Mostrar mensagens com a etiqueta Arqueologia. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Arqueologia. Mostrar todas as mensagens
terça-feira, 1 de setembro de 2015
segunda-feira, 31 de agosto de 2015
segunda-feira, 23 de março de 2015
Arqueólogos desenterraram três antigos mosaicos gregos numa escavação em Zeugma, na Turquia
![]() |
Mosaico representando as nove musas em retratos
|
![]() |
Mosaico representando Océsno Tetis
|
![]() |
Mosaico representando um jovem, sem nenhuma informação
|
Ver texto aqui.
***«»***
A rota da seda
Aquela
milenar rota da seda não deixa de nos surpreender com as sucessivas revelações
dos seus tesouros arqueológicos, que são imensos, e com muitos ainda por
desvendar. Não admira que assim seja. Foi por aquela rota que, até ao século
XVI, quando os portugueses "abriram" o caminho marítimo para o
Oriente, que a economia euro-asiática circulava. A rota da seda era o veio da
transação de mercadorias entre um Oriente opulento e um Ocidente em franco e
rápido desenvolvimento civilizacional, e que teve a sua máxima expressão com o
império de Alexandre Magno e o império de Roma. Foram as repúblicas do norte de
Itália, com a Sereníssima República de Veneza à cabeça, já na ponta final da
Idade Média europeia (sec. XV), as últimas beneficiárias do comércio dessa rota.
Esse monopólio (o comércio com o Oriente) transferiu-se para Lisboa, que por
sua vez o transferiu para o norte da Europa. Por isso, a liderança do mundo,
nesse tempo, passou para Portugal, de uma forma efémera, para a Holanda e para
a Inglaterra, de uma forma mais persistente, e para a Espanha, que expandiu o
seu domínio para as Américas e que "ergueu", no ponto de
vista territorial, o maior império de todos os tempos. Dizia-se que no império
de Carlos V - que ia da Europa à Ásia (Filipinas) e passava pelas Américas -
"o Sol nunca se punha".
Como
podemos ver, nesta visão alargada do tempo histórico, as coisas não são
imutáveis. Tal como as pessoas, os impérios nascem, crescem, mas acabam por
morrer, facto que não é percetível no curto tempo de uma, duas ou três
gerações. E no tempo atual, já há sinais evidentes de uma nova mudança do
sentido da História, com o centro da liderança a passar para a Ásia, onde a
História, na verdade, começou. A Europa entrou em declínio. Apenas resta saber
se esse declínio irá ser mais rápido ou mais lento. Mas nenhum de nós o irá
testemunhar.
AC
terça-feira, 6 de novembro de 2012
Encontrada cidade pré-histórica mais antiga da Europa
Para um jovem que quer ser arqueólogo
Arqueólogos búlgaros dizem ter encontrado localidade mais antiga da Europa
*
Nas imediações de Provadia, cidade no nordeste da Bulgária, foi encontrada a mais antiga cidade pré-histórica da Europa que se conhece. O conjunto, que remonta a 4700-4200 a. C., é um povoado fortificado onde terão vivido 350 pessoas.
Perto do achado existe uma mina de sal, presença essa que será uma boa explicação para a enorme quantidade de riquezas que se encontraram no sítio. Foram desenterrados mais de 3 mil jóias e objectos religiosos. Este conjunto, chamado Tesouro de Varna, é composto pelas peças de ouro trabalho mais antigas que se conservaram.
Vasil Nikolov, investigador do Instituto Nacional de Arqueologia búlgaro, explica que o sal “era um bem extremamente valioso na antiguidade”, tendo sido utilizado como meio de troca e como moeda a partir do sexto milénio antes de Cristo.
As escavações revelaram ruínas de casas de dois pisos, espaços para celebração de rituais, parte de uma porta e três paredes fortificadas. Também foi encontrada uma pequena necrópole, que será estudada em pormenor nos próximos anos.
O tipo de estrutura nada tem a ver com as cidades-estado gregas nem como os povoados romanos ou medievais. “As enormes muralhas que cercam o povoado e que foram construídas com blocos de pedra são algo nunca encontrado em escavações de sítios pré-históricos no sudeste europeu”, acrescenta o arqueólogo Krum Bachvarov, que também refere a importância das posturas de enterramento e os objectos encontrados nos túmulos, sem paralelo naquele país.
Ciência Hoje
segunda-feira, 21 de março de 2011
Cidades Perdidas: Pompeia (3)
Clicar na imagem para a ampliar























Amabilidade do João Fráguas, que enviou as imagens.
***
Pompeia foi uma próspera cidade do Império Romano. Situada na Campânia, no sul de Itália, na foz do rio Sarno, que corria ao lado de uma das suas muralhas, servia de porto comercial à cidade de Nola e de outras cidades do interior do fértil vale daquele rio. No primeiro ano da nossa era já era uma estância de veraneio dos romanos mais abastados. Cícero e o imperador Cláudio possuíam vilas nos seus arredores.
Em 24 de Agosto do ano 79, uma erupção do vulcão Vesúvio arruinou-a totalmente, soterrando-a debaixo de uma grande camada de cinzas vulcânicas, solidificadas pelas chuvas, o que permitiu que os seus edifícios se conservassem até aos nossos dias. Mesmo os cadáveres incinerados ficaram num bom estado de conservação, tendo sido possível, através da injecção de uma matéria plástica líquida, reproduzir a forma original dos corpos.
A cidade acabou por ser esquecida. Mais tarde, um violento tremor de terra, que provocou um grande deslocamento de terras e desviou o curso do rio Sarno, ao mesmo tempo que levantou a baía de Nápoles, apagou as referências topográficas da cidade soterrada. Até que, em meados do século XVIII, após terem sido encontrados, por acaso, alguns dos seus vestígios, iniciou-se a escavação do local, o que permitiu descobrir a cidade melhor conservada do império. Foi possível aos arqueólogos confirmarem as características de uma cidade dos tempos do império, já que os edifícios mantinham-se de pé e exibiam a sua traça original, assim como foi possível constatar o tipo de pavimentos das ruas rectilíneas, em quadrícula, e a existência de passeios.
Os murais coloridos no interior das habitações, também bem conservados, permitiram ter uma visão mais correcta da pintura da Roma imperial.
quinta-feira, 10 de março de 2011
Cidades Perdidas: Palmira (2)
Clicar para ampliar a imagem


















