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sexta-feira, 12 de outubro de 2018

Morreu o Capitão de Abril, Coronel Diamantino Gertrudes



Morreu o Capitão de Abril,
Coronel Diamantino Gertrudes
  
Morreu o meu grande amigo Diamantino Gertrudes, um dos valorosos capitães de Abril.

Sublinho aqui as suas grandes qualidades morais e a sua nobreza e integridade de carácter, assim como a amizade que nos uniu, desde os tempos do liceu de Lamego e do liceu de Viseu, além de destacar as virtualidades da sua obra literária, que, como romancista, evidenciou.

Nos tempos actuais, uniu-nos também a cumplicidade da mesma identidade ideológica.

Vou recordá-lo sempre com muita saudade.

O então capitão Diamantino Gertrudes, que comandou, na redentora madrugada de 25 de Abril de 1974, uma coluna militar, e que partiu do quartel de Viseu (RI14) com destino a Lisboa. libertou, pelo caminho, os presos políticos do Forte de Peniche, ao mesmo tempo que encarcerou os respectivos guardas prisionais.
Alexandre de Castro
2018 10 12

***«»***
Deixo também aqui o texto necrológio do amigo comum, Joaquim Pereira Silva, em cujo site li a dolorosa notícia e de onde retirei o vídeo com a entrevista do Diamantino (coronel de Infantaria reformado):

"Para que a memória se não apague.
Faleceu hoje o meu grande amigo, Coronel Diamantino Gertrudes da Silva, capitão de Abril.
Pela sua verticalidade, coerência e honestidade intelectual, merece toda a minha gratidão.
Sinto-me honrado pela amizade que sempre me dedicou".

quarta-feira, 23 de maio de 2018

A propósito da morte de Júlio Pomar.



A propósito da morte de Júlio Pomar.

Vão morrendo os ícones da cultura portuguesa contemporânea, que a minha geração "aprendeu" a admirar. Morremos um pouco por cada um deles, que nos deixa, e somos invadidos por um indelével sentimento de "perda" e de "orfandade".

E esse sentimento de "perda" aprofunda-se dramaticamente, quando verificamos que se vai formando, à nossa volta, um assustador vazio cultural, pois eu não vislumbro os sucessores que, mesmo em ruptura com o passado, ao nível dos paradigmas (o que é normal acontecer), assegurem a continuidade da cultura herdada.

E esta fractura cultural profunda talvez se explique pelas rápidas mudanças, a todos os níveis, geradas, para o bem e para o mal, no ventre da globalização e sustentadas pela vertigem das novas tecnologias.

Talvez estejamos em presença da maior revolução da Humanidade, que vai impor um novo modelo para o que, actualmente, entendemos por "cultura".

 Alexandre de Castro
2018 05 23

segunda-feira, 2 de outubro de 2017

Morreu Aurélio Santos


Morreu Aurélio Santos

Aurélio Santos foi um exemplo perfeito do intelectual comunista. Dele, guardo a memória do homem discreto e do militante empenhado. Foi o grande obreiro da Rádio Portugal Livre, uma das poucas fontes de informação nacionais fidedignas, antes do 25 de Abril, e que nós ouvíamos, fechados em casa, em tom baixo, e com o ouvido colado ao aparelho, não fosse um esbirro estar a espiar-nos, na rua.

Já são poucos os militantes vivos dessa segunda geração de comunistas, que atravessaram as décadas de cinquenta e sessenta, do século passado, na mais dura clandestinidade. Ao seu trabalho político se deve a infiltração do Partido Comunista no meios universitários, onde agitou o mundo estudantil, através de greves às aulas e das manifestações no espaço das universidades.
A minha homenagem...

Alexandre de Castro
2017 10 02

quinta-feira, 1 de junho de 2017

domingo, 28 de maio de 2017

Morreu o grande jornalista Miguel Urbano Rodrigues



Morreu o grande jornalista Miguel Urbano Rodrigues

Morreu um grande jornalista. Foi através da sua mão que eu me iniciei no jornalismo, escrevendo artigos de opinião para o jornal "o diário", de que foi director.
Era um homem bondoso. Desde a juventude até à sua morte, Miguel Urbano Rodrigues pautou a sua vida pela coerência com ideal comunista.

Era irmão do escritor Urbano Tavares Rodrigues, também já falecido. Miguel Urbano Rodrigues era licenciado em Ciências Históricas e Filosóficas e, perseguido pelo regime salazarista, viveu exilado, durante muitos anos, e até 25 de Abril de 1974, no Brasil, onde exerceu a profissão de jornalista. Foi ele que fez a reportagem do assalto ao paquete S. Maria, tendo entrevistado Henrique Galvão.
Alexandre de Castro

2017 05 28 

domingo, 19 de março de 2017

Faleceu o Henrique Loureiro


Faleceu o Henrique Loureiro

Morreu o Henrique Loureiro, um antigo colega dos tempos em que frequentámos o Liceu de Lamego. A nossa amizade, que se formou na partilha das salas de aula, na equipa de andebol, em que nos sagrámos campeões distritais, e na cumplicidade das tertúlias, foi reavivada, depois de largos anos de ausência, nas manifestações da MEMÓRIA, promovidas pelos Antigos Alunos do Liceu de Lamego.
O Henrique (o Henrique Boné, e eu não sei qual a origem da alcunha) sempre foi um homem simples, modesto, honesto, generoso, franco e leal, qualidades raras numa só pessoa, e que eram reconhecidas por todos aqueles que com ele conviveram no liceu de Lamego.
Vou ter muitas saudades do Henrique.
Alexandre de Castro
2017 03 19