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quinta-feira, 16 de fevereiro de 2017

Assassinato do embaixador da Rússia na Turquia, por um fanático polícia turco...


O fotógrafo estava lá... E, na precisão do instante, captou o drama de quem morre assassinado e a euforia alucinada e esquizofrénica de quem mata por cegueira...

[Esta fotografia, de Mevlüt Mert Altintas, foi a vencedora do World Press Photo 2017]

terça-feira, 19 de abril de 2016

Turquia faz ultimato à UE e ameaça rejeitar refugiados [ou o declínio da Europa]


Turquia faz ultimato à UE e ameaça rejeitar refugiados

Se restrições à atribuição de vistos a cidadãos turcos não forem aliviadas até junho, como definido no acordo Turquia-UE, Ancara vai deixar de aceitar acolher refugiados e migrantes que entraram “ilegalmente” em território europeu
A um dia de se encontrar com o chefe da Comissão Europeia, previsto para esta terça-feira à tarde, o primeiro-ministro turco avisou que o acordo firmado entre o país e a União, há um mês, vai ter um fim abrupto se as restrições à atribuição de vistos a turcos não tiverem sido aliviadas até junho, como previsto nesse acordo.
Expresso
Ver aqui
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A Europa de joelhos, perante o turco. Uma outra Constantinopla irá cair nas mãos dos otomanos, se a Turquia entrar na UE. Será um verdadeiro Cavalo de Tróia.
A islamização da Europa é um projecto global para todo o mundo árabe, tal como é o dos EUA, para conseguir dominar o mundo, no ponto de vista militar, económico e financeiro. São dois projectos que já estão a ser executados, passo a passo, em surdina, sem que os europeus se tenham apercebido, ou, se perceberam, tenham calado.
Tal como aconteceu com o Império Romano (aliás, com todos os impérios), a Europa entrou num declínio irreversível, tendo esgotado o seu potencial civilizacional. A morte será lenta, com uma agonia prolongada.
AC

segunda-feira, 27 de outubro de 2014

Notas do meu rodapé: Como Kemal Ataturk aboliu o uso da burka na Turquia moderna



Como Kemal Ataturk aboliu o uso da burka na Turquia moderna

Kemal Atatürk, o pai da Turquia moderna, que, sobre os escombros da califado do império otomano, na sequência da I Guerra Mundial, construiu um Estado Republicano secular e ocidentalizou culturalmente aquele país, conseguiu sem qualquer esforço abolir o uso da burka, que estava muito enraizado. Lembrou-se da lenda sobre a origem da adoção daquela indumentária pelas mulheres muçulmanas. Na Idade Média, no noroeste da India, os imãs de uma obscura tribo muçulmana, fazendo a sua interpretação pessoal do Alcorão, decretaram uma sharia, que obrigava todas as mulheres, solteiras, casadas e viúvas, a irem prostituir-se, num determinado dia do calendário islâmico, num bosque dos arredores da cidade principal. Para não serem reconhecidas posteriormente pelos homens a quem se entregavam, por obrigação, as mulheres começaram a usar nesse dia um lenço enorme que lhes tapava o rosto, tendo esse lenço evoluído progressivamente para o formato da atual burka. 
Atatürk, um estadista genial, sabia que, se proibisse o uso da burka, iria enfrentar uma grande resistência por parte dos fundamentalistas islâmicos e do respetivo clero, assim como a da população mais conservadora e tradicionalista, principalmente na Anatólia. 
Neste contexto complexo, em que os equilíbrios políticos são sempre difíceis, Atatürk resolveu publicar um decreto, que obrigava as prostitutas a usarem burka. Remédio santo. No dia em que o decreto entrou em vigor, nenhuma mulher se atreveu a sair à rua, trajando a burka.

Nota: Uma outra versão sobre o local de origem do uso burka, e que me foi comunicada por uma amiga, situava aquele local numa zona, algures entre Síria e o Iraque, precisamente onde hoje está instalado o fanático Estado Islâmico. Local de origem à parte, o que é certo é que Ataturk fez um golpe de génio, matando à nascença qualquer oposição e resistência dos muçulmanos islâmicos, que não lhe perdoavam a institucionalização de uma República secular e a da laicidade na educação, assim como a difusão da cultura europeia, a fim de promover a ocidentalização dos costumes e da sociedade.
Ataturk granjeou um enorme prestígio junto do seu povo, ao mesmo tempo deixou para a posteridade uma grande aura de heroísmo e, no ocidente, era muito respeitado e admirado. A Turquia de hoje deve muito a este político e militar, que conseguiu obter a independência da sua Pátria, tendo para isso sido obrigado a liderar grandes combates contra o exército britânico, pois à Inglaterra tinha sido concedido, através da Sociedade das Nações e do Tratado de Versalhes, o mandato da maior parte dos territórios do desmembrado Império Otomano, que deu muitas dores de cabeça à Europa, durante os seus quase quatro séculos da sua existência.

segunda-feira, 10 de junho de 2013

A mulher de vermelho

 

De vestido de algodão vermelho, colar e saco de pano ao ombro, era apenas uma das jovens manifestantes do Parque Gezi em Istambul, mas facilmente se tornou um símbolo da resiliência turca, neste que já é um dos movimentos sociais que certamente alterará o panorama político da Turquia. Esta mulher de vermelho, que com toda a frontalidade estava na linha da frente do protesto, bombardeada com gás lacrimogéneo, e mesmo assim de pé, sem abdicar da sua luta, é hoje um rosto desta manifestação. Como ela, são muitas as que enchem neste momento a Praça Gezi, e que sonham com uma Turquia livre, longe da ditadura de Erdogan. Contudo a mulher de vermelho não representa apenas um símbolo do que se está a passar na Turquia, representa acima de tudo a face visível de quem combate a escassez de democracia que assombra o mundo.
Porque esta mulher não tem idade, veste-se como quer, é dona de si própria, é pro-ativa e combativa, é a mulher do progresso, do hoje e do amanhã, num claro combate à sociedade machista e patriarca em que vivemos, numa procura incansável pela democracia e justiça social.
Neste momento mais do que o destino do Parque Gezi discute-se o destino da mulher e da democracia na sociedade turca e quem sabe no mundo islâmico. Não fiquemos indiferentes a isso. Onde houver um governo autoritário, uma troika, um fanático religioso, um fascista, um capitalista, haverá sempre uma mulher de vermelho. Porque no final de contas, nós crescemos ao ritmo da vossa violência, seja sob que forma for.
André Moreira
In ESQUERDA NET