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sexta-feira, 6 de outubro de 2017

“1000 mujeres para el Premio Nobel de la Paz”, reúne-se na capital das Honduras


“1000 mujeres para el Premio Nobel de la Paz”, reúne-se na capital das Honduras

Nos países ocidentais, e, particularmente, no meu país, Portugal, pouco se sabe dos dramas vividos pelos povos da América Central, assim como se desconhece a luta pela defesa dos Direitos Humanos e da Paz Mundial, que milhares de homens e mulheres abnegadamente desenvolvem, nessa ignorada zona do globo, através de centenas de organizações políticas, cívicas, sociais e culturais, em que as mulheres assumem uma militância destacada.

Esta iniciativa, “1000 mujeres para el Premio Nobel de la Paz” (ver aqui), que este ano tem lugar na capital das Honduras, além da importância intrínseca do seu objectivo temático, poderá transformar-se num catalisador e mobilizador de vontades adormecidas, assim como um meio de projectar no espaço mediático global a acção e a luta das organizações feministas hondurenhas. Por outro lado, também poderá ser o embrião do nascimento de uma entidade federadora, a nível nacional, que, pelo efeito de escala, amplie a visibilidade pública e mediática da luta das mulheres.
Regozijo-me por ver na lista da organização deste importante evento, a minha querida amiga hondurenha, Itsmania Platero, a quem desejo sucesso no exercício da sua abnegada militância.
Alexandre de Castro
2017 10 05

sábado, 7 de fevereiro de 2015

Ucrânia: Nato defende entrega de armas a Kiev

Philip Breedlove – o general norte-americano, comandante das tropas da NATO

O comandante das tropas da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Nato, na sigla em inglês) na Europa, defendeu hoje abertamente a entrega de armas a Kiev para ajudar no conflito com os separatistas pró-russos no leste da Ucrânia.
"A última solução no leste da Ucrânia será diplomática e política", defendeu o general norte-americano Philip Breedlove à margem da conferência de segurança de Munique, saudando a recente iniciativa franco-alemã para tentar convencer as partes a cessar as hostilidades.http://pub.sapo.pt/lg.php?bannerid=190764&campaignid=116809&zoneid=2925&OACBLOCK=86400&OACCAP=3&loc=1&referer=http%3A%2F%2Fwww.noticiasaominuto.com%2Fmundo%2F344667%2Fucrania-nato-defende-entrega-de-armas-a-kiev&cb=ee1788dd4c
"Mas não acredito que devamos excluir a possibilidade de uma opção militar" associada às sanções adotadas pela União Europeia (UE) e pelos Estados Unidos contra a Rússia.

***«»***
O apelo às armas é sempre um péssimo e perigoso argumento. É a antecâmara de uma declaração de guerra. A Ucrânia é o último país que falta dominar totalmente, para que a Nato, ao serviço dos EUA, complete o cerco à Rússia, com a instalação do eufemístico escudo nuclear em todos os países europeus que confinam com a sua fronteira ocidental. É uma ameaça para a segurança da Rússia, que assim ficaria em inferioridade estratégica, no caso de um conflito nuclear. 
A Rússia nunca manifestou qualquer intenção agressiva, no ponto de vista militar, em relação à Europa ou em relação a um outro qualquer país do mundo. Também não foi a Rússia a mentora belicista nem a interveniente nos recentes conflitos militares ocorridos no Médio Oriente e no norte de África. Esse papel foi desempenhado por aquela potência de centuriões que, em nome da Paz Mundial, está sempre a desencadear guerras, como se a utilização de veneno em vez de medicamentos fosse a melhor terapia para curar a doença. 
A Rússia está interessada em desenvolver boas relações diplomáticas com os países europeus, pois são os países do centro e do leste da Europa os seus principais clientes comerciais. Por sua vez, os EUA, a fim de justificarem as suas opções belicistas, junto da sua própria opinião pública e da opinião pública internacional, constroem cenários mediáticos, irrealistas e fantasmagóricos, de ameaças à paz e à segurança do ocidente, em relação aos países que acabam por invadir e destruir, e que são bases importantes da sua estratégia imperialista.

terça-feira, 29 de maio de 2012

Os números negros da vergonha!...


