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sábado, 3 de fevereiro de 2018

Afinal, os “gangsters” são os banqueiros!...


Sabe quanto gasta por ano em comissões bancárias?
“Considerando a anualidade e a taxa de manutenção, no total, cada português é obrigado a desembolsar 63 euros por ano. Parece pouco? Este valor representou dois mil milhões de euros em 2017, o que significa que são cobrados cinco milhões de euros por dia aos portugueses”.
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Afinal, os “gangsters” são os banqueiros!...

Afinal, os “gangsters” são os banqueiros!... Levaram os bancos à falência, com o crédito ao desbarato, durante os anos de ouro da especulação imobiliária, tendo arrecado lucros fabulosos, e, agora, querem que sejam os depositantes a pagar a factura. E como Portugal está amarrado de pés e mãos à União Bancária Europeia, coordenada pelo BCE, o governo pouco pode fazer, para não dizer que não pode fazer nada.
Mais uma delícia do "paraíso" europeu que o PS, PSD e CDS, ardilosamente, venderam aos portugueses. Mas, descansem, que a procissão ainda só vai no adro. Quando chegar à igreja vai ser "o bom e o bonito".
Alexandre de Castro
2018 02 03

quarta-feira, 1 de novembro de 2017

Os banqueiros europeus mais bem pagos

Clicar na imagem para ampliar a fotografia

Com rendimentos tão baixos, e inferiores aos dos seus congéneres da Grécia e de Chipre, não admira que os banqueiros portugueses tivessem levado à falência os seus bancos.
Alexandre de Castro
2017 11 01

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2017

O negócio do ouro do Banco de Portugal




O negócio do ouro do Banco de Portugal

Na página do PORTUGAL GLORIOSO, Sérgio Passos denuncia que, entre 25 de Abril de 1974 e a actualidade, e por uma quantia de cerca de 17 mil milhões de euros, foram vendidas, ao desbarato, 483 toneladas de ouro do Banco de Portugal, tendo sido Vítor Constâncio, enquanto Governador, o campeão dessas vendas, pois só à sua conta, e numa altura em que a cotação do ouro estava baixa, vendeu, até 2009, 224,2 toneladas desse metal, que nos dias de hoje valeriam mais 8.000 milhões de euros, do que valiam em 2009. Tratou-se de um verdadeiro regabofe, com graves repercussões na economia e nas finanças do país, e que levanta algumas apreensões sobre a transparência destas operações, já que, na altura em que Vítor Constâncio intensificou essas vendas, vivia-se sob o consulado de José Sócrates, caracterizado por uma série de escândalos financeiros, que agora estão a ser investigados, pela Justiça.

Eu não sei se, na leviana operação da venda de ouro do Banco de Portugal, houve ou não irregularidades e uma hipotética e intencional má gestão. O que sei é que Vítor Constâncio, alto dirigente do Partido Socialista, acabou por ir ocupar um importante lugar no BCE. Também sei que as nomeações para os cargos europeus não acontecem por mero acaso, e, por vezes, nem por mérito próprio, pois o mais importante é a fidelidade canina aos valores que norteiam a filosofia política e ideológica da União Europeia e à sua praxis, quer a oficial, quer a oculta. E não podemos esquecer que os fretes e os favores também são importantes na contabilidade do sucesso.

Já se sabe que a Alemanha, a principal impulsionadora da moeda única, porque convinha à sua estratégia imperialista, tinha a plena consciência que a vaca sagrada iria, um dia, deixar de dar leite, tal era, em grandeza, a captação dos recursos operada nos países do sul da Europa, através do aprofundamento do mecanismo da troca desigual e do esquema de dar subsídios, com o dinheiro de todos os países membros, aos novos aderentes, para que estes alimentassem a indústria da Alemanha, comprando-lhe os respectivos produtos. Só para dar um exemplo: todo o alcatrão das auto estradas portugueses veio da Alemanha, assim como vieram as máquinas para as construir. E é isto que explica que sessenta e cinco por cento das exportações da Alemanha tenham por destino o espaço europeu, o que, em consequência, levou à queda da quota de mercado das importações, oriundas dos EUA. Perante isto, compreende-se a irritação do senhor Trump que quer baixar a “grimpa” à senhora Merkel e picar aos bocadinhos a UE e, possivelmente, também o euro, a moeda da nossa maldição e perdição.

Esta política predadora conduziu à acumulação de vários desequilíbrios, nos países mais vulneráveis. Os experts e os governantes alemães, assim como os congéneres da França, que actuaram em comandita neste saque, e do qual conseguiram afastar a Grã-Bretanha, sabiam que a grande crise da Europa, devido às contradições matriciais desta política, iria provavelmente conduzir à sua desagregação e ao afundamento do euro. Daí, que tivessem diligenciado, por antecipação, uma alternativa à desvalorização que o euro poderia vir a ter. A melhor maneira de atingir este objectivo consistia em organizar compras maciças de ouro. E foi isto o que fizeram. Logo que rebentou a crise, começaram a aparecer, por todo o país, lojas recolectoras de peças de ouro, que os portugueses (e isto também aconteceu em Espanha, na Itália e na Grécia) começaram a vender.

