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terça-feira, 9 de abril de 2013

George Soros: Alguns países da UE “ficaram relegados ao estado de países do terceiro mundo”


O magnata norte-americano George Soros analisou hoje a atual crise da dívida na União Europeia (UE), onde, garante, alguns países “ficaram relegados ao estado de países do terceiro mundo”, avançou o diário espanhol Expansión.
Soros falou à margem do Fórum de Boao, um evento que decorre anualmente na ilha chinesa de Hainan, onde referiu que antes do euro os países desenvolvidos nunca corriam risco de falhar pagamentos, pois podiam sempre desvalorizar ou emitir moeda, porém, com uma moeda única assumem um risco “típico de países do terceiro mundo”.
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A possibilidade de desvalorizar a moeda, para, numa situação de aperto financero, procurar aumentar rapidamente a competitividade externa, tem sido o meu argumento de base para propor uma saída negociada e pacífica da moeda única. Foi também este o argumento de todos aqueles que se opuseram à entrada de Portugal no clube do euro.
É evidente que este recurso, que é sempre empobrecedor, não pode ser utilizado de ânimo leve, nem deve servir para alimentar a preguiça da economia. A desvalorização da moeda deve ser utilizada, quando todos os outros fatores macro económicos se declararem insuficientes para aumentar a riqueza. Na bancarrota de 1892/93, e mesmo um ano antes, foi a arma da desvalorização da moeda que foi utilizada. E com êxito, já que passados três anos recuperou-se a normalidade financeira.
George Soros é um magnata, que fez a sua fortuna na especulação da bolsa (ia levando à falência o Banco de Inglaterra, com uma das suas geniais jogadas), mas é também um brilhante economista, formado na prestigiada London School of Economics. Conhecedor profundo dos meios financeiros mundiais, a sua opinião deve ser tomada com muita atenção. Não tenhamos dúvidas de que, com esta política de austeridade, Portugal caminha irremediavelmente, e de uma forma irreversível, para o empobrecimento coletivo, aprofundando dramaticamente as desigualdades sociais. O Terceiro Mundo está a bater-nos à porta. E, a partir daqui, teremos de dizer que só não entendem esta realidade os ignorantes, os ingénuos e os mal intencionados.

quarta-feira, 7 de novembro de 2012

GEORGE SOROS - O EURO CRIOU DIVERGÊNCIA EM VEZ DE CONVERGÊNCIA


Verdade seja dita que a Alemanha tem vindo a resgatar os países altamente endividados para proteger o seu próprio sistema bancário. Estas medidas fazem lembrar as da crise bancária internacional de 1982, quando as instituições financeiras emprestaram aos países endividados dinheiro suficiente para o serviço das suas dívidas até que os bancos conseguissem reunir reservas suficientes para trocarem as suas «dívidas más» por títulos (Brady Bonds) em 1989. Isto gerou uma década perdida para a América Latina. Efetivamente as medidas atuais penalizam os países endividados ainda mais do que nos anos 80, porque estes terão que pagar prémios de risco significativos depois de 2013. Como resultado a União Europeia vai sofrer algo pior do que uma década perdida; vai enfrentar uma divergência crónica na qual os países com excedentes avançam enquanto os países com défice são arrastados para o fundo com o fardo das dívidas acumuladas, Os requisitos de competitividade serão impostos num campo de jogo desequilibrado, colocando os países com défice numa posição insustentável.
George Soros
In Democracia Participativa 
Nota do editor: Para quem não saiba, informa-se que George Soros não é marxista. É um multimilionário. Formou-se em Economia na London School of Economics.

domingo, 25 de setembro de 2011

George Soros: "A crise europeia é mais perigosa que a de 2008"

O investidor George Soros acredita que "a crise europeia é mais perigosa que a de 2008", porque nesse ano a comunidade internacional dispunha dos instrumentos e das autoridades necessárias para resolver os problemas. Já nesta crise, "a Zona Euro ainda está a construir" as suas instituições.Poru
Num seminário organizado pelo Fundo Monetário Internacional (FMI) sobre a crise na Zona Euro, Soros a disse que a União Monetária precisa de um Ministério das Finanças comum com capacidade de endividamento. Na sua visão é preciso uma instituição que, por um lado, garanta, com credibilidade, que tem capacidade de acudir a países em dificuldades e de ter dinheiro e legitimidade política para comandar um combate à crise. Por outro, precisa de resolver o problema de várias dívidas públicas e uma só moeda.
No seu entender o “Fundo Europeu de Estabilidade Europeia é um embrião desse ministério das finanças” europeu, defendendo que se por acaso o FEEF ganhar o poder para se endividar no mercado então estarão lançadas de forma indirecta as polémicas obrigações europeias (eurobonds).
Soros deu um sinal de esperança na resolução da crise imediata – até porque a quebra do euro implicaria o colapso do sistema financeiro internacional - mas traçou um cenário negro para o futuro de médio e longo prazo.
“A crise europeia poderá acabar por ser controlada, mas temo que se siga uma contracção de grande dimensão do crédito e dos orçamentos”, frisou o presidente da "Soros Fund Management".
O seminário sobre a crise na Zona Euro contou, ainda, com Gao Xiqing, o presidente do fundo soberano chinês, Olli Rehn, comissário europeu, Nemat Shafik directora-geral adjunta do FMI e Vítor Gaspar, ministro das Finanças português.
Dinheiro Vivo