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quarta-feira, 31 de janeiro de 2018
domingo, 5 de novembro de 2017
Petição sobre a Revisão da Lei de Bases da Saúde

Se ainda não assinou esta petição, ainda está a
tempo de defender o seu direito à Saúde. Assine. A Saúde não pode ser
prejudicada pelo défice e pelo monstro da dívida. Se o Estado teve dinheiro para
salvar os bancos, deixando os seus accionistas em paz, a gozar dos rendimentos
obtidos, através dos fabulosos lucros do tempo das vacas gordas e do crédito
intencionalmente fácil, também tem de ter dinheiro para o Serviço Nacional de
Saúde (SNS).
Não se esqueça que os cortes no SNS e no Estado
Social continuam na mira da Comissão Europeia.
Alexandre
de Castro
2017 11 05
sexta-feira, 28 de julho de 2017
Manifesto: Pela nossa saúde, pelo SNS
Manifesto: Pela nossa saúde, pelo SNS
Porque é um assunto que a todos nos diz
respeito, tomo a liberdade de vos contactar para vos convidar a subscrever este
Manifesto, que visa influenciar o governo a ter uma política de saúde que tenha
também em conta a promoção da saúde e a prevenção da doença. De há muito que o
SNS se tem centrado quase exclusivamente na prestação de cuidados na doença.
Ora essa estratégia é socialmente insustentável e financeiramente
incomportável. Contamos, por isso, com a vossa subscrição e com a divulgação do
Manifesto pelos teus contactos. Para subscrever basta declarar que subscreve.
Manifesto
Pela
nossa saúde, pelo SNS
A
razão de os signatários se dirigirem aos portugueses decorre da análise que
fazem da actual situação no sector da saúde, a qual, quase a meio do mandato do
governo, permanece sem sinais de mudança que alterem a natureza do modelo de
política de saúde, promovendo a saúde dos portugueses, reabilitando e
requalificando o Serviço Nacional de Saúde. O qual dificilmente se verificará
sem a contribuição activa dos actores sociais e políticos das comunidades.
O sistema público de saúde carece do
financiamento ajustado à sua missão: promover a saúde, prevenir e tratar a
doença. Sem essa condição não só o SNS vai definhando, vendo reduzido um dos
seus principais valores, a cobertura universal, como as respostas que vai dando
são canalizadas quase exclusivamente, e já em condições precárias, para o
tratamento da doença e para contribuir para o florescimento da prestação
privada. Em seis anos (2009-2015) a despesa pública da saúde diminuiu 21%,
tendo passado de 6,9% para 5,8% do PIB. Os signatários tomam, por isso, como
referência a despesa verificada em 2009, que foi de 9,9% do PIB, um ponto
percentual acima do verificado em 2015. Além disso, percentagem do
financiamento público dos cuidados de saúde prestados à população é desde 2014
das mais baixas da Europa a 28 (66%).
O diagnóstico que melhor caracteriza a
saúde da população é dado pelos seguintes indicadores-chave. (1) com 70% de esperança de vida saudável (2015),
os portugueses tinham o mais baixo valor dos países do sul da Europa – Espanha,
França, Itália e Grécia; (2) com 32% de esperança de vida saudável aos 65 anos,
os portugueses ficam bastante aquém dos valores daqueles países; (3) no grupo
etário 16-64 anos só 58% da população considerava que a sua saúde era boa ou
muito boa, quando na Grécia ou em Espanha é superior a 80% (2015); (4) no grupo
com mais de 64 anos aquela percepção é de 12%, sendo em Espanha e França
superior a 40%; (5) mais de 50% da população tem excesso de peso; (6) em 2016
verificou-se o maior excesso de mortalidade da década, correspondente a 4 632
óbitos.
Nos setenta e sete hospitais da rede
pública, cerca de 800 000 utentes aguardam com excesso de espera uma primeira
consulta hospitalar, correspondendo a 30% das primeiras consultas realizadas em
2016. Esse excesso varia entre 2 e >800
dias. Mais de oitocentos mil portugueses não têm médico de família atribuído.
Entre 2014 e 2016 verificou-se um aumento de 529 000 urgências.
Esta situação é já bastante preocupante.
Continua a insistir-se num modelo de política de saúde exclusivamente orientado
para o tratamento da doença e centrado nas tradicionais instituições de saúde.
Quando a regra é ser-se saudável e a excepção é estar-se doente, a quase
totalidade dos recursos são canalizados para a excepção, embora a promoção e a
protecção da saúde sejam as intervenções que mais contribuem para melhorar o
bem-estar das pessoas e das comunidades, e a estratégia que torna os sistemas
de saúde sustentáveis. Do que se trata, por isso, não é de medidas avulsas que
dificilmente se articulam entre si, mas de uma reforma que integre cuidados
hospitalares, cuidados continuados, cuidados de saúde primários e intervenções
em saúde pública, que inclua os actores formais e informais das comunidades
locais e que incorpore o melhor conhecimento científico disponível.