Todo esse ouro foi fundido e transformado em barras, que seguiram principalmente para a Alemanha, onde foram fazer companhia ao ouro do Banco de Portugal, vendido anteriormente por Vítor Constâncio, quando a sua cotação no mercado era baixa (e isto é que é indesculpável).

Claro que esta venda maciça de ouro do Banco de Portugal, que nunca deveria ter sido efectuada, fragilizou o país, que ficou sem defesas para enfrentar a crise financeira, que veio a seguir. E nestes grandes negócios públicos, quando o Estado perde, há sempre alguém que sai beneficiado.

Alexandre de Castro
2017 02 25

domingo, 5 de fevereiro de 2017

14 banqueiros portugueses receberam mais de um milhão em 2015


Gráfico enviado por Ana Henriques

14 banqueiros portugueses receberam mais de um milhão em 2015

Mais do que administradores de bancos na Suécia, Noruega ou Dinamarca.

O número de banqueiros portugueses a ganhar mais de um milhão por ano tem vindo a aumentar. Em 2015, foram 14 os administradores de bancos a receberem um milhão de euros durante o ano.
Em 2013, só havia sete banqueiros portugueses a receber um milhão de euros e em 2014 eram dez.
Os dados são do relatório “Report on high earners 2015”, que mostra ainda que, a nível europeu, Portugal está na 18.ª posição, à frente de países como a Noruega, Suécia e Dinamarca.
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É justo...
Fizeram um óptimo trabalho...
Eu é que não ganhei nada... Só perdi, por causa do Sol, que bate todo o dia na varanda da minha casa. Eu, até, já lá coloquei chapéus de Sol, para tapar o dito cujo, mas os fiscais da Câmara disseram-me que isso era batota, para enganar o fisco...
Alexandre de Castro
2017 02 05

quinta-feira, 19 de janeiro de 2017

Com a verdade me enganas, ou como Fernando Ulrich baralha as cartas, fazendo batota


Com a verdade me enganas, ou como Fernando Ulrich baralha as cartas, fazendo batota

Fernando Ulrich, presidente do Conselho de Administração do BPI, ao referir-se ao deve e haver entre o Estado (contribuintes) e o conjunto dos bancos portugueses, que se socorreram de fundos públicos para se recapitalizarem, parte do princípio (como se isso fosse um direito natural) de que é uma obrigação dos contribuintes, através do Estado, participarem no esforço financeiro de salvar os bancos falidos. É o que se deduz, quando ele afirmou, em conferência de imprensa (não sei se com consternação ou com satisfação), que os portugueses (Estado) até pagaram pouco, apenas uma importância entre 4.400 a 6.400 milhões de euros. Com toda a desfaçatez, que lhe é reconhecida, Fernando Ulrich afirmou que "o esforço dos contribuintes é muito baixo quando comparado com o dos accionistas e quando comparado internacionalmente", esquecendo-se de esclarecer se a comparação referida era percentual ou absoluta.

Mas, inicialmente, e, talvez, para tentar fazer "caixa" da notícia, até se atreveu a dizer a seguinte monumental atoarda, que a posterior divulgação dos números logo desmascarou: "Que os custos de suportar o sistema financeiro sejam suportados pelos contribuintes é mentira. É bom que as pessoas tenham noção disso". Mas, afinal, era verdade, segundo ele próprio demonstrou, ao contabilizar as perdas totais do Estado, com a recapitalização dos bancos (entre 4.400 a 6.400 milhões de euros.

Se eu ainda estivesse no activo, e tivesse sido destacado para fazer a cobertura da conferência de imprensa de Fernando Ulrich, ter-lhe-ia perguntado, quando ele se vangloriou dos 799 milhões de euros de dividendos, distribuídos aos accionistas do BPI, no final do período de recapitalização, qual tinha sido, afinal, o saldo do esforço financeiro dos accionistas, medido entre o valor das injecções de capital efectuadas no banco e o valor dos juros recebidos, questão fundamental, que ele não referiu, talvez por conveniência, já que eu presumo que os accionistas saíram a ganhar, como é costume, em todas as crises financeiras.

É por estas e por outras, e por todas elas, ao mesmo tempo, que eu defendo, como sempre defendi, a estatização do crédito e a nacionalização dos bancos.

E lembrar-me eu que, no tempo das privatizações dos bancos (década de oitenta, do século passado), defendidas e promovidas pelo Dr. Soares (que a terra lhe seja leve), se esgrimia aquele bombástico e ardiloso argumento de que os privados geriam melhor os bancos do que o Estado. Viu-se e está a ver-se!...

