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sábado, 17 de novembro de 2012

O rosto da violência!


Ministro deu autorização para carga policial
A decisão de avançar sobre os manifestantes que lançaram pedras contra a barreira policial que protegia o Parlamento teve luz verde do ministro da Administração Interna, Miguel Macedo, escreve o 'Expresso'.
De acordo com o semanário, ao contrário do que aconteceu noutras ações de protesto, o Governo deixou de pedir ao comando policial "contenção" e deu o 'ok' à entrada em ação do corpo de intervenção.
A autorização foi dada depois de informações recolhidas pela PSP no local darem contra da existência de engenhos explosivos entre os manifestantes. Quando rebentou o primeiro cocktail-molotov foi dada a ordem de avançar, escreve o 'Expresso'.
Diário de Notícias
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... E parece que também havia um canhão, três metralhadoras e um submarino do Paulo Portas.

quarta-feira, 14 de novembro de 2012

Miguel Macedo diz que a polícia vai continuar a gravar imagens dos protestos

O superpolícia
O ministro da Administração Interna, Miguel Macedo, afirmou nesta terça-feira no Parlamento que as forças de segurança vão continuar a utilizar câmaras de vídeo portáteis para monitorizar as manifestações sempre que necessário e repetiu que não irá fundamentar essa utilização junto da Comissão Nacional de Protecção de Dados (CNPD) por isso implicar a quebra de informação sigilosa protegida por lei.
Instado duas vezes por uma deputado do Bloco de Esquerda a precisar qual a norma que o impedia de transmitir informações reservadas à CNPD, que por lei tem que dar um parecer sobre a utilização de câmaras de vídeo portáteis pelas forças de segurança, Miguel Macedo não respondeu.
A PSP utilizou câmaras portáteis para monitorizar a vigília realizada durante o Conselho de Estado, que decorreu em Outubro em frente ao Palácio de Belém, e a manifestação de 29 de Setembro organizada pela CGTP contra as medidas de austeridade, tendo, no entendimento da CNPD, violado a lei que regula a gravação de imagens pelas forças de segurança em locais públicos.
... O ministro precisou que os orçamentos das forças de segurança para 2013 vão ser reforçados, em conjunto, em 10,8% . A verba destinada à PSP é de quase 797 milhões de euros (mais 13,2% que neste ano), enquanto a GNR receberá 938 milhões de euros (mais 9,9%).
PÚBLICO
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Nem podia responder, o ministro das polícias, à pergunta do deputado bloquista. A aparente bondade do  falacioso argumento, enunciado antes, de querer proteger "a quebra de informação sigilosa protegida por lei", não esconde a intenção danosa, já consumada, de provocar o efeito contrário e de querer continuar a infringir a lei. E um governo que capciosamente infringe a lei é um governo fora de lei. É a própria Comissão Nacional de Protecção de Dados a afirmar que foi violada a lei que regula a gravação de imagens pelas forças de segurança em locais públicos.
O governo sente-se acossado por todos os lados, e já percebeu que o refúgio nos bunkers já não é suficiente, se não tiver uma polícia caninamente domesticada. Daí, aqueles aumentos suspeitos, atribuídos às forças de segurança, e que, certamente, não se destinam a promover o aumento da segurança dos cidadãos.
Esta explicação tortuosa do ministro das polícias, sobre as garantias da preservação da privacidade dos cidadãos em locais públicos, é um típico tique do autoritarismo fascizante das forças políticas de direita, que facilmente deixam cair a máscara de democratas, torpedeando a lei, quando as situações lhe são adversas. 

segunda-feira, 24 de setembro de 2012

Miguel Macedo: Portugal é "um país com muitas cigarras e poucas formigas"


O ministro da Administração Interna (MAI), Miguel Macedo, disse hoje em Campia, Vouzela, que Portugal "não pode continuar um país de muitas cigarras e poucas formigas". ao mesmo tempo que enaltecia o "esforço do povo" para ultrapassar a crise.
Diário de Notícias
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Devido à sua gaguez intelectual, que lhe caracteriza as suas intervenções em público, Miguel Macedo não se apercebeu da contradição de termos do seu discurso. Por um lado, refere pejorativamente a metáfora da formiga e da cigarra e, por outro lado, elogia o "esforço do povo", povo este que, presume-se, alberga no seu seio as poucas formigas, que trabalham, e as muitas cigarras, que nada fazem. Em que ficamos? A não ser que Miguel Macedo estivesse a referir-se ao seu próprio partido, o que constituiria uma ofensa para os seus eleitores, que não para os seus dirigentes, que, na metáfora referida, já ultrapassaram a fase da cigarra, tendo-se transformado, agora, em verdadeiras sanguessugas e em perigosos tubarões.
Não me admirarei muito se, por estes dias, o ministro Miguel Macedo não vier a conseguir distinguir um agente da PSP de um soldado da GNR. É que a sua gaguez intelectual é uma doença política degenerativa.
Mas, metáforas à parte, Miguel Macedo evidenciou uma grande insensibilidade perante os milhares de jovens (cigarras) que andam à procura de um emprego e dos milhares de desempregados (mais cigarras), que o perderam, devido à política assassina do governo de que ele (formiga) faz parte. O insulto não podia ter sido maior para quem quer trabalhar, para sobreviver, e não consegue encontrar emprego.
É esta a fibra dos ministros do atual governo, que mostram saber reproduzir a venenosa cassete de Angela Merkel sobre os preguiçosos e esbanjadores trabalhadores portugueses.