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quinta-feira, 25 de dezembro de 2014

TREGUA DE NAVIDAD EN 1914 DURANTE LA 1ª GUERRA MUNDIAL - NARRADO POR IKE...




Não era necessário inventar o Inferno, para meter medo aos homens... O Inferno apareceu nas trincheiras da Flandres, pela mão dos próprios homens...
As tréguas informais e espontâneas, que os soldados de ambos os lados do conflito armado selaram na terra de ninguém, no Natal de 1914, devem fazer-nos refletir sobre a iniquidade e o absurdo da guerra.
Só há dois tipos de guerra que se auto-justificam: A guerra de legítima defesa e aquela que, no limite, se desencadeia para a conquista das liberdades dos povos.   

segunda-feira, 17 de novembro de 2014

A Cultura e a Besta


A Cultura é o patamar superior do conhecimento, adquirido e aplicado de forma criativa, exemplar e rigorosa.
A Besta é aquele que nada sabe e aquele que [e aqui socorro-me de Platão, quando se referia a Alcibíades, em Apologia de Sócrates] “não sabe que nada sabe”. Mas, os mais perigosos são aqueles que julgam que sabem tudo e aqueles que fingem saber tudo.
Retira-se da definição, para não serem confundidos com a Besta, aqueles que nada sabem, porque não tiveram a oportunidade de aprender.
A guerra à ignorância é um imperativo nacional e civilizacional...

terça-feira, 21 de agosto de 2012

Notações: Imagens que marcam...

A morte não tem de residir necessariamente
em locais sombrios e cinzentos.

Os japoneses conseguiram, com a sua tenacidade, fazer de
Hiroshima um local "civilmente" sagrado. O Mundo
vergou-se à força desta memória.

Amabilidade da Dalia Faceira, que enviou as imagens.

Notações: Contrastes fotográficos


Uma realidade onde os extremos nunca se tocam.
Amabilidade da Dalia Faceira, que enviou as imagens.

sábado, 10 de dezembro de 2011

Notações: (transumância, a volta) - por Sérgio Faria

Fotografia de Paulo Vaz Henriques (foto&legenda)
Apesar de tudo é a portugal que voltamos, para ouvirmos as magistraturas da pátria e pastarmos nas pedras. Estamos no caminho bom, só falta começarmos a rir da morte para nos levarem a sério. Somos flâneurs, alguém esqueceu o cão lá atrás. Habitualmente não fazemos fila junto ao balcão, passamos em regime passing by, não tiramos senha. Uma de nós tem a mania que é do benfica ou da vanguarda, não sabemos do quê ao certo, só conhecemos o sinal. Voltamos para irmos brincar para a praia. Talvez um dia consigamos ver os tubarões sem termos que molhar as patas ou a lã. Os tubarões existem, não é?
Sérgio Faria
In foto&legenda

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

Notações: Os Pobres ( I ) - de Almeida Garrett - Viagens na Minha Terra


Os Pobres ( I )

" ... ó geração de vapor e de pó de pedra, macadamizai estradas, fazei caminhos de ferro, construí passarolas de Ícaro, para andar a qual mais depressa, essas horas contadas de uma vida toda material, massuda e grossa como tendes feito esta que Deus nos deu tão diferente daquela que hoje vivemos. Andai, ganha-pães, andai : reduzi tudo a cifras, todas as considerações deste mundo a equações de interesse corporal, comprai, vendei, agiotai - No fim de tudo isto, o que lucrou a espécie humana ? Que há mais umas poucas dúzias de homens ricos. E eu pergunto aos economistas políticos, aos moralistas, se já calcularam o número de indivíduos que é forçoso condenar à miséria, ao trabalho desproporcionado, à desmoralização, à infâmia, à ignorância crapulosa, à desgraça invencível, à penúria absoluta, para produzir um rico ? [ ... ] cada homem rico, abastado, custa centos de infelizes, de miseráveis. "
Almeida Garrett, in " Viagens na Minha Terra ", ( 1843)
Amabilidade da Dalia Faceira
***
Ontem como hoje, o problema é o mesmo: são os ricos que precisam dos pobres, pois de outro modo não poderia haver ricos. A média da distribuição da riqueza entra na proporção dos oitenta, vinte. Vinte por cento da população dispõe de oitenta por cento da riqueza. Às formas clássicas de exploração, (a escravatura, a troca desigual, o colonialismo, etc.), juntou-se agora uma outra mais refinada, derivada em linha recta da globalização e da especulação financeira, e que até já permite, imagine-se, e jogando forte com o peso da dívida, que a pobreza possa ser decretada a um povo inteiro, através de aviltrantes programas de austeridade, embora, falaciosamente, os farisaicos mandantes e os subservientes executantes desses programas prometam para um futuro indeterminado "os amanhãs que cantam".