sábado, 13 de agosto de 2016

Muchas razones a defender - Canción a Fidel Castro


Fidel Alejandro Castro Ruz (Birán, 13 de agosto de 1926)

Fidel, o homem que devolveu a dignidade ao povo cubano...

Faz hoje 90 anos.

Para que Portugal continue a ser dos portugueses...

Marcelo Rebelo de Sousa admitiu realizar 
em São Paulo a cerimónia do 10 de Junho de 2018

Presidente da República anunciou intenção de comemorar 10 de Junho com os portugueses no estrangeiro ano sim ano não.
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Se estamos a perder Portugal, cá dentro, ao menos, que o façamos crescer, lá fora, onde quer que se encontre a nossa diáspora.
Alexandre de Castro
13 AGO 2016

quinta-feira, 11 de agosto de 2016

Uma política preventiva é o meio mais eficaz e menos oneroso de combater a praga dos incêndios florestais


Incêndios. Ministra esperava "maior solidariedade" de parceiros europeus

Portugal acionou mecanismo europeu de proteção civil. Itália respondeu ao pedido de ajuda, Espanha já tinha enviado dois aviões
A ministra da Administração Interna, Constança Urbano de Sousa, mostrou-se esta quinta-feira insatisfeita com a resposta dos parceiros europeus ao pedido de ajuda de Portugal civil para fazer face aos muitos incêndios que lavram no país.
"Estava à espera de uma maior solidariedade dos parceiros europeus", afirmou a ministra, sublinhando que Marrocos, apesar de não pertencer à União Europeia, respondeu prontamente ao pedido de auxílio.
Constança Urbano de Sousa disse ainda, em Arouca, que o dispositivo de combate a incêndios tem estado a responder "com enorme determinação" aos vários fogos que assolam o país, salientando que o trabalho tem sido dificultado pela "severidade" das condições meteorológicas.
"O nosso dispositivo de combate a incêndios é robusto, capaz e bem treinado. Ao longo destes anos foi sendo desenvolvido e está adequado para fazer face a grandes fenómenos com alguma severidade", assegurou.

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Uma política preventiva é o meio mais eficaz e menos oneroso de combater a praga dos incêndios florestais

A senhora ministra da Administração Interna ainda não percebeu que a Europa não é um espaço de solidariedade. É um espaço de negócio. Registe-se o altruísmo de Marrocos, da Espanha e da Itália.
A senhora ministra (que não tem culpa nenhuma da actual tragédia incendiária) também ainda não percebeu, e baseando-nos nas declarações por si proferidas, que por mais meios de combate que existam (bombeiros e helicópteros) para utilizar nos incêndios florestais, não é possível deter a fúria do fogo, nem evitar a sua deflagração, na época crítica, se não houver previamente uma verdadeira política de prevenção, que praticamente não existe. 
Ao contrário do que acontece com os incêndios urbanos, os florestais não podem ser extintos com água e ar, e a acção dos helicópteros é muito limitada. A estratégia correcta para evitar a sua ocorrência é "roubar-lhes o alimento", quer provocando, antes da época crítica (Julho e Agosto), incêndios controlados nos matagais entre zonas contíguas de denso arvoredo, quer limpando as matas e, ainda, e isto é importante, estimulando a actividade da pastorícia. Os rebanhos roubam o material combustível, que alimenta as chamas. Por este trabalho prestado à sociedade, os proprietários de rebanhos recebem um subsídio estatal, que o anterior governo reduziu, revertendo uma parte a favor dos bombeiros. Claro que os bombeiros (uns verdadeiros heróis, que não sabem chutar a bola) precisam de mais meios físicos e de mais incentivos, mas que deveriam ser custeados por outras fontes de financiamento, que não a que estava destinada para os pastores. 
Por outro lado, é necessário romper com os lobies de interesses que giram à volta do fogo, e que privilegiam a estratégia do combate às chamas, em vez da estratégia preventiva, ao mesmo tempo que dão a ganhar, a muita gente, dinheiro sujo. Veja-se o caso do serviço das frotas de helicópteros de empresas privadas, serviço esse que a Força Aérea está em condições de prestar com eficácia, a um custo muito menor. 
Pelo que disse, a senhora ministra tem muito que aprender sobre a natureza desta praga, que devora património e alarma as populações rurais, que apenas têm voz na comunicação social, quando as suas casas são consumidas pelas chamas.
Alexandre de Castro
11 AGO 2016

