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segunda-feira, 17 de setembro de 2018

Rastos do Tempo / Traces of the time


Este é o mundo daquela parte do Portugal Desconhecido. Mas que ainda existe para nos agredir a memória…
Alexandre de Castro

Fotos de Armando Jorge
Música e edição de Chico Gouveia

Ver aqui

quarta-feira, 25 de abril de 2018

Ary dos Santos - As Portas Que Abril Abriu





As Portas Que Abril Abriu

Não posso deixar de emocionar-me até às lágrimas e com um grande nó a atar-me a garganta, ao ouvir a vigorosa voz de Ary dos Santos, a declamar, com força e emoção, o seu grandioso poema, "As Portas Que Abril Abriu", que é o grande poema da Revolução de Abril e, revolução essa, que o povo, com toda a sua criatividade, logo baptizou como a Revolução dos Cravos, tal foi a profusão de cravos que alastrou pelas ruas de Lisboa, como se tratasse de um fenómeno de geração espontânea, e que começaram a engalanar os canos das espingardas e as coberturas dos tanques.

Fica-nos na memória todo o romantismo que esta revolução inspirou à minha geração, que a viveu em profundidade, com muito amor e com muita convicção, alimentando aquela esperança de que, com o derrube do caduco regime fascista, iríamos construir um país novo.

E essa esperança ainda não morreu, nem pode morrer.

[Por motivos de força maior, não poderei estar presente no desfile da avenida, que, por sinal, se chama da Liberdade. Cantem por mim a "Grândola, Vila Morena".

Alexandre de Castro
2018 04 25

segunda-feira, 19 de março de 2018

Floresta Amazónia ameaçada…


Com um clik, amplie a imagem do vídeo.

Isto diz-nos respeito. Aliás, isto diz respeito a toda a Humanidade. E não podemos ficar calados, perante a tentativa do actual governo do Brasil de querer vender a investidores estrangeiros, e para fins industriais, uma área significativa da maior floresta do mundo, a Amazónia, o que conduziria à sua lenta e progressiva destruição.

Sem a Amazónia, a grande fábrica natural de oxigénio, os desequilíbrios ambientais, em todo mundo, seriam dramáticos, quer para a saúde humana, quer para a agricultura, da qual dependemos para viver.

E a melhor maneira de participares nesta luta é divulgares este vídeo pelos teus amigos, pedindo-lhes que façam o mesmo. É o que eu estou a fazer.

Alexandre de Castro.
2018 03 18

Vídeo enviado pela minha amiga, a "poeta" Maria Gomes.

sexta-feira, 2 de março de 2018

Video Galeria _ Afonso Armada de Castro





Vídeo Galeria

Como pai do autor, não irei fazer nenhuma abordagem crítica a este seu trabalho.
No entanto, deixo aqui a opinião de um pintor consagrado, Ribeiro Farinha: " É um trabalho de características geométricas, nada orgânicas, mas que apresenta composições muito equilibradas: linhas verticais a atingir alguma sublimidade (ou instabilidade) em contraponto com as linhas horizontais. a restabelecer a ordem e a calma".
Alexandre de Castro
2018 03 02

quinta-feira, 23 de novembro de 2017

Debate sobre o Serviço Nacional de Saúde


Debate sobre o Serviço Nacional de Saúde

Ouça o debate, para ficar mais informado sobre o estado do SNS, assim como sobre as grandes ameaças, que está a enfrentar.
Depois, não venha dizer que não sabia.

Apenas duas notas, sendo uma delas, a primeira, em estilo metafórico:
.
1ª Numa oficina de automóveis, há mecânicos e electricistas-auto. A trabalhar num automóvel, o mecânico não vai fazer intervenções na área eléctrica, nem o electricista-auto se vai meter na parte da mecânica.

Também no futebol, o guarda redes não vai marcar penaltis contra a equipa adversária, nem o avançado de centro vai para a baliza, defender um penalti, contra a sua equipa.
Sobre as chamadas transição ou transferência de competências profissionais, no sector da saúde, estamos conversados.