Alexandre de Castro
19 de Janeiro de 2017

quarta-feira, 10 de agosto de 2016

Façam o vosso jogo [Mercados Financeiros não criam riqueza]


Façam o vosso jogo

Imagine que você tem dois amigos, ambos viciados em jogo e que se encontram proibidos de entrar em casinos...
Para poderem continuar a satisfazer a sua adicção, reúnem-se à mesa de um café e efectuam uma aposta sobre o preço que a onça de ouro atingirá no dia seguinte.
Os dois possuem expectativas opostas quanto ao comportamento do valor de fecho desse activo no dia seguinte: um aposta que vai subir e o outro aposta que vai descer – tem de ser assim, caso contrário, contra quem iriam os dois apostar?
Como toda e qualquer incerteza tem de implicar uma perda/ganho patrimonial para que se considere que existe risco para os intervenientes, vamos assumir que estes dois amigos vão colocar dinheiro em cima da mesa do café: cada um aposta cem euros.
Qual o resultado deste jogo? No dia seguinte, um deles perderá cem euros e o outro ganhará cem euros. Este jogo designa-se por um jogo de “soma-zero”: os cem euros que um dos amigos ganhar anulará os cem euros que o outro perderá. Em termos agregados, o ganho (ou perda) é zero, ou seja, não foi criado qualquer valor, porque, no início do jogo, cada um tinha cem euros; agora, no final, os duzentos euros estão apenas na mão de um deles.
Compreendeu este jogo? Se sim, e se você se sente confortável com o pressuposto de que nenhum dos dois jogadores possui qualquer informação privilegiada sobre a evolução do preço do ouro, então você acabou de compreender um dos princípios mais elementares da economia financeira.
Parabéns! Mais ainda, você implicitamente considerou que a probabilidade da onça de ouro subir é a mesma probabilidade de descer. Confesse que sim. E você está, grosso modo, certo.
Espero também que você tenha compreendido que, o facto de existir um mercado em que estes dois apostadores (ou milhões deles) arriscam dinheiro não cria, de per se, qualquer riqueza (cria apenas a que deriva de algumas pessoas terem emprego para que esteja assegurado que este “casino” opera convenientemente; este, a troco de uma comissão, providencia o necessário para que tudo corra bem).
Louis Bachelier, em 1900, foi o primeiro investigador a debruçar-se sobre o comportamento do preço dos activos financeiros (mais informação sobre o trabalho pioneiro de Bachelier). Este matemático, na altura visto como muito pouco ortodoxo, concluiu que, para se prever a evolução do preço de um activo financeiro, o comportamento passado do seu preço é irrelevante: apenas interessa o preço que esse activo possui hoje, para estimar qual o preço, que amanhã à mesma hora, esse activo evidenciará.
A forma como o preço oscilou em períodos anteriores não tem qualquer influência para efeitos de estimação do preço futuro. Confuso?
Espero que não mas, ao mesmo tempo, espero que se questione sobre qual o objectivo que este texto pretende atingir; devo confessar não é nada de excepcional: apenas sensibiliza-lo para o facto de uma parte da economia financeira ou, o que é o mesmo, uma parte dos activos financeiros nada dependerem da criação de valor ou a perda de valor de outros activos, os designados “activos reais”, esses sim com capacidade intrínseca para criar valor.
Deter um destes outros activos é tão legítimo como possuir o direito de se sentar com os seus amigos na mesa do café. Mas não se pode, em consciência afirmar muito mais do que isso. A parte da economia financeira que se consubstancia neste tipo de jogos movimentou, em 2015, 1,2 quadriliões de dólares, dez vezes mais do que produto interno bruto do mundo inteiro.

Há inúmeros exemplos destes tipos de activos – conhecidos como derivativos porque o seu valor “deriva” ou depende do comportamento futuro de uma variável. Há de tudo como na farmácia, desde contratos em que investidores apostam sobre o preço futuro de acções de empresas, evolução de taxas de câmbio, do petróleo, do café, óleo de palma, do trigo, do algodão, da prata e, até, do sumo de laranja.
Se você for um empresário que necessita de um destes activos para desenvolver a sua actividade (imagine que, quando se senta à mesa do café, você é na verdade um fabricante de jóias de ouro) então você vai querer saber mais alguma coisa sobre este assunto.
Caso contrário, não há justificação para tal: o “racional” por detrás do comportamento dos preços destes activos é, grosso modo, o mesmo “racional” que o faz apostar que o mês de Agosto de 2019 será mais quente do que o de 2018. Não tendo em consideração o impacto que o aquecimento global poderá ter, lamento dizer-lhe que apenas poderá concluir que as coisas podem igualmente correr bem ou mal.
Tire uma moeda não viciada do bolso, lance-a ao ar e você estará, grosso modo, a jogar o mesmo jogo.
Espero que, depois de ler estas linhas, você consiga reagir em conformidade quando algum “radical de esquerda” se referir a uma parte (sublinho, uma parte) da economia financeira que nos destruiu em 2008, como “economia de casino” e como sendo “uma jogatana”.
A não ser, claro, que você seja daqueles que acreditam que o comportamento desta parte da economia financeira está positivamente correlacionada com o comportamento da economia real. Nesse caso, faça como eu: descanse, retempere energias e goze muito as suas férias.

João Ribeiro
Professor universitário, Doutorado em Finanças.
Investigador na área de avaliação de activos.


