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quarta-feira, 16 de março de 2011

Marinho e Pinto critica juiz Carlos Alexandre

Fortes críticas aos juízes marcaram o discurso do bastonário da Ordem dos Advogados, hoje, na cerimónia de abertura do ano judicial.
Em particular, Marinho e Pinto referiu-se a uma notícia recente que revelava que o juiz de instrução Carlos Alexandre desconfiava ter sido alvo de escutas telefónicas ilegais. “Que poderá o povo português pensar daqueles que em seu nome administram a justiça quando um juiz afirma à comunicação social que foi alvo de escutas telefónicas ilegais no âmbito das suas funções soberanas sem que nada aconteça?”, questionou, acrescentando que “ou isso é verdade e então deveria imediatamente, cair o Carmo e a Trindade ou isso não é verdade e então o juiz em causa deveria ser afastado das funções por irresponsabilidade”, defendeu.
O discurso do bastonário dos advogados estendeu-se, no entanto, muito para além da justiça, ao pronunciar-se acerca da crise actual em que vive o país e concluindo que hoje “todos temos de reconhecer publicamente esta evidência: as elites portuguesas falharam”, disse.
PÚBLICO
***
Não me parece que o bastonário da Ordem dos Advogados, Marinho e Pinto, tenha razão neste ataque despropositado ao juíz Carlos Alexandre. Em primeiro lugar, porque o argumento invocado não tem nexo de causalidade. O facto do juíz Carlos Alexandre não ter dado sequência à sua suspeita de ter sido objecto de escutas telefónicas, não permite ao bastonário insinuar que aquela suspeita tenha sido inventada, para alcançar outros inconfessáveis fins, insinuando-se assim que aquelas escutas não ocorreram. Em segundo lugar, Marinho Pinto já tem feito acusações graves ao poder judicial, algumas personalizadas, às quais, como bastonário, também não deu a sequência, que agora quer exigir a outros. Há pois, aqui, alguma incoerência.
É evidente, e o Dr. Marinho Pinto sabe disso, que o recurso às escutas ilegais é uma prática corrente das polícias, inclusivamente das polícias secretas, estas últimas dependendo exclusivamente do primeiro-ministro, que ele tem defendio sempre, em todos os casos que o davam como suspeito de actividades ilícitas. Alinhou, para minha surpresa, na tese da cabala, no caso do Freeport, e apoiou a decisão do presidente do Supremo Tribunal da Justiça em mandar destruir as escutas telefónicas entre Armando Vara e José Sócrates, dando assim cobertura a um acto, considerado ilícito por muitos juristas, já que aquelas escutas faziam parte do processo Face Oculta, onde só o juíz de Instrução Criminal tem autoridade.
Pelo menos, anoto aqui a falta de oportunidade evidente para desferir aquele ataque, já que, como sabemos, existe a convicção de que o juíz Carlos Alexandre vai começar a ser alvo de muitas investidas torpes por se ter atrevido a levar a julgamento políticos de topo do Partido Socialista, ficando-se sem se saber se calhou em sorte ao bastonário da Ordem dos Advogados atirar a primeira pedra. Eu quero querer que não. Mas essa falta de oportunidade também pode ser assinalada pelo facto da acusação contra o juíz ter sido feita num acto solene, onde essas matérias não devem ser tratadas.
No entanto, dou inteira razão ao Dr. Marinho e Pinto quando afirma, para explicar a actual crise, que as elites portuguesas falharam. E é verdade. Políticos, empresários, professores universitários, militares, juristas, diplomatas e mais alguns profissionais de topo não estiveram à altura, por acção ou por omissão, das suas superiores responsabilidades, tendo provocado ou permitido que o país caísse neste pantanoso lodaçal. E o mais curioso, é que esse universo de responsáveis, ou seja, essa elite, não está a pagar os respectivos custos da sua incúria, pois os sacrifícios recaíram sobre o povo, que já começa a dar sinais do seu profundo descontentamento.

sexta-feira, 16 de abril de 2010

Com tanta lógica, esgotou-se o stock das batatas!...


