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domingo, 19 de janeiro de 2014

Uma arrochada a preceito...


A historiadora e investigadora, Raquel Varela, publicou na página do Grupo “Que se Lixe a Troika” um cartaz a anunciar uma manifestação de protesto de bolseiros, investigadores e professores universitários, junto à sede da Fundação para a Ciência e Tecnologia, a exigir melhores condições de trabalho. Um jovem leitor, formado em Engenharia, no Instituto Superior Técnico, apresentou-se com um comentário, a questionar Raquel Varela, de uma forma capciosa, e utilizando argumentos falaciosos e retorcidos. Resolvi sair-lhe à frente, para lhe dar uma arrochada, que, certamente, lhe deveria ter doído muito, pois o meliante, que aqui irei designar por César Carvalhal, não tugiu nem mugiu, tendo desaparecido, sem deixar rasto.

Eis as mensagens trocadas:

César Carvalhal: A Raquel Varela é contra os mercados de manhã e à tarde, quer subsídios, bolsas, serviços públicos, etc. e tal. Já se lembrou de responder à principal pergunta? Ou de sequer a fazer? De onde vem o dinheiro para tudo isso?

EU: César Carvalhal: O seu comentário à publicação de um cartaz, por iniciativa da historiadora e investigadora Raquel Varela, a anunciar uma manifestação de protesto de bolseiros, investigadores e professores universitários, é de um primarismo chocante, o que só é desculpável, quando assumido por ignorantes e por néscios.
Devolvo-lhe a pergunta. Possivelmente, o César Carvalhal nasceu numa maternidade pública, sustentada exclusivamente pelos dinheiros dos impostos, e os seus pais começaram a receber imediatamente o respetivo abono de família, através da Segurança Social, para onde eu andei a descontar durante 35 anos. Depois, entrou na escola pública, que frequentou até ao 12º ano, que completou, sem pagar um tostão, a não ser o dispêndio para os livros escolares. Ingressou numa escola superior, para frequentar um curso, o de engenharia, um dos mais dispendiosos para o erário público. O que os seus pais despenderam em propinas não dava para pagar o vencimento de um ano a uma empregada de limpeza dessa escola superior. Pergunto-lhe: de onde veio esse dinheiro todo, que andou a gastar ao Estado? Porque não ficou, desde que nasceu, na incubadora da maternidade, onde seria alimentado a leite e a soro, situação essa que teria ficado mais barata para a comunidade, que agora tem de aturar o seu azedo egoísmo geracional?
E, depois de ler este meu comentário, não me apareça aqui, novamente, com respostas e argumentos idiotas e demagógicos, pois, se assim acontecer, farei tudo o que estiver ao meu alcance para que a sua família não venha a receber o subsídio do seu funeral.

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

Falar Global - FaceBook é pior do que CIA - GLOBAL NET - Rubricas

Amabilidade do João Grazina
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O Facebook, na sua arquitetura, recorre a uma série de artifícios para dificultar ao utilizador o acesso ao efetivo controle dos seus dados. Nomenclaturas confusas, não explicadas, definições de funções pouco claras, opções operacionais irreversíveis são os ingredientes utilizados para evitar que o utilizador reduza o grau da sua exposição pública. Agora, com este vídeo, ficámos a saber que, nos seus arquivos centrais, o Facebook conserva toda a atividade e a identificação completa dos seus utilizadores, mesmo que estes tenham procedido à sua eliminação total ou parcial. Até a Google utiliza a mesma metodologia. Há dias, ao ler o documento das Novas Políticas de Segurança e Privacidade daquela companhia, descobri, estupefacto, que toda a atividade dos utilizadores, desenvolvida através da utilização do telemóvel, cujo número seja previamente transmitido, para efeitos da recuperação da senha, também fica definitivamente arquivada.
Por mais útil e gratificante que seja o recurso aos serviços daqueles dois gigantes da internet, o que é certo é que a privacidade a que têm direito os respetivos utilizadores não é completamente assegurada.

quinta-feira, 11 de março de 2010

Isabel Allende conta histórias de paixão... (e de amor)