Mas mesmo quando se trata da prestação
de cuidados na doença, as limitações ao acesso mantém-se como o maior obstáculo
aos serviços de saúde no momento em que são necessários, com as consequências
negativas daí decorrentes para a condição dos doentes. Os tempos de espera
inadmissíveis são disso a melhor evidência e o crescimento da afluência às
urgências o pior sintoma da disfunção que reina no sector.
O excesso de mortalidade, verificado
sobretudo entre a população idosa e durante o verão e o inverno, quando se
verificam temperaturas mais extremas, exige que os cuidados domiciliários sejam
mais frequentes e que tanto as autarquias como os serviços de segurança social
façam um acompanhamento de maior proximidade respondendo às necessidades de cuidados
de conforto que nestas alturas são particularmente sentidas.
No que se refere ao sector privado
exige-se que a sua regulação se faça do lado do cumprimento de critérios de
ordenamento das instituições de saúde, que a certificação inclua o preenchimento
dos quadros de pessoal com a diferenciação ajustados à sua missão, às valências
e ao volume de produção previsto, e que a demonstração dos resultados de
gerência sejam obrigatórios e públicos.
As várias greves do pessoal da saúde –
médicos, enfermeiros, técnicos de diagnóstico e outros trabalhadores -, em que
se verificou tanto uma grande adesão desses profissionais como uma considerável
compreensão por parte da população, representam sinais que devem ser entendidos
e interpretados como manifestações críticas da situação que se está a viver no
sector.
Os signatários deste Manifesto têm uma
longa história de serviço público no Serviço Nacional de Saúde e de dedicação à
causa da saúde. A maior parte deles contribuiu para que ele se implantasse nos
primeiros anos da sua criação, foram seus profissionais empenhados desde então
e bateram-se por diversas vezes contra os ataques que lhe foram movidos. Não
estão, por isso, dispostos a assistir ao seu progressivo definhamento. Se, como
é defendido, o SNS representa um dos mais relevantes serviços que a democracia
tem prestado aos portugueses, então há que proceder à sua reabilitação e
requalificação, alterando substancialmente o sentido da política de saúde.
Passados 38 anos da sua criação, o SNS não pode ficar imóvel e alheio aos
desafios que lhe são colocados. Nesta exigência estamos acompanhados pelos mais
prestigiados peritos na matéria, como Ilona Kickbusch, David Gleicher e Hans
Kluge da OMS, e Nigel Crisp, coordenador da Plataforma Gulbenkian Health in
Portugal.
Por isso nos dirigimos também a todas as
organizações partidárias que subscreveram os acordos de 10 de Novembro de 2015,
na expectativa de que sejam sensíveis a esta necessidade inadiável e tomem as
decisões que a situação descrita exige. Esta política de saúde já mostrou que
não está a responder ao que é exigido de um governo que se afirma empenhado em
dar uma orientação de esquerda às suas políticas sociais. Está, por isso, nas
mãos da actual maioria parlamentar iniciarem o processo de mudança da política
de saúde.
Primeiros subscritores:
Aguinaldo Cabral, António Manuel
Faria-Vaz, Armando Brito de Sá, Cipriano Justo, Deolinda Barata, Fernando
Gomes, Guadalupe Simões, Jaime Correia de Sousa, Jaime Mendes, João Proença,
Jorge Espírito Santo, José Aranda da Silva, José Carlos Martins, José Frade,
José Manuel Boavida, Maria Augusta Sousa, Maria João Andrade, Maria Manuel
Deveza, Mariana Neto, Mário Carreira, Mário Jorge Neves, Nídia Zózimo, Paulo
Fidalgo, Sérgio Esperança, Sofia Crisóstomo, Teresa Gago.
***«»***
Como não possui o texto original deste
Manifesto, o leitor, que pretenda subscrevê-lo, poderá proceder de duas
maneiras:
1º
- Através do blogue, a mais fácil e a mais directa: Isole esta publicação,
clicando no título, e, através de copy,
envie o respectivo link, por email, depois
de escrever a palavra “Subscrevo”, para o seguinte endereço electrónico: Cipriano
Justo justo.cipriano@gmail.com.
2º
- O menos imediato: Envie uma mensagem para o endereço, anteriormente
assinalado, e solicite o envio do texto do Manifesto, que reencaminhará para o
remetente, depois de escrever “Subscrevo”.
Lembre-se que ao subscrever este
Manifesto está a defender a sua Saúde. Todos nós, mais tarde ou mais cedo,
vamos precisar de recorrer, sem preocupações financeiras e com a garantia de
qualidade dos serviços prestados, a uma unidade do SNS, seja qualquer for a
natureza e a gravidade da respectiva patologia.