Quando é a própria Justiça a destruir as provas documentais de alegados crimes, apoiando-se em pressupostos legais pouco claros, é natural que se instale no país um clima de alarme, de desconfiança e de desânimo. Neste caso, a decisão é paradoxal e estranha, até porque o próprio suspeito, o primeiro-ministro, José Sócrates, declarou, perante a Comissão Nacional so seu partido, em 20 de Fevereiro último, que nada temia "sobre a divulgação de escutas no âmbito do processo Face Oculta".

Notas do meu rodapé: Quando a lógica da Justiça é uma batata!... (a propósito da ordem de destruir as escutas ao primeiro-ministro)

Destruição de escutas a Sócrates reavaliada no Supremo
.
Paulo Penedos invoca "nulidade" se não for notificado
de decisão do presidente do Supremo Tribunal de
Justiça sobre destruição de escutas entre José Sócrates
e Armando Vara. Noronha do Nascimento está a
reavaliar a ordem de destruição, adianta o Diário
Económico.
... Ricardo Sá Fernandes vincou na altura que,
enquanto esta questão relativa às escutas telefónicas
- envolvendo conversas em que surge o
primeiro-ministro, José Sócrates - não estivesse
"resolvida", as escutas "não deviam ser destruídas".
Diário de Notícias
***
Em tempo oportuno, já aqui deixámos expresso que o presidente do Supremo Tribunal de Justiça (STJ) não tinha competência para mandar destruir as escutas que acompanhavam as certidões enviadas pelo juíz de instrução do Tribunal de Aveiro, a solicitar a constituição de um inquérito autónomo ao primeiro-ministro. E isto porque aquelas escutas pertencem ao processo de inquérito Face Oculta, cuja titularidade pertence em exclusivo ao juíz de instrução do Tribunal de Aveiro. O juíz é autónomo nas suas decisões e só pode ser contestado em sede de recurso, o que não foi o caso. No caso presente, não houve intenção de escutar o primeiro-ministro, pois o objecto das escutas era o arguido Armando Vara, e só o juíz de instrução, devido à sua autonomia no processo, é que poderá decidir se, no seu respectivo conteúdo, existem ou não elementos probatórios em relação ao arguido. Em teoria, até se poderia dar o caso de, naquelas escutas, existirem elementos que pudessem ilibar aquele arguido, situação esta que não passou despercebida ao advogado de defesa, que agora vem requerer nulidade, se as escutas forem destruídas, de acordo com a determinação do presidente do STJ. O presidente do STJ, ao fazer uma interpretação linear do estipulado no nº 2 do artigo 11º do Codigo do Processo Penal (CPP), e ao actuar precipitadamente de acordo com essa interpretação, eventualmente, colocou em causa a procura da verdade em relação à investigação que estava a ser feita ao arguido Armando Vara. E que se saiba, nenhuma lei nem nenhuma interpretação da lei pode obstaculizar a procura da verdade dos factos.
Perante o pedido da abertura de um inquérito ao primeiro-ministro e da realização de escutas às suas comunicações, o presidente do STJ, de acordo com o preceito legal referido, apenas tem competência, caso concorde com os fundamentos das suspeitas da prática de ilícitos criminais, de emitir o despacho de autorização, competindo-lhe também mandar destruir as escutas que venham a ser realizadas.
É esta a interpretação que o legislador pretendeu deixar expressa na alínea b) do nº2 do artigo 11º do CPP, ao escrever: O presidente do STJ tem competência de "Autorizar a intercepção, a gravação e a transcrição de conversações ou comunicações em que intervenham o Presidente da República, o Presidente da Assembleia da República ou o Primeiro- Ministro e determinar a respectiva destruição, nos termos dos artigos 187º a 190º". Torna-se claro, que o recurso à conjunção coordenativa (copulativa) na parte final da frase "e determinar", remete unicamente a acção de destruição para as escutas, cuja realização venha a ser autorizada, e não para escutas que tenham sido realizadas num outro âmbito processual. O mesmo se pode dizer da utilização do adjectivo "respectiva".
Em resumo: o presidente do STJ, caso não encontrasse, nas escutas que recebeu, elementos probatórios que pudessem incriminar o primeiro-ministro, apenas poderia indeferir a abertura de um inquérito autónomo, proibindo que ele fosse constituído em objecto de escuta. É evidente que se o primeiro-ministro continuasse a ser apanhado nas conversas com Armando Vara, as escutas seriam válidas no âmbito do processo Face Oculta, para serem utizadas como elementos probatórios ou como elementos ilibatórios. Qualquer outra interpretação constitui-se num pretexto para, através da lei, obstaculizar a procura da verdade.