quarta-feira, 10 de agosto de 2016

O "Fogo do Céu" de 1593, na ilha da Madeira


1593 - 26 de Julho. «Deu-se nesta ilha um fenómeno de incandescência atmosférica, que nas cronicas madeirenses ficou conhecido pelo nome de Fogo do Céu. Nos dias 24 e 25 do mês e ano referidos soprara violentamente o conhecido ‘vento leste’ acompanhado de tão intenso calor, que, no dizer duma testemunha coeva do acontecimento, ‘não havia pessoa viva que sahisse de casa nem abrisse janela, nem se podia sofrer dentro das casas, nem se podia nestas estar por ser o ar tão quente que tudo era cuidarem que pereciam e o vento era tal que parecia queimava os ossos, cousa que jamais os homens viram nestas partes’.Tornou-se cada vez mais intenso o calor e pelo começo da noite no dia 26 era já bem visível o raro mas conhecido fenómeno de incandescência atmosférica, que pelas 11 horas se transformou num pavoroso incêndio, queimando toda a vegetação e reduzindo a um enorme braseiro um numero considerável de habitações»,
Elucidário Madeirense

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Esta incandescência atmosférica, que o povo madeirense adoptou com a designação “Fogo do Céu”, teve causas meteorológicas, e provocou a total destruição do manto vegetal da ilha. O calor era de tal maneira intenso, que os madeirenses da orla marítima passaram a noite, mergulhados nas águas da beira-mar.    

Façam o vosso jogo [Mercados Financeiros não criam riqueza]


Façam o vosso jogo

Imagine que você tem dois amigos, ambos viciados em jogo e que se encontram proibidos de entrar em casinos...
Para poderem continuar a satisfazer a sua adicção, reúnem-se à mesa de um café e efectuam uma aposta sobre o preço que a onça de ouro atingirá no dia seguinte.
Os dois possuem expectativas opostas quanto ao comportamento do valor de fecho desse activo no dia seguinte: um aposta que vai subir e o outro aposta que vai descer – tem de ser assim, caso contrário, contra quem iriam os dois apostar?
Como toda e qualquer incerteza tem de implicar uma perda/ganho patrimonial para que se considere que existe risco para os intervenientes, vamos assumir que estes dois amigos vão colocar dinheiro em cima da mesa do café: cada um aposta cem euros.
Qual o resultado deste jogo? No dia seguinte, um deles perderá cem euros e o outro ganhará cem euros. Este jogo designa-se por um jogo de “soma-zero”: os cem euros que um dos amigos ganhar anulará os cem euros que o outro perderá. Em termos agregados, o ganho (ou perda) é zero, ou seja, não foi criado qualquer valor, porque, no início do jogo, cada um tinha cem euros; agora, no final, os duzentos euros estão apenas na mão de um deles.
Compreendeu este jogo? Se sim, e se você se sente confortável com o pressuposto de que nenhum dos dois jogadores possui qualquer informação privilegiada sobre a evolução do preço do ouro, então você acabou de compreender um dos princípios mais elementares da economia financeira.
Parabéns! Mais ainda, você implicitamente considerou que a probabilidade da onça de ouro subir é a mesma probabilidade de descer. Confesse que sim. E você está, grosso modo, certo.
Espero também que você tenha compreendido que, o facto de existir um mercado em que estes dois apostadores (ou milhões deles) arriscam dinheiro não cria, de per se, qualquer riqueza (cria apenas a que deriva de algumas pessoas terem emprego para que esteja assegurado que este “casino” opera convenientemente; este, a troco de uma comissão, providencia o necessário para que tudo corra bem).
Louis Bachelier, em 1900, foi o primeiro investigador a debruçar-se sobre o comportamento do preço dos activos financeiros (mais informação sobre o trabalho pioneiro de Bachelier). Este matemático, na altura visto como muito pouco ortodoxo, concluiu que, para se prever a evolução do preço de um activo financeiro, o comportamento passado do seu preço é irrelevante: apenas interessa o preço que esse activo possui hoje, para estimar qual o preço, que amanhã à mesma hora, esse activo evidenciará.
A forma como o preço oscilou em períodos anteriores não tem qualquer influência para efeitos de estimação do preço futuro. Confuso?
Espero que não mas, ao mesmo tempo, espero que se questione sobre qual o objectivo que este texto pretende atingir; devo confessar não é nada de excepcional: apenas sensibiliza-lo para o facto de uma parte da economia financeira ou, o que é o mesmo, uma parte dos activos financeiros nada dependerem da criação de valor ou a perda de valor de outros activos, os designados “activos reais”, esses sim com capacidade intrínseca para criar valor.
Deter um destes outros activos é tão legítimo como possuir o direito de se sentar com os seus amigos na mesa do café. Mas não se pode, em consciência afirmar muito mais do que isso. A parte da economia financeira que se consubstancia neste tipo de jogos movimentou, em 2015, 1,2 quadriliões de dólares, dez vezes mais do que produto interno bruto do mundo inteiro.

