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quarta-feira, 30 de novembro de 2016

MEMORIAL PARA FIDEL


Cinzas de Fidel vão percorrer 950 quilómetros em quatro dias

A urna com as cinzas de Fidel Castro deixou hoje de manhã Havana para uma viagem de quatro dias em caravana pela ilha até Santiago de Cuba, berço da revolução, onde serão enterradas no domingo.
… Após quatro dias de viagem e percorridos cerca de 950 quilómetros, as cinzas serão enterradas no domingo no cemitério de Santa Ifigenia de Santiago, ao lado do mausoléu de José Marti, herói da independência de Cuba.
Diário de Notícias
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MEMORIAL PARA FIDEL

É um momento solene de luto. Mas também é um glorioso momento de exaltação revolucionária, internacionalista e patriótica. Alejandro Fidel Castro não pertence apenas ao povo cubano. Pertence ao mundo dos oprimidos e dos humilhados e a todos aqueles que lutaram e lutam contra a tirania do imperialismo e contra a ditadura do capitalismo financeiro.
Honremos a herança, que nos deixou...
Alexandre de Castro

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

Haiti: A barreira do silêncio sobre a ajuda de Cuba!



Sabe-se agora que os cerca de 400 cooperantes da brigada médica cubana no Haiti foram a mais importante assistência médico-sanitária, concedida ao povo haitiano, durante as primeiras 72 horas após a catástrofe de 13 de Janeiro, os quais realizaram centenas de intervenções cirúrgicas em 5 locais de assistência diferentes, na cidade de Port-au-Prince, à qual se juntou uma brigada cubana de 60 especialistas em catástrofes, elementos do Contingente “Henry Reeve”, que voaram de Cuba com medicamentos, soro, plasma e alimentos. Entretanto, os grandes meios de comunicação social silenciaram todo este esforço de solidariedade, ao ponto do jornal diário EL PAÍS, na sua edição de 15 de Janeiro, ter ignorado esta presença, e Cuba nem sequer aparecer entre os 23 Estados que já haviam disponibilizado ajuda e assistência às vítimas do sismo. Indiferente a vozes críticas, oriundas dos próprios E.U.A., a cadeia televisiva Fox News (EUA) chegou mesmo ao ponto de afirmar que Cuba foi dos poucos países das Caraíbas que não haviam prestado qualquer ajuda ao Haiti. Tirando esta mentira intencional, que caracteriza um certo tipo de comunicação social, a verdade é que a informação veiculada pela maioria das agências noticiosas mundiais, tem tido como preocupação central o enaltecimento das contribuições e donativos dos países e cidadãos mais abastados do mundo, levantando uma barreira de silêncio sobre quem contribuiu de forma solidária, desinteressada e determinante (e não foi apenas Cuba), para a limitação do sofrimento, miséria e vulnerabilidade do povo haitiano. Mas a barreira de silêncio não se fica por aqui; consentida ou não, mas sob o pretexto da necessidade de policiamento, restabelecimento da ordem e segurança, parece estar a passar despercebida uma efectiva e maciça ocupação militar do território do Haiti, por parte das forças armadas dos Estados Unidos da América, a qual, a ser verdade, pode ser o embrião de uma futura poderosa base, destinada a ampliar e consolidar a sua influência na região.

Enviado pelo Diamantino Silva

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Anticastristas pagam milhões a congressistas americanos



Atenção, caro leitor: hesitei muito se deveria transcrever na integra esta notícia do PÚBLICO. Coloquei de lado a hipótese de fazer um resumo, pois cheguei à conclusão que não conseguiria agarrar a essência da coisa. E é preciso ler tudo para se perceberem 50 anos de História.
Mas se o leitor tiver alguma doença cardíaca ou respiratória, é melhor ter ao seu lado o telefone, para ligar para o 112, em caso de emergência. Se costuma desmaiar, perante emoções fortes, leia a notícia, acompanhado por alguém da sua inteira confiança, pois quando chegar ao fim da leitura, vai concluir que o andaram a enganar estes anos todos. Mas não se precipite, nem cometa nenhuma loucura, e recorra a um pensamento balsâmico tranquilizador. Pense, por exemplo, da manifesta impossibilidade de em Portugal ocorrerem idênticas situações. Pense naquelas figuras políticas portugueses, de grande probidade e honradez, que têm servido o país de uma forma desinteressada. Pense em José Sócrates, Armando Vara, Jorge Penedos, Isaltino Morais, Valentim Loureiro, Fátima Felgueiras, e em muitos outros. Tenho a certeza que o leitor ficará mais tranquilo se pensar, com reconhecimento e respeito, nesta gente toda, e que muito tem contribuído para a nossa felicidade. Reconforte-se com a ideia de que em Portugal as decisões políticas não são compradas pelos grupos de interesses.
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18 deputados mudaram a sua posição sobre o embargo depois de terem recebido doações