sábado, 27 de fevereiro de 2010

Rendimentos: Rui Pedro Soares e Fernando Soares Carneiro não entregaram declarações no TC, que agora os quer notificar

Fernando Soares Carneiro

Rui Pedro Soares

O Tribunal Constitucional (TC) está a investigar uma forma de poder notificar os administradores da PT indicados pelo Estado. Um dos motivos que alertou o TC foi o facto dos ex-administradores da empresa Rui Pedro Soares e Fernando Soares Carneiro não entregarem qualquer declaração de rendimentos durante o tempo que estiveram no cargo, o que viola a lei do controlo da riqueza de titulares de cargos públicos e políticos ( lei 25/95). Segundo apurou o DN junto de fonte oficial do TC, a vigilância às empresas públicas ou mistas com administradores nomeados pelo Estado foi intensificada desde o início do processo "Face Oculta".

Diário de Notícias

***

Deslumbrados pelo fulgurante sucesso profissional, ancorado no aventureirismo político e partidário, estes dois sujeitinhos começaram a medir a sua ambição pelo tamanho do seu umbigo desmesurado. Pensaram que tudo lhes seria permitido, com a mais absoluta impunidade, que o "chefe" proporcionaria.

http://dn.sapo.pt/inicio/tv/interior.aspx?content_id=1505247&seccao=Media

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

Investigadores do Face Oculta intrigados com mudanças nas escutas sobre a TVI


Os investigadores do Ministério Público e da
Polícia Judiciária de Aveiro ficaram intrigados
com as mudanças que ocorreram no discurso
sobre o negócio da compra da TVI pela PT e
que coincidem com uma reunião que teve
lugar na Procuradoria-Geral da República
que contou com a presença de Pinto Monteiro,
do procurador Marques Vidal e do procurador
distrital de Coimbra Braga Themido, noticia a
“Sábado”.
De acordo com a revista, no dia 24 de Junho de
2009 houve uma reunião na Procuradoria-Geral
da República e a partir de dia 25 de Junho as
escutas feitas no âmbito do processo Face Oculta
revelam uma mudança de discurso dos intervenientes,
em especial no que diz respeito ao negócio da PT e
da TVI. As escutas relativas a este último período
terão estado na base de pelo menos um dos despachos
de Pinto Monteiro, com data de 18 de Novembro
de 2009.Estas datas coincidem também com a
altura em que alguns dos arguidos, nomeadamente
Armando Vara e Manuel José Godinho, mudaram
de telemóvel ou começaram a utilizar cartões diferentes.
A revista avança também que o Departamento de
Investigação e Acção Penal de Coimbra está a investigar
as eventuais fugas de informação nesta fase da investigação
e que poderão ter comprometido o caso.
PÚBLICO
.
O folhetim do processo Face Oculta promete. Em cada novo episódio aparece sempre mais uma novidade. De tão estimulante e surpreendente, espero que um qualquer realizador norte-americano pegue no tema e ainda se abalance a fazer um filme da série B. Para que a história fique mais picante, basta acrescentar-lhe alguns assassinatos e muitos tiros à mistura, para melhor caricaturar a situação pantanosa em que mergulhou a política e a justiça, em Portugal. Só não sei se, no filme, Pinto Monteiro e José Sócrates irão surgir como vilões de uma organização criminosa ou como inocentes vítimas de uma rede cabalística, embora já se saiba que, normalmente, são os vilões que tentam despistar a polícia.
http://publico.pt/Sociedade/investigadores-do-face-oculta-intrigados-com-mudancas-nas-escutas-sobre-a-tvi_1424411

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

Almeida Santos: "Há uma estratégia contra José Sócrates"