Por outro lado, ao subscrever este
manifesto, está a exercer o seu direito de cidadania, defendendo a existência
de um SNS, universal e tendencialmente gratuito, e que se revelou, juntamente
com a Liberdade e a Democracia, a maior conquista do 25 de Abril.
Não seja “trouxa”, e adira já à
subscrição deste Manifesto. Antes que seja tarde.
Informo-o também que todos os primeiros
subscritores deste Manifesto são médicos que rejeitam a perversa ideia de que a
Saúde tem de ser um negócio.
quarta-feira, 28 de junho de 2017
A propósito de uma Petição A Favor da Redução do Número de Deputados na Assembleia da República de 230 para 180
A
propósito de uma Petição A Favor da Redução do Número de Deputados na Assembleia da
República de 230 para 180
Desculpem-me todos os peticionários,
apesar de todas as razões que possam invocar, eu penso que esta iniciativa
é um perfeito faits divers,
totalmente inócuo e vazio, no ponto de vista político. Fosse este um problema
do país, que se resolveria facilmente. O desenvolvimento de um país não depende
da dimensão numérica dos deputados do seu parlamento. Há países, mais desenvolvidos do que
Portugal, que têm um maior número de deputados. As imagens da televisão apenas
nos mostram um parlamento, em que a maioria de deputados parece que está a
fazer figura de corpo presente. Mas não é assim. Há muito trabalho de gabinete
a fazer. Cada deputado, de cada bancada, tem tarefas distribuídas, para cada
sector da actividade do governo, e que vai desde compilação de legislação,
pesquisa de elementos estatísticas para sustentar projectos partidários de
decretos-lei, até ao estudo das propostas dos outros grupos parlamentares. etc.
Não queiram matar um dos pilares
importantes da democracia.
Alexandre
de Castro
2016 06 28
domingo, 6 de dezembro de 2015
Sauvons le poète Ashraf Fayad condamné pour apostasie par l'Arabie Saoudite
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Le poète
palestinien Ashraf Fayad
|
Sauvons le poète Ashraf Fayad condamné pour
apostasie par l'Arabie Saoudite
Quem mata um poeta, em nome de Deus, está a
matar o próprio Deus...
A idade das trevas e da escuridão ainda habita
no coração daqueles homens que se inspiram nos livros sagrados para fazerem
leis demoníacas e sanguinárias contra a liberdade de pensamento.
A condenação à morte do poeta Ashaf Fayad, por
apostasia, é um acto monstruoso e ignóbil, que, a concretizar-se, irá renegar
os valores civilizacionais do nosso tempo.
Salvar a vida e conseguir a libertação de Ashaf
Fayad é um imperativo urgente da nossa consciência, a individual e a colectiva,
a fim de nos podermos resgatar da barbárie.
Alexandre de Castro
domingo, 16 de março de 2014
Jerónimo de Sousa defende que Manifesto dos 70 é "tardio"
O secretário-geral do PCP, Jerónimo de Sousa,
afirmou hoje, no Porto, que o manifesto subscrito por 70 personalidades é
"tardio", mas vem confirmar a necessidade "urgente" da
renegociação da dívida e a rutura com o atual rumo político.
No comício comemorativo do 93.º aniversário do
partido, o líder comunista salientou que o manifesto conclui a necessidade
"imediata" do país renegociar a sua dívida pública, reconhecendo a
natureza insustentável da dívida e as consequências devastadoras que lhe estão
associadas.
"Uma renegociação que, para o PCP, deve ser
assumida por iniciativa do Estado português, na plenitude do direito soberano
da salvaguarda dos interesses do país e do povo, assente num serviço de dívida
compatível com o crescimento económico e a promoção do emprego, tendo como
objetivo a sustentabilidade da divida no medio e longo prazo", referiu.
***«»***
O Manifesto dos 70 é tardio e opta por uma
solução minimalista. Perante o gigantismo da dívida do Estado português, a sua “reestruturação”
(alongamento das maturidades e abaixamento de juros) já é insuficiente. Neste
momento, em que a perspetiva futura de bancarrota se apresenta como provável, a
solução também passa pelo perdão de parte dessa dívida, através da sua “renegociação”,
tal como propôs o PCP, já em 2011, e que não é nenhuma novidade nas relações
financeiras entre Estados soberanos. A própria Alemanha beneficiou da
benevolência dos seus credores, onde constava a Grécia, que lhe perdoaram cerca
da metade da dívida soberana e lhe alongaram os prazos de maturidade.
Mas, apesar destas insuficiências, o manifesto
teve o mérito de mostrar as brechas que já estão a abrir-se no setor da direita
e a ampliar na opinião pública o ceticismo em relação à política de austeridade
seguida pelo governo. Embora tardiamente, as pessoas começam a perceber que os
sacrifícios vieram para ficar, e com a agravante de não conduzirem a lado nenhum,
a não ser à pobreza endémica da maior parte da população.