2ª Como disse o médico Mário Jorge, Presidente da Federação Nacional dos Médicos, o actual governo nada fez, nestes dois anos, nas áreas dos Cuidados Primários (Centros de Saúde), na introdução de novos métodos de gestão hospitalar e nos Cuidados Continuados. O respectivo ministro, que em nada se diferencia do ministro do anterior governo, parece estar mais interessado em construir hospitais e centros de saúde para entregar a agentes de saúde privados, através das manhosas PPP, para que, daqui por cinco ou dez anos, sejam totalmente privatizadas.

Não sei se o ministro já foi convidado, tal como o anterior, para alguma reunião do Grupo Bilderberg. Se não foi, então, tirou o curso por correspondência.
Alexandre de Castro
2017 11 14

Veja aqui o vídeo:

quinta-feira, 27 de abril de 2017

Raízes - "Boiada" _ Uma Nota sobre etnografia



BOIADA

(MINHO)

Labra boi e torna a labrar
Pedei ao Senhor que nos benha ajudar
Ei ei ei boi a labrar ei
Ei boi a labrar
Ei, ei

Que dais a quem os bai ver
Ó Senhora do Alibio
Que dais a quem bos bai ber
Bom terreiro p’ra dançar
Água fresca p’ra beber
Ó Senhora do Alibio
Que dais a quem bos bai ber

Senhora tão pequenina
Ó Senhora do Alíbio
Senhora tão pequenina
Comadre da minha mãe
Senhora minha madrinha
Ó Senhora do Alíbio
Senhora tão pequenina

Labra boi labra por trás da capela
Pica e repica na baca amarela
Ei ei ei boi labrar ei
Ei boi a labrar
Ei, ei

Tudo é caminho e chão
P’ra Senhora do Alíbio
Tudo é caminho e chão
Tudo são crabos e rosas
“Prantados” por minha mão
P’ra Senhora do Alíbio
Tudo é caminho e chão

O bosso mosteiro cheira
Ó Senhora do Alíbio
O bosso mosteiro cheira
Cheira a crabo cheira a rosa
Ao botão de laranjeira
Ó Senhora do Alíbio
O bosso mosteiro cheira

Labra boi labra por trás do arado
O nosso labrador
Merece um cigarro
Ei ei ei a labrar ei
Ei boi a labrar
Ei, ei

Eu já estou alibiado
Ó Senhora do Alíbio
Eu já estou alibiado
Duma fala que me deste
Eu fiquei desenganado
Ó Senhora do Alíbio
Eu já estou alibiado

In Raízes G. A. C.

***«»***
Eu não sei em que estado se encontra o trabalho de uma recolha sistematizada do património imaterial português. Também não sei se o Ministério da Cultura dedica a devida atenção à investigação, recolha, tratamento e divulgação do imenso material etnográfico que ainda existe nos territórios, geograficamente mais profundos, do país, e que, com a desertificação humana e com a penetração dos meios audiovisuais e das novas tecnologias, está ameaçado de extinção. Falta-me também informação sobre a investigação académica das universidades, que ministram cursos de Antropologia Social, e se essa investigação está articulada com planos consistentes, já existentes, ou se se remetem, de uma forma elitista, ao mundo fechado dos seus saberes, obedecendo mais aos seus interesses institucionais e voluntaristas.

O que sei é que, num trabalho desta importância e envergadura, é necessária uma colaboração dos vários agentes culturais, não ignorando as iniciativas locais e particulares, que não podem ser excluídas.

Um plano central do Ministério da Cultura, negociado entre todos os vários agentes, vocacionados para esta área do conhecimento, é necessário. Um plano central, metodicamente bem organizado e bem estruturado, em relação aos objectivos, aos meios materiais necessários, ao financiamento justo e equilibrado, e ao controle da execução e dos resultados. Tem de ser um plano rigoroso, mas que não seja asfixiante, com os excessos de burocracias paralisantes e que permita e estimule as capacidades de iniciativa e de criatividade dos agentes culturais locais. Apenas um exemplo para explicitar melhor esta última ideia. Se num determinado lugar do país, ignorado ou esquecido pelos poderes centrais institucionais, pretender-se revigorar aspectos do seu património imaterial, o plano deve contemplar, de uma forma aberta, a deslocação de personalidades académicas que possam dar o seu contributo científico.

