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sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

CIP quer reduzir indemnizações para menos de 12 dias e adiamento do Fundo de Compensação


O representante da Confederação Empresarial de Portugal - CIP, Gregório Novo, defendeu hoje a redução das compensações por despedimento para um número inferior a 12 dias e reivindicou a criação do Fundo de Compensação apenas quando as empresas tiverem equilíbrio financeiro.
***«»***
Façam a vontade ao homem! Acabem com o pagamento das indemnizações por despedimento sem justa causa. Nem Salazar se atreveu a tanto!
Dando pequenos passos, como faz a raposa ao aproximar-se do galinheiro, o empresariado nacional vai conseguindo chegar à sua ambição de sempre: a desregulamentação integral da legislação laboral e, particularmente, a referente aos despedimentos, para assim, de uma forma fácil e sem riscos, poder obter, através da chantagem implícita sobre os salários, ganhos de produtividade à custa da redução dos custos unitários do trabalho, já que, devido à herança de um parasitismo asfixiante e do pernicioso protecionismo estatal, se mostra incapaz de desenvolver a economia, através da inovação, do conhecimento e do investimento, tal como acontece nas economias desenvolvidas.

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

INEM quer impedir trabalhadores de fazerem greve

Proposta de acordo colectivo do Governo pretende
impedir sindicatos de recorrer à greve. A Frente
Comum diz que a proposta é inconstitucional, mas o
Governo garante que está a respeitar a lei.
A Frente Comum insurge-se contra a proposta, que
considera “inconcebível” e “inaceitável”. “A norma
viola o artigo 57º da Constituição da República. É
inconcebível que um Governo do PS apresente uma
proposta destas”, realçou Paulo Taborda, dirigente
daquela organização sindical.
PÚBLICO
***
Já nada me surpreende neste governo, mascarado de socialista. Até o direito à greve pretende revogar. Começou por impôr no novo Código de Trabalho o falacioso conceito da sua limitação, e, agora, traiçoeiramente, procura alargar-lhe o significado. Esta é a primeira tentativa, para apalpar terreno, e que, certamente, não irá passar. Mas a intenção de esvaziar o direito à greve continuará registada na agenda escondida do governo de José Sócrates.
É o 25 de Abril e as suas conquistas democráticas que começam a estar em causa, através dos aventureiros que tomaram de assalto o aparelho do Partido Socialista

sexta-feira, 23 de julho de 2010

FEDERAÇÃO NACIONAL DOS MÉDICOS

COMUNICADO


A revisão constitucional como pretexto para a destruição dos direitos sociais


De entre todos os sectores de actividade do nosso país, a Saúde foi o único que nos colocou nos primeiros lugares mundiais quanto ao índice global de desempenho (12º lugar) na base de indicadores concretos analisados pela Organização Mundial de Saúde (OMS).

Em 36 anos de Democracia, a realização social e humanista mais marcante na nossa sociedade foi o Serviço Nacional de Saúde (SNS), constituindo um marco de desenvolvimento civilizacional.

O SNS conseguiu alterar todos os indicadores de saúde e colocar o nosso país ao nível dos países mais desenvolvidos. A título de exemplo, basta ter presente que em 1970 a mortalidade infantil era de 58,6 por mil e há 1 ano atrás era pouco superior a 4 por mil. E quanto ao indicador da mortalidade materna, o nosso país era o 8º a nível mundial quanto ao menor número de mortes, 4 por cada 100.000 nascimentos.

Em termos de custos globais, o nosso país é, a nível europeu, dos que tem menores gastos per capita e em toda a E.U. é aquele que tem menor percentagem de despesas públicas no total das despesas nacionais de saúde, ligeiramente acima de 50%.

Ora, é neste elucidativo quadro que surgiu nos últimos dias a divulgação de extractos de uma proposta de revisão constitucional da autoria da nova direcção política do PSD.

