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sábado, 29 de abril de 2017

As respostas dos inquiridos no âmbito dos inquéritos do Eurobarómetro reproduzem a informação dada pela comunicação social alinhada com o sistema.


As respostas dos inquiridos no âmbito dos inquéritos do Eurobarómetro reproduzem a informação dada pela comunicação social alinhada com o sistema.

O Eurobarómetro do Parlamento Europeu publicado ontem revela que os valores de confiança dos europeus em relação à UE são semelhantes aos registados antes da crise de 2007 no que respeita aos benefícios de pertencer à família europeia.
O Jornal Económico
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Ao ler os resultados do inquérito do Eurubarómetro, chego a uma única conclusão: Os inquiridos reproduzem milimetricamente o que lêem nos jornais e o que vêem e ouvem nas televisões. E como os meios de comunicação social apenas ampliam e dão eco aos políticos e aos comentadores alinhados com o sistema de pensamento único, em vigor, é, naturalmente, com esse pensamento único que os inquiridos se identificam, porque não existe, devido a condicionalismos de ordem financeira, uma informação independente. Há pois aqui, através de um condicionamento da informação, um claro reflexo social pavloviano.

Por outro lado, até porque não temos acesso à matriz do inquérito (que os russos e os chineses poderiam roubar), não sabemos a forma como são apresentadas as perguntas aos inquiridos, já que (e isto eu sei) existem várias maneiras habilidosas de condicionar as respostas, num determinado sentido.
Alexandre de Castro
2017 04 29

terça-feira, 17 de março de 2015

Estudo: E o político em que os portugueses mais confiam é...


Um estudo realizado pela Seleções do Reader's Digest chegou à conclusão de quais as figuras públicas os portugueses mais têm confiança.
Os portugueses elegeram Marcelo Rebelo de Sousa como o político em quem mais confiam. O estudo Marcas de Confiança realizado pela Seleções do Reader’s Digest mostra que 14% elegeram o comentador da TVI, substituindo Rui Rio, antigo presidente da Câmara Municipal do Portohttp://ad.doubleclick.net/ad/N9166.140075.SAPO/B8528259.115396767;sz=1x1;ord=dc8beacffa?
O estudo dá conta ainda de que a política é uma das áreas em que os portugueses menos confiam. No geral, 96% não confia nos políticos e 83% não confia no atual Governo de Passos Coelho, segundo o Dinheiro Vivo. 
Os Sindicatos (81%), o sistema judicial (73%), os bancos (72%) e a União Europeia (71%), são outras entidades em que os portugueses também não confiam.
Em relação aos que confiam, Cristiano Ronaldo foi o desportista escolhido, com 54%. Rui Veloso foi o músico eleito (19%), Ruy de Carvalho na área da representação, com 47% e o escritor foi José Rodrigues dos Santos (28%).

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Se tivéssemos de levar este estudo a sério, seríamos obrigados a concluir que vivíamos num país de "merda". Mas as coisas não são bem assim. Nestas coisas dos inquéritos, interessa muito a metodologia utilizada, a estrutura da amostra e a forma como as perguntas são colocadas aos inquiridos. Perante a surpresa da pergunta, feita sem qualquer aviso prévio e sem referências aos respetivos contextos, em que seja permitida uma ponderada reflexão, o inquirido é levado, até para não ser considerado um ignorante, a indicar a personalidade mais mediática que, naquele momento, conhece, em cada setor considerado. E foi o mediatismo, o que este estudo mostrou, ao apurar, por exemplo, que Marcelo Ribeiro de Sousa era o político em que os portugueses mais confiam. E não foi nada inocente a realização deste estudo. 
Já a desconfiança manifestada em relação a Passos Coelho (justificada), aos sindicatos (incompreensível e inconcebível), aos bancos, ao sistema judicial e à União Europeia (também justificadas) não se projeta, incompreensivelmente, naqueles inquéritos usados pelas empresas da especialidade, para as sondagens sobre as intenções de voto, o que revela uma grande contradição. Alguém está a manipular as perceções da opinião pública.
Pela minha parte, se eu tivesse sido inquirido, até responderia que o Cristiano Ronaldo deveria ser o próximo Presidente da República, já que estou farto de ser governado por personalidades que têm os neurónios no cérebro.

