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segunda-feira, 17 de junho de 2013

Nuno Crato: "Há muitos professores que não querem aderir à greve


Questionado por que motivo o Ministério não aceitou a solução proposta pelo Tribunal Arbitral, que sugeriu o adiamento do exame para o dia 20, Nuno Crato respondeu que "era uma solução extremamente difícil, já há outros exames marcados para esse dia”. De resto, considerou, dos sindicatos em geral não houve abertura nenhuma e "a calendarização dos exames é muito apertada”.
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Como é que ele sabe? Fez algum inquérito secreto a todos os professores do país? Recebeu cartas de professores a reafirmar-lhe total lealdade? Contou o número de participantes na grandiosa manifestação de professores, do último Sábado, e subtraiu aquele número ao número total de professores em funções, deduzindo, a seguir, cientificamente, que os que não estiveram presentes seriam contra a greve, não lhe passando pela cabeça, nesta complicada conta de subtrair, que muitos professores, não puderam participar, devido à distância dos seus locais de trabalho em relação à capital?
O que se passou à volta da convocação desta greve lançou muita perplexidade junto dos portugueses, que temem uma escalada agressiva de um governo em desespero contra o direito à greve, da qual nenhum trabalhador prescinde, já que constitui a última arma legal de que dispõe para combater as tentativas usurpadoras do Estado e do patronato.
Na sua estratégia, o ministro tentou desacreditar os professores junto da opinião pública, invocando os eventuais prejuízos provocados aos alunos, se os exames não se realizassem nas datas previstas. Ao manter-se irredutível em não adiar a data dos exames, o que era materialmente possível, é o ministro que está objetivamente a prejudicar os alunos.
A greve dos professores tem de ser um êxito, pois, caso contrário, eles perderão tudo o que estão a defender.

terça-feira, 31 de janeiro de 2012

SÓ FALTA CHAMAREM-NOS PARVOS!*

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SÓ FALTA CHAMAREM-NOS PARVOS!
Aí está uma descoberta do Passos Coelho que até lhe pode dar o Nobel da Matemática**; descobriu a maneira de alguns não fazerem parte do todo. Basta chamarem abono suplementar ao que dantes se chamava Subsidio de Férias ou de Natal e os "boys" não necessitam de perder as mordomias como acontece com os cidadãos a quem trata como idiotas. E, enquanto não mostrarem a sua indignação e correrem com esta escumalha que mente e engana, carregando de sacrifícios os que menos têm enquanto "apaparica" os seus amigos, acabam por ser realmente idiotas aos olhos dos bandalhos que nos governam. De que estão à espera ainda não entendi.
*  Texto de autor desconhecido, que corre na internet e que foi recebido por email.
** Não existe o Prémio Nobel da Matemática.

terça-feira, 11 de outubro de 2011

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Ministério cancelou prémios de 500 euros a dias de entregá-los aos melhores alunos do país


O prémio de mérito no valor de 500 euros, que distingue os melhores alunos dos vários cursos do ensino secundário de cada uma das escolas do país, foi suspenso pelo actual Governo.
A notícia apanhou ontem de surpresa todos os directores das escolas das regiões Norte e de Lisboa e Vale do Tejo, que já tinham comunicado aos vencedores que depois de amanhã, no "Dia do Diploma", receberiam o cheque, numa cerimónia aberta às comunidades. Representantes dos directores e dos pais dizem-se "chocados" e classificam a medida como "frustrante e desmotivadora" para os alunos.
PÚBLICO
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Andam a enganar as criancinhas. Qualquer dia, comem-nas, para não darem despesa.

quarta-feira, 13 de julho de 2011

Grito de uma professora revoltada!...


