segunda-feira, 24 de setembro de 2012

Miguel Macedo: Portugal é "um país com muitas cigarras e poucas formigas"


O ministro da Administração Interna (MAI), Miguel Macedo, disse hoje em Campia, Vouzela, que Portugal "não pode continuar um país de muitas cigarras e poucas formigas". ao mesmo tempo que enaltecia o "esforço do povo" para ultrapassar a crise.
Diário de Notícias
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Devido à sua gaguez intelectual, que lhe caracteriza as suas intervenções em público, Miguel Macedo não se apercebeu da contradição de termos do seu discurso. Por um lado, refere pejorativamente a metáfora da formiga e da cigarra e, por outro lado, elogia o "esforço do povo", povo este que, presume-se, alberga no seu seio as poucas formigas, que trabalham, e as muitas cigarras, que nada fazem. Em que ficamos? A não ser que Miguel Macedo estivesse a referir-se ao seu próprio partido, o que constituiria uma ofensa para os seus eleitores, que não para os seus dirigentes, que, na metáfora referida, já ultrapassaram a fase da cigarra, tendo-se transformado, agora, em verdadeiras sanguessugas e em perigosos tubarões.
Não me admirarei muito se, por estes dias, o ministro Miguel Macedo não vier a conseguir distinguir um agente da PSP de um soldado da GNR. É que a sua gaguez intelectual é uma doença política degenerativa.
Mas, metáforas à parte, Miguel Macedo evidenciou uma grande insensibilidade perante os milhares de jovens (cigarras) que andam à procura de um emprego e dos milhares de desempregados (mais cigarras), que o perderam, devido à política assassina do governo de que ele (formiga) faz parte. O insulto não podia ter sido maior para quem quer trabalhar, para sobreviver, e não consegue encontrar emprego.
É esta a fibra dos ministros do atual governo, que mostram saber reproduzir a venenosa cassete de Angela Merkel sobre os preguiçosos e esbanjadores trabalhadores portugueses.