Não sei o que mais admirar, nesta intervenção de Isabel Allende. Se a forma, se o conteúdo. Desformalizando o discurso, naturalmente solene nestas ocasiões, ela denunciou causticamente a impiedosa exploração das mulheres e das crianças, principalmente nos países mais pobres, onde a miséria anda sempre de mãos dadas com a ignorância. Recorrendo à sua destreza de contadora de histórias e exibindo a sua vivacidade e o seu talentoso humor, Isabel Allende contou meia dúzia de histórias verdadeiras, de um dramatismo lancinante, que arranham as nossas consciências e incomodam a nossa cúmplice indiferença.
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(Ampliar o vídeo)
http://www.ted.com/talks/lang/por_br/isabel_allende_tells_tales_of_passion.html
Vídeo enviado pelo meu amigo José Camelo

terça-feira, 13 de outubro de 2009

Matança cruel de golfinhos, em nome de uma tradição bárbara num país civilizado!...










Fotografias enviadas pelo João Fráguas e pelo Diamantino Silva
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Nas ilhas de Feroe, um arquipélago autónomo da Dinamarca, situado no Atlântico Norte, entre a Escócia e a Islândia, a barbárie exprime-se pela violência gratuita exercida sobre os golfinhos que se aproximam da praia, atraídos pela presença humana. É um espectáculo degradante, inserido numa cerimónia de iniciação da entrada dos jovens na idade adulta, e que, em nome da tradição, obnubila a consciência e o bom-senso da população, que, num entusiasmo crescente, assiste à cruel matança dos animais, condenados, através dos processos utilizados, a uma agonia lenta e dolorosa. O mar fica tingido de vermelho, a marcar a demência daqueles jovens, que se exibem como heróis, quando, na realidade, não passam de uns miseráveis poltrões.

terça-feira, 21 de julho de 2009

BE: Ignorância ou má-fé?




Pedro Frias, um leitor interessado e atento, enviou-me este texto, publicado no blogue Cravo de Abril, e assinado por Fernando Samuel, onde se admite que um dirigente do Bloco de Esquerda teria tido a intenção, através de um falso pressuposto, de atingir grosseiramente o Partido Comunista, num artigo publicado no JN.
Já aqui verberámos a nossa indignação sobre o recurso à mentira para obter dividendos político-partidários. Nesta caso, mantém-se a dúvida se se tratou de ignorância ou de má fé, tal como também subscreve Fernando Samuel. Se foi má-fé, a atitude é imperdoável, a todos os títulos. Se foi simples ignorância, qualquer sentimento de benevolência não pode ser manifestado, já que um destacado dirigente partidário tem o dever de se certificar da veracidade e da autenticidade de todas as informações que, através da comunicação social, faz chegar aos cidadãos.


"O Pormenor
Chama-se Pedro Soares, é membro da Comissão Política e Coordenador Nacional Autárquico do Bloco de Esquerda. Para além disso, «escreve no JN, semanalmente, à quinta-feira».Na última quinta-feira, ocupou o seu lugar cativo no JN com um texto intitulado «A Lei de Tróia», no qual a dada altura escreve:«O que se está a passar em Tróia, no Concelho de Grândola (CDU), é uma operação imobiliária de grande escala que coloca em causa, de facto, o interesse nacional».Registe-se o «pormenor» que são aquelas simples três letras entre parêntesis e os objectivos de quem as escreveu...Isto porque, como sabe qualquer cidadão medianamente informado, a força autárquica maioritária no Concelho de Grândola é, não a CDU, mas o PS - para mal dos munícipes grandolenses, diga-se.E assim sendo, de duas uma: ou o Coordenador Nacional Autárquico do BE ignora o que qualquer cidadão medianamente informado sabe; ou, sabendo a verdade, optou pela mentira, na linha da tradicional prática eleitoralista do BE, caracterizada por um desavergonhado vale-tudo.Num caso ou noutro, o que não oferece dúvidas é que Pedro Soares está onde deve estar:no BE, como membro da Comissão Política e no JN, como escriba semanal..."