O manifesto, uma vez que cruza subscritores de
vários quadrantes ideológicos, tem dois tempos com marcas identitárias
diferentes. O primeiro, o da análise económica, aliás, bem sucedida, tem a
marca das personalidades mais à esquerda, onde se vislumbra a mão dos
economistas neo-Keynesianos. O segundo, o das soluções propostas, tem a
influência das personalidades de direita, que evitaram qualquer referência
explícita ao governo, que apenas implicitamente é criticado.
sábado, 15 de março de 2014
Candeia que vai à frente alumia duas vezes
A bancada do PCP assumiu naquele debate [sessão parlamentar de 11 de Março] e, mais
tarde, numa declaração política própria, que já propôs a renegociação da dívida
a 5 de Abril de 2011, há três anos, o que na altura foi considerado “irresponsável
e irrealista”, nas palavras do deputado Paulo Sá. “Foi preciso que a vida dos
portugueses tivesse sido arruinada (…), foi preciso que a dívida tivesse
disparado para quase 130% do PIB para que certos sectores da nossa sociedade se
convencessem, talvez a contragosto, da justeza das propostas do PCP”, afirmou o
parlamentar comunista.
***«»***
É sempre difícil, antes do tempo, demonstrar que se tem toda a razão...
sexta-feira, 14 de março de 2014
Manifesto dos 70
Manifesto: Preparar a reestruturação da
dívida para crescer sustentadamente (na íntegra)
Nenhuma estratégia de combate à crise poderá ter
êxito se não conciliar a resposta à questão da dívida com a efectivação de um
robusto processo de crescimento económico e de emprego num quadro de coesão e
efectiva solidariedade nacional. Todos estes aspectos têm de estar presentes e
actuantes em estreita sinergia. A reestruturação da dívida é condição sine
qua non para o alcance desses objectivos.
O que reúne aqui e agora os signatários, que têm
posições diversas sobre as estratégias que devem ser seguidas para responder à
crise económica e social, mas que partilham a mesma preocupação quanto ao peso
da dívida e à gravidade dos constrangimentos impostos à economia portuguesa, é
tão-somente uma tomada de posição sobre uma questão prévia, a da identificação
das condições a que deve obedecer um processo eficaz de reestruturação.
O que a seguir se propõe tem sempre em atenção a
necessidade de prosseguir as melhores práticas de rigorosa gestão orçamental no
respeito das normas constitucionais, bem como a discussão de formas de
reestruturação honrada e responsável da dívida no âmbito de funcionamento da
União Económica e Monetária, nos termos adiante desenvolvidos.
A actual dívida é insustentável na ausência de robusto e sustentado crescimento
A crise internacional iniciada em 2008 conduziu, entre outros factores de desequilíbrio, ao crescimento sem precedentes da dívida pública. No biénio anterior, o peso da dívida em relação ao PIB subira 0,7 pontos percentuais, mas elevou-se em 15 pontos percentuais no primeiro biénio da crise. No final de 2013 a dívida pública era de 129% do PIB e a líquida de depósitos de cerca de 120%. O endividamento externo público e privado ascendeu a 225% do PIB e o endividamento consolidado do sector empresarial a mais de 155% do PIB. A resolução da questão da dívida pública não só se impõe pelas suas finalidades directas, como pela ajuda que pode dar à criação de condições favoráveis à resolução dos problemas específicos do endividamento externo e do sector empresarial, que são igualmente graves.
A dívida pública tornar-se-á insustentável
na ausência de crescimento duradouro significativo: seriam necessários saldos
orçamentais primários verdadeiramente excepcionais, insusceptíveis de imposição
prolongada.
A nossa competitividade tem uma base qualitativa
demasiado frágil para enfrentar no futuro a intensificação da concorrência
global. É preciso uma profunda viragem, rumo a especializações competitivas
geradas pela qualidade, pela inovação, pela alta produtividade dos factores de
produção envolvidos e pela sagaz capacidade de penetração comercial em cadeias
internacionais ou nichos de mercado garantes de elevado valor acrescentado.
Trata-se certamente de um caminho difícil e de
resultados diferidos no tempo. A sua materialização exige continuidade de
acção, coerência de estratégias públicas e privadas, mobilização contínua de
elevado volume de recursos, bem como de cooperação nos mais diversos campos de
actividade económica, social e política. Será tanto mais possível assegurar a
sustentabilidade da dívida, quanto mais vigoroso for o nosso empenho colectivo
no aproveitamento das oportunidades abertas pela reestruturação no sentido de promover
esse novo padrão de crescimento.
É imprescindível reestruturar a dívida para crescer, mantendo o respeito pelas normas constitucionais
Deixemo-nos de inconsequentes optimismos: sem a reestruturação da dívida pública não será possível libertar e canalizar recursos minimamente suficientes a favor do crescimento, nem sequer fazê-lo beneficiar da concertação de propósitos imprescindível para o seu êxito. Esta questão é vital tanto para o sector público como para o privado, se se quiser que um e outro cumpram a sua missão na esfera em que cada um deles é insubstituível.
