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sábado, 14 de abril de 2018

De falácia em falácia até ao desastre final…



De falácia em falácia até ao desastre final…

À enorme falácia de Bush, sobre a existência de armas de destruição massiva, no Iraque, e que nunca foram encontradas, segue-se, agora - como argumento para os EUA desencadearem uma guerra contra a Síria - a falácia das armas químicas (que ninguém provou existirem).

A Síria e o Irão são os únicos países do Médio Oriente que o imperialismo americano ainda não conseguiu vergar, impedindo-se assim o seu desígnio de pretender assegurar o seu domínio total sobre a zona onde se encontram as maiores reservas de petróleo do mundo. Trata-se, pois, de uma guerra de rapina, que o mundo inteiro deve condenar.

Mas, esta guerra contra a Síria poderá ter consequências dramáticas, a nível global, despoletando uma espiral de violência, nunca vista, através do recurso às armas nucleares, pois a Rússia reagirá imediatamente, para proteger o seu aliado histórico, que é um país independente, reconhecido pela comunidade internacional, que tem assento na ONU e que tem todo o direito de defender a sua soberania e a sua integridade territorial.

Alexandre de Castro
2018 04 12

quarta-feira, 7 de março de 2018

Não é a Síria o país agressor…


Ler comunicado da CPPC aqui


Não é a Síria o país agressor…

Nesta guerra hedionda, não é a Síria o país agressor. Devido à sua oposição ao Estado de Israel, que lhe invadiu e ocupou os Montes Golã, em 1967, a Síria sempre esteve na mira dos EUA, cujas sucessivas administrações obedeceram e obedecem ao poderoso Movimento Sionista Internacional.

Não podendo fazer uma guerra directa, como aconteceu no Iraque de Sadam Hussein, devido à impopularidade que tal decisão acarretaria, no mundo e entre os os seus cidadãos, os EUA optaram, a partir dessa altura, por encomendar guerras a terceiros, através da CIA, quer organizando, treinando e financiando exércitos de mercenários, em países árabes amigos, que se fazem passar por opositores rebeldes dos regimes recalcitrantes, a abater, quer estimulando minoritários grupos separatistas.

Este modelo foi testado na Líbia, tendo a França, de Nicilas Sarkozy, tomado parte activa.

Trata-se de uma nova forma de terrorismo, ao qual os países ocidentais têm dado cobertura, quer pela cumplicidade dos respectivos governos, quer pela acção desinformativa da comunicação social domesticada, e que é necessário desmascarar, a fim de fazer prevalecer o Direito Internacional e de garantir a paz mundial.

Alexandre de Castro

2018 03 07

P.S.


Quem é que lançou napalm sobre estas crianças vietnamitas?

Os sírios?

Os russos?

Os chineses?

Não!... Foram os americanos!..

E o mundo ficou calado e mudo!...

sexta-feira, 16 de dezembro de 2016

O regime sírio não é o agressor…


O regime sírio não é o agressor…

Não foi o regime sírio, que iniciou esta fratricida guerra. Nem os sectores da oposição a Bashar-al-Assad teriam meios para a desencadear, se não fossem os países ocidentais, particularmente os EUA e a França, a proporem-a aos respectivos dirigentes e a comprometerem-se a treinar e a armar os seus combatentes.
A CIA aplicou na Síria o mesmo estratagema que utilizou em relação ao ISIS (Estado Islâmico), e a França enviou os seus militares para o terreno, a fim de treinar os chamados rebeldes, o que o presidente francês já admitiu publicamente. Além disto, a CIA, tal como procedeu na Líbia, mobilizou mercenários do Catar para o teatro das operações. Não foram, pois, os oposicionistas sírios que, por iniciativa própria e autónoma, desencadearam as hostilidades. Os verdadeiros agressores foram os EUA e a França, que descobriram, a fim de se furtarem à condenação pública, que a melhor maneira de fazer a guerra, a guerra que convém aos seus interesses estratégicos, seria encomendá-la a terceiros.
 
Perante este quadro, o regime legítimo da Síria defendeu-se, defendendo também o seu povo, cuja maioria não se identifica com as políticas dos países ocidentais, em relação ao Médio Oriente. A legítima defesa é um direito universal. O ónus da causa desta guerra é a interferência estrangeira num país independente, que faz parte da ONU.

O envolvimento da Rússia (um país aliado da Síria, desde os tempos da União Soviética) foi determinante para inverter o sentido da guerra, que passou a ser favorável às forças do regime. E foi precisamente a partir do momento desta inversão que a imprensa ocidental iniciou a sua campanha a favor do Direitos Humanos do povo sírio, quando antes se tinha remetido a um silêncio cúmplice e comprometedor, em relação às barbaridades cometidas pelos rebeldes, nas cidades que ocupou. O primeiro cessar-fogo, entre as forças beligerantes, fracassou, porque os rebeldes, em vez de deixar sair a população civil das cidades sitiadas, que era o objectivo do cessar-fogo, manteve-a prisioneira, a fim de lhe servir de escudo, pois sabiam que, a partir daí, ficariam mais expostos a um ataque fortíssimo das forças militares do regime. E este aprisionamento da população civil é um crime, previsto no Direito Internacional. Mas isto não pesou na consciência dos media ocidentais, que persistem na intoxicação e na desinformação da opinião pública.
Alexandre de Castro

terça-feira, 22 de novembro de 2016

A entrevista de Bashar al-Assad à RTP e a tragédia do povo sírio...


Para garantir o pleno domínio no Médio Oriente, os EUA necessitam de abater o regime sírio. Não podendo fazer a guerra directamente, devido à impopularidade que essa acção desencadearia na opinião pública americana e na opinião pública mundial, mudaram de estratégia e começaram a encomendar a guerra a terceiros, a quem prestaram e prestam, juntamente com a França (socialista?), apoio logístico, financeiro e, ainda, um intenso treino militar no território sírio, dominado pelos rebeldes. O próprio ISIS é uma inspiração da CIA, que recrutou, doutrinou e instruiu os dois principais dirigentes daquele grupo terrorista, entre os prisioneiros árabes, que enclausurou nas suas prisões no Iraque, depois da invasão daquele país, ordenada por Bush e por Blair, e cuja justificação, que  veio a revelar-se falsa, se baseava na existência, em solo iraquiano, de armas de destruição maciça (nunca encontradas), ao dispor de Hussein Sadam. 

Na invasão da Líbia, os EUA recrutaram mercenários do Qatar, que se faziam passar, posando para as televisões ocidentais, por opositores líbios ao regime de Kadafi.

Kadafi e Sadam foram mortos, o primeiro de uma forma bárbara e o segundo foi enforcado, por sentença de um tribunal fantoche iraquiano, manipulado pela CIA. Houve a abjecta preocupação de exibir pelas televisões o seu enforcamento, para que a humilhação e o castigo servissem de exemplo para todos os dirigentes políticos que se atravessem a passar pelo caminho dos interesses estratégicos dos EUA.

Agora, as potências ocidentais querem fazer o mesmo ao líder sírio, Bashar-al-Assad . Para completar o cerco a Damasco, aquelas potências aliciaram as forças da oposição ao governo sírio, treinando-as e financiando-as, a fim de iniciarem uma guerra civil. Com o ISIS a atacar pelo nordeste e os grupos rebeldes a actuarem a oeste, o exército sírio não poderia, sozinho, oferecer resistência, se, entretanto, a Rússia, uma velha aliada do regime sírio, já desde do tempo da União Soviética, não entrasse na contenda, com a sua poderosa aviação militar.  

Com esta política suicida, que já tem vindo a ser aplicada, desde a fundação do Estado de Israel, os EUA criaram uma enorme desestabilização em todo o Médio Oriente e destruíram os dois países árabes com maiores afinidade culturais com o ocidente - o Iraque (a comunidade sunita) e a Síria. Mais grave ainda: com esta interferência criminosa no Médio Oriente, os EUA estão a contribuir para internacionalização do conflito, o que constitui uma ameaça para a paz mundial. 

A culminar toda esta desumana escalada da violência, provocada pela guerra, o mundo, incrédulo e estupefacto, confrontou-se com o drama dos refugiados, que escreveram a sua Odisseia Trágico-Marítima, que a História não apagará nem a memória colectiva esquecerá. 
Alexandre de Castro

domingo, 27 de março de 2016

A histórica cidade síria de Palmira regressa ao seio da civilização

Ruínas de Palmira

O dia de hoje não poderia ter trazido melhor notícia: a histórica cidade de Palmira foi reconquistada aos vândalos do Estado Islâmico, pelo exército sírio, que contou com a preciosa ajuda da aviação da Rússia, a única potência estrangeira, envolvida naquela guerra, que está verdadeiramente interessada em combater o terrorismo islâmico na região (as outras potências apenas vão fazendo umas cócegas, até porque foram elas, em colaboração com a Arábia Saudita, a fonte inspiradora e financiadora daquela organização criminosa).
Aquelas ruínas históricas do mundo antigo e do mundo romano, que os vândalos chegaram a danificar, regressam assim ao mundo da civilização.
Por outro lado, em termos militares, a Síria ganhou uma nova supremacia estratégica sobre o invasor, já que, a partir da cidade de Palmira, situada num oásis, consegue controlar um vasto território, um deserto, que se estende até à fronteira com o Iraque.

quinta-feira, 24 de março de 2016

A reconquista de Palmira, ao Estado Islâmico, está para breve...


**
O arco do triunfo de origem romana, com 2000 anos, na cidade histórica de Palmira, foi alvo, no ano passado, de uma acção criminosa, levada a cabo pelo Estado Islâmico, que o fez explodir, o que levou a UNESCO a considerar que se tratou de um crime de guerra.
No entanto, as forças do exército da Síria, com a ajuda da aviação russa, já entraram na cidade e estão prestes a reconquistá-la.
Sobre a cidade de Palmira, ver aqui..

quinta-feira, 19 de novembro de 2015

Afinal, Paris está mais perto!...


Estado Islâmico executa 200 crianças publicamente

Os terroristas do autoproclamado Estado Islâmico executaram 200 crianças sírias e publicaram o vídeo na Internet.
A gravação mostra que as crianças foram alinhadas umas ao lado das outras e obrigadas a baixar as cabeças  em direcção ao chão. Estão de costas voltadas para os carrascos, que as mataram em segundos.

***«»***

Afinal, Paris está mais perto!...

Há crimes que não passam debaixo dos nossos olhos. Não se vêem, não se conhecem, não se sentem. Não se cantam hinos patrióticos nos estádio de futebol. Não se ouvem discursos inflamados nos parlamentos nem nos fóruns internacionais. As vítimas não têm nome.Não chega lá a solidariedade, nem as lágrimas da emoção, nem os gritos dos protestos, simplesmente porque faltámos à chamada e não ouvimos o rebate dos sinos, porque os sinos não tocaram. É um outro mundo que não entra nas nossas casas, na hora do jantar.
Afinal, Paris está mais perto!...
AC

sábado, 19 de setembro de 2015

The European Refugee Crisis and Syria Explained


Os refugiados sírios não são uma ameaça para a Europa. Podem ser uma oportunidade. A generosidade humanitária em os acolher, neste momento dramático, poderá ser, no futuro próximo, amplamente compensada pelo fortalecimento da economia europeia e pelo rejuvenescimento da sua população, que está a envelhecer. Os sírios que arriscaram a vida a passar o seu cabo das Tormentas - o Mar Mediterrâneo - não são maltrapilhos nem muçulmanos fanáticos. Trata-se, no ponto de vista cultural, da população mais ocidentalizada do Médio Oriente. Por outro lado, a maioria deles regressará ao seu país, mal a paz seja restabelecida e a situação normalizada.
Não há nenhuma razão para ter medo...

domingo, 28 de agosto de 2011

EUA e Israel preocupados com arsenal de armas químicas da Síria


Os Estados Unidos e Israel temem que a actual instabilidade na Síria possa facilitar o acesso de grupos terroristas a um perigoso arsenal de agentes químicos e armas não-convencionais produzidas e armazenadas pelo regime do Presidente Bashar al-Assad.
Fontes dos serviços secretos dos dois países estimaram ao The Wall Street Journal que a Síria detém pelo menos cinco unidades de produção de armas químicas, como por exemplo gás mostarda e gás sarin. Também existem suspeitas de que Damasco estará na posse de material nuclear, fornecido pela Coreia do Norte, além de sistemas de artilharia e mísseis.
PÚBLICO
***
Inicio este comentário com uma declaração de intenções. Não morro de amores pelas ditaduras árabes, e, muito menos, pelo regime teocrático dos Ayatollah do Irão, que detesto. Mas este juízo de valor, assim formulado explicitamente, não me impede de condenar veementemente todas as manobras subversivas do mundo ocidental contra as ditaduras árabes que, usufruindo das riquezas proporcionadas pelo petróleo, fogem, contudo, ao seu controlo.
Conquistado e destruído o Iraque, com o argumento pueril da existência de perigosas armas de destruição massiva, seguiu-se a Líbia, invadida pela França, que,  se serviu da cumplicidade da Liga Árabe e da complacência das potências emergentes, para invadir este país com mercenários do Qatar, que, nas televisões alinhadas, se fizeram passar por rebeldes líbios, além de ter coordenado cerca de oito mil acções de bombardeamentos aéreos, que mataram milhares de civis e destruíram estruturas básicas (electricidade, serviços de saúde e património imobiliário). Agora, está dado o pontapé de saída para o ataque à rebelde Síria, também governada por uma ditadura, mas, por mais que pretendam os meios de comunicação social alinhados com o imperialismo, não é comparável, assim como o de Kadafi não foi, à sanguinária ditadura de Pinochet, no Chile, concebida, alinhada e apoiada pelos EUA. 
E é inconcebível como o jornal PÚBLICO dá guarida acriticamente a esta notícia, habilmente montada pelos serviços secretos ocidentais e com a conivência de jornalistas pouco escrupulosos, e que remete para uma incongruência gritante, que passa despercebida à maioria da opinião pública. Como é possível admitir a divulgação de uma notícia, baseada no anonimato de fontes de serviços secretos de dois países ocidentais, sem que não tivesse havido nenhum inquérito para averiguar a fuga de informações, que se presumem serem estratégicas? Dá que pensar!
Estamos, pois, na eminência de mais uma guerra de invasão a um país soberano, a Síria. E, agora, o pretexto será a eventual existência de perigosas armas químicas, que poderão destruir o planeta, e que, se o país for invadido, nunca serão encontradas, tal como aconteceu com as armas secretas de Saddam Hussein.
Já há muito tempo que se percebeu a estratégia dos EUA em relação à defesa dos seus interesses vitais no Médio Oriente. Exercendo um controlo indirecto sobre todos os países do golfo, ricos em reservas de petróleo, é fundamental conquistar o Irão, o segundo país  a deter maiores reservas do ouro negro no seu subsolo. Falhadas as tentativas de derrubar o regime dos Ayatollah, há dois anos, estimulando e apoiando os movimentos dissidentes, e, por outro lado, renunciando ao paradigma, utilizado na invasão do Iraque, de pretender disseminar o modelo democrático ocidental na região, os EUA mudaram de táctica, mantendo contudo a estratégia, que já vem dos tempos de Clinton, e que é muito parecida com aquela que é utilizada para fabricar um imaginário inimigo externo.
Prepare-se pois o leitor. Nos próximos tempos, irá ser bombardeado, não pelas bombas da NATO, mas por uma artilharia informativa, que tentará persuadi-lo que, por baixo da cada pedra da calçada daquela célebre estrada de Damasco, percorrida a pé, há mais de dois mil anos, pelo apóstolo S. Paulo, jazem, escondidas, milhares de toneladas de bombas químicas, capazes de destruir a Humanidade inteira.