De acordo com as notícias publicadas, essa proposta pretende, entre outros aspectos, eliminar a Escola Pública, permitir os despedimentos arbitrários e liquidar o SNS.
No caso do SNS é colocada a questão de eliminar o princípio do “tendencialmente gratuito”, acrescentando que “em caso algum o acesso pode ser recusado por insuficiência de meios económicos”.

Desde logo, é imperioso sublinhar a falta de seriedade política do argumento sobre a suposta gratuitidade dos cuidados de saúde, quando todos sabemos que os serviços públicos são financiados através da carga fiscal aplicada aos cidadãos e que por esta via é desenvolvido o esforço solidário entre os vários sectores sociais em função dos seus rendimentos.
Por outro lado, como é possível fazer prova de insuficiência de meios económicos?
Esta abordagem faz-nos retornar dramaticamente à década de 1960 em que os cidadãos tinham de apresentar um atestado de indigência passado pelas Juntas de Freguesia para ficarem isentos do pagamento dos cuidados ou dos internamentos nos poucos hospitais públicos então existentes.
Em todos os países onde foram implementadas políticas de privatização e de mercantilização da Saúde, este tipo de argumentação foi utilizado e conduziu à criação de uma saúde dependente dos rendimentos de cada um.

Quando nos encontramos no meio de uma grave crise politica, social e económica devido ao desenvolvimento de políticas viradas para a mercantilização da vida humana, é inacreditável que um partido político que tem particulares responsabilidades no nosso regime democrático e que tem alternado no exercício da acção governamental tome a iniciativa de tentar impor, de forma ainda mais radical, essas mesmas políticas.
Num momento tão delicado como este, é assustador que haja quem tome como prioridade a revisão constitucional para liquidar o que ainda resta das políticas públicas e sociais.

Todos nós sabemos que existem múltiplos constrangimentos na capacidade de resposta dos serviços públicos de saúde e na acessibilidade aos cuidados.
A FNAM tem efectuado, desde sempre, muitas denúncias sobre casos concretos dessas situações e da incompetência e impunidade gestionária de muitas administrações nomeadas pelas sucessivas tutelas ministeriais.
No entanto, há que ter bem presente que o SNS tem desempenhado um papel insubstituível na garantia da coesão social da população do nosso país, resolvendo os problemas essenciais da saúde da nossa população.

Decidimos adoptar esta posição pública na defesa do SNS tendo bem presente que os direitos sociais não podem ser objecto de negócios aviltantes para os cidadãos.
As propostas apresentadas constituem a mais chocante declaração até hoje efectuada no nosso regime democrático quanto à transformação do direito à saúde num qualquer bem de consumo sujeito às leis da oferta e da procura.
Com medidas destas não estamos somente a regredir no plano civilizacional, mas a enveredar por concepções de barbárie social e política.
A vida humana e a saúde, como sinónimo do seu equilíbrio, não podem estar dependentes dos negócios e de negociantes.

22/7/2010

A Comissão Executiva da FNAM

sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

Dia Europeu da Protecção de Dados


O presidente do observatório da
criminalidade afirmou hoje que
a segurança não é um direito
menor do que a privacidade,
justificando assim a necessidade
de se manterem medidas de
protecção que possam representar
uma intromissão na vida privada.
... Segundo a CNPD (Comissão
Nacional de Protecção de Dados),
a “profusão” de sistemas biométricos,
de videovigilância e de geolocalização,
bem como o registo “em larga escala”
da actividade dos internautas, a
realização de perfis individuais
“detalhados” - e a “consequente
rotulagem discriminatória de
pessoas” - e as numerosas listas
negras e de índex “são sintomas
de uma sociedade vigiada”.
PÚBLICO
.
Sempre que me defronto com algumas questões da economia, ou, como esta, a da segurança versus privacidade, salta-me à frente a metáfora da manta. Se puxo a manta para tapar a cabeça, destapo os pés, e, se tapo os pés, descubro a cabeça. Em qualquer dos casos, concluo sempre que a manta é sempre curta. E o mais grave ainda, é que ela é cada vez mais curta.