Sugestão de Lara Ferraz

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E, além deste esquema da economia de casino, de pura especulação, ainda há um outro, ao nível dos bancos, em que o banqueiro empresta o que tem (o dinheiro dos depositantes) e o que não tem, criando moeda escritural, já que não é moeda física o que o devedor recebe. Este esquema, que é inerente ao funcionamento dos bancos, tem uma capacidade infinita de se multiplicar, até ao momento em que começam a aparecer as imparidades e os produtos tóxicos (dívidas incobráveis), o que conduz à bancarrota, sendo depois reposta a normalidade do sistema (que continuará a manter-se inalterável) com o dinheiro dos contribuintes.
Alexandre de Castro
10-08-2016

segunda-feira, 15 de dezembro de 2014

Ricciardi desmente Marcelo e lembra "férias na mansão de Salgado"


O presidente do BESI emitiu um violento comunicado onde desmente afirmações de Marcelo Rebelo de Sousa no seu comentário semanal na TVI. O banqueiro acusa o comentador de proferir "mentiras" e de sentir "mágoa" por ter deixado de passar férias na casa de Ricardo Salgado no Brasil.
"Relativamente aos comentários da autoria do Prof. Marcelo Rebelo de Sousa no seu programa dominical da TVI, venho por esta forma transmitir publicamente o seguinte: Eu compreendo que o Prof. Marcelo Rebelo de Sousa tenha muita mágoa em não poder continuar a passar as suas habituais e luxuosas férias de fim de ano na mansão à beira-mar no Brasil do Dr. Ricardo Salgado, mas essa mágoa não o autoriza a dizer mentiras a meu respeito e do banco a que presido, conforme fez no seu comentário de ontem", referiu José Maria Ricciardi numa declaração enviada às redacções ao final da noite de domingo.

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Eu já perdi a capacidade de me indignar com todos estes escândalos dos políticos, dos banqueiros e quejandos. Agora, comecei a querer divertir-me com a zanga das comadres, que é o melhor meio para descobrir as verdades.

sábado, 13 de dezembro de 2014

Bélgica paga 4 mil milhões pelo Dexia

Amabilidade do João Fráguas

Na Bélgica, tal como em Portugal, e com o Partido Socialista no poder, a regra é a mesma. Os banqueiros, nos tempos de euforia, arrecadam os lucros, e, perante as falências, atiram os prejuízos para os contribuintes.
Será com o Partido Socialista belga que António Costa vai contar, para sua gloriosa luta contra a austeridade, a nível europeu?
A experiência recente, em relação aos partidos europeus da Internacional Socialista, demonstra que, quando no poder, não se distinguem da direita conservadora.

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Nota: Esta manifestação reporta a 2011. Publica-se agora, por razões de oportunidade, para demonstrar a cumplicidade de mais um partido socialista com os banqueiros.

segunda-feira, 18 de agosto de 2014

Credit Suisse envolvido nos títulos de sociedades com dívida no GES


O banco suíço Credit Suisse terá ajudado a desenhar títulos para sociedades veículo offshore com dívida do Grupo Espírito Santo (GES), que mais tarde foram vendidos a clientes do mesmo grupo, noticia o Observador.
O Credit Suisse terá ajudado na venda de títulos das sociedades veículo offshore, compostos maioritariamente por dívida do Grupo Espírito Santo (GES), a clientes do mesmo grupo, avança o Observador.
Com base num artigo do jornal económico The Wall Street Journal, a mesma publicação indica que os clientes não sabiam que estas sociedades tinham como ativos a dívida das várias entidades que compunham o GES.
A instituição terá ajudado a desenhar os títulos para serem vendidos mas ainda não é claro que teve também um papel na venda dos mesmos, recusando-se a comentar estas alegações.

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Os bancos funcionam em rede a nível mundial, colaborando entre si para conseguirem maximizar os lucros do dinheiro, que eles próprios emitem, através das operações de crédito, uma função que deveria pertencer aos estados soberanos. O seu poder é imenso, sobrepondo-se, na prática, ao poder dos próprios estados. São eles que, através de diversos canais de pressão, e de uma forma oculta, determinaram as regras da atual ordem mundial, baseada nos princípios fundamentais do neoliberalismo, a doutrina económica que melhor serve os seus interesses. A nível político, controlam o poder, elegendo e apoiando em cada país dois partidos supostamente antagónicos, mas que aceitam implicitamente aquela ordem mundial, que não pode ser posta em causa.
Tanto nos dias de hoje, tal como no passado, nenhum processo revolucionário, que pretenda acabar com o domínio do capital sobre o trabalho, pode ignorar a a importância da nacionalização do crédito e a recuperação do poder do Estado em emitir moeda.   

domingo, 17 de agosto de 2014

Decisão de suspensão revolta ex-gestores do BES


Rui Silveira, António Souto e Joaquim Goes chegaram ao Banco Espírito Santo para trabalhar, em julho, e foram impedidos por cartas de suspensão assinadas pelo governador do Banco de Portugal. De acordo com o Sol, os ex-gestores contestam a “injustiça” da decisão e prometem resposta ao regulador.
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Agora, para a sequência ficar perfeita, só falta a ministra das Finanças demitir o Governador do Banco de Portugal, o primeiro-ministro demitir a ministra das Finanças, o Presidente da República demitir o primeiro-ministro, e a troika demitir o Presidente da República. Pelo menos, que Portugal seja um protetorado a sério e não um país "faz de conta".

