do seu partido.
Diário de Notícias
***
Claro que o país vai mudar. E muito, mas para pior! Depois de ter saído da minha assembleia de voto, e prevendo a vitória eleitoral da direita, comentei para uma pessoa amiga que a maioria dos eleitores iria arrepender-se da decisão tomada no dia de hoje. Se é que já não está arrependida. É claro que estou a referir-me àqueles eleitores da classe média, que, constituindo a principal franja populacional, sobre a qual vai recair, com desmesurado impacto, o peso da crise, foi votar nos seus futuros carrascos. Enquanto o Partido Socialista, que José Sócrates transformou numa ruína ideológica, fazia uma larga curva para chegar a um objectivo impopular, o PSD vai pretender fazer esse mesmo caminho em linha recta. É certo que a governação não vai ser fácil, quando os portugueses, tal como os gregos, descobrirem a fraude de que estão a ser vítimas.
A democracia não se esgota num acto eleitoral. A democracia também se exerce na rua e nas empresas, quando os políticos exercem o poder em benefício de interesses alheios ao bem comum. E a aceitação humilhante da ingerência externa, a impor condições leoninas, como se Portugal fosse um protectorado da União Europeia, não é do interesse do bem comum. Por isso, é necessário combatê-la. 

segunda-feira, 30 de maio de 2011

Passos Coelho não quer “tragédia grega” em Portugal


O presidente do PSD dramatizou hoje o discurso por causa da Grécia, para dizer que não quer para Portugal “a tragédia” que está a acontecer naquele país por não ter conseguido cumprir o acordo com a troika da União Europeia, BCE e FMI.
PÚBLICO
***
Que Portugal já é uma tragédia grega, e que irá ter um final trágico, nada épico, já é universalmente admitido. Falta só saber se também irá ser uma comédia. Com os actores da camarilha de Passos Coelho no governo,  até poderá vir a ser um circo de feira. Palhaços e macacos não faltarão. Eu levarei os amendoins.

domingo, 29 de maio de 2011

Falta uma discussão séria sobre as causas da crise...


***
Inquérito às causas da crise seria "muito útil" mas sem nomear culpados
O economista-chefe do Deutsche Bank, Thomas Mayer, considera que seria “muito útil” uma investigação em Portugal às causas da crise, mas recusou um inquérito em que sejam apontados culpados.
Para Thomas Mayer, a actual situação portuguesa é o resultado de “problemas estruturais” sobretudo após a adesão de Portugal à zona euro, quando o Produto Interno Bruto (PIB) cresceu à taxa média anual de cerca de um por cento.
Recentemente, um membro do Banco Central da Islândia, Gylfi Zoega, defendeu que Portugal deve investigar quem está na origem do elevado endividamento do Estado e bancos, e porque o fez.
Também o presidente da Comissão de Inquérito à crise financeira (FCIC, na sigla inglesa) do Estados Unidos, Phil Angelides, aconselhou uma investigação semelhante em Portugal e na Europa, como forma de apurar os factos que levaram à actual crise.
Em entrevista à agência Lusa, Phil Angelides considerou que a decisão de realizar a investigação sobre as causas da crise portuguesa teria utilidade para determinar com rigor a história e as responsabilidades na crise e para estimular o debate informado.
Jornal de Negócios
***
A crise tem causas, como não podia deixar ser. Umas próximas, outras remotas. E também tem culpados. Uns mais do que outros. Falta em Portugal uma discussão séria e desapaixonada sobre tudo aquilo que foi feito e correu mal. E os partidos do arco da traição (PS-PSD-CDS), porque estão comprometidos, não se atrevem fazer esse trabalho. A sociedade civil, remetida ao silêncio, não reage, excluída que está da exposição mediática das televisões, que correm atrás do osso, ignorando a carne. Os portugueses vão votar no próximo domingo sem saberem as razões concretas que conduziram o país a este abismo, com o risco acrescido de votarem maioritariamente naqueles partidos que, por muitas e variadas razões, algumas bem pouco edificantes, não souberam tomar as medidas certas no tempo certo. Vamos dar o remédio ao doente sem conhecer a doença de que padece.