Há inúmeros exemplos destes tipos de activos – conhecidos como derivativos porque o seu valor “deriva” ou depende do comportamento futuro de uma variável. Há de tudo como na farmácia, desde contratos em que investidores apostam sobre o preço futuro de acções de empresas, evolução de taxas de câmbio, do petróleo, do café, óleo de palma, do trigo, do algodão, da prata e, até, do sumo de laranja.
Se você for um empresário que necessita de um destes activos para desenvolver a sua actividade (imagine que, quando se senta à mesa do café, você é na verdade um fabricante de jóias de ouro) então você vai querer saber mais alguma coisa sobre este assunto.
Caso contrário, não há justificação para tal: o “racional” por detrás do comportamento dos preços destes activos é, grosso modo, o mesmo “racional” que o faz apostar que o mês de Agosto de 2019 será mais quente do que o de 2018. Não tendo em consideração o impacto que o aquecimento global poderá ter, lamento dizer-lhe que apenas poderá concluir que as coisas podem igualmente correr bem ou mal.
Tire uma moeda não viciada do bolso, lance-a ao ar e você estará, grosso modo, a jogar o mesmo jogo.
Espero que, depois de ler estas linhas, você consiga reagir em conformidade quando algum “radical de esquerda” se referir a uma parte (sublinho, uma parte) da economia financeira que nos destruiu em 2008, como “economia de casino” e como sendo “uma jogatana”.
A não ser, claro, que você seja daqueles que acreditam que o comportamento desta parte da economia financeira está positivamente correlacionada com o comportamento da economia real. Nesse caso, faça como eu: descanse, retempere energias e goze muito as suas férias.

João Ribeiro
Professor universitário, Doutorado em Finanças.
Investigador na área de avaliação de activos.


Sugestão de Lara Ferraz

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E, além deste esquema da economia de casino, de pura especulação, ainda há um outro, ao nível dos bancos, em que o banqueiro empresta o que tem (o dinheiro dos depositantes) e o que não tem, criando moeda escritural, já que não é moeda física o que o devedor recebe. Este esquema, que é inerente ao funcionamento dos bancos, tem uma capacidade infinita de se multiplicar, até ao momento em que começam a aparecer as imparidades e os produtos tóxicos (dívidas incobráveis), o que conduz à bancarrota, sendo depois reposta a normalidade do sistema (que continuará a manter-se inalterável) com o dinheiro dos contribuintes.
Alexandre de Castro
10-08-2016

sábado, 6 de agosto de 2016

Furacão Trump: guerra aberta no Partido Republicano

 