Cerca de 400 membros do Congresso dos EUA receberam à volta de 11 milhões de dólares (cerca de 7,4 milhões de euros) de um grupo de apoio às sanções ao Governo cubano nos últimos cinco anos, segundo um relatório do grupo Public Campaign, que defende a reforma das regras de financiamento na política norte-americana

O relatório, divulgado em vésperas da discussão das restrições nas viagens a Cuba no Congresso, mostra que alguns congressistas mudaram as suas posições em relação a questões relacionadas com Cuba meses depois de receberem verbas do US-Cuba Democracy Public Action Committee (PAC). "Talvez seja a velha história do dinheiro e da política, mas 18 membros mudaram o seu voto na questão, alguns muito perto da data em que receberam doações", disse o director do Public Campaign, David Donnelly, citado no diário norte-americano "Washington Post". O relatório reconhece que as doações são relativamente pequenas quando comparadas com as dadas nos sectores da saúde ou das regulações bancárias, e ainda que os que receberam as maiores quantias de dinheiro foram membros da comunidade de exilados cubanos ou pessoas que os representam. Mas, ainda assim, o Public Campaign nota que as doações feitas a congressistas democratas aumentaram 50 por cento nos últimos quatro anos, especialmente depois do partido conseguir o controlo das duas câmaras do Congresso, em 2006. Quando foi criado, em 2004, o PAC dava dinheiro sobretudo a republicanos, mas hoje 76 por cento dos seus fundos são canalizados para democratas, diz o relatório.O documento menciona, por exemplo, o congressista democrata Mike McIntyre, que até 2004 votou a favor da melhoria das relações com Cuba, e desde então recebeu 14.500 dólares (mais de 9700 euros) e acabou por mudar o modo como votava nas questões relacionadas com Cuba. O congressista diz que mudou de opinião depois de ouvir a história do seu colega republicano Lincoln Di-az-Balart, um feroz defensor do embargo. "Não teve nada a ver com o dinheiro. Tive uma mudança de opinião filosófica. Não podemos apoiar a democracia e os direitos humanos além-mar se não os apoiamos a 90 milhas da nossa costa", disse ao "Washington Post".

Exercer um direito
O director do PAC, Mauricio Claver-Carone, diz que o seu grupo está simplesmente a exercer o seu direito à participação política, e os apoiantes do movimento notam que muitos outros grupos dão dinheiro a políticos que apoiam os seus pontos de vista. "Para algumas pessoas, os sindicatos podem apoiar [congressistas] pró-trabalho. A comunidade judaica pode ajudar a eleger congressistas pró-Israel. Mas de algum modo parece que a comunidade cubana não pode ajudar a eleger congressistas e candidatos que apoiem o condicionar os negócios e o turismo com o regime Castro com direitos humanos e reformas democráticas", queixou-se Claver-Carone. Enquanto isso, sondagens mostram os cubanos americanos mais divididos sobre o embargo, estabelecido há cinco décadas.O Presidente norte-americano, Barack Obama, anunciou algumas alterações, suspendendo restrições a viagens familiares e permitindo viagens de cientistas, mas tem deixado o levantamento do embargo dependente da melhoria dos direitos humanos na ilha. Um comité do Congresso vai discutir amanhã uma proposta de suspensão do embargo às viagens feita pelo democrata Bill Delahunt.

domingo, 18 de outubro de 2009

Em Cuba, a saúde não é um negócio!...



«Moore viajou para Cuba com três voluntários que haviam trabalhado nas ruínas do World Trade Center, em New York, depois dos ataques de 11 de setembro de 2001. Segundo ele, os voluntários sofrem de problemas de saúde desde que actuaram naquele local e têm dificuldade de acesso aos tratamentos públicos. Moore diz tê-los levado de barco até a base naval estadunidense de Guantánamo - que fica encravada no leste de Cuba e onde Washington mantém suspeitos estrangeiros de terrorismo - para ver se eles receberiam o mesmo atendimento médico gratuito dos detentos. Após serem barrados, eles decidiram ver que tipo de atendimento médico encontrariam em Cuba, cujo governo comunista se orgulha da qualidade de seus hospitais. Excerto do documentário "Sicko" (S.O.S. Saúde), de Michael Moore».
Do anexo que acompanhava o vídeo.