***
A sua condição de cidade situada na fronteira mais oriental do Império Romano e o facto de ter sido um lugar privilegiado do trânsito das caravanas, que transportavam as mercadorias do oriente para o ocidente, ditaram a sorte de Palmira. Foi grande e opulenta, mas esteve sempre à mercê da cobiça dos povos vizinhos. Várias vezes mudou de mãos e várias vezes foi destruída, para, depois, ser reconstruída, até que o barcos do Índico substituíram com vantagem as lentas caravanas de camelos.
Quando António, em 43 a.c, procurou conquistá-la aos Partos, já Palmira era uma cidade secular. Diz-se que teria sido fundada por Salomão, e que Nabucodonosor a teria destruído, mas que, anos depois, devido à sua importância estratégica, foi reconstruída. Coube a Trajano arrebatá-la para o Império Romano, embora, por razões de ordem política e militar, também a tivesse destruído. Adriano reedificou-a e deu-lhe o nome de Adrianópolis. No reinado de Carcala, era uma colónia romana e recebeu o título de Jus Italicum.
Mas é durante o século III da nossa era que Palmira atinge o seu máximo esplendor e grandeza. Beneficiando de uma certa autonomia em relação a Roma, que lhe conferiu o estatuto de República, Zenóbia, a viúva de Ordenato, príncipe de Palmira, além de prosseguir com a obra de engrandecimento da cidade, tentou sacudir o jugo romano, cujo exército derrotou. Para não ser apanhada de surpresa por um contra-ataque das forças imperiais, mandou marchar para o Egipto, no ano 273, um exército de setenta mil homens, bem armados, para se assenhorear de Alexandria, uma cidade estratégica. A empresa não foi bem sucedida, e é o imperador Aureliano, em pessoa, que perseguirá Zenóbia, conquistando Palmira e aprisionando a raínha rebelde. Como os habitantes se revoltaram, Palmira foi mais uma vez destruída. Justiniano manda fortificá-la, dotando-a de uma cerca de muralhas e restaurando o Templo.
Depois desse período áureo, a cidade nunca mais teve paz, tal era a cobiça pela sua posse. Os árabes acabaram por a conquistar, mas deixaram-na muito danificada, devido às guerras religiosas. Em 1157, é sacudida por um grande terramoto. Os Tártaros de Tamerlão saquearam-na em 1401, até que os turcos a destruíram no século XVII. Palmira já perdera a sua importância antiga, uma vez que o comércio com o oriente passou a fazer-se por mar.
Os seus habitantes desertaram, mas ficaram as ruínas, que testemunham bem toda a imponência do seu passado, bem visível ainda no que resta do Templo do Sol, consagrado a Baal, bem como as Torres Sepulcrais e o castelo muçulmano.
sexta-feira, 4 de março de 2011
Cidades perdidas: Persépolis (1)



















***
Persépolis - antes chamada Pérsida, ao tempo dos primeiros povos arianos, que se instalaram na fértil planície, banhada pelo rio Araxe, e aí desenvolveram uma próspera civilização neolítica - foi, depois, em meados do primeiro milénio antes de Cristo, a verdadeira capital do império Persa, fundado por Ciro, que a conquistou ao rei dos Medos. Os seus principais monumentos foram construídos nesse tempo. Alexandre Magno conquistou-a aos persas, em 330 a.c., e, segundo a lenda, tê-la-ia mandado incendiar, para satisfazer um capricho da cortesã Thaís.
No entanto, alguns historiadores refutam esta lenda, embora admitam a ocorrência de um incêndio de grandes proporções, que se iniciara num dos palácios de Xerxes e alastrara pela cidade, destruindo grande parte dos seus edifícios. Uma corrente sustenta a tese de que Alexandre Magno teria mandado incendiar a cidade, por um acto de vingança, por Xerxes ter incendiado a Acrópole, durante a segunda guerra greco-pérsica, enquanto que outras opiniões sustentam que se teria tratado de um acidente, durante uma bebedeira de Alexandre e dos seus generais, durante um banquete para festejar a vitória sobre o império persa. A partir daí a cidade entrou em declínio, que se acentuou com o deslocamento do centro mesopotâmico para a Babilónia e com a conquista dos árabes em 652 da nossa era.
As suas ruínas despertaram a atenção de muitos eruditos, desde o éculo XVII, mas o levantamento arqueológico sistematizado só veio a acontecer a partir de 1930, através de um conjunto de arqueólogos da universidade de Chicago, que começaram a desenterrar verdadeiros tesouros arquitectónicos e artísticos, que são a marca da esplendor da civilização persa da antiguidade.
Subscrever:
Mensagens (Atom)