Furacão Trump: guerra aberta no Partido Republicano

Nos EUA cresce a tensão entre os republicanos. Num partido já dividido quanto ao controverso candidato à Casa Branca, Donald Trump veio reacender esta terça-feira a polémica ao declarar que não iria apoiar Paul Ryan na campanha para a reeleição no Congresso, nem a candidatura do senador John McCain no Arizona.
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Trump sabe (e há muito tempo) que só ganhará a Casa Branca se conduzir a campanha eleitoral num clima de permanente crispação. É o que ele tem andado a fazer. O discurso do politicamente correcto não serve os seus objectivos, nem se insere no seu truculento perfil psicológico. Ele percebeu que não pode ser igual aos seus rivais. 
Se me é permitido um prognóstico, eu diria que ele vai ser o próximo presidente dos EUA. Mas não me perguntem se isso vai ser bom ou mau. Seja qual for o presidente eleito, republicano ou democrata, ele será sempre mau, como história recente tem demonstrado.
AC
2016 08 06

sexta-feira, 5 de agosto de 2016

Viagem de governante ao Euro com a Galp chega à Justiça


Viagem de governante ao Euro com a Galp chega à Justiça

O Ministério Público está a recolher elementos sobre a viagem do secretário de Estado dos Assuntos Fiscais, Rocha Andrade, a convite da Galp, para ver a seleção. São três os envolvidos.

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Mesmo que fosse legal (e não é legal, segundo prescreve o Artigo 16.º da Lei nº 41/2010 de 03-09-2010), é política e eticamente condenável. Um membro do governo tem de estar acima de qualquer suspeita. E é por estes pequenos favores, embora, de imediato, sem prejuízos para o erário público, que começam as cumplicidades para o desencadeamento posterior de outros favores, então já ilícitos, e que acabam por se transformar em chorudos negócios. 
Lembrei-me agora dos robalos do sucateiro e do ex-governante Armando Vara.
AC
2016 08 04

quinta-feira, 4 de agosto de 2016

Sem cantar "vitória", PCP aconselha cimeira intergovernamental a Costa

João Oliveira, líder parlamentar do PCP

Sem cantar "vitória", PCP aconselha cimeira 
intergovernamental a Costa

O líder parlamentar do PCP condenou hoje a decisão de Bruxelas de suspender a eventual multa a Portugal por défice excessivo de 2015, sem cantar "vitória" porque se mantém o processo de "pressão e chantagem" da União Europeia (UE).

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Na realidade, não se tratou de nenhuma vitória. Foi uma pena suspensa, que não é a mesma coisa do que uma absolvição. A marca ficou registada na caderneta. A nódoa negra é a prova de que houve castigo. 
Pretendeu-se humilhar Portugal, para se ganhar balanço para desencadear, depois do Verão, a ameaça do corte dos fundos comunitários, procurando-se assim condicionar a elaboração do Orçamento de Estado de 2017. E isto tudo, apenas porque Portugal tem um governo que não encaixa no perfil do governo ideal, adoptado pelo cartel político da Europa. 
Está em curso um novo tipo de colonização dos povos, não através das armas e da ocupação territorial, mas através da tirania financeira e de uma muito bem organizada federação de interesses do capitalismo europeu, que não hesita em recorrer aos golpes baixos da chantagem. Se quisermos comer a cenoura, temos que levar "porrada", e ficar caladinhos..
Esta não é a Europa que nos prometeram
AC.
2016-08-04

domingo, 17 de julho de 2016

A UE está por um fio...


