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domingo, 19 de novembro de 2017

Angola: Ruptura ou mudança na continuidade?


Angola: Ruptura ou mudança na continuidade?

Angola é um dos poucos países do mundo, em que o casamento da política com os negócios se realizou sob o regime de comunhão de bens. Eduardo dos Santos, depois de consolidar a sua posição política no seio do MPLA, depressa percebeu que poderia construir um império financeiro, se transformasse o seu governo numa S.A. E foi o que fez, fazendo-se rodear por outros dirigentes do partido, que depressa se transformaram em dinâmicos empresários.

E só assim, com todas estas cumplicidades, é que se percebe a razão por que Isabel dos Santos, a filha que lhe herdou a calculada astúcia, acabou por brilhar no universo dos negócios, negócios que até se alargaram a Portugal.

A máquina publicitária fez dela um génio, o que não é verdade, pois génios, nos negócios, são aqueles empresários que descobrem oportunidades que os outros empresários e outros candidatos a empresários não enxergam. Pelo contrário, Isabel dos Santos foi ganhando oportunidades, nos terrenos clássicos do actual sistema económico-financeiro, porque o dinheiro seguia sempre à frente da inteligência, que, aliás, se lhe reconhece.

O mundo está expectante sobre as mudanças que o novo presidente pretende realizar, depois da audácia que revelou em "humilhar" Eduardo dos Santos, demitindo a sua filha da Sonangol. Mas, em África, tudo pode acontecer, e no melhor pano cai a nódoa. Será que João Lourenço vai virar do avesso o sentido da política em Angola, em prol do desenvolvimento do país e de uma melhor distribuição da riqueza? Ou pretende construir o seu próprio império, sobre os escombros do império de Eduardo dos Santos? Para já, dou-lhe o benefício da dúvida, ao mesmo tempo que rejubilo com as corajosas e auspiciosas medidas que já tomou.

No entanto, Eduardo dos Santos ainda não morreu politicamente e também não se sabe até que ponto a sua saúde física vai permitir que faça um contra-ataque, estribando-se no importante lugar que reservou para si, o de Presidente do MPLA. Por outro lado, parece que começa a haver deserções dos seus companheiros mais próximos, que, silenciosamente, estão a dar sinais de querer arranjar um cómodo e favorável lugar na carruagem da frente, do comboio que João Lourenço já pôs em andamento.

Alexandre de Castro
2017 11 18

terça-feira, 3 de outubro de 2017

O contorcionismo da diplomacia


O contorcionismo da diplomacia

Fernando D´ Oliveira Neves, como ex-diplomata que é, entregou-se a uma divagação discursiva contorcionista (ver aqui), tentando contrariar o que é óbvio, nas relações diplomáticas entre Portugal e Angola, que por vezes andam aos baldões, por culpa dos dirigentes políticos angolanos, que ainda não se libertaram do "complexo do colonizado", o que os leva a assumir comportamentos ridículos de um novo-riquismo saloio e ostensivo. Não perdem uma oportunidade de alardear e exibir uma suposta superioridade, em relação ao antigo colonizador, e quase sempre assumida em tom de ameaça velada, o que até incomoda todos aqueles portugueses (onde me incluo) que sempre denunciaram o colonialismo e saudaram a independência das colónias.
Como são donos do petróleo, julgam-se donos de tudo.
E estas minhas azedas palavras não envolvem o povo angolano, que eu admiro e respeito, e com o qual me solidarizo na denúncia da grande corrupção que grassa em Luanda, fruto do conúbio entre a política e os sórdidos negócios, de onde nasceram "imperiais" fortunas, que são colocadas no estrangeiro.
Alexandre de Castro
2017 10 03

segunda-feira, 21 de outubro de 2013

Jornal de Angola "Portugal está reduzido à chantagem e falta de respeito"


Jornal de Angola (editorial)

“Esta situação configura uma agressão intolerável. A cúpula em Portugal,  Presidência da República, Assembleia da República, Governo, Tribunais, tem pesadas responsabilidades no actual clima de agressão a Angola, que recrudesceu nas últimas semanas e atingiu níveis inaceitáveis”, lê-se no texto que conclui que “enquanto persistir a onda de deslealdade e agressão que vem de Lisboa não são aconselháveis cimeiras”.
Neste sentido, trata-se de “um rotundo erro desvalorizar a posição tomada” por José Eduardo dos Santos porque, “com isso, estão a enganar as pessoas. Dizem cinicamente que já está tudo bem, enquanto ao mesmo tempo o Ministério Público faz mais manchetes nos jornais e são violados os entendimentos feitos com Angola”.
A juntar a tudo isto, “Portugal já não está nas grandes obras públicas, no petróleo, na transferência de tecnologias, aí estão a China e o Brasil. Portugal parece estar apenas reduzido à chantagem e à falta de respeito. Está tudo mal e a CPLP é altamente prejudicada com isso. Assim, estão a dizer adeus à lusofonia”, acusa o editorial de hoje do Jornal de Angola.

***«»***
Toma e embrulha!
Portugal foi promovido à condição de porteiro da CPLP. O senhor Silva já foi comprar a farda e o boné para exercer a função.
Agora, apenas falta às autoridades de Angola apresentarem um Memorando de Entendimento ao governo português, do mesmo estilo do da troika
Espero que o Ministério Público não ceda a pressões e continue a investigar os crimes de colarinho branco de altas figuras de Luanda, e que se encontram sob a alçada da Justiça portuguesa.

sábado, 30 de janeiro de 2010

Entrada de Isabel dos Santos na Zon aprovada por unanimidade...


A venda de acções próprias da
Zon a Isabel dos Santos foi
aprovada por 100% do capital
presente na assembleia-geral
da tecnológica.
Jornal de Negócios
.
Como é que esta senhora arranjou tanto dinheiro para este vultuoso negócio?!...