segunda-feira, 23 de maio de 2011

Em campanha com a troika- Opinião de Miguel Gaspar - PÚBLICO


O poeta francês Paul Valéry escreveu um dia
que a política é a arte de impedir as pessoas de
se meterem nos assuntos que lhes dizem respeito.
A frase do autor de Ensaio de uma Conquista Metódica ilustra a perplexidade dos cidadãos que vão escolher um governo cujo programa político será o mesmo, independentemente de quem vier a ganhar as eleições.
Não admira que os eleitores se sintam tão desconfortáveis nesta campanha, como se estivessem numa festa para a qual não tinham sido convidados. Um pouco como se tivessem de pedir desculpa pelo incómodo.
O que não deixa de ser um paradoxo. Nunca como desta vez estão tantas coisas em jogo para tantas pessoas. O memorando da troika, se vier a ser aplicado, vai virar o país do avesso e mudar nossa forma de viver. Se não vier a ser aplicado, então estaremos condenados ao mesmo remédio que os gregos estão a sofrer.
Por outras palavras, os cidadãos comuns não fizeram nada para desencadear esta crise, cujo preço estão e vão continuar a pagar. E, ao mesmo tempo, não têm capacidade para influenciar as decisões que vão moldar o seu futuro.
Este sentimento de impotência reconduz-nos à citação de Valéry: nesta eleição, o essencial é impedir os eleitores de decidirem o que lhes diz respeito.
Por isso, em vésperas do início desta campanha eleitoral sem precedentes, talvez faça sentido reflectir mais sobre a forma como a crise económica está a limitar o exercício da democracia do que nas pequenas tácticas do dia-a-dia de campanha.
Não é uma novidade os mercados condicionarem a capacidade das nações em decidirem quanto ao seu futuro. Essa realidade já existia no século XIX. Mas o maior risco que corremos ao subirmos para o barco da troika é não reflectirmos sobre as causas desta fragilização do sistema político.
Em “Inside Job” – o antológico documentário sobre a crise financeira de 2008 – o realizador Charles Ferguson explica-nos como Wall Street passou a dominar o poder político na América. Mas em países como o nosso, o poder político também se tornou refém do mundo dos negócios.
E o que tem isto a ver com a crise da dívida? Apenas que ao longo dos anos a promiscuidade entre a política e os negócios e a fragilidade do sistema político perante os grupos instalados em todas as áreas da sociedade reduziu os governos a meros gestores dos seus interesses e de outros interesses.
Como os gestores loucos de Wall Street, os governos que pensam assim só podem sobreviver se assumirem que o edifício nunca se desmoronará, mesmo se as suas fundações forem virtuais.
Precisávamos de mudar a forma como fazemos a política e como os cidadãos se envolvem na política – as manifestações dos últimos dias em Espanha mostram claramente como a política deixou de conseguir falar com a rua. Mas por enquanto só temos uma campanha eleitoral - uma campanha com a troika. Façamos o possível para que ela nos diga respeito.

Passos e Portas serão "varridos" pelos militantes

Fotografia do Diário de Notícias
O presidente do PS considerou hoje que, se Paulo Portas e Passos Coelho se recusarem a fazer parte de um Governo liderado por Sócrates a seguir às eleições, serão "varridos" pelos próprios militantes dos seus partidos.
Diário de Notícias
***
Só ficará a faltar que José Sócrates seja "varrido" do PS. Acabava-se com a troika portguesa.
http://www.dn.pt/inicio/portugal/interior.aspx?content_id=1859303

sábado, 21 de maio de 2011

O voto em branco é um voto legítimo

Os partidos do arco da traição

No rescaldo de uma acesa discussão numa das páginas do Facebook, deixei este comentário, que transcrevo:

