Mostrar mensagens com a etiqueta País Birmânia (Myanmar). Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta País Birmânia (Myanmar). Mostrar todas as mensagens

sexta-feira, 10 de julho de 2009

Aung San Suu Kyi começou a ser julgada...


Aung San Suu Kyi, a histórica líder oposiocionista birmanesa, começou hoje a ser julgada por um tribunal, a soldo dos sanguinários generais que governam o país com mão de ferro, desde 1962. Como em todas as ditaduras, e eu não me esqueço daquela que testemunhei, a obsessão pela segurança do Estado domina o pensamento dos detentores iligítimos do poder, que consideram qualquer discordância ao seu regime como um acto de colaboração contra o inimigo externo, por vezes irreal e imaginário.
A acusação contra San Suu Kyi, que deverá ser condenada a uma pena entre três e cinco anos, não passa de um pretexto para a afastar das próximas eleições, cuja transparência e independência não se encontra assegurada. Os ditadores lançam mão a todos os recursos para se perpetuarem no poder, e as farsas eleitorais, necessárias para conquistar uma mitigada legitimidade interna e externa, são sempre viciadas e manipuladas. Quando isso é insuficiente recorrem às masmarros e ao assassinato.

terça-feira, 7 de julho de 2009

Birmânia: Uma ditadura de meio século


Secretário-Geral da ONU não convenceu os generais

O secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, sofreu um série revés, na sua recente visita a Mayanmar (Birmânia), ao ser-lhe negado o pedido de uma visita à carismática oposicionista do despótico regime militar, Aung San Suu Kyi, que se encontra em prisão domiciliária há 14 anos, e que brevemente irá ser novamente julgada.
Ban Ki-moon acreditou, um pouco ingenuamente, na sua diplomacia de veludo, para tentar abrir uma brecha na irredutibilidade da ditadura, em relação à libertação dos presos políticos, tentando assim obter o êxito alcançado em Maio de 2008, quando conseguiu demover os generais a levantar o embargo à ajuda internacional às vítimas do ciclone Nargis.
Para muitos observadores, este convite do generalíssimo Than Shwe, o chefe da junta militar, que governa o país, teria sido um presente envenenado, pois o seu escondido objectivo, com esta visita do secretário-geral das Nações Unidas a Naypidaw, a nova capital, consistiria, unicamente, em obter internamente a legitimação do próximo julgamento de Aung Kyi, que se arrisca a uma nova e pesada pena, sendo assim habilmente excluída das eleições do próximo ano. Recorde-se que o partido de Aung Kyi, galardoada com o prémio Nobel da Paz, ganhou as eleições de 1990, vitória que os generais, no poder desde 1962, não reconheceram, tendo movido, a partir dessa altura, uma feroz perseguição à célebre oposicionista. Dos 19 anos decorridos, a partir dessas eleições, Aung Kyi passou 14 em prisão domiciliária.
Ban Ki-moon regressou a Nova Iorque de mãos vazias, levando apenas na bagagem a vaga promessa do generalíssimo Than Shwe de que as eleições do próximo ano seriam “justas, livres, transparentes e credíveis”. Todos nós já sabemos o que significam estes adjectivos na boca dos ditadores.