E as escolas? Que eu saiba (e eu sei pouco) não existem nos currículos escolares referências ao estudo elementar sobre o património cultural imaterial, pois o ensino está inteiramente vocacionado para o conhecimento utilitarista.
Se Portugal continuar a perder este riquíssimo património, ficará mais pobre, porque perderá a sua memória. E para saber quem somos, devemos saber de onde viemos e como viemos.

Estou a falar de cultura e não de adereços culturais, para mostrar aos turistas. Não estou a falar de futebol, que já parece ser um desígnio nacional, para mostrar lá fora que também somos grandes. Por estas vias enviesadas, o melhor que podemos ser, é grandes anões. 

Alexandre de Castro
2017 04 27

quarta-feira, 15 de março de 2017

Teoria da Demanda de Keynes e Portugal e o seu labirinto…



Teoria da Demanda de Keynes e Portugal e o seu labirinto…

Os dirigentes políticos portugueses, antes de terem assinado a adesão à moeda única, o acordo com a troika e o Tratado Orçamental, deveriam ter aprendido esta lição de Economia, sobre a Teoria Geral da Demanda, de Keynes. Portugal não estaria hoje no grande buraco em que se encontra, se esses dirigentes não estivessem deslumbrados com a cavalgada neoliberal, a variante mais agressiva do capitalismo moderno - em que a liderança passou a estar nas mãos do capital financeiro – e que se caracteriza por aprofundar a transferência da riqueza dos países menos ricos para os países mais ricos, e, dentro de cada país, transferir os rendimentos do trabalho para os rendimentos do capital.

Devido à subserviência desses políticos, em relação a Bruxelas e a Berlim, Portugal passou à categoria de país semi-independente, e, se nada for feito em sentido contrário ou se a União Europeia conseguir resistir aos terramotos políticos, económicos e sociais, que se avizinham, daqui por uns anos, Portugal será uma colónia da Europa.

Há anos que eu e muitos outros andamos a dizer isto. E o que está a acontecer, hoje, na Europa, parece que nos está a dar razão. O ressurgimento da onda populista da extrema-direita deve-se essencialmente às contradições da construção europeia, que foi desenhada para fortalecer as economias da Alemanha e da França. O resto são histórias da carochinha, para embalar crianças.
Alexandre de Castro
2017 03 15

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2017

A alimentação e a saúde…


Uma nova visão sobre o papel dos intestinos Entrevista com Dr. Kater no Salutis.

A minha amiga Lara Ferraz enviou-me este vídeo, em que o entrevistado, a propósito da abordagem que faz à importância do intestino, acaba por fazer uma incursão na Bioquímica. Enviei-lhe a seguinte mensagem

A alimentação e a saúde…

Amiga Lara:

Recordei, através do vídeo enviado, os conhecimentos de Bioquímica, adquiridos na faculdade, e que, na época, me deslumbraram. A bíblia da Bioquímica era o Tratado do Lehninger, por onde se estudava. Descobri um mundo novo e apaixonante. Tratava-se de uma nova ciência, desenvolvida nos EUA, em meados do século passado, no Instituto Rockefeller, e que veio possibilitar o conhecimento da mais profunda intimidade, a nível celular, da vida animal e vegetal, o que teve repercussões revolucionárias na Medicina e nas ciências agronómicas.

Penso, na realidade, tal como o especialista entrevistado neste vídeo, que é na alimentação que se encontra o segredo da saúde, saúde que não é apenas a ausência de doença, mas sim a harmonia do bem-estar, que só é conseguida pela prática de hábitos saudáveis, ao nível de uma alimentação, biologicamente correcta, ao nível do adequado exercício físico e, até (isto vai parecer uma opinião descabida, mas não é)  ao nível da actividade sexual.

Hoje, o Homem (e todas as espécies animais e vegetais) é o que é, no ponto de vista morfológico, anatómico e metabólico, devido aos recursos alimentares disponíveis, em cada época, e durante milhares de anos, para todos os seus antepassados, da respectiva linha evolutiva. Tivesse a alimentação, desses antepassados, sido diferente, e o Homem actual também seria diferente, em todos aqueles aspectos mencionados. Por isso, a alimentação actual, ao nível da composição bioquímica, deve estar em linha sequencial com a dos nossos antepassados. E não está… O impressionante desenvolvimento tecnológico da agricultura, da agro-pecuária e da indústria alimentar veio desequilibrar essa relação fundamental. O aumento da prevalência de muitas doenças degenerativas, tal como o cancro do cólon intestinal, tem como causa, indiscutivelmente, esse desequilíbrio.

A alimentação e a produção e transformação de alimentos são problemas globais, quer pela carência, em muitas zonas do globo, quer pela abundância, artificialmente conseguida por práticas incorrectas, em outras zonas. As soluções também têm de ser globais, e não podem ficar sujeitas ao livre arbítrio de cada governo. 

Se quisermos evitar uma grande catástrofe humanitária, a ONU, através das suas instituições especializadas, a FAO, a OMC e a OMS, tem de promover planos que evitem a degradação continuada dos solos, por não se respeitar a milenar prática do pousio, que permite a sua regeneração; restringir a utilização de fertilizantes e de outros químicos, usados para acelerar o crescimento dos produtos agrícolas, fertilizantes e químicos esses, que, além de também degradarem os solos, prejudicam o crescimento saudável dos produtos, que assim não têm tempo suficiente para poder desenvolver os elementos e compostos bioquímicos necessários, que garantam o seu valor alimentar natural; restringir o abuso do recurso às hormonas de síntese, utilizadas para acelerar o crescimento dos animais, destinados à alimentação humana; e outras e variadas políticas, a nível global e regional, que promovam, para o consumo da humanidade, e garantindo a sustentabilidade ambiental, a produção suficiente de alimentos saudáveis. E, na maioria destas questões, é a Bioquímica que se constituiu como ciência fundamental e estruturante, e em cujos pressupostos a Medicina Nutricionista e a Medicina Preventiva têm de se apoiar.
Alexandre de Castro
2017 02 05

domingo, 29 de janeiro de 2017

Disney presents THE LION KING



Vídeo

Uma coreografia exaltante, numa apoteose à beleza daquela África profunda e misteriosa, que nos enfeitiça o olhar.

[Vídeo sugerido por Ilda Roquete Alcobia]

quinta-feira, 14 de abril de 2016

ICH BIN EIN BERLINER PT


Vídeo enviado pelo meu amigo / irmão Jorge M. Ribeiro

Portugal vai ficar sem anéis e sem dedos...

Um dia, daqui por alguns anos, quando se fizer o balanço das relações económicas no espaço europeu, chegaremos à conclusão de que o saldo será negativo para Portugal e muito favorável para a economia alemã.
É certo que os dinheiros dos fundos europeus, em que a maior tranche pertenceu à Alemanha, foram decisivos para o desenvolvimento das infraestruturas de Portugal. Mas também é certo que muitos dos equipamentos, como, por exemplo, a maquinaria pesada paras as industrias e para a construção civil,  assim como material de guerra (submarinos), foram importados da Alemanha. Até o alcatrão para as auto estradas veio todo da Alemanha. A economia alemão cresceu à custa das exportações para os países da periferia - Portugal, Grécia e, em menor escala, a Itália.
Também, a nível financeiro, funcionou um esquema predador, que permitiu transferir riqueza dos países da periferia para a Alemanha. Entre amortizações e juros, os bancos alemães reembolsaram grande parte do dinheiro que emprestaram aos bancos portugueses, para estes emprestarem aos jovens, a fim de comprarem casa própria. Como o esquema começou a falhar, devido aos incumprimentos das famílias, a Alemanha socorreu-se da troika, para impor a austeridade, o que veio permitir que a dívida privada dos bancos fosse transferida para a dívida pública, pelo engenhoso processo de forçar o endividamento do Estado português, perante as entidades europeias e o FMI. Será o dinheiro da austeridade que, através de um complexo sistema de operações financeiras, irá limpar parte dos produtos tóxicos dos grandes bancos alemães. A outra parte será paga com o dinheiro das privatizações.
Deste modo, Portugal vai ficar sem anéis e sem dedos.

sexta-feira, 27 de novembro de 2015

2015-02-24 - ARTE - Poderosa e Descontrolada: A Troika (720p)




A manobra chantagista sobre Grécia é o exemplo mais evidente da pulsão imperialista da Alemanha, que se manifesta através da hábil manipulação das instâncias comunitárias e da cumplicidade servil da maioria dos governos europeus.