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quinta-feira, 23 de fevereiro de 2017

danse_des_heures_Liceu.avi

danse des heures Liceu.avi
Amabilidade do Jorge Magalhães Ribeiro

Os bailarinos Maria Letizia Giuliani (Scuola dell'infanzia de Roma) e Ángel Corella (espanhol, Diretor Artístico e dançarino principal do Balé Barcelona) dão um show de magnetismo, pureza e sincronismo. Estes, sem dúvida, são os dois maiores bailarinos da actualidade!

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O Ballet, a dança que nasceu nas cortes renascentistas italianas do século XV, e que incorporou, na sua evolução conceptual e estética, os movimentos do romantismo, do expressionismo e do neoclassicismo, até chegar, na actualidade, aos padrões da dança moderna, é a arte da geometria do corpo, a viver da tensão de cada músculo, da expressão plástica de cada gesto, do rigor e do vórtice do movimento e da harmonia das sinuosas linhas desenhadas no espaço, numa sublimação que nos leva à perfeição dos deuses do Olimpo.
É a arte da exaltação do Belo, que me aparece sempre na forma corpórea de um poema, onde palavra se anula para que outras dimensões se afirmem na sua grandeza.
Alexandre de Castro
2013 01 25

domingo, 7 de junho de 2015

Poema de Maria Azenha, em homenagem a Maya Plisetskaya _

Imagem selecionada pela autora



Maya Plisetskaya - Bolero (choreography by Maurice Béjart)


E sabia os nomes que nasciam através dos cisnes
( a Maya Plisetskaya)

através de um lírio esguio quase nada se ouve
só a dança
só a sombra. meia lua . fogo de luz. arte por excelência
ao encontro do mais límpido cisne .
poema grávido de futuro
antes do espaço
antes do tempo
o que sai do gesto não é esperança
é geometria entre corpo e ar
Deus naquilo que se mostra e está sendo
cujo nome desconheço
a liberdade é um segredo sob um fio escuro
não sol
não sal
não cabeça
antes imensidão do lume
alegria extrema que está no mundo!
ela flutua em milhares de cílios
abelha – centro numa colmeia de versos em movimento
batendo as asas uns nos outros
flor da vida em milhares de ruas
não é silêncio. apenas júbilo: geometria pura
oh excelso encontro no domínio da luz das fissuras
relâmpagos lentos
fogo fundo
ó mãe -sangue em círculos de lúmen
rainha que fala sem falar língua nenhuma!
de ti regressa a espuma
o mar
a nuvem
a deusa – lua
a caixa branca onde existimos
o poema que nos respira
a descoberta de nós mesmos
a corda de onde saímos
os algarismos mínimos e os extremos
extraídos de um poço que a infância trouxe
a grande dança entre corpo e lume
rainha do ar te chamam
e eu digo: teu coração jorra de estrelas
teus movimentos Nascem de martelos levíssimos
no poema danças em círculos de ar e plumas
sem que as lágrimas te alcancem.

 © maria azenha



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Comentário: Maria Azenha ultrapassou os limites do poema. Trouxe-nos nas palavras os desenhos geométricos do corpo da grande bailarina, Maya Plisetskaya, na sua magistral interpretação do Bolero de Ravel. No poema, as palavras elevam-se aos céus e também dançam oniricamente, assim como Maya Plisetskaya escreve poemas com a vibração ritmada do seu corpo, parecendo um “lírio esguio” ou um “límpido cisne”.
Neste poema, “em círculos de ar e plumas”, a “poeta” e a bailarina ligaram-se uma à outra pelo traço de união da genialidade, ao alcançarem o patamar do Belo e do Sublime.
O poema foi uma resposta ousada” à minha proposta.
Obrigado, Maria Azenha.
AC

A "poeta" maria azenha colabora regularmente no Alpendre da Lua.

sábado, 15 de junho de 2013

Última cena de Les uns et les autres (1980) - le Bolero de Ravel

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A todas as minhas amigas e a todos os meus amigos que fazem da Arte um Destino e uma Ambição.

Se a Arte derivou da racionalidade do Homem, sem a qual não teria sido possível a sua existência e evolução, também é verdade que a Arte serviu para humanizar a racionalidade, evitando a sua robotização biológica. O Homem humanizou-se através da Arte, no sentido em que ela lhe moldou o sentido do Belo e do Sublime, do Sonho e da Sublimação, conceitos que mais tarde a Filosofia racionalizou, e que lhe permitiu ultrapassar a fronteira do real e alcançar o o estado da abstracção. Ao contrário da Política, da Economia, das Religiões e da Guerra, é a Arte que une os homens e fomenta a Paz. E é por isso que nos maravilhamos perante uma obra de Arte. 
E é o que acontece ao assistirmos a esta dança, concebida sobre o Bolero de Ravel, em que as duas manifestações artísticas se harmonizam, através das suas linguagens próprias, num equilíbrio estético sublime e grandioso, que desperta intensas e fortes emoções.

terça-feira, 16 de abril de 2013

Música: Bolero de Ravel - Para as minhas amigas e amigos do Brasil...

Amabilidade do Diamantino Silva
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Um alinhamento perfeito entre o movimento das imagens e os andamentos musicais deste clássico da música erudita.