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sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

CIP quer reduzir indemnizações para menos de 12 dias e adiamento do Fundo de Compensação


O representante da Confederação Empresarial de Portugal - CIP, Gregório Novo, defendeu hoje a redução das compensações por despedimento para um número inferior a 12 dias e reivindicou a criação do Fundo de Compensação apenas quando as empresas tiverem equilíbrio financeiro.
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Façam a vontade ao homem! Acabem com o pagamento das indemnizações por despedimento sem justa causa. Nem Salazar se atreveu a tanto!
Dando pequenos passos, como faz a raposa ao aproximar-se do galinheiro, o empresariado nacional vai conseguindo chegar à sua ambição de sempre: a desregulamentação integral da legislação laboral e, particularmente, a referente aos despedimentos, para assim, de uma forma fácil e sem riscos, poder obter, através da chantagem implícita sobre os salários, ganhos de produtividade à custa da redução dos custos unitários do trabalho, já que, devido à herança de um parasitismo asfixiante e do pernicioso protecionismo estatal, se mostra incapaz de desenvolver a economia, através da inovação, do conhecimento e do investimento, tal como acontece nas economias desenvolvidas.

segunda-feira, 12 de novembro de 2012

Empresários alemães pedem paciência aos portugueses


O presidente da Confederação da Indústria Alemã (BDI) pediu esta segunda-feira aos portugueses para terem «paciência» porque o crescimento da economia vem do «esforço» e não de «transfusões de sangue».
Hans-Pieter Keitel, que falava na abertura do encontro empresarial Luso-Alemão no âmbito da visita da chanceler Angela Merkel, dirigindo aos empresários do ambos países, solicitou «um pouco de paciência» e acrescentou que Portugal está «no bom caminho do correto crescimento», cita a Lusa.
O representante dos empresários alemães referiu também que a austeridade dará frutos «daqui a cinco anos», altura em que a União Europeia vai estar «num ponto em que haja uma convergência de crescimento».
TVI 24
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Empresários e políticos alemães apresentaram-se em Portugal muito concertados na capciosa argumentação da austeridade. Nem aquela tirada, badalada há dias, por Angela Merkel, de que seriam necessários mais cinco anos de dura austeridade, passou despercebida ao patrão dos patrões da indústria alemã, que a citou sem que a placa dentária lhe tivesse saltado da boca.. Eles querem fazer-nos acreditar que a melhor maneira de reconstruir uma casa é incendiá-la.
Oxalá que Hans-Pieter Keitel não venha um dia a precisar de uma transfusão de sangue.
http://www.tvi24.iol.pt/151/economia/empresarios-alemanha-paciencia-austeridade-crescimento/1391966-1730.html