Falta saber quem é que irá demitir a troika

terça-feira, 5 de agosto de 2014

Garantias de que contribuintes estão 'livres do BES' são "falsas", afirma Megan Greene

Este ativo não é tóxico. Foi transferido para o Novo Banco.

A economista e colunista Megan Greene, que se tem debruçado nos últimos anos sobre a crise das dívidas nos países sul-europeus, considera que serão “falsas” quaisquer afirmações que sugeriam que os contribuintes não serão prejudicados pelo resgate ao BES.
Para Megan Greene, economista-chefe da consultora Maverick e cronista da Bloomberg, os contribuintes nacionais não irão escapar às consequências do resgate ao Banco Espírito Santo.
Recorde-se que o banco privado será dividido em ‘banco mau’ e em ‘banco bom’, estimando-se que virá a necessitar de quase cinco mil milhões de euros para se capitalizar. Este domingo à noite, governador do Banco de Portugal, Carlos Costa, anunciou a solução para o BES, com o Governo, através de um comunicado do Ministério das Finanças, a afirmar que os contribuintes não terão de suportar quaisquer custos.
E é sobre esta questão que surgem as dúvidas de Megan Greene. Num comentário de que o The Guardian dá conta, publicado na rede social Twitter, Megan Greene considera que o resgate ao BES é “assustadoramente”  parecido com os resgates à banca irlandesa, “embora numa escala muito menor”. A economista acrescenta que serão “falsos” quaisquer comentários que sugiram que os contribuintes estão ‘livres’ da situação.
Na sua conta no Twitter, a cronista da Bloomberg dá também destaque a um artigo da autoria de Claire Jones, artigo esse que tem como título ‘Como roubar um país, ao estilo do Espírito Santo’ ('How to rip off a country, Espirito Santo style', lê-se no título original). Claire Jones já tinha escrito para a revista Forbes sobre a crise no banco privado.

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A descoberta de todas operações subterrâneas e opacas de Ricardo Salgado ainda não se esgotou. O próprio Governador do Banco de Portugal (BdP), na sua comunicação de domingo à noite, referiu a enorme complexidade dos muitos esquemas contabilísticos fraudulentos, utilizados pelo BES, e da impossibilidade de penetrar nos circuitos de territórios "com outras jurisdições". Por isso, é muito possível que o buraco financeiro do BES tenha uma amplitude muito maior do que aquela que foi revelada publicamente. Também não é de afastar a hipótese de que o primeiro-ministro, a ministra da Finanças, o governador do BdP e a autoridade financeira europeia já tenham conhecimento de toda a extensão da enorme fraude, e que só por uma questão de oportunidade política tenham decidido revelar a verdade, apenas quando se apresentar um momento mais favorável, que possa ser devidamente preparado e encenado. Com esta fórmula engenhosa, os portugueses seriam previamente preparados para receberem a notícia de mais uma inevitabilidade da crise, o que justificaria o anúncio do recurso   a um novo endividamento externo e a mais medidas de austeridade.
Neste momento, e considerando o historial deste governo, ao nível da manipulação da opinião pública, em que se conseguem construir narrativas  benignas para poder justificar e desenvolver políticas malignas, é aconselhável não acreditar nos seus dirigentes nem nos seus lacaios. 
Uma coisa, no entanto, é certa. Se o buraco financeiro do BES tiver o tamanho do Evereste, poderemos vir a dizer que Ricardo Salgado, o banqueiro do regime, foi também o seu coveiro.

segunda-feira, 4 de agosto de 2014

Mais um esbulho?!...


“O Estado vai recapitalizar o Novo Banco, através de um empréstimo de cerca de cinco mil milhões de euros, concedido ao recém-criado Fundo de Resolução, empréstimo este que, ao contrário do que afirmou o Governador do Banco de Portugal, é dinheiro dos contribuintes, uma vez que são estes que irão pagar as amortizações e os juros do empréstimo da troika, destinado para este fim, no valor de 12 mil milhões de euros.
No entanto, ainda nenhum responsável informou a opinião pública sobre o valor da taxa de juro que o Fundo de Resolução irá pagar ao Estado”.

Este foi o meu comentário, que deixei no Diário Económico digital, mas que apenas ficou visível durante um minuto, período ao fim do qual apareceu a informação de que o comentário tinha sido bloqueado.
Parece-me que estamos a regressar ao tempo da censura, não já a censura executada pelo governo, tal como acontecia nos tempos de Salazar e Marcelo Caetano, mas a censura dos agentes do grande capital financeiro, de que o Diário Económico é uma expressão.

Ontem, depois de ter lido o comunicado do Governador do Banco de Portugal, enviei uma mensagem para o endereço eletrónico da infobes, um site disponibilizado pelo novo BES para Perguntas e Respostas sobre a nova situação criada, em que solicitava a informação sobre o valor da taxa de juro do empréstimo do Estado ao Fundo de Resolução. Até ao momento, ainda não recebi nenhuma resposta.

