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terça-feira, 10 de junho de 2014

Governo grego remodelado após derrota nas eleições europeias


O primeiro-ministro conservador grego Antonis Samaras remodelou hoje o seu governo de coligação, com a pasta das Finanças a ser atribuída ao professor e economista Gikas Hardouvelis, informou um porta-voz do executivo.
A decisão surge a meio do mandato de quatro anos da atual coligação, liderada pela Nova Democracia (ND) de Samaras e que também integra o Partido Socialista Pan-Helénico (Pasok), do vice-primeiro-ministro e chefe da diplomacia Evangelos Venizelos, que reforça o seu peso no executivo.
Nas eleições europeias de maio, e pela primeira vez, a ND foi derrotada pelo partido da esquerda radical Syriza, que obteve mais três por cento de votos e exigiu de imediato legislativas antecipadas.

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Na Grécia, tal como em Portugal, na Espanha e na França, o poder político perdeu a base social de apoio, não retirando, todavia, desta clara evidência, as respetivas conclusões, que seriam, naturalmente, a demissão do governo e a convocação de eleições legislativas. Perante a hecatombe das eleições europeias, os governos destes quatro países, invocando formalismos falaciosos, que lhes justifiquem a legitimidade governativa, não se demitem, dando assim continuidade à sua servil fidelidade ao diretório de Berlim/Bruxelas, com quem firmaram compromissos, que um dia, para o espanto das gentes, virão à à luz do dia. 
Mas não é apenas através da perspetiva política que a realidade deve ser avaliada. O que se passa na Grécia, onde está a ser aplicada uma política criminosa de terrorismo financeiro, que está a provocar fraturas sociais gravíssimas, que os órgãos de comunicação social omitem, é a prova provada de que a intenção inicial proclamada não é salvar a Grécia, mas sim salvar o capitalismo financeiro europeu, salvando o euro e os bancos. Os índices macroeconómicos da Grécia são aterradores. Desde a intervenção da troika, o país já perdeu vinte e cinco por cento da sua riqueza e a dívida soberana já atinge um valor astronómico (176% do PIB). Nos arrabaldes das grandes cidades e nas cidades do interior, as populações vivem num cenário dantesto de miséria e de degradação, com a fome a vitimar crianças e idosos, e onde os serviços de saúde entraram em rutura.
É para a Grécia e não para a Irlanda, que Portugal deverá olhar, pois é no que está a acontecer naquele país que poderemos antecipar o cenário do que está reservado para o povo português.

segunda-feira, 2 de junho de 2014

Schäuble fala em nova ajuda à Grécia


O ministro alemão das Finanças, Wolfgang Schäuble, colocou sobre a mesa a hipótese de um terceiro plano de ajuda à Grécia, de valor inferior a 10 mil milhões de euros, numa entrevista à revista alemã 'Focus'.
"É possível que a Grécia precise novamente de ajuda, de um montante limitado", afirmou o ministro conservador. "Será um valor claramente muito mais baixo que nos dois primeiros programas, provavelmente um valor de um só algarismo", isto é, menos de 10 mil milhões, precisou Schäuble.
Os dois planos de assistência anteriores foram do montante de 240 mil milhões de euros. A questão de um novo plano de ajuda não era falada nos últimos meses, depois de ter sido um dos temas da campanha para as legislativas alemãs. Os gregos preferiam discutir uma reestruturação da dívida, mas isso não agrada aos credores de Atenas, entre os quais os bancos alemães.

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A Grécia vai para um terceiro resgate, o que vai elevar o total da sua dívida às instituições da troika para os 250 mil milhões de euros e, a seguir, Portugal irá inevitavelmente para um segundo resgate, o que prova o total falhanço do plano de austeridade, concebido pela Alemanha e aplicado pelas instituições da troika aos países europeus com dívidas públicas elevadas.
Antes das eleições para o parlamento europeu, os dirigentes políticos e os comentadores engajados com o sistema desdobraram-se em eufóricas declarações sobre a recuperação financeira e económica da Grécia, e, para Portugal, até se inventou aquela alegoria da saída limpa, à irlandesa, que era exibida nos media em doses diárias, e onde não faltava, tal como nas telenovelas, o recurso ao suspense sobre o dia seguinte.
Tudo isto, como está a ver-se, não passa de uma farsa, para encobrir os reais propósitos de obrigar, pela força de doses crescentes de austeridade, os países do sul da Europa a pagarem a crise financeira dos grandes bancos dos países ricos, principalmente os da Alemanha, que em 2010 estiveram à beira da falência.

segunda-feira, 12 de novembro de 2012

Orçamento de 2013 passa no Parlamento grego com maioria confortável


Pensionistas e funcionários públicos são os que mais contribuem para o novo quadro de austeridade de quase 10 mil milhões.
O Parlamento grego aprovou este domingo à noite o Orçamento de Estado para o próximo ano, um documento fundamental para obter um acordo com a troika que permita a libertação de uma nova tranche de ajuda, no valor de 31,5 mil milhões de euros.
PÚBLICO
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Lá como cá, os pensionistas é que pagam as favas.
Trata-se de um inqualificável esbulho e de um grave atentado ao contrato social. O dinheiro das pensões não é dinheiro do orçamento de Estado. É dinheiro que os pensionistas e as empresas empregadoras confiaram ao Estado, para que este garantisse a sobrevivência dos trabalhadores na velhice. Deste modo, não pode ser desviado para outros fins.
Aos governos sem escrúpulos, como é o caso dos governos de Portugal e da Grécia, é mais fácil atacar os direitos dos reformados e pensionistas, uma vez que se trata do grupo social mais fragilizado. E uma sociedade, que não sabe tratar dos seus idosos e das suas crianças, não merece existir.
http://www.publico.pt/Mundo/orcamento-de-2013-passa-no-parlamento-grego-com-maioria-confortavel--1572041#.UKBAfW3t0Xg.blogger

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

A crise internacional não acabou! Vai regressar...


Tem-se no entanto avolumado nos mercados
os receios em relação à Espanha, segundo a
Reuters. Por outro lado, The Wall Street
Journal de hoje publica um extenso artigo sob
o sugestivo título de “The Euro's Final
Battleground: Spain” (o campo da batalha final
do euro: Espanha), onde diz que a evolução do
país poderá determinar se o euro se mantém
ou se caí.O jornal chama a atenção para que se
trata da quarta maior economia do euro, cujo
PIB é mais do dobro da soma do de Portugal,
Grécia e Irlanda, que descreve como “os
parceiros da zona euro com problemas”.
PÚBLICO
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O epicentro da crise internacional, que os arautos do sistema consideravam terminada, mas que alguns economistas têm vindo a prever, desde o ano anterior, para o segundo trimestre de 2010, parece estar a deslocar-se para a Europa. A situação difícil de Espanha poderá, inclusivamente, conduzir à derrocada do euro, como alguns analistas já consideram como provável.
O movimento especulativo contra o euro é a face mais visível da actual situação. Mas o problema é mais profundo e complexo, pois é ao nível do modelo económico da União Europeia e do modelo da instituição da moeda única, a benefiar preferencialmente aqueles dois países, que se devem encontrar as verdadeiras causas.
http://economia.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1424400