domingo, 10 de março de 2013

Portugueses rejeitam cortes na Saúde, Educação e SS

Os portugueses acham que o Governo se prepara para cortar na Saúde, Educação, Segurança Social e Defesa, mas por eles os cortes de quatro mil milhões de euros seriam feitos nas parcerias público privadas (PPP), juros da dívida e Defesa. Mais: Saúde, Educação e Segurança social são as áreas onde menos se deve cortar, de acordo com o barómetro de fevereiro de 2013 do CESOP/UCP, para o DN, JN, Antena 1 e RTP.
O apoio aos cortes nestas três funções sociais do Estado - que o Governo elegeu como prioritárias na redução de despesa a apresentar à troika na sétima avaliação, que decorre atualmente - é ínfimo entre os inquiridos do barómetro. Apenas 1% dos portugueses na Educação e Saúde, e 5% na Segurança Social, gostariam de cortar aí se a decisão fosse deles. E para 10% também já se atingiu o limite, ao recusarem que haja mais cortes (há 2% que pensa que o Governo acabará por não fazer cortes).
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Se há alguma coisa em que os portugueses têm uma opinião unânime, é a ideia de que o Estado Social deve ser preservado a todo o custo e não ser objeto das políticas de austeridade, planeadas pelo atual governo.
Na memória de muitos portugueses, principalmente na dos mais idosos, ainda persiste a imagem do que eram as políticas sociais antes do 25 de Abril. Os serviços médicos das célebres caixas de previdência eram um arremedo da prática da medicina, em que o médico nem sequer olhava para a cara do doente, como se dizia à época, ironicamente. As Misericórdias, ainda com uma estrutura e mentalidade medievais, encaravam os cuidados de saúde numa perspetiva assistencial e caritativa. Os serviços de Educação encontravam-se reduzidos a um minimalismo aviltrante, com a analfabetismo a rondar os oitenta por cento da população e o ensino secundário e universitário reservado apenas à classe média alta. As escolas comerciais e industriais eram reservadas para os alunos de famílias com menores recursos financeiros. Grande parte da população, principalmente a do mundo rural, estava afastada do sistema de reformas. E será este o quadro que se perfila no horizonte, se o governo conseguir impor um corte permanente de quatro mil milhões de euros nos três pilares do Estado Social, institucionalizado depois da revolução de Abril, e que teria consequências desastrosas, não só no bem estar da maioria da população, mas também nos graves reflexos no desenvolvimento do país. Portugal poderia vir a viver sem défice orçamental e com a Dívida Pública controlada, mas, com toda a certeza, cairia irremediavelmente para o patamar do subdesenvolvimento, da miséria estrutural e da agudização das desigualdades sociais. 
Se o povo português não conseguir inverter o curso desta gravosa política de austeridade, de resultados incertos e duvidosos, Portugal virá a ser, a partir da próxima década, um país do Terceiro Mundo à beira mar plantado. 

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

Vox Pop - A ignorância dos nossos universitários

Sugestão de Diamantino Silva e de Joaquim Pereira da Silva
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Esta amostra poderá não ser estatisticamente significativa. Poderá até ter havido a intenção malévola de selecionar os exemplos mais negativos. Mas é, sem dúvida, exemplarmente elucidativa! Comprova, pelo menos, o elevado grau de iliteracia de muitos jovens universitários portugueses. Alguns até poderão vir a ser brilhantes, nas áreas específicas dos seus conhecimentos, mas serão sempre ignorantes na compreensão e na apreensão do mundo que os rodeia. Falta-lhes a visão dialética, a cultura geral e a capacidade de pensamento crítico. E isto é preocupante, porque sem elites esclarecidas, nenhum país progride.
Lembro-me que, no início da década oitenta, do século passado, um jornal deu-se ao trabalho de fazer, em entrevista, um pequeno teste de Língua Portuguesa aos alunos do 1º ano da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa. Um autêntico desastre, que provocou algum escândalo, na época. E eu fiquei em pânico, porque fico sempre em pânico, quando vejo pobreza à minha volta.

terça-feira, 25 de setembro de 2012

Sexo: os portugueses falam muito, mas fazem pouco (!...)


O Expresso publica na Revista de sábado, 15, os primeiros resultados do maior inquérito na imprensa nacional ao sexo dos portugueses. Para começar: não praticam muito nem são muito criativos. Mas estão satisfeitos.
Sabia que os algarvios são quem tem mais desejo sexual e quem melhor avalia o seu desempenho e o dos seus parceiros? Que os sportinguistas são os que revelam menos vontade de ter sexo, por contraste com os portistas? Que quem fuma, e também quem bebe, tem uma vida sexual mais ativa do que quem prefere manter-se longe dos vícios? E imaginava que 35% dos portugueses que se consideram politicamente de direita não tiveram sexo no último ano? Se cora só de imaginar dois corpos entrelaçados, prepare-se: vamos falar de sexo. Hoje, na Revista, analisamos os primeiros resultados do extenso inquérito realizado pelo Expresso sobre a vida sexual dos portugueses. Como são afinal na cama (e fora dela)? As respostas surpreendem em muitos casos, preocupam noutros, denunciam, por vezes, curiosidades regionais ou até clubísticas, mas confirmam uma realidade: apesar da revolução sexual ocorrida nas últimas décadas, que aproximou os comportamentos dos homens e das mulheres, subsistem ainda importantes diferenças de género na hora dos portugueses se entregarem ao prazer.
EXPRESSO
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Os machos latinos também já emigraram... Os que ficaram andam a tomar Prosac...