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domingo, 27 de março de 2016

A histórica cidade síria de Palmira regressa ao seio da civilização

Ruínas de Palmira

O dia de hoje não poderia ter trazido melhor notícia: a histórica cidade de Palmira foi reconquistada aos vândalos do Estado Islâmico, pelo exército sírio, que contou com a preciosa ajuda da aviação da Rússia, a única potência estrangeira, envolvida naquela guerra, que está verdadeiramente interessada em combater o terrorismo islâmico na região (as outras potências apenas vão fazendo umas cócegas, até porque foram elas, em colaboração com a Arábia Saudita, a fonte inspiradora e financiadora daquela organização criminosa).
Aquelas ruínas históricas do mundo antigo e do mundo romano, que os vândalos chegaram a danificar, regressam assim ao mundo da civilização.
Por outro lado, em termos militares, a Síria ganhou uma nova supremacia estratégica sobre o invasor, já que, a partir da cidade de Palmira, situada num oásis, consegue controlar um vasto território, um deserto, que se estende até à fronteira com o Iraque.

quinta-feira, 24 de março de 2016

A reconquista de Palmira, ao Estado Islâmico, está para breve...


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O arco do triunfo de origem romana, com 2000 anos, na cidade histórica de Palmira, foi alvo, no ano passado, de uma acção criminosa, levada a cabo pelo Estado Islâmico, que o fez explodir, o que levou a UNESCO a considerar que se tratou de um crime de guerra.
No entanto, as forças do exército da Síria, com a ajuda da aviação russa, já entraram na cidade e estão prestes a reconquistá-la.
Sobre a cidade de Palmira, ver aqui..

domingo, 25 de outubro de 2015

Um olhar sobre Lisboa Simbólica - Fernanda Lobo (UNISBEN 2015)



Os maçons de hoje já não deixam os seus símbolos na arquitectura das cidades. Preferem guardá-los nos bancos, atados com cifrões, e utilizá-los para marcar as cadeiras ministeriais.

segunda-feira, 21 de março de 2011

Cidades Perdidas: Pompeia (3)

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Amabilidade do João Fráguas, que enviou as imagens.
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Pompeia foi uma próspera cidade do Império Romano. Situada na Campânia, no sul de Itália, na foz do rio Sarno, que corria ao lado de uma das suas muralhas, servia de porto comercial à cidade de Nola e de outras cidades do interior do fértil vale daquele rio. No primeiro ano da nossa era já era uma estância de veraneio dos romanos mais abastados. Cícero e o imperador Cláudio possuíam vilas nos seus arredores.
Em 24 de Agosto do ano 79, uma erupção do vulcão Vesúvio arruinou-a totalmente, soterrando-a debaixo de uma grande camada de cinzas vulcânicas, solidificadas pelas chuvas, o que permitiu que os seus edifícios se conservassem até aos nossos dias. Mesmo os cadáveres incinerados ficaram num bom estado de conservação, tendo sido possível, através da injecção de uma matéria plástica líquida, reproduzir a forma original dos corpos.
A cidade acabou por ser esquecida. Mais tarde, um violento tremor de terra, que provocou um grande deslocamento de terras e desviou o curso do rio Sarno, ao mesmo tempo que levantou a baía de Nápoles, apagou as referências topográficas da cidade soterrada. Até que, em meados do século XVIII, após terem sido encontrados, por acaso, alguns dos seus vestígios, iniciou-se a escavação do local, o que permitiu descobrir a cidade melhor conservada do império. Foi possível aos arqueólogos confirmarem as características de uma cidade dos tempos do império, já que os edifícios mantinham-se de pé e exibiam a sua traça original, assim como foi possível constatar o tipo de pavimentos das ruas rectilíneas, em quadrícula, e a existência de passeios.
Os murais coloridos no interior das habitações, também bem conservados, permitiram ter uma visão mais correcta da pintura da Roma imperial.

quinta-feira, 10 de março de 2011

Cidades Perdidas: Palmira (2)

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Amabilidade do João Fráguas, que enviou as imagens.
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A sua condição de cidade situada na fronteira mais oriental do Império Romano e o facto de ter sido um lugar privilegiado do trânsito das caravanas, que transportavam as mercadorias do oriente para o ocidente, ditaram a sorte de Palmira. Foi grande e opulenta, mas esteve sempre à mercê da cobiça dos povos vizinhos. Várias vezes mudou de mãos e várias vezes foi destruída, para, depois, ser reconstruída, até que o barcos do Índico substituíram com vantagem as lentas caravanas de camelos.
Quando António, em 43 a.c, procurou conquistá-la aos Partos, já Palmira era uma cidade secular. Diz-se que teria sido fundada por Salomão, e que Nabucodonosor a teria destruído, mas que, anos depois, devido à sua importância estratégica, foi reconstruída. Coube a Trajano arrebatá-la para o Império Romano, embora, por razões de ordem política e militar, também a tivesse destruído. Adriano reedificou-a e deu-lhe o nome de Adrianópolis. No reinado de Carcala, era uma colónia romana e recebeu o título de Jus Italicum.
Mas é durante o século III da nossa era que Palmira atinge o seu máximo esplendor e grandeza. Beneficiando de uma certa autonomia em relação a Roma, que lhe conferiu o estatuto de República, Zenóbia, a viúva de Ordenato, príncipe de Palmira, além de prosseguir com a obra de engrandecimento da cidade, tentou sacudir o jugo romano, cujo exército derrotou. Para não ser apanhada de surpresa por um contra-ataque das forças imperiais, mandou marchar para o Egipto, no ano 273, um exército de setenta mil homens, bem armados, para se assenhorear de Alexandria, uma cidade estratégica. A empresa não foi bem sucedida, e é o imperador Aureliano, em pessoa, que perseguirá Zenóbia, conquistando Palmira e aprisionando a raínha rebelde. Como os habitantes se revoltaram, Palmira foi mais uma vez destruída. Justiniano manda fortificá-la, dotando-a de uma cerca de muralhas e restaurando o Templo.
Depois desse período áureo, a cidade nunca mais teve paz, tal era a cobiça pela sua posse. Os árabes acabaram por a conquistar, mas deixaram-na muito danificada, devido às guerras religiosas. Em 1157, é sacudida por um grande terramoto. Os Tártaros de Tamerlão saquearam-na em 1401, até que os turcos a destruíram no século XVII. Palmira já perdera a sua importância antiga, uma vez que o comércio com o oriente passou a fazer-se por mar.
Os seus habitantes desertaram, mas ficaram as ruínas, que testemunham bem toda a imponência do seu passado, bem visível ainda no que resta do Templo do Sol, consagrado a Baal, bem como as Torres Sepulcrais e o castelo muçulmano.