Temo que a taxa de juro, a aplicar pelo Estado a este empréstimo ao sistema financeiro, seja irrisória. Se ela for inferior à praticada pelas três instituições da troika sobre os empréstimos concedidos a Portugal, ao abrigo do plano de assistência económica e financeira, os portugueses têm mais uma razão para considerarem-se traídos, enganados e esbulhados.

domingo, 6 de julho de 2014

Assim vai o BES


Morais Pires e Goes revelaram que os 980 milhões de euros estão repartidos por 200 milhões em dívida da Rioforte e outros 780 milhões em financiamentos concedidos ao Espírito Santo Financial Group (ESFG). Recorde-se que esta ‘holding' detém 25% do BES, sendo, por sua vez, controlado em 49% pela Rioforte. Já esta sociedade é detida a 100% pela Espírito Santo International (ESI), a ‘holding' da família descendente do fundador do grupo. Segundo foi noticiado, o ESFG é um dos principais credores da ESI e da Rioforte.
É possível seguir o fluxo de financiamentos entre o BES e as ‘holdings' do GES. O BES emprestou 780 milhões ao ESFG, que, por sua vez, emprestou 1,3 mil milhões à Rioforte. Esta última é detida a 100% pela ESI, que entrou em falência técnica desde a descoberta, numa auditoria pedida pelo Banco de Portugal, de um passivo não-reconhecido no valor de 1,2 mil milhões de euros. Estas irregularidades contabilísticas estão ser investigadas pelas autoridades do Luxemburgo, segundo avançou a Reuters na sexta-feira.
Económico [01 JUL 2014]
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Reparem no complexo entrelaçamento das participações cruzadas deste grande grupo financeiro, que dificulta aos leigos avaliar quem é que deve a quem. Mas o que qualquer pessoa percebe é que o buraco financeiro está lá, e que é bem fundo, embora ainda não tenha aparecido ninguém a dizer como é que ele vai ser tapado. Numa "conference cal", realizada no início da semana, um analista, que nela participou, afirmou, sob anonimato, que os responsáveis do banco apenas "se limitaram a dizer o que o mercado já sabia", o que é uma maneira prosaica de dizer que, para já, não há solução nenhuma. E foi esta evidência, de que muitos já suspeitam ser uma certeza, o que suportou o justificado alarme público, lançado pelo secretário-geral do PCP, Jerónimo de Sousa, quando afirmou [ver aqui] que é “profundamente negativo para a própria democracia  esta confusão e esta fusão entre os negócios e a política, particularmente do setor financeiro", para acrescentar que também “é preocupante,  porque o nosso povo já pagou com língua de palmo as situações escandalosas, os desmandos da banca, lembrando os casos do BPN e do BPP e esperamos nós que a história não se vá repetir agora com o BES".
"Lá estão os comunas a inventar problemas" irá dizer um qualquer arrebatado deputado da direita ou um encartado comentarista, pago à peça.
AC

terça-feira, 1 de julho de 2014

Notas do meu rodapé: A nacionalização da banca é um imperativo patriótico


PCP: Nacionalização da banca comercial é "imperativo nacional"
O PCP disse hoje que a nacionalização da banca comercial é um "imperativo nacional" para o desenvolvimento e soberania do país, falando do tema num documento enviado à imprensa com posições sobre a situação vivida no BES.
"O PCP considera um imperativo nacional, como forma de contribuir para o desenvolvimento e soberania nacionais, a nacionalização da banca comercial, num quadro mais geral da nacionalização do sector financeiro, como meio para assegurar o controlo público e a determinação da ação deste sector pelo interesse nacional", escrevem os comunistas em nota enviada às redações pelo seu gabinete de imprensa.