"O voto em branco é um voto legítimo, que está consagrado na lei e que entra na contabilidade dos votos entrados nas urnas. Aqueles eleitores, que não queiram votar nos partidos do arco da traição (PS-PSD-CDS) e não se revejam nos outros partidos que se apresentam às eleições, devem votar em branco e nunca optar pela abstenção. O que se pretende, com esta proposta, é castigar os partidos que traíram os portugueses, assinando o memorando da troika, e que, ao mesmo tempo, por acção ou por omissão, foram os responsáveis pela actual crise. Quem votar nos partidos do arco da traição, está a legitimar o memorando da troika, que vai ser o verdadeiro programa do próximo governo, seja ele do PS ou do PSD, ou de cada um destes partidos em coligação com o CDS. E eu não tenho dúvidas de que aqueles três partidos, que agora se agridem ferozmente, para conquistarem votos, irão estar de acordo na próxima legislatura e aprovar todas as medidas da troika. Quer dizer: nenhum deles, que fique de fora no próximo governo, exercerá uma oposição credível".

terça-feira, 17 de maio de 2011

Portas versus Sócrates: É preciso ter lata!...


Excerto do debate na TVI entre Paulo Portas e José Sócrates:
Paulo Portas: "O sr. disse que nunca seria primeiro-ministro com o FMI."
José Sócrates: "Não foi isso que eu disse. O que eu disse é que não estava disponível para ser primeiro-ministro com o FMI."
Judite de Sousa: "Não é a mesma coisa?"
José Sócrates: "Não. É diferente."
Claro que Sócrates não disse qual era a diferença! …
Amabilidade do Jorge Ribeiro

segunda-feira, 16 de maio de 2011

Notas do meu rodapé: A difícil militância da esquerda

Francico Louçã
BE defende que tributação sobre "off-shores" evitaria cinco anos de corte nas pensões
O líder do Bloco de Esquerda, Francisco Louçã, declarou em Espinho que a tributação sobre transferências para paraísos fiscais permitiria ao Governo evitar cinco anos de cortes nas pensões.
“Uma das formas de financiar o resgate para diminuir a dívida é a tributação sobre transferências para paraísos fiscais. No caso das 100 maiores exportadoras portuguesas, 25 delas estão registadas na Madeira, registam 6.000 milhões de euros [de lucros], não criam nenhum emprego e, apesar disso, não pagam os impostos que deviam”, afirmou Louçã, numa acção de campanha em Espinho.
Para o líder do Bloco, o montante de impostos que está em causa corresponderia, “no mínimo, a 1500 milhões de euros, o que são cinco anos do corte das pensões”.
PÚBLICO
***
Ao ler esta notícia dei comigo a pensar nos resultados das últimas sondagens eletorais, que apontavam o PS e o PSD como sendo os partidos que mais intenções de votos recolheram, ao mesmo tempo, que me interrogava sobre a percentagem de eleitores que têm a percepção do que significam os off-shores, numa economia de mercado, para que servem, como funcionam e qual a quantidade de dinheiro que movimentam. Julgo que apenas uma pequena minoria de portugueses responderiam correctamente a esta questão. Assim como é uma minoria, o número de portugueses que entenderam, ao lê-lo, a gravidade contida nas medidas restritivas descritas no memorando de entendimento imposto pela troika (UE-FMI-BCE). A própria palavra troika, por ser de grafia e pronúncia tão estranhas ao nosso idioma, é normalmente assumida como significando porta.
E é este o grande problema da esquerda, que não dispõe, em estado permanente, de acesso aos grandes meios de comunicação social, nem tem capacidade financeira para alargar o universo de receptores das suas mensagens. Se fosse possível aos partidos de esquerda (PCP e BE) fazerem entender à maioria dos portugueses a questão dos paraísos ficais, no que concerne à sua verdadeira dimensão e importância , assim como explicar a origem remota e as causas mais próximas da actual crise, o quadro das intenções de voto sofreria uma mudança radical, em nítido prejuízo dos partidos do arco da traição. 
Os partidos da esquerda só podem contar com as suas próprias forças, que assentam na capacidade mobilizadora dos seus militantes. E esse duro trabalho demora a dar frutos. 
Claro que uma crise com esta gigantesca dimensão, de efeitos devastadores no já precário tecido social, vai provocar agitação social e a ocorrência de muitos distúrbios descontrolados, tal como está a acontecer na Grécia, mas que devido ao seu carácter espontâneo e localizado e por não existir o devido enquadramento politico-partidário, normalmente levam ao insucesso, aumentando assim a frustração e o desalento dos participantes.
É por isso que para os partidos da esquerda, e ao contrário dos partidos da direita, que apenas olham para os seus militantes de base e para os seus tradicionais eleitores nos períodos das campanhas eleitorais, têm sempre um trabalho ciclópico, no seu dia a dia, no sentido de informar e mobilizar cada vez mais pessoas. Dizem os revolucionários históricos que é explorando a ocorrência das grandes crises económicas e políticas que as situações amadurecem para se conseguirem as grandes mudanças da História.
http://www.publico.pt/Política/be-defende-que-tributacao-sobre-offshores-evitaria-cinco-anos-de-corte-nas-pensoes_1494261