Sem reestruturação da dívida, o Estado
continuará enredado e tolhido na vã tentativa de resolver os problemas do
défice orçamental e da dívida pública pela única via da austeridade. Deste modo,
em vez de os ver resolvidos, assistiremos muito provavelmente ao seu
agravamento em paralelo com a acentuada degradação dos serviços e prestações
provisionados pelo sector público. Subsistirá o desemprego a níveis
inaceitáveis, agravar-se-á a precariedade do trabalho, desvitalizar-se-á o país
em consequência da emigração de jovens qualificados, crescerão os elevados
custos humanos da crise, multiplicar-se-ão as desigualdades, de tudo resultando
considerável reforço dos riscos de instabilidade política e de conflitualidade
social, com os inerentes custos para todos os portugueses.
Por outro lado, a economia sofrerá
simultaneamente constrangimentos acrescidos, impeditivos em múltiplas dimensões
do desejável crescimento do investimento, da capacidade produtiva e da
produtividade, nomeadamente pela queda da procura e desestruturação do mercado,
diminuição da capacidade de autofinanciamento, degradação das condições de
acesso, senão mesmo rarefacção do crédito da banca nacional e internacional,
crescente liquidação de possibilidades competitivas por défice de investimento
e inovação. Por maioria de razões, o ganho sustentado de posições de referência
na exportação ficará em risco e inúmeras empresas ver-se-ão compelidas a
reduzir efectivos.
Há que encontrar outros caminhos que nos
permitam progredir. Esses caminhos passam pela desejável reestruturação
responsável da dívida através de processos inseridos no quadro institucional
europeu de conjugação entre solidariedade e responsabilidade.
Há alternativa.
A reestruturação deve ocorrer no espaço institucional europeu
No futuro próximo, os processos de reestruturação das dívidas de Portugal e de outros países – Portugal não é caso único – deverão ocorrer no espaço institucional europeu, embora provavelmente a contragosto, designadamente dos responsáveis alemães. Mas reacções a contragosto dos responsáveis alemães não se traduzem necessariamente em posições de veto irreversível. Veja-se o que vem sucedendo com a Grécia, caso irrepetível, de natureza muito diferente e muito mais grave, mas que ajuda a compreender a lógica comportamental dos líderes europeus. Para o que apontam é para intervenções que pecam por serem demasiado tardias e excessivamente curtas ou desequilibradas. Se este tipo de intervenções se mantiver, a União Europeia correrá sérios riscos.
Portugal, por mais que cumpra as boas práticas
de rigor orçamental de acordo com as normas constitucionais – e deve fazê-lo
sem hesitação, sublinhe-se bem –, não conseguirá superar por si só a falta dos
instrumentos que lhe estão interditos por força da perda de soberania monetária
e cambial. Um país aderente ao euro não pode ganhar competitividade através da
política cambial, não lhe é possível beneficiar directamente da inflação para
reduzir o peso real da sua dívida, não pode recorrer à política monetária para
contrariar a contracção induzida pelo ajustamento e não tem banco central
próprio que possa agir como emprestador de último recurso. Mas se o euro, por
um lado, cerceia a possibilidade de uma solução no âmbito nacional, por outro,
convoca poderosamente a cooperação entre todos os Estados-membros aderentes. A
razão é simples e incontornável: o eventual incumprimento por parte de um país
do euro acarretaria, em última instância, custos difíceis de calcular, mas provavelmente
elevados, incidindo sobre outros países e sobre o próprio euro. Prevenir as
consequências nefastas desta eventualidade é, de facto, um objectivo de
interesse comum que não pode ser ignorado.
Após a entrada em funções da nova Comissão
Europeia, deverá estar na agenda europeia o início de negociações de um acordo
de amortização da dívida pública excessiva, no âmbito do funcionamento das
instituições europeias. Na realidade, esse processo já foi lançado e em breve
iniciará o seu caminho no contexto do diálogo interinstitucional europeu, entre
Comissão, Conselho e Parlamento. É essencial que desse diálogo resultem
condições fundamentais para defender sem falhas a democracia nos
Estados-membros afectados, como valor fundacional da própria União.
Três condições a que a reestruturação deve obedecer
A Comissão Europeia mandatou um grupo de peritos para apresentar, designadamente, propostas de criação de um fundo europeu de amortização da dívida. O seu relatório será publicado antes das próximas eleições para o Parlamento Europeu. Essas propostas juntar-se-ão a várias outras formuladas nos últimos quatro anos. Recorde-se que a presente tomada de posição visa apenas a questão prévia da identificação das condições a que deve obedecer um processo eficaz de reestruturação. Serve-nos de guia o exposto sobre a dívida portuguesa, mas pensamos que as condições adiante sugeridas defendem também os melhores interesses comuns dos países do euro.