Portugal tem das crianças mais pobres da Europa
Um terço das crianças portuguesas passa sérias privações na sua vida, pode ler-se no relatório “Medir a Pobreza Infantil”. As conclusões são da UNICEF, que ontem libertou o estudo que analisa um conjunto de 35 países, 29 dos quais na Europa. Só a Leste encontramos pior do que Portugal, que ocupa a 25ª posição. Os dados respeitam a 2009, no arranque da crise, e os responsáveis da UNICEF temem que no contexto atual sejam tomadas decisões com consequências ainda mais negativas para os mais novos.
De acordo com o estudo do Gabinete de Investigação da UNICEF sobre a Pobreza e Privação Infantis no mundo industrializado, 30 milhões de crianças vivem na pobreza em 35 países economicamente desenvolvidos. O estudo - que abordou 35 países - coloca Portugal na cauda dos países europeus incluídos no relatório, apenas à frente da Hungria, Letónia, Roménia e Bulgária, em relação a 14 variáveis analisadas pelos investigadores.
RTP
***#***
Um país, que não sabe tratar das suas crianças nem dos seus idosos, é um país monstruosamente bárbaro e hipócrata, que não merece existir.
http://www.rtp.pt/noticias/index.php?article=557911&tm=7&layout=121&visual=49

domingo, 28 de agosto de 2011

EUA e Israel preocupados com arsenal de armas químicas da Síria


Os Estados Unidos e Israel temem que a actual instabilidade na Síria possa facilitar o acesso de grupos terroristas a um perigoso arsenal de agentes químicos e armas não-convencionais produzidas e armazenadas pelo regime do Presidente Bashar al-Assad.
Fontes dos serviços secretos dos dois países estimaram ao The Wall Street Journal que a Síria detém pelo menos cinco unidades de produção de armas químicas, como por exemplo gás mostarda e gás sarin. Também existem suspeitas de que Damasco estará na posse de material nuclear, fornecido pela Coreia do Norte, além de sistemas de artilharia e mísseis.
PÚBLICO
***
Inicio este comentário com uma declaração de intenções. Não morro de amores pelas ditaduras árabes, e, muito menos, pelo regime teocrático dos Ayatollah do Irão, que detesto. Mas este juízo de valor, assim formulado explicitamente, não me impede de condenar veementemente todas as manobras subversivas do mundo ocidental contra as ditaduras árabes que, usufruindo das riquezas proporcionadas pelo petróleo, fogem, contudo, ao seu controlo.
Conquistado e destruído o Iraque, com o argumento pueril da existência de perigosas armas de destruição massiva, seguiu-se a Líbia, invadida pela França, que,  se serviu da cumplicidade da Liga Árabe e da complacência das potências emergentes, para invadir este país com mercenários do Qatar, que, nas televisões alinhadas, se fizeram passar por rebeldes líbios, além de ter coordenado cerca de oito mil acções de bombardeamentos aéreos, que mataram milhares de civis e destruíram estruturas básicas (electricidade, serviços de saúde e património imobiliário). Agora, está dado o pontapé de saída para o ataque à rebelde Síria, também governada por uma ditadura, mas, por mais que pretendam os meios de comunicação social alinhados com o imperialismo, não é comparável, assim como o de Kadafi não foi, à sanguinária ditadura de Pinochet, no Chile, concebida, alinhada e apoiada pelos EUA. 
E é inconcebível como o jornal PÚBLICO dá guarida acriticamente a esta notícia, habilmente montada pelos serviços secretos ocidentais e com a conivência de jornalistas pouco escrupulosos, e que remete para uma incongruência gritante, que passa despercebida à maioria da opinião pública. Como é possível admitir a divulgação de uma notícia, baseada no anonimato de fontes de serviços secretos de dois países ocidentais, sem que não tivesse havido nenhum inquérito para averiguar a fuga de informações, que se presumem serem estratégicas? Dá que pensar!
Estamos, pois, na eminência de mais uma guerra de invasão a um país soberano, a Síria. E, agora, o pretexto será a eventual existência de perigosas armas químicas, que poderão destruir o planeta, e que, se o país for invadido, nunca serão encontradas, tal como aconteceu com as armas secretas de Saddam Hussein.
Já há muito tempo que se percebeu a estratégia dos EUA em relação à defesa dos seus interesses vitais no Médio Oriente. Exercendo um controlo indirecto sobre todos os países do golfo, ricos em reservas de petróleo, é fundamental conquistar o Irão, o segundo país  a deter maiores reservas do ouro negro no seu subsolo. Falhadas as tentativas de derrubar o regime dos Ayatollah, há dois anos, estimulando e apoiando os movimentos dissidentes, e, por outro lado, renunciando ao paradigma, utilizado na invasão do Iraque, de pretender disseminar o modelo democrático ocidental na região, os EUA mudaram de táctica, mantendo contudo a estratégia, que já vem dos tempos de Clinton, e que é muito parecida com aquela que é utilizada para fabricar um imaginário inimigo externo.
Prepare-se pois o leitor. Nos próximos tempos, irá ser bombardeado, não pelas bombas da NATO, mas por uma artilharia informativa, que tentará persuadi-lo que, por baixo da cada pedra da calçada daquela célebre estrada de Damasco, percorrida a pé, há mais de dois mil anos, pelo apóstolo S. Paulo, jazem, escondidas, milhares de toneladas de bombas químicas, capazes de destruir a Humanidade inteira. 

