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terça-feira, 9 de janeiro de 2018

TGV: Manuela Ferreira Leite também embandeirou em arco


TGV: Manuela Ferreira Leite também embandeirou em arco

A ideia do TGV não passou apenas pela mente megalómana de Sócrates. Antes, também Manuela Ferreira Leite, como ministra das Finanças, embandeirou em arco, com aquele projecto. Também a França e a Alemanha, numa jogada calculista, levaram a UE a aumentar a contribuição comunitária, pois aquela obra iria beneficiar as suas economias, através das exportações para Portugal de produtos de elevado valor acrescentado, principalmente maquinaria para a construção civil e material ferroviário.
Se este projecto não tivesse sido travado, hoje, Portugal teria um elefante branco na sua economia, por falta de rentabilidade da sua exploração, ao mesmo tempo que a sua dívida pública seria muito maior do que é na actualidade.

Alexandre de Castro
2018 01 08

sexta-feira, 21 de maio de 2010

TGV: Espanha diz que ligação do TGV a Portugal é para cumprir



O ministro do Fomento espanhol José Blanco
acaba de assegurar ao homólogo português,
o ministro das Obras Públicas Antonio
Mendonça que “não haverá qualquer alteração
à execução da linha de alta velocidade entre
Madrid e a fronteira com Portugal e que
todos os compromissos que foram assumidos se
mantêm”.
PÚBLICO
***
O que realmente interessa para a opinião pública espanhola e para os deputados são as declarações insofismáveis do ministro do Fomento, José Blanco, nas Cortes, onde se comprometeu, sem subterfúgios de linguagem, a proceder à reavaliação de todos os projectos da Alta Velocidade, com a excepção do que respeita à ligação de Madrid a Valência. O que o ministro espanhol disse ao seu homólogo português, pelo telefone, são meras declarações apaziguadoras, de calculada circunstância, que podem ser sempre desmentidas a qualquer momento ou invocar-se que foram mal interpretadas ou interpretadas fora do contexto. Espera-se que o ministro António Mendonça tenha o bom senso (ele tem pouca experiência governativa) de perceber as nuances da linguagem diplomática, que, por vezes, consegue dizer tudo e o seu contrário.
A Espanha vai reavaliar os seus projectos do TGV de acordo com as suas necessidades e possibilidades financeiras, pouco lhe interessando as consequências que as suas decisões venham a ter para Portugal, que Madrid continua a ver com sobranceria. Grosso modo, poder-se-à dizer que, em Espanha, apenas a Zara tem interesse em Portugal.
Um dos grandes defeitos dos políticos portugueses, quando se relacionam com os seus congéneres dos países mais evoluídos, é não perceberem a insignificância do país que representam. A actual crise europeia revelou bem o profundo desprezo da Alemanha e dos países nórdicos pelos países da periferia.

quinta-feira, 20 de maio de 2010

Espanha vai rever todos os projectos de TGV

O governo espanhol vai rever todos os projectos
de TGV, garantindo apenas a conclusão, no final
deste ano, da ligação de Madrid a Valência que,
dentro em breve, entra na fase de testes.
PÚBLICO
***
A decisão do governo espanhol de congelar e de reavaliar todos os seus projectos da construção do TGV constitui um argumento demolidor e definitivo contra todos aqueles que, em Portugal, defendiam posição contrária em relação aos respectivos projectos nacionais. A ambição desmedida, a arrogância, a teimosia e a irresponsabilidade de José Sócrates ficaram completamente comprometidas com esta acertada decisão do governo de Zapatero, que invocou as circunstâncias impostas pela crise financeira para fundamentar a decisão.
José Sócrates vai ter que meter o rabinho entre as pernas e ter de aceitar, sem mérito e sem dignidade, andar a reboque do governo espanhol. Pelo menos uma coisa é certa. A ligação Madrid-Lisboa, a manter-se a vontade política dos espanhóis em a efectivar, vai sofrer um atraso de cerca de dois anos, o que vem baralhar a calendarização calculista da agenda de José Sócrates.

sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

TGV pode transformar Lisboa na "praia de Madrid"



A entrada em funcionamento da alta
velocidade ferroviária (TGV) vai
colocar Portugal num "patamar
superior" em termos de competitividade
e atractividade, disse hoje o ministro
das Obras Públicas, António Mendonça,
considerando que “Lisboa e toda a
zona em redor será, provavelmente,
a praia de Madrid”.
Jornal de Negócios
.
Já estou a ver os espanhóis, aos fins de semana, a invadir as praias da Caparica e de Carcavelos, já congestionadas pela ocupação da população indígena. Mas não será este o grande benefício para o turismo de Lisboa, como o ministro levianamente afirmou. O que verdadeiramente vai motivar os espanhóis a embarcar no TGV, será a ginginha do Rossio e os pastéis de nata de Belém. Os nuestros hermanos apanhm o TGV em Madrid e vão logo directamente para Belém para comer os pastéis. De regresso à estação do Oriente, passam pelo Rossio para beberem uma ginginha. Nem sequer vão ter tempo de ouvir a Amália na carripana estacionada na Rua do Carmo nem ver o Fernando Pessoa sentado no Chiado.
Só não sei quantos pastéis de Belém e quantos litros de ginginha serão necessários vender para pagar o TGV.