Tendo presente que a capacidade para trazer a
dívida ao valor de referência de 60% do PIB depende fundamentalmente de três
variáveis (saldo orçamental primário, taxa de juro implícita do stock de dívida
e taxa nominal de crescimento da economia), identificam-se três condições a que
deve obedecer a reestruturação da dívida.
1) Abaixamento da taxa média de juro
A primeira condição é o abaixamento significativo da taxa média de juro do stock da dívida, de modo a aliviar a pesada punção dos recursos financeiros nacionais exercida pelos encargos com a dívida, bem como ultrapassar o risco de baixas taxas de crescimento, difíceis de evitar nos próximos anos face aos resultados diferidos das mudanças estruturais necessárias. O actual pano de fundo é elucidativo: os juros da dívida pública directa absorvem 4,5%. do PIB. Atente-se ainda no facto de quase metade da subida da dívida pública nos últimos anos ter sido devida ao efeito dos juros.
2) Alongamento dos prazos da dívida
A segunda condição é a extensão das maturidades da dívida para 40 ou mais anos. A nossa dívida tem picos violentos. De agora até 2017 o reembolso da dívida de médio e longo prazo atingirá cerca de 48 mil milhões de euros. Alongamentos da mesma ordem de grandeza relativa têm respeitáveis antecedentes históricos, um dos quais ocorreu em benefício da própria Alemanha. Pelo Acordo de Londres sobre a Dívida Externa Alemã, de 27 de Fevereiro de 1953, a dívida externa alemã anterior à II Guerra Mundial foi perdoada em 46% e a posterior à II Guerra em 51,2%. Do remanescente, 17% ficaram a juro zero e 38% a juro de 2,5% Os juros devidos desde 1934 foram igualmente perdoados. Foi também acordado um período de carência de cinco anos e limitadas as responsabilidades anuais futuras ao máximo de 5% das exportações no mesmo ano. O último pagamento só foi feito depois da reunificação alemã, cerca de cinco décadas depois do Acordo de Londres. O princípio expresso do Acordo era assegurar a prosperidade futura do povo alemão, em nome do interesse comum. Reputados historiadores económicos alemães são claros em considerar que este excepcional arranjo é a verdadeira origem do milagre económico da Alemanha. O Reino Unido, que alongou por décadas e décadas o pagamento de dívidas suas, oferece outro exemplo. Mesmo na zona euro, já se estudam prazos de 50 anos para a Grécia. Portugal não espera os perdões de dívida e a extraordinária cornucópia de benesses então concedida à Alemanha, mas os actuais líderes europeus devem ter presente a razão de ser desse Acordo: o interesse comum. No actual contexto, Portugal pode e deve, por interesse próprio, responsabilizar-se pela sua dívida, nos termos propostos, visando sempre assegurar o crescimento económico e a defesa do bem-estar vital da sua população, em condições que são também do interesse comum a todos os membros do euro.
3) Reestruturar, pelo menos, a dívida acima de 60% do PIB
Há que estabelecer qual a parte da dívida abrangida pelo processo especial de reestruturação no âmbito institucional europeu. O critério de Maastricht fixa o limite da dívida em 60% do PIB. É diversa a composição e volume das dívidas nacionais. Como é natural, as soluções a acordar devem reflectir essa diversidade. A reestruturação deve ter na base a dívida ao sector oficial, se necessário complementada por outras responsabilidades de tal modo que a reestruturação incida, em regra, sobre dívida acima de 60% do PIB. Nestes termos, mesmo a própria Alemanha poderia beneficiar deste novo mecanismo institucional, tal como vários outros países da Europa do Norte.
Os mecanismos da reestruturação devem instituir
processos necessários à recuperação das economias afectadas pela austeridade e
a recessão, tendo em atenção a sua capacidade de pagamento em harmonia com o
favorecimento do crescimento económico e do emprego num contexto de coesão
nacional. Se forem observadas as três condições acima enunciadas, então será
possível uma solução no quadro da União e da zona euro com um aproveitamento
máximo do quadro jurídico e institucional existente.
A celeridade da aprovação e entrada em
funcionamento do regime de reestruturação é vital. A única maneira de acelerar
essa negociação é colocá-la desde o início no terreno firme do aproveitamento
máximo da cooperação entre Estados-membros, de modo a acolher o alongamento do
prazo de reestruturação, a necessária redução de juros e a gestão financeira da
reestruturação, tendo em atenção as finalidades visadas pelos mecanismos de
reestruturação.