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(artigo revisto)
Sendo o crédito um instrumento financeiro de vital importância para a base material de uma sociedade - a sua economia - adquirindo, pois, devido a essa condição, o estatuto de um bem público, não há razão nenhuma para que ele seja propriedade de privados, que acabam por fazer prevalecer, na sua gestão, os seus interesses próprios e não os interesses da comunidade. É o mesmo que entregar a propriedade e a gestão das Forças Armadas, das Forças de Segurança e até a Justiça aos Belmiros, aos Espíritos Santos e aos Melos.
Os bancos devem ser propriedade do Estado, que terá de garantir-lhes uma gestão profissionalizada e eficiente e com a independência necessária que os resguarde da influência subterrânea dos interesses de lobies políticos e económicos. Os bancos devem ser os exércitos da política financeira do Estado e não os agentes secretos das atividades privadas de agiotagem especulativa.
Esta crise financeira planetária, que se iniciou nos EUA em 2008, tendo, posteriormente, contagiado a Europa e a economia mundial, e cujo trágico desenvolvimento futuro só ainda genericamente se poderá prever, não teria ocorrido se os bancos estivessem sob o controlo da esfera pública, isto, admitindo que os governos democráticos se encontram inteiramente ao serviço do interesse do bem comum. A crise ocorreu, precisamente, porque os bancos privados, que controlam a maior parte das atividades de crédito, atuaram sem qualquer controlo na procura do lucro fácil, através da desenfreada especulação bolsista, sobrepondo os interesses dos acionistas, relativamente aos interesses dos cidadãos, que, através de uma manobra montada por governantes a soldo do capital financeiro, tiveram de arcar com os respetivos passivos. Nos EUA a transferência do dinheiro dos contribuintes foi feita às claras, diretamente para os bancos, para os salvar da falência, e, na Europa, por precaução, e a fim de evitar o risco da ocorrência de graves conflitos sociais, com reflexos na estabilidade política do sistema, caso a mesma operação de engenharia financeira fosse ensaiada, montou-se, para o mesmo fim, um maquiavélico esquema de endividamento dos estados mais problemáticos, através das instituições internacionais, para que estes estados, com segurança - uma vez que se obrigaram, através das políticas de austeridade, a criar excedentes - pudessem pagar as dívidas aos bancos privados dos países ricos da Europa, e assim assumindo uma nova dívida, agora detida por aquelas instituições. Por esta via, também se dava tempo aos bancos comerciais dos países da periferia - onde se incluem os bancos portugueses, que se constituíram na ponta terminal da cadeia especulativa, ligada ao setor imobiliário - para equilibrarem os seus balanços e irem pagando as gigantescas dívidas contraídas aos bancos comerciais dos países ricos (no caso de Portugal, os bancos mais expostos à sua dívida privada, eram, principalmente, os bancos comerciais da Alemanha). Com esta quadrangulação, entre os estados endividados e dos seus bancos comerciais, as instituições da troika e os bancos credores dos países ricos, encontrou-se a fórmula mágica para salvar da bancarrota estes últimos, que jogaram forte e feio, durante duas décadas, na manobra especulativa do crédito fácil e induzido (e altamente lucrativo) aos bancos comerciais e aos estados do sul da Europa.
Desta forma, ficou claro que são os portugueses e os gregos que, através da austeridade imposta, estão a salvar os bancos credores, principalmente os da Alemanha, que em 2009 estiveram à beira da falência.
Por outro lado, e para evidenciar os malefícios da banca privada, basta refletir sobre o que se passou no BPP, no BPN e, agora, no BES, e que levam qualquer pessoa de bom senso e minimamente informada a concluir que os banqueiros e os acionistas dos bancos não são pessoas de bem. Não são flor que se cheire.
A nacionalização do crédito e a estatização dos bancos são condições necessárias para o fortalecimento do Estado e para o desenvolvimento da economia, constituindo esta exigência um verdadeiro imperativo patriótico.

segunda-feira, 24 de março de 2014

Banco de Fomento e a nova Cartilha dos Marialvas...

Banco de sentar

Pagámos muito para salvar os bancos, continuamos a salvar banqueiros

No início do seu trajecto como candidato a líder do PSD, Pedro Passos Coelho apareceu com uma proposta fulminante – o homem que queria fazer o Estado desaparecer das nossas vidas, desejava naturalmente, privatizar a Caixa Geral de Depósitos. Perante o clamor nacional, Passos mudou de ideias. Afinal, "a Caixa era a Caixa" e nunca lhe tinha passado pela cabeça a relação especial que os portugueses mantinham com "a Caixa".
Agora, o governo decidiu criar um segundo banco público. Desta vez, é um Banco de Fomento que vai ajudar a conceder crédito às empresas. A ideia até tem o apoio do PS que a defendeu antes do governo. Alguns economistas – como o insuspeito Mira Amaral – defendem que o que este banco vai fazer podia perfeitamente ser feito pela Caixa Geral de Depósitos, um organismo que faz de público em determinadas ocasiões e de "banco comercial" em outras.
Mas lá se avançou para a comissão instaladora do Banco de Fomento, que irá revolucionar a economia portuguesa (como se alguma coisa, infelizmente, conseguisse fazer isso perante as obtusas regras europeias a que estamos obrigados). Acontece que os vencimentos anunciados para os membros da comissão instaladora do banco público revelam mais uma vez ao mundo que as "gorduras do Estado" que o governo jurou combater eram a arraia-miúda, os reformados e os funcionários públicos. As "gorduras" do Estado eram os serviços públicos e os pensionistas com reformas acima dos 600 euros. Não há dinheiro para nada, mas há dinheiro para pagar quase meio milhão de euros a três criaturas que vão "instalar" o segundo banco público do país. Maria Antonieta também pensava assim.
O argumento de que se tem de pagar muito bem porque se tem de ir buscar "os melhores" é iníquo no meio da devastação social a que o país está sujeito. E quem são os melhores? E onde está a lei que tinha travado salários no Estado superiores aos do Presidente da República? E se é suposto que um primeiro-ministro seja "um dos melhores" porque lhe é imposto um rendimento tão baixo em comparação com o banqueiro? Até aqui, pagámos muito (com uma crise e desemprego elevado) para salvar os bancos. Continuamos a salvar banqueiros. Os cortes que vêm aí não vão incidir sobre o salário destes novos banqueiros públicos – vão voltar aos do costume, aos ricos que têm rendimentos de 1000 euros brutos. Anda-se a brincar com o fogo.
Ana Sá Lopes
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Não são apenas os vencimentos dos três administradores do futuro Banco de Fomento que roçam a obscenidade. O maior escândalo virá a seguir, com a admissão de centenas de funcionários, para lhe dar corpo. Os jotinhas do PSD já salivam de ansiedade, enquanto vão embelezando os currículos com dezenas de certificados de presença  em simpósios e diplomas de frequência de cursos de marketing, que, por si só, já são verdadeiros produtos do marketing, destinados a satisfazer, pese embora a sua inutilidade, a magreza e a penúria curriculares. Finalmente, o partido irá pagar-lhes a fidelidade canina e o trabalho desenvolvido nas campanhas eleitorais em que participaram com garboso entusiasmo, quer na encenação gloriosa dos comícios políticos, quer enfileirando nas barulhentas caravanas de automóveis, a acenar as bandeiras laranja, da setinha virada para cima.
Os barões do partido vão começar a puxar dos seus galões, para tentar encaixar um sobrinho ou um filho de um amigo, a quem se deve um favor. Os economistas, esses virão todos da Católica, onde são bem industriados na cartilha neoliberal e com a garantia higiénica de não trazerem nos neurónios a mácula de contágio com as ideias subversivas dos perigosos economistas marxistas e neokeynesianos.
Mais um gasto supérfluo e desnecessário de milhões de euros, para dar emprego à numerosa clientela partidária.
A Caixa Geral de Depósitos, o banco do Estado, que tem experiência no ramo do crédito às empresas e beneficia de um grande prestígio institucional e de uma grande implantação em todo o território nacional, seria a instituição bancária mais vocacionada para desenvolver a missão do tal Banco de Fomento.
AC  

terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

Fernando Ulrich toda a gente aguenta SIC

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Depois de estar dedicada ao jornalismo, entrou no PSD e recentemente arranjou trabalho no Governo. E o povo? “ai aguenta aguenta”.
Costuma-se dizer em gíria popular que quem tem telhados de vidros não deve atirar pedras. As recentes declarações de Fernando Ulrich sobre os sem-abrigo bem como outras proferidas meses antes estão na ordem do dia e a indignar a maioria dos Portugueses.
Uma investigação feita ao passado familiar de Ulrich deixou-nos com a resposta do “ao aguenta, aguenta”. A esposa de Ulrich estava numa carreira de jornalista quando entrou para o PSD onde as suas funções desde 1979 era a gestão do Gabinete de Comunicação desse mesmo partido.
Em 2011 integrou um gabinete semelhante, mas na Presidência da República, conforme pode comprovar esta informação do Dário da República e publicada sexta-feira no nosso Facebook.
No final do ano passado Ulrich informou os Portugueses que Portugal “aguenta” mais austeridade. Há alguns dias, firmou que “se os Gregos aguentam uma queda do PIB de 25% os Portugueses não aguentariam porquê”.
O presidente do Banco que teve lucros em 2012 na ordem dos 249 milhões de Euros e que a esposa trabalha no Governo com um ordenado acima da média dos Portugueses, não pode comparar os Portugueses em dificuldades com a vida que lhe pode acontecer, pois não há comparação possível.
Tugaleaks

segunda-feira, 28 de maio de 2012

Resgate do Bankia vai ser feito com recurso a dívida pública espanhola

A gigantesca injecção de capital que o Estado espanhol se dispõe a realizar no Bankia não vai ser feita com dinheiro fresco.
Os 19 mil milhões de euros que irão salvar a instituição da bancarrota entrarão no banco na forma de títulos de dívida pública de Espanha, avançou ontem o jornal El País.
O recurso a este expediente fará com que a Espanha evite ter que financiar-se no mercado, que lhe exigiria uma elevada taxa de juro no contexto actual de crise e dado o risco da operação, e acaba por atirar para o BCE, embora de forma indirecta, a tarefa de financiar o Bankia, que utilizará os títulos de dívida para os apresentar como garantia em empréstimos a solicitar ao banco central.
PÚBLICO
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Mais um exemplo da contabilidade criativa, este, que o governo de Rajoy está a engendrar, e que não ilude a realidade crua dos factos. É uma estranha triangulação, ao nível institucional,  que apenas visa transferir dívida soberana para a dívida do Bankia, mas que acaba por ter de ser paga pelos contribuintes espanhóis, pois trata-se de um esquema, já utilizado por clientes particulares, titulares de vários cartões de crédito, em que se paga um crédito, contraindo uma nova dívida. Aqui e sempre, e mais uma vez, assiste-se com uma naturalidade espantosa à socialização dos prejuízos de um banco, quando os seus lucros, no passado, eram exclusivamente privados.  
http://economia.publico.pt/Noticia/resgate-do-bankia-vai-ser-feito-com-recurso-a-divida-publica-espanhola-1547883