O presidente do PS, Almeida Santos, afirmou
hoje que o primeiro ministro está agora a ser
alvo da quarta acusação grave "sem provas".
Expresso
.
Ocorre-me perguntar ao Dr. Almeida Santos se considera os despachos dos magistrados de Aveiro, que foi onde tudo começou, elementos determinantes dessa estratégia de ataque ao primeiro ministro. Todo o desenvolvimento posterior deste caso teve por base a citação do teor das escutas entre José Sócrates e Armando Vara, e entre dois administradores da PT, onde é evidente a existência de fortes indícios da tentativa de atentado contra o Estado de Direito. Só não faz esta interpretação quem não quer ou quem está de má fé. Nada foi inventado nem deturpado. E se nada foi provado, como afirma o presidente do PS, a responsabilidade deve ser endossada ao Procurador Geral da República, que, absurdamente, tirou conclusões, que apenas a realização de um inquérito (sob o regime do segredo de Justiça) poderia produzir. Pinto Monteiro comportou-se como um árbito de boxe que proclamesse o vencedor antes do início do combate. Viciou o jogo, obstaculizando a produção de prova e dando uma machada mortal no processo da investigação criminal.

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

Soares Carneiro sai da Portugal Telecom com indemnização


A carreira profissional dos vãos Fernando Soares Carneiro cargos administrativos em diversas empresas. Ele foi presidente da Câmara de Somincor, Sociedade Mineira de Neves-Corvo, SA e da EDM, Empresa de Desenvolvimento Mineiro, SA. Ele também foi membro do Conselho de Administração do BERD (Banco Europeu para a Reconstrução e Desenvolvimento) e do grupo do Banco Mundial.
Ele tem sido um Administrador não executivo da Portugal Telecom, desde 2006, bem como membro do Conselho de Administração da REN. Ele foi nomeado para o Comité Executivo do Conselho de Administração da PT SGPS em 2009.
Fernando Soares Carneiro é bacharel em Engenharia de Minas do Instituto Superior Técnico, Universidade Técnica de Lisboa.
Última Atualização: 27 de março de 2009
Retirado da página da PT, na internet
Nota: a incorrecção lexical, existente no início do texto não é da responsabilidade do Alpendre da Lua.
http://ir.telecom.pt/InternetResource/PTSite/UK/Canais/Investidores/GovernodaSociedade/Gestao/soarescarneiro

Deus irá, certamente, compadecer-se deste homem, atribuindo-lhe o subsídio de desemprego!...


Soares Carneiro sai da Portugal Telecom com indemnização

Fernando Soares Carneiro renunciou à
administração executiva da Portugal
Telecom (PT), mas vai receber uma
compensação por deixar o cargo antes
do fim do mandato.Soares Carneiro,
era, tal como Rui Pedro Soares, um dos
administradores da PT envolvidos na
polémica das escutas que têm sido
divulgadas pelo semanário Sol.
"Os episódios em que me tentaram
envolver recentemente em meios de
comunicação social ainda não têm peso
específico suficiente para fazer mossa.
Trata-se de duas conversas telefónicas
privadas e anódinas, uma com total
justificação no relacionamento institucional
da PT com o BCP e outra que, não fora ser
composta por uma série de pequenas frases
desgarradas e sem ligação, talvez pudesse
ter uma interpretação plausível”, sustenta
o gestor.
PÚBLICO
.
Falar em descontextualização ou, como faz Soares Carneiro, em frases desgarradas, passou a ser recorrente no vocabulário de quem anda a ser "perseguido" pelas escutas e pelos jornalistas, a começar pelo primeiro-ministro. Com esta manobra, pretende-se fazer passar subliminarmente a ideia da adulteração das provas que indiciam a prática de ilícitos criminais por algumas pessoas do círculo de amigos de José Sócrates. É mais uma versão da requentada tese da "cabala", da "campanha negra" e da "vitimização", que, num passado recente, comoveu até às lágrimas os portugueses mais ingénuos.
No meu ponto de vista, também sou levado a pensar que a indemnização, que Fernando Soares Carneiro vai levar para casa, para inveja de muitos desempregados, aparece aqui, escandalosamente descontextualizada. E de que maneira!

domingo, 21 de fevereiro de 2010

Face Oculta: PGR terá mentido para impedir o acesso aos seus despachos de arquivamento das escutas