Cada país integraria em conta exclusivamente sua
a dívida a transferir e pagaria as suas responsabilidades, por exemplo,
mediante a transferência de anuidades de montantes e condições pré-determinadas
adequadas à capacidade de pagamento do devedor. As condições do acordo a
estabelecer garantiriam a sua estabilidade, tendo em conta as responsabilidades
assumidas por cada Estado-membro. Deste modo, a uma sã e rigorosa gestão
orçamental no respeito das normas constitucionais acresceria o contributo da
cooperação europeia assim orientada. As condições relativas a taxas de juro,
prazos e montantes abrangidos devem ser moduladas conjugadamente, a fim de
obter a redução significativa do impacto dos encargos com a dívida no défice da
balança de rendimentos do país e a sustentabilidade da dívida pública, bem como
a criação de condições decisivas favoráveis à resolução dos constrangimentos
impostos pelo endividamento do sector empresarial público e privado e pelo
pesado endividamento externo.
O processo de reestruturação das dívidas
públicas já foi lançado pela Comissão Europeia. Fomos claros quanto a condições
a que deve obedecer esse processo. A sua defesa desde o início é essencial. O
nosso alheamento pode vir a ser fatal para o interesse nacional
A reestruturação adequada da dívida abrirá uma
oportunidade ímpar, geradora de responsabilidade colectiva, respeitadora da
dignidade dos portugueses e mobilizadora dos seus melhores esforços a favor da
recuperação da economia e do emprego e do desenvolvimento sustentável com
democracia e responsabilidade social.
Por quanto ficou dito, os signatários reiteram a
sua convicção de que a estratégia de saída sustentada da crise exige a estreita
harmonização das nossas responsabilidades em dívida com um crescimento
duradouro no quadro de reforçada coesão e solidariedade nacional e europeia.
Estes são os termos em que os signatários apelam
ao debate e à preparação, em prazo útil, das melhores soluções para a
reestruturação da dívida.
Adriano Moreira
Adalberto Campos Fernandes
Adriano Pimpão
Alberto Ramalheira
Alberto Regueira
Alexandre Quintanilha
Alfredo Bruto da Costa
André Machado
António Bagão Félix
António Capucho
António Carlos Santos
António Eira Leitão
António Sampaio da Nóvoa
António Saraiva
Armando Sevinate Pinto
Artur Castro Neves
Boaventura Sousa Santos
Carlos César
Carlos Moreno
Constantino Sakellarides
Diogo Freitas do Amaral
Eduardo Cabrita
Eduardo Ferro Rodrigues
Eduardo Paz Ferreira
Emanuel Santos
Esmeralda Dourado
Eugénio Fonseca
Fausto Quadros
Fernanda Rolo
Fernando Gomes da Silva
Fernando Rosas
Francisco Louçã
Henrique Neto
João Cravinho
João Galamba
João Vieira Lopes
Joaquim Gomes Canotilho
Jorge Malheiros
Jorge Novais
José Almeida Serra
José Maria Brandão de Brito
José Maria Castro Caldas
José Reis
José Silva Lopes
José Vera Jardim
José Tribolet
Júlio Mota
Luís Braga da Cruz
Luís Nazaré
Luís Veiga da Cunha
Manuel Carvalho da Silva
Manuel de Lemos
Manuel Macaísta Malheiros
Manuel Porto
Manuel Sobrinho Simões
Manuela Arcanjo
Manuela Ferreira Leite
Manuela Morgado
Manuela Silva
Mariana Mortágua
Paulo Trigo Pereira
Pedro Adão e Silva
Pedro Bacelar de Vasconcelos
Pedro Delgado Alves
Pedro Lains
Pedro Marques Lopes
Ricardo Bayão Horta
Ricardo Cabral
Ricardo Paes Mamede
Rui Marques
Teresa Pizarro Beleza
Viriato Soromenho-Marques
Vítor Martins
Vítor Ramalho
In PÚBLICO 11/03/2014
quinta-feira, 5 de dezembro de 2013
Petição [da Intersindical] Contra o Encerramento dos Estaleiros Navais de Viana do Castelo
O anúncio feito, pelo Ministro da Defesa Aguiar
Branco, do encerramento dos Estaleiros Navais de Viana do Castelo (ENVC),
representa um crime minuciosamente preparado a executar pelo governo contra os
trabalhadores, a região, a construção naval e a economia nacional.
Os ENVC, são a única empresa de construção
naval em Portugal, com 69 anos de trabalho, com centenas de navios construídos
e milhares de reparações executadas ao longo da sua existência.
Ao liquidar uma empresa viável e estratégica da indústria nacional com capacidade de projecto e tecnologicamente preparada para responder às exigências de qualidade imposta pelos padrões actuais, da construção naval mundial, o governo não só prossegue a destruição do tecido produtivo como hipoteca o desenvolvimento económico do país e a independência nacional.
Ao liquidar uma empresa viável e estratégica da indústria nacional com capacidade de projecto e tecnologicamente preparada para responder às exigências de qualidade imposta pelos padrões actuais, da construção naval mundial, o governo não só prossegue a destruição do tecido produtivo como hipoteca o desenvolvimento económico do país e a independência nacional.