terça-feira, 5 de outubro de 2010

Notas do meu rodapé: Economia portuguesa a caminho da anemia


As severas medidas restritivas anti-crise, que o governo tem vindo a implementar desde o início do ano, não se destinam apenas a cumprir o objectivo orçamental de correcção do défice das contas públicas, imposto pelo Programa de Estabilidade e Crescimento da União Europeia. Existe um outro objectivo oculto, que, por impopular, não é referido publicamente, e que se centra na necessidade de baixar o custo unitário do trabalho para, desta forma miserabilista, aumentar a competitividade externa.
Com o investimento público e privado em declínio e sem grandes expectativas de conseguir um significativo aumento das exportações, principalmente, devido às incertezas sobre evolução da economia espanhola, uma das principais clientes, o governo optou por assumir medidas que vão diminuir o consumo, principalmente o consumo privado. O aumento do IVA para 23 por cento é a medida mais emblemática desta estratégia. Os cortes dos apoios sociais e a anunciada intenção de passar a cobrar IRS aos reformados que, devido ao baixo valor das suas reformas, se encontravam isentos daquele imposto, aponta no mesmo sentido. Aliás foi este o conselho da OCDE, quando no seu boletim, Economic Survey of Portugal 2010, afirmava que “é necessário restaurar a competitividade da economia portuguesa mediante um aumento da produtividade e uma transferência do consumo para as exportações como motor do crescimento”.
Estamos perante uma confissão clara da incapacidade da economia portuguesa conseguir aumentar a sua competitividade externa através da inovação e desenvolvimento, quer por incúria dos últimos governos, quer pelo comodismo atávico dos empresários, que, habituados ao proteccionismo do Estado, nunca aprenderam a competir com audácia nos mercados externos nem perceberam a tempo a mudança de paradigma que a globalização impôs, de forma radical e incontornável.
Perante este quadro, a economia portuguesa irá descer nos próximos anos no ranking mundial, como resultado do empobrecimento do país. Por outro lado, os custos da estratégia deste governo irão repercutir-se ao nível do emprego e ao do agravamento da desigualdade social. Durante os próximos anos, Portugal terá de conviver com uma taxa de desemprego muito elevada e com o aumento generalizado da pobreza.

domingo, 26 de setembro de 2010

É essencial continuar a apoiar o mercado de trabalho, segundo o FMI e a OIT


“Se os efeitos das recessões do passado
servirem de guia, estes desenvolvimentos
[no mercado de trabalho] podem ter um
custo humano pesado.
Para os que ficam desempregados pode ser
uma perda permanente no rendimento, uma
redução da esperança de vida, e piores
resultados académicos e salariais para os seus
filhos. Além disso, o desemprego deverá
provavelmente afectar as atitudes de forma a
reduzir a coesão social, um custo que permanecerá”.
Do Relatório Conjunto FMI/OIT (Setembro 2010)
***
No mundo, existem actualmente 210 milhões de desempregados, o que revela a extensão e a profundidade da actual crise, que agora já começa a ser entendida na sua verdadeira dimensão. Hoje, já ninguém se atreve a dizer que ela era conjuntural e que afectava apenas o sector financeiro, ignorando que a origem teria de ser encontrada no funcionamento da economia, cujo paradigma se alterou com a globalização.
O relatório das duas agências da ONU dá grande ênfase ao forte crescimento verificado no desemprego de longa duração, entre os jovens, e aponta o perigo que essa realidade pode provocar no futuro, a nível económico e social (mais pobreza, mais exclusão social e uma maior conflitualidade, que, nalguns casos, pode ser explosiva). Daí a necessidade dos governos manterem os apoios ao desemprego e à criação de emprego, tarefa que vai tornar-se muito difícil no actual contexto económico e financeiro.
O relatório não se esqueceu de referir Portugal, como um dos países que mais foi afectado pelo desemprego estrutural e um dos poucos que, erradamente, começou a retirar os apoios públicos aos desempregados e à criação de novos postos de trabalho.