sábado, 14 de maio de 2011

Era uma vez um país...

Sondagem da Intercampus para o PÚBLICO e TVI
Olho para isto, e nem quero acreditar! Um verdadeiro sentimento sado-masoquista está a percorrer o país, de norte a sul e de este a oeste. Se a Inquisição fosse a votos, voltavam a acender-se as fogueiras no Rossio de Lisboa. Ou será que o Salazar tinha razão, quando afirmava conhecer bem o povo português?!
Espero que tudo isto não passe de uma mera ficção. Ou será que este país já é uma ficção?
http://publico.pt/Política/ps-passa-psd-e-cds-dispara-para-os-134_1494074?p=1

sexta-feira, 22 de abril de 2011

Edite Estrela lamenta exclusão de Teixeira dos Santos das listas do PS


Edite Estrela, do secretariado nacional do PS, lamentou hoje a exclusão do ministro das Finanças, Teixeira dos Santos, das listas do partido nas próximas eleições legislativas.
Em declarações esta manhã à rádio TSF, a socialista comentou que, se Teixeira dos Santos estava interessado em integrar as listas, foi uma pena que tivesse sido excluído. “Se ele estava disponível e não foi convidado, lamento, porque é uma pessoa com valor e representaria uma mais-valia”, disse àquela rádio.
PÚBLICO
***

Foi, sem dúvida, um dos piores ministros das Finanças, depois do 25 de Abril. Falhou todas as tentativas para corrigir a evolução negativa dos défices orçamentais e o aumento da dívida pública. A partir da crise mundial, iniciada em 2008 - e que ele, em 2009, caricatamente, deu por terminada, ao dizer que ela já tinha batido no fundo, o que atesta a sua falta de compreensão dos fenómenos económicos - todas as suas previsões e projecções saíram erradas, sendo desmentidas pela realidade. Também não percebeu que em períodos de recessão económica é impossível corrigir défices orçamentais e pagar dívidas, o que o obrigaria, perante a União Europeia, a denunciar as exorbitantes exigências que estavam a ser impostas a Portugal. Nunca se ouviu da sua boca uma palavra de protesto. Pelo contrário, no seu discurso, apresentava-se sempre com um pensamento concordante e alinhado, em relação a Bruxelas.
Ao não ser convidado para as listas de deputados, leva-me a crer que a máquina gigantesca de propaganda do PS se prepara para, subliminarmente, o apresentar como o grande culpado do fracasso do governo, iludindo assim a responsabilidade do próprio primeiro-ministro, José Sócrates. Já se percebeu que, em Portugal, não há escrúpulos em dar facadas pelas costas aos amigos políticos.