O governo tem de responder perante os
portugueses, pelos prejuízos que vai causar à economia do país à região e aos
trabalhadores.
Os peticionários consideram indispensável a
suspensão deste processo, e o repensar de uma outra estratégica para os ENVC e
para a construção naval em Portugal.
quarta-feira, 23 de novembro de 2011
Em Defesa da Dignidade, do Trabalho e do Estado Social, Apoiamos a Greve Geral*
Três Cantos - Eu Vi Este Povo A Lutar
Fausto, José Mário Branco e Sérgio Godinho,
três ícones da música de intervenção
três ícones da música de intervenção
*
O último ano tem sido marcado por uma catadupa de decisões políticas atentatórias das condições de vida dos cidadãos e dos serviços e apoios sociais arduamente conquistados ao longo da história, criando uma situação que é tão mais gravosa quanto ocorre num quadro de progressivo desemprego e recessão económica.É o caso dos cortes unilaterais nos salários dos trabalhadores do Estado, da apropriação fiscal de grande parte do subsídio de Natal dos trabalhadores e pensionistas, do corte dos subsídios de Natal e de férias dos trabalhadores do sector público e dos pensionistas que, tal como o aumento do horário laboral no sector privado, estão previstos para o próximo ano, da substancial diminuição do financiamento ao Serviço Nacional de Saúde e à educação pública, ou da restrição do acesso ao subsídio de desemprego e a outras prestações sociais.
No entanto, estas opções políticas não se limitam a agravar as condições de vida dos trabalhadores, pensionistas e suas famílias, fazendo até perigar a própria subsistência de muitos deles em condições minimamente dignas.
Essas decisões são tomadas em nome do reequilíbrio das contas públicas e da necessidade de servir a dívida. No entanto, devido à recessão que já provocam e irão aprofundar, não permitirão sequer atingir esses objectivos. Dessa forma, ao sofrimento imposto a milhões de pessoas e à injustiça na repartição dos custos, vem somar-se a consciência da inutilidade de tais sacrifícios.
Mais ainda, as medidas tomadas no âmbito das políticas de “ajustamento” constituem uma brutal subversão do contrato social que permitiu à Europa libertar-se, após a II Guerra Mundial, da endémica incerteza e insegurança de vida dos seus cidadãos e, com base nisso, assegurar vivências mais dignas, uma maior equidade e níveis de paz social e segurança colectiva sem paralelo na sua história.
Ao subverterem a credibilidade e a segurança jurídica da contratação laboral e sua negociação, ao esvaziarem e restringirem os elementos de Estado Social implementados no país (pondo com isso em causa o acesso dos cidadãos à saúde, à educação e a um grau razoável e expectável de segurança no emprego, na doença, no desemprego e na velhice), essas opções políticas, apresentadas como se de inevitabilidades se tratasse, reforçam as desigualdades e injustiças sociais, abandonam os cidadãos mais directamente atingidos pela crise, e criam as condições para que a dignidade humana, os direitos de cidadania e a segurança colectiva sejam ameaçados pela generalização da incerteza, do desespero e da ausência de alternativas.
Por essas razões, os cientistas sociais signatários reafirmam que os princípios e garantias do Estado Social e da negociação consequente dos termos de trabalho não são luxos apenas viáveis em conjunturas de crescimento económico, mas sim condições básicas da dignidade e da existência colectiva, que se torna ainda mais imprescindível salvaguardar em tempos de crise. São, para além disso, elementos essenciais de qualquer estratégia credível para ultrapassar a crise e relançar o crescimento económico.
Num quadro de fortes limitações orçamentais, esse imperativo societal requer a reversão das crescentes assimetrias na distribuição de riqueza entre capital e trabalho, designadamente através da utilização de uma substancial e mais equitativa tributação dos lucros e mais-valias como fonte do reforço de financiamento dos serviços e prestações sociais.
Sendo as opções governativas em curso (e em particular a proposta de OGE 2012) contrárias a estas necessidades e atentatórias da dignidade humana e da segurança colectiva, os cientistas sociais signatários apoiam a Greve Geral convocada pela CGTP-IN e a UGT para o próximo dia 24 de Novembro, apelando aos seus concidadãos para que a ela adiram.
Tratando-se embora de uma acção a nível nacional, os signatários saúdam também esta Greve Geral como um momento do combate europeu contra as políticas de austeridade e de regressão social, a favor de mudanças na política europeia que coloquem no centro os cidadãos, o crescimento económico, o desenvolvimento e a defesa da Europa Social e da democracia.
*Apelo à adesão à Greve Geral de 24 de Novembro, subscrito por 128 cientistas sociais portugueses ou a trabalhar em e sobre Portugal.
Retirado do blogue "Ladrões de Bicicletas"
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