Forma e cor, num assomo de criatividade, a
expressar uma complementaridade perfeita, no desafio ao equilíbrio instável dos
objetos. Uma pintura inspirada no movimento do abstraccionismo .
Trata-se de um dos melhores trabalhos pictóricos de Dalia
Faceira, uma antiga colega minha, do Liceu de Lamego.
Uma
estilização bem conseguida, tirando partido da potencialidade pictórica do contraste "preto e branco" e, ao mesmo tempo, em que se imprime às figuras uma dinâmica de movimento e de equilíbrios, característica esta que evidencia bem a maturidade artística já atingida por Dália Faceira.
Quem, neste sábado, passar por Caminha, que não
perca a oportunidade de entrar na Galeria de Arte Caminhense, para ver a magia
da cor nas obras de pintura de Dália Faceira (Dacha).
Esta pintura é aquela onde a pintora Dália Faceira (Dacha) revela, com elevada sensibilidade, a sua
enorme capacidade em trabalhar pictoricamente a água, o que é difícil. É uma
pintura que honra qualquer Galeria de Arte.
A Dália Faceira (Dacha), minha antiga colega do liceu de Lamego, é uma notável pintora, que, aqui, no Alpendre da Lua, já foi referida várias vezes. A primeira vez que fiz uma referência crítica à sua obra foi no Jornal do Douro, a propósito de uma exposição coletiva de antigos alunos daquele liceu. Dela disse, na altura, que a sua obra pictórica refletia, através da magia da cor, a melhor tradição da pintura impressionista. E essa magia é muito mais evidente quando ela reproduz nas suas telas a água, como elemento figurativo, processo de elevada exigência tecnicista, que só é dominado pelos grandes pintores. E Dália Faceira é, na realidade, uma grande pintora, como o atesta o sucesso das suas inúmeras exposições em Portugal e no estrangeiro.
Desejo à Dália um grande sucesso nesta exposição que vai realizar em Caminha, na galeria de Arte Caminhense, entre 24 a 30 de Julho de 2012.
Dália Faceira, minha antiga colega do liceu de Lamego, é uma notável pintora, já com uma obra assinalável, de grande qualidade pictórica, e com um vasto currículo de exposições, individuais e colectivas, em Portugal e no estrangeiro.
A propósito de uma exposição, em 2008, de antigos alunos do liceu de Lamego, numa nota crítica sobre evento, publicada no Jornal do Douro, escrevi sobre a sua obra o seguinte:
"Mas, se o observador estiver mais atento e apurar a sua sensibilidade (a pintura, como qualquer outra arte visual, vive dos sentidos e para os sentidos), vai descobrir como alguns autores marcaram a sua presença com uma intencional unidade, quer temática, quer cromática. É o caso, por exemplo de Dália Faceira, uma pintora que declarou que a sua obra é bastante diversificada, o que justifica a sua tentativa de fazer múltiplas experiências, trabalhando a cor e os materiais de forma segura e serena. E o que ela se propõe mostrar com as três composições abstractas que apresenta, caracteriza-se pela utilização em todas elas da mesma combinação de cores e do mesmo gradiente. Mas, apesar da suavidade das transições cromáticas, e da sua harmonia, o observador absorve a explosão da claridade que irradia de cada quadro. Dália Faceira, para pintar os seus nenúfares, explorou os resquícios da memória da panorâmica captada num lindo jardim de Barcelona, e que registou fotograficamente, para rever posteriormente. O que resultou desta experiência, condensada neste trabalho, leva a crer que a sua maturação como pintora já foi atingida".