“Espero que haja na senhora May um certo bom senso nas negociações com Bruxelas, porque é esse processo que vai determinar o futuro do Reino Unido no mundo. Mas não tenho grandes expectativas quanto às negociações e ao perfil para o cargo”, defende Bernardo Pires de Lima, investigador do Instituto Português de Relações Internacionais (IPRI).
“O referendo não é vinculativo. Legalmente não é vinculativo. Theresa May validou essa situação com a afirmação ‘Brexit é Brexit’, mas também é verdade que Westminster vai discutir a petição que pede um segundo referendo em Setembro”, prossegue [Bernardo Pires de Lima].
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A Grã-Bretanha não é a França, que se submeteu ao domínio da Alemanha. A hora triunfal da Grã-Bretanha chegará, quando a UE se desagregar. Até lá, é necessário desgastá-la, arrastando até ao limite as negociações da sua saída. Neste objectivo, a Grã-Bretanha ganhou ontem [16 Julho], inesperadamente, um aliado casual de peso, não declarado e não assumido: Ergodan, o presidente da Turquia, que tudo irá fazer para fazer a vida negra a Merkel. A Ergodan, bastará abrir a porta aos refugiados, para lançar o pânico e a confusão numa Europa já moribunda.
E os europeístas fanáticos já inventam os argumentos mais absurdos, para esconderem esta realidade.
AC
17 JUL 2016

terça-feira, 12 de julho de 2016

Na Europa continua a ser proibido levantar a cabeça. É obrigatório rastejar…


Na Europa continua a ser proibido levantar a cabeça. É obrigatório rastejar…

Enquanto, em Lisboa, em colorida festa, se aclamavam os novos campeões do futebol, em Bruxelas, a festa era outra, muito diferente. Portugal iria ser castigado por ter elegido um governo desalinhado com o pensamento dominante, ditado pelos donos da Europa, assim como a Espanha, que tem de se deixar dessas veleidades de apoiar partidos e movimentos, considerados radicais.

Tivesse Portugal, como primeiro-ministro, Passos Coelho, e a Espanha já estivesse a ser governada por Mariano Rajoy, e a festa seria outra.

Os gregos também estão a pagar bem caro a sua ousadia e atrevimento, de quererem fazer descarrilar o comboio europeu, o que tirou o sono à Hitler de saias e ao boneco do Eliseu, que, no silêncio dos gabinetes, deram ordens às marionetas de Bruxelas para aplicarem severos castigos aos indisciplinados.
Na Europa continua a ser proibido levantar a cabeça. É obrigatório rastejar.
Alexandre de Castro
12 JUL 2016

segunda-feira, 11 de julho de 2016

Parabéns, campeões... [TOU CHIM]

TOU, CHIM...

"Não sou bruxo nem vidente, mas tenho feelings e senti que o Éder ia fazer o golo"
Cristiano Ronaldo
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Parabéns à Selecção Nacional de Futebol, pelo importante troféu conquistado, feito que galvanizou o país, as comunidades portuguesas espalhadas pelo mundo, principalmente a de França, bem como todo o espaço lusófono, com uma especial referência para o povo de Timor-Leste.

Exceptuando as esquizofrénicas e doentias rivalidades clubísticas, o futebol possui esta magia de unir ludicamente e sentimentalmente as pessoas, embora de uma maneira efémera e ocasional. No caso da selecção nacional, é o sentimento identitário de pertença a uma comunidade, a um território e a uma história colectiva, que prevalece, Mas é também a erupção emocional do momento e a alegria do prazer da festa, que importa realçar nestas situações.

Seria injusto não fazer-se aqui uma elogiosa referência ao brilhante comportamento de quatro atletas portugueses (três mulheres e um homem), no palco do recente campeonato europeu de atletismo.

Patrícia Mamona conquistou a medalha de ouro de triplo salto; Sara Moreira venceu a meia maratona e Jéssica Augusto ficou com o bronze; e Tsanko Arnaudov ficou em terceiro lugar no lançamento do peso.
Merecem o nosso reconhecimento e também o usufruto de uma  exposição mediática adequada, por parte dos órgãos de comunicação social

Alexandre de Castro

Fotografia do Diário de Notícias
2016 JUL 11

sábado, 9 de julho de 2016

Estas são as "malhas que o Império tece" (*)


Estas são as "malhas que o Império tece" (*)

Os portugueses escreveram na História uma página bem negra, ao levantarem do chão de África o gigantesco mercado global da escravatura. 
Marcados a ferro e fogo, como gado, os escravos eram encurralados nos negreiros, que os levariam para o Brasil e para as Américas. Mais de metade morria de doença, na dolorosa viagem, sem regresso. Muitos morriam de saudade. 
Os que chegavam, acorrentados ao ferro de um cruel destino, eram vendidos em leilão, na praça pública, e tratados como animais domésticos. 
Desapossados de tudo, principalmente da sua dignidade, quando morriam, apenas deixavam à sua descendência, como herança, a sua humilde condição: a condição de escravo, em mercadoria transformado.
Portugal ainda não fez a catarse. Ainda não fez tudo, para se redimir desta dor, que do Império nasceu, e que na escuridão dos porões, caminhou pelos mares, lado a lado, com a incandescência da glória, ostentada pela cruz e pela espada, nos pendões pendurados nos mastros das caravelas.
Estas são as "malhas que o Império tece".
Alexandre de Castro
09 JUL 2016
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(*) Texto escrito,  a propósito da inauguração do primeiro memorial da escravatura, em Cacheu, no norte da Guiné-Bissau (Ver aqui), e onde vão ficar guardados vários artefactos, relacionados com o tema: colheres de cozinha, tachos, chicotes e ferros que, depois de ficarem em brasa, pelo lume, serviam para marcar os escravos.
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Também pode ler aqui


sexta-feira, 8 de julho de 2016

Cooptação do Alpendre da Lua pelo site "Abril de Novo Magazine"


O Alpendre da Lua foi cooptado pelo site "Abril de Novo Magazine", o que muito me honra.
Agradeço aos editores esta distinção.
Pode ver-se, no Destaque, o meu texto "Uma premonição sobre o fim da União Europeia" e, para ver os outros textos já publicados, procurar na janela "Seleccionar categoria" no lado direito da parte inferior da página.

quarta-feira, 6 de julho de 2016

Uma premonição sobre o fim da União Europeia


Uma premonição sobre o fim da União Europeia

Se é verdade que a economia do Reino Unido precisa da Europa, não é menos verdade que a economia europeia também precisa do Reino Unido. E também é verdade que, a David Cameron, a ideia de convocar um referendo, sobre a permanência da Grã-Bretanha na UE, não lhe surgiu de repente, quando ele, numa certa manhã, no início de 2015, em que se preparava para obter o seu segundo mandato, como primeiro-ministro, estava a olhar para o espelho, a barbear-se. Esta ideia já lhe bailava na cabeça, quando, quatro antes, e sob a sua égide, a Grã-Bretanha recusou assinar o Pacto Orçamental (Tratado sobre a Estabilidade, Coordenação e Governação na UEM).

E nem sequer se poderá acreditar que estas duas importantes decisões, contra a Europa, tivessem sido tomadas por um capricho individual ou devido a uma sua exacerbação ideológica anti europeísta. Não... Essa era a vontade dos donos da City (o conglomerado do grande e poderoso capital financeiro).
Londres percebeu, desde os primórdios da fundação da UE, que não podia ser potência dominante num espaço, que era ferreamente controlado por Berlim e Paris. E se aderiu à UE, pelas mãos de Margaret Thatcher, foi porque a UE teve de fazer muitas cedências e concessões (algumas delas verdadeiramente escandalosas). 

Mas, com o incontestável crescimento da França e, principalmente, da Alemanha, à custa dos outros países da UE, a Grã-Bretanha, no futuro próximo, iria acabar por vir a perder importância estratégica, a nível internacional. A City tinha de fazer alguma coisa, para se salvar do declínio. E escolheu-se uma estratégia secreta de afrontamento camuflado. Se a Grã-Bretanha não pode combater a Alemanha por dentro, a opção é combatê-la, tendo um pé dentro e o outro fora, que é como ela está agora, após o referendo, e será assim que irá continuar, por alguns anos, com a Grã-Bretanha a adiar constantemente e sucessivamente o acionamento do artigo 50º do Tratado de Lisboa - a fim de formalizar o pedido de saída da EU - e fazendo exigências exorbitantes que a Alemanha não poderá aceitar, para não perder a face, e também porque não quer perder o seu domínio imperial sobre uma dócil Europa (até ver), que a não tem incomodado.

Além disso, a Grã-Bretanha lançou o seu ataque no momento certo, o momento de uma maior fragilidade da UE, atascada em crises sucessivas, e onde, em alguns países, começam a emergir forças centrífugas, que irão ganhar alento com a posição da Grã-Bretanha, e até tornarem-se suas aliadas, no seio da UE.

A Grã-Bretanha vai jogar forte e feio na desagregação da UE, deixando que as intermináveis negociações comecem a minar a confiança dos governos, dos políticos, dos investidores e dos cidadãos. Regressa-se, assim, ao ambiente político que gerou a Primeira Guerra Mundial, em que o objecto da disputa se concentrava na posse de territórios ultramarinos, que a Alemanha não possuía, mas de que necessitava.

Entretanto, a situação económica dos dois lados, em conflito político, irá agravar-se, naturalmente. Não há partos sem dor. Talvez com mais prejuízos para a UE, que terá grandes dificuldades em encontrar plataformas comuns de entendimento sobre os caminhos a seguir e em gerar consensos entre os vários governos dos países, que a compõem, até porque esses governos vão começar a ter de enfrentar-se com uma opinião pública hostil e com uma grande agitação social, que todas as crises fazem emergir. Por outro lado, o sentimento anti germânico irá recrudescer em espiral, motivando os partidos anti europeístas a pedir a realização de referendos.

Neste quadro de confusão, a França poderá vir a dar o golpe mortal na UE, se Marie Le Pen ganhar as próximas eleições. 

Uma coisa é certa: será a Grã-Bretanha a ter a chave na mão, nestas negociações preliminares, e será o governo de Sua Majestade que irá comandar o seu ritmo e prioridades. Aliás já se percebeu o nervosismo dos dirigentes europeus, que já estão a ver o chão fugir-lhes debaixo dos pés.

Nesta análise (ou será mais uma tese de conspiração?), fica-se sem saber qual vai ser o comportamento dos EUA e da Rússia.

Os EUA têm quase terminado o tal secreto TTIP (Transatlantic Trade and Investment Partnership) com a Comissão Europeia, que ainda precisa de ser aprovado pelo Conselho Europeu e pelo Parlamento Europeu. Trata-se de um tratado (tanto quanto se sabe) que é um autêntico Cavalo de Troia, pois vem dar mão livre às multinacionais americanas, em solo europeu, como se fossem verdadeiras companhias majestáticas e que vem sonegar direitos aos trabalhadores europeus, entre outras malfeitorias, que ainda não são conhecidas. Com uma Europa em ebulição política, e a viver um período de crispação, será difícil a conclusão do processo. E ainda bem…

Quanto à Rússia, se a evolução e as conveniências estratégicas assim o determinarem, alinhará com a Grã-Bretanha, a quem, até, poderá compensar os efeitos de algumas das perdas comerciais dos britânicos com a Europa, começado a importar muitos dos seus produtos.

Não nos esqueçamos que o país de Sua Majestade ganhou os mares em Trafalgar e venceu Napoleão em Waterloo. E a Armada Invencível e os exércitos napoleónicos eram temíveis!

E a Alemanha perdeu as duas guerras que, no século XX, desencadeou na Europa. E o Kaiser Guilherme II e Hitler também eram temíveis e considerados invencíveis.

Alexandre de Castro
2016 07 06 

domingo, 3 de julho de 2016

COMUNICADO DO SMZS _ A perseguição política na Saúde continua a beneficiar de completa impunidade



SINDICATO DOS MÉDICOS DA ZONA SUL

A perseguição política na Saúde continua a beneficiar
de completa impunidade

Durante a vigência do anterior governo foram denunciados vários processos persecutórios a dirigentes sindicais médicos, concretamente da FNAM (Federação Nacional