Professora, até ontem

O meu nome é Sónia Mano, até ontem era professora de Matemática na escola E.B. 2,3 de S. Torcato, em Guimarães (onde me encontrava a trabalhar com contrato a termo incerto). Hoje de manhã, por volta das 9h, recebi um telefonema da Secretaria da referida escola a informar-me de que o meu contrato de trabalho cessara no dia anterior.
Até aqui, poderá pensar-se... é uma coisa natural, mais uma professora dispensada do serviço após mais de seis meses de trabalho árduo com alunos oriundos de meios socioeconómicos muito desfavorecidos: Até eu estava já preparada para a eventualidade de receber a notícia nestes moldes. Mas e o que é feito do prazo legal de três dias para avisar um empregado de que o seu contrato vai terminar? Eu sou apenas mais uma das vítimas do Estado e da actual conjuntura que o país atravessa.
Mas o porquê do meu e-mail vai muito para além das queixas para com o sistema. É mais um grito, uma tentativa de que dêem algum tipo de atenção a certas situações que estão a acontecer neste país. Como eu, fo- mos várias as pessoas dispensadas hoje de manhã, ou melhor, informadas hoje de manhã de que o nosso contrato terminara no dia anterior. Não será isto mais uma vergonha do nosso país? Não há qualquer respeito pelos profissionais, nem pelo seu trabalho e esforço.
Mais acrescento, neste meu desabafo, que iniciei, a meio da semana passada, a correcção de EXAMES NACIONAIS do 9.º Ano! Este trabalho, não está concluído! Termina apenas amanhã, dia 8 de Julho. Entretanto, já amanhã, tenho uma reunião para aferição de critérios de avaliação, reu- nião essa de carácter obrigatório. E agora eu pergunto: O MEU CONTRATO DE TRABALHO E A MINHA LIGAÇÃO AO MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO TERMINOU ONTEM. Como vão os alunos ter avaliação no referido exame? Quem vai suportar as despesas de deslocação de Vila Verde (minha residência oficial) até Guimarães?!
Hoje a minha vontade é não entregar os Exames, mas mais forte do que essa vontade é a necessidade de nunca prejudicar os alunos por causa de mais um erro do nosso sistema de ensino. Amanhã, eu irei suportar despesas de deslocação e voltarei a fazê-lo na sexta para entrega dos Exames. Durante esses dois dias, vou fazer uma aplicação criteriosa dos critérios de classificação. Mas precisava de fazer este desabafo: parem de chamar incompetentes aos professores portugueses, aqueles que lutam todos os dias por melhores condições numa escola cada vez mais pobre em valores, tais como a entre-ajuda e a solidariedade. Ajudem-nos a ajudar os vossos/nossos filhos a crescerem como cidadãos e, por favor, na luta pelos meus direitos enquanto trabalhadora/professora/EDUCADORA. Ajudem- -me a divulgar este caso que é apenas mais uma das vergonhas em que o nosso Estado está envolvido!
Tenho provas e documentos oficiais que comprovam cada uma das afirmações que estou a divulgar. Não sei mais onde me dirigir: é preciso que os portugueses saibam o que se está a passar numa escola pública de Portugal.
Sónia Mano
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Diário do Minho
QUINTA-FEIRA | 7 de Julho de 2011

sábado, 28 de maio de 2011

Ministério da Educação paga em duplicado à Parque Escolar



Para além das escolas, também os serviços centrais do ME estão a pagar rendas à empresa.
O Ministério da Educação está a pagar rendas à empresa pública Parque Escolar pela ocupação dos edifícios da Avenida de 24 de Julho, em Lisboa, que há três anos eram sua propriedade. A Parque Escolar é uma empresa tutelada pelo ME, que foi criada em 2007 para gerir um programa de modernização das escolas secundárias. Este ano, o ministério vai pagar-lhe também cerca de 50 milhões de euros em rendas pelas 103 escolas que já foram objecto de remodelação.
PÚBLICO
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Confesso que não consigo entender esta triangulação negocial entre o Ministério da Educação, a Estamo, uma empresa pública destinada a vender a privados edifícios do Estado, e a Parque Escolar, uma empresa também de capitais públicos, constituída para requalificar e reconstruir as escolas secundárias, mas que agora aparece também como proprietária dos edifícios do Ministério da Educação, na avenida 24 de Julho. Não entendo, sobretudo, a necessidade de o Ministério da Educação alienar património à Estamo, e esta, por sua vez, fazer a mesma operação a favor da empresa Parque Escolar, passando o Estado a pagar rendas por aqueles mesmos espaços, ao mesmo tempo que vai investindo as verbas do Orçamento de Estado e da União Europeia, estas ultimas consignadas em finais de 2008, para ajudar as economias dos estados europeus a prevenir o contágio da crise dos bancos americanos. 
No entanto, já se começa a saber que a adjudicação destas obras tem apresentado muitas irregularidades, beneficiando-se certas construtoras, certos gabinetes de arquitectura e certos fornecedores. Algumas obras são faraónicas e luxuosas e de manutenção caríssima, como se pode concluir, através dos depoimentos insertos no vídeo.
Ou eu me engano muito, ou estamos perante uma complexa e bem disfarçada operação, de contornos ainda pouco claros, e que se destina a promover no futuro a privatização das escolas intervencionadas. Já agora, privatizem também o Ministério da Educação e o próprio governo. Mas despeçam o primeiro ministro e o ministro das Finanças com justa causa.

sábado, 7 de maio de 2011

Quem não fez a prova de aferição não terá outra chance

Os alunos que ontem foram impedidos de realizar a prova de aferição de Português na sequência da greve da função pública não vão ter uma segunda oportunidade.
Em resposta ao PÚBLICO, o Ministério da Educação (ME) informou que "não haverá repetição de provas noutro dia".
PÚBLICO
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Que culpa têm os alunos da ocorrência da greve?
Quem terá de fazer uma prova de aferição (à consciência) é a própria ministra.
http://publico.pt/Educação/quem-nao-fez-a-prova-de-afericao-nao-tera-outra-chance_1493150