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Em Cuba, a saúde não é um negócio. É um direito do cidadão e um dever do Estado. Os seus cuidados primários, que constituem a base de sustenção de um qualquer serviço de saúde, estão considerados, pela Organização Mundial de Saúde, como um dos melhores do mundo. A medicina cubana tem desenvolvido com muito sucesso a investigação e as formas de tratamento de doenças raras, com pouca incidência e prevalência, e que a indústria farmacêutica negligencia, por questões de rentabilidade.

Recentemente, Portugal recebeu uma bofetada de luva branca da "ilha maldita". quando meia dúzia de autarcas, incomodados e inconformados com o desespero de muitos dos seus munícipes, contratualizaram com o governo de Havana a ida de doentes a Cuba, para serem submetidos a uma operação às cataratas, patologia esta que, tal como as das varizes, é altamente rentável para as clínicas particulares, que tudo fazem, através de alguns médicos que se desdobram entre o público e o privado, para provocar o entupimento dos respectivos serviços hospitalares, alongando assim, em seu benefício, as listas de espera. O Ministério da Saúde completa a conspiração, não promovendo políticas correctas em relação ao aumento do número de médicos e à sua distribuição equitativa pela rede de saúde nacional, ao mesmo tempo que mantém congelados os acessos aos quadros hospitalares das especialidades, agravando perigosamente o hiato geracional, com todas as implicações geradas ao nível da qualidade dos serviços prestados e da continuidade da formação dos especialistas.

Esta realidade social, vivida em Cuba, e que passa à margem do discurso político e da comunicação social, merecia ser estudada, in loco, pelo primeiro ministro e pela ministra da Saúde. Pelo menos, no seu regresso a Portugal, poderiam afirmar que tinham aprendido duas coisas importantes: que um serviço nacional de saúde não pode ser contaminado pelos vícios, pelos erros e pelos logros da medicina privada, e que a promiscuidade dos dois sistemas é lesiva para os superiores interesses dos utentes.

http://video.google.com/videoplay?docid=-8478265773449174245&hl=pt-BR#

Nota: Não foi possível, tecnicamente, transportar este vídeo do Google para o blogue. Fica o link de acesso.

terça-feira, 15 de setembro de 2009

Obama: Vira o disco e toca o mesmo!...


O presidente Barak Obama, gorando as expectativas daqueles que acreditavam numa mudança profunda da política dos Estados Unidos, prolongou por mais um ano o embargo económico a Cuba, mantendo em vigor a "Acta de Comércio com o Inimigo", decretada pelo presidente John F. Kennedy em Julho de 1963, na sequência da crise dos mísseis de Cuba. Não tendo sido a primeira nem a última, das várias iniciativas dos Estados Unidos para asfixiar a economia cubana, a "Acta de Comércio com o Inimigo", foi, entretanto, a mais radical, pois estendia a países terceiros a proibição de manterem relações comerciais livres com o novo regime cubano. Os Estados Unidos impuseram, então, a proibição da importação de mercadorias de empresas de terceiros países, que contivessem matérias primas de origem cubana, assim como os bancos desses países não poderiam abrir contas em dólares a pessoas individuais e a instituições de Cuba. Com estas duas drásticas medidas, Cuba ficava limitada na promoção das suas exportações, principalmente o açúcar de cana, o principal produto da sua economia, e via reduzida as possibilidades na obtenção de dólares no estrangeiro, para poder pagar as suas importações.
Depois de um período de abrandamento das sanções, durante a presidência de Jimmy Carter, que se negou a renovar as restrições às viagens a Cuba de cidadãos americanos, ao mesmo tempo que suspendeu as restrições aos gastos em dólares, nessas mesmas viagens, o embargo foi novamente reactivado, de uma forma ostensiva, pelo presidente Ronald Reagan, tendo prosseguido, com a mesma animosidade e virulência, durante a presidência de George W. Bush.
Os cubanos pagaram bem caro a sua revolução e a restauração da sua plena soberania em relação aos Estados Unidos, que exerciam sobre a ilha um poder neo-colonial. Pouca gente sabe que, quando Cuba obteve a independência do regime colonial espanhol, na sequência da guerra hispano-americana, o governo dos Estados Unidos, em 1902, abusando da sua posição dominante na ilha e reclamando os dividendos de ter derrotado as forças do exército espanhol em 1898, exigiu aos parlamentares da Assembleia Constituinte a incorporação de um apêndice à Constituição da República, conhecido pela Emenda Platt, onde se estipulava o seu direito de intervir nos assuntos internos da jovem República, negando-lhe-se assim a condição jurídica de nação soberana. A triunfante revolução cubana de 1959, liderada por Fidel de Castro, rapidamente acabou com aquela limitação à soberania de Cuba.