O Procurador-Geral da República, Pinto
Monteiro, recusou, ao longo dos últimos
meses, o acesso aos seus despachos de
arquivamento ao crime de atentado contra
o Estado de direito no âmbito do caso Face
Oculta. O PGR travou o acesso aos
documentos porque estes, alegava Pinto
Monteiro, continham escutas entre Armando
Vara e José Sócrates. Mas aquilo que o
“Diário de Notícias” e o “Correio da Manhã”
noticiam hoje é que, afinal, em lado algum
aparecem as conversas entre Sócrates e Vara
nesses documentos.
PÚBLICO
***
"Respondo segunda feira, se assim entender". Foi com esta resposta arrogante, que Pinto Monteiro, Procurador Geral da República, terminou a conversa com o jornalista do Diário de Notícias, que o inquiria sobre a contradição entre as suas respostas ao PSD e o teor de, pelo menos, um seu despacho de arquivamento das certidões do magistrado de Aveiro, onde não se encontra transcrita nenhuma das escutas das conversas telefónicas entre Armando Vara e José Sócrates.
Apanhado nesta grosseira e indesculpável mentira, Pinto Monteiro arrisca-se a tirar o protagonismo a José Sócrates, no processo Face Oculta, já que começa a instalar-se a dúvida sobre a sua independência e isenção no exercício das suas elevadas funções. Em qualquer país civilizado, um alto funcionário do Estado que seja apanhado numa mentira é obrigado a demitir-se. Os exemplos abundam, na Europa e nos Estados Unidos. Só em Portugal, onde ainda persistem os privilégios aristocráticos de uma mentalidade medieval, é que o recurso à mentira continua a ser tolerado.

sábado, 20 de fevereiro de 2010

Sócrates diz que nada teme com divulgação de escutas do caso Face Oculta


O secretário-geral do PS afirmou hoje,
perante a Comissão Nacional do seu
partido, que nada teme sobre a
divulgação de escutas no âmbito do
processo “Face Oculta”...
PÚBLICO
***
Ora aqui está uma afirmação, sobre a qual o Procurador Geral da República deverá reflectir serenamente. O primeiro-ministro está a desautorizá-lo, já que, ao contrário do que o procurador sustenta, as escutas não contêm nada de grave, não se justificando, pois, a sua ocultação da opinião pública. A partir de agora, o procurador passa a ser o culpado, se o clima de crispação da vida política, à volta das escutas, persistir. Vá lá, senhor procuraor, não faça caixinha, nem birras.

Afinal, os cornos eram de plástico!



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Henrique Granadeiro conhecia o negócio da PT/TVI
.
O Conselho de Administração da Portugal Telecom
(PT) terá chegado a manifestar-se favorável à compra
da TVI mas não aprovou o negócio, de acordo com o
semanário 'Sol' que avança ainda que Rui Pedro Soares,
administrador da PT convenceu Luís Figo a apoiar José
Sócrates.
De acordo com a publicação, a reunião onde se debateu
o assunto aconteceu no dia 25 de Junho de 2009 e Henrique
Granadeiro foi o responsável pela introdução ao tema, ou
seja, terá sido ele a falar do assunto com os administradores,
o que contraria a sua versão pública.
Recorde-se que o líder da PT disse no dia 12 de Fevereiro
que se sentia 'encornado' ao tomar conhecimento que a PT
poderia estar envolvida num alegado plano do primeiro-ministro,
José Sócrates, para controlar a Comunicação Social.
***
Nesta tourada à portuguesa, em que se transformou politicamente o processo Face Oculta, ainda cheguei a pensar que Henrique Granadeiro tivesse sido bandarilhado. Afinal, ele foi o forcado que fez a pega de caras, sendo Rui Pedro Soares, o rabejador.

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010


PCP
O PCP acusou hoje o primeiro-ministro, José Sócrates, de procurar exercer chantagem sobre a Assembleia da República e de “dramatizar a vida política”, insistindo na necessidade de esclarecimentos do Governo sobre eventuais interferências nos media.
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CDS-PP
O CDS-PP pediu hoje uma “moção de bom senso” para o Governo, apelando a que o primeiro ministro deixe as “crises artificiais” e comece a governar.
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BE
O Bloco de Esquerda insistiu hoje na criação de uma comissão de inquérito para tirar conclusões sobre as relações do Governo com a comunicação social e considerou urgente a apresentação do programa de estabilidade e crescimento (PEC).
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PSD
O líder parlamentar do PSD, José Pedro Aguiar-Branco, considerou hoje que a declaração do primeiro-ministro foi “mais uma oportunidade perdida”, exortando José Sócrates a “começar a governar”.
PÚBLICO
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Foi assim que a oposição parlamentar reagiu à declaração do primeiro-ministro aos jornalistas, utilizando o teleponto e não admitindo perguntas no final.
Tratou-se de mais uma declaração propagandística, mascarada de conferência de imprensa, e que, no futuro, os jornalistas devem começar a rejeitar, marcando a sua posição de protesto, através da ausência.

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

Salvador da Pátria, precisa-se!...


O procurador-geral da República defendeu, ainda, que
“não pode abrir inquéritos baseados em escutas que o
presidente do Supremo Tribunal de Justiça não
autorizou, não validou e que mandou destruir” e
prometeu lutar contra “os julgamentos na praça pública”
afirmando que “é necessário criar um sistema de
responsabilização de todos os que violarem as normas
estabelecidas”. E acrescentou: “É preciso também
conciliar o direito à informação com o respeito pelos
direitos de personalidade.”
Público (Pinto Monteiro, em entrevista à Visão)
***
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Eu não vos dizia, que vem aí a caminho a democracia musculada, disposta a impôr a verdade absoluta por decreto?! A ameaça está lá, preto no branco, para quem conseguir compreender. Nem a Pátria poderia sobreviver sem um Salvador!

sábado, 13 de fevereiro de 2010

Governo “não tem receio do conteúdo” das escutas

O Governo entende que as notícias que
fazem a manchete do “Sol” “desmentem”
a existência de um alegado plano
governamental para controlar os media e
nota que “não tem receio do conteúdo”
das escutas.
PÚBLICO
.
É deprimente assistir ao desfile dos tartufos do governo a tentarem inverter o ónus da verdade a seu favor. Num último esforço de sobrevivência política, lançam mão aos argumentos mais pueris e fantasiosos. A Silva Pereira e a Jorge Lacão coube-lhes a humilhante tarefa de desafiar a lógica e de darem a cara, quando é necessário avançar com as explicações mais delirantes e mais ridículas.

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

Rui Pedro Soares é "fraquinho no discernimento", diz Ana Gomes


A socialista Ana Gomes acusa Rui Pedro Soares,
o administrador-executivo da Portugal Telecom,
de ser "fraquinho no discernimento".
Num post que colocou no blog Causa Nossa, e que
intitulou "Boys will be... bóis", Ana Gomes critica a
decisão de Rui Pedro Soares accionar uma
providência cautelar para impedir a saída do jornal
"Sol": "Se investiu para abafar o jornal, a criatura
não percebeu que, ao contrário, projectava ainda
mais longe a radiação solar".Ana Gomes põe ainda
em causa a própria nomeação de Rui Pedro Soares
para o cargo que ocupa: "Eu não sei quem é esse tal
Rui Pedro Soares, o boy sem cv que aos 32 anos foi
alçado a administrador-executivo da PT pelo Estado,
a ganhar escandalosamente mais num ano do que o
meu marido ganhou em toda a vida, ao longo de 40
anos como servidor do Estado nos mais altos escalões."
PÚBLICO
***
Ou eu me engano muito, ou este senhor, o tal Rui Pedro Soares, também deveria ter tirado o curso na Universidade Independente, tal como José Sócrates e o seu amigo Armando Vara. Só assim se compreende o reconhecimento das suas elevadas competências, que lhe proporcionaram uma meteórica carreira profissional na PT, onde aufere um invejável vencimento (um milhão de euros por ano).
CORRIGENDA: O vencimento deste senhor é de 2,5 milhões de euros anuais.

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

O "Sol" lança amanhã a sua primeira edição na clandestinidade...


.
O semanário SOL estará amanhã nas
bancas como habitualmente,
incluindo novas revelações sobre as
escutas no processo ‘Face Oculta’.
Essas escutas provam manobras para
controlar outros órgãos de comunicação
social, além da TVI, e condicionar
jornalistas.
***
O segurança que recebeu a notificação da providência cautelar julgava que estava a assinar uma petição contra Pinto da Costa.

O semanário "Sol" vai entrar na clandestinidade!...



Providência cautelar tenta impedir publicação de mais escutas no semanário "Sol"

Um oficial de justiça e uma advogada foram
ao início da tarde às instalações do semanário
"Sol" para tentar notificar os responsáveis do
jornal de uma providência cautelar, mas não
conseguiram concretizar esta acção judicial,
pois não estavam presentes nenhum dos citados.
PÚBLICO
***
A advogada e o oficial de justiça também queriam notificar o porteiro!

sábado, 14 de novembro de 2009

Notas do meu rodapé: O Alpendre da Lua tinha razão...


O Alpendre da Lua foi das primeiras vozes a considerar que a relevância e a gravidade do teor das escutas telefónicas, envolvendo Armando Vara e o primeiro ministro, deveriam passar para o discurso político, independentemente dos trâmites processuais a que a sua natureza jurídica obriga. Ao mesmo tempo, e pelo mesmo motivo, exigia-se a divulgação pública do teor dessas conversas, registadas pela escutas telefónicas.
Posteriormente, ocorreu o discurso de Manuela Ferreira Leite na Assembleia da República, a reclamar a politização do caso, e, recentemente, o Procurador Geral da República já se comprometeu a revelar o teor das escutas. O Alpendre da Lua tinha razão.
E continuará a ter razão, quando agora também exige que a Assembleia da República convoque o primeiro ministro para dar explicações sobre o caso, e que o Procurador Geral da República cumpra rapidamente o que prometeu, para que, por um lado, os portugueses fiquem completamente esclarecidos sobre o que se está a passar, e, por outro lado, para evitar que a campanha de desinformação, que o governo já tem em marcha para salvar a face do primeiro ministro, não tenha tempo de intoxicar a opinião pública.
Por várias vezes já aqui se escreveu que Portugal não pode ser governado por um primeiro ministro, sob suspeita permanente. A credibilidade da política exige a elevação moral dos governantes, e principalmente agora, perante a necessidade imperiosa de enfrentar os desafios da crise internacional, que ainda não terminou, pois apenas está na sua fase inicial, e da própria crise interna, de carácter eminentemente estrutural. Se os agentes económicos pressentirem que o governo do país é uma agência central de alta corrupção e de descarado nepotismo, irão certamente baixar as suas expectativas e reduzir as suas iniciativas, ao mesmo tempo que a opinião pública, massacrada constantemente com o discurso da inevitabilidade dos sacrifícios, não estará disposta a aceitar pacificamente as duras medidas que se se avizinham.

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

Face Oculta: Sócrates mentiu ao Parlamento sobre a TVI

Sol/ Augusto Cid

As escutas do processo ‘Face Oculta’ provam que o primeiro-ministro faltou deliberadamente à verdade quando disse no Parlamento que desconhecia o negócio da compra da TVI pela PT, avança a edição do SOL desta sexta-feira.


quinta-feira, 12 de novembro de 2009

Notas do meu rodapé: Aproxima-se o canto do cisne!...

Do jornal O Diabo, retirado do abnoxio
***
Trata-se de uma teia tentacular, digna de figurar nos anais do crime organizado, e que rivaliza com o gangsterismo que varreu a América nos anos vinte e trinta do século passado, faltando-lhe apenas, para que a comparação seja exacta e completa, a existência do recurso à mais extrema violência, que, neste caso, é substituída, com enorme vantagem, pelo aproveitamento do aparelho de Estado, para fins ilícitos.
O que a Operação Face Oculta está a revelar, não constituiu nenhuma surpresa para o cidadão mais atento e informado, tal era a força dos indícios que, ao longo do tempo, se foram acumulando. No entanto, a maioria dos portugueses deixou-se adormecer pela anestesia das campanhas da vitimização e das forças ocultas e por toda a demagogia do discurso político.
O Partido Socialista, que já tinha metido o socialismo na gaveta, também lá meteu a honra e a dignidade, que lhe restavam. A Operação Face Oculta vai certamente desacreditá-lo e varrê-lo da cena política, tal como aconteceu ao Partido Socialista italiano, que também se transformou numa organização de perigosos gangsters.
Já aqui se disse por várias vezes que Portugal não pode ter um primeiro ministro sob suspeita. Agora, já começa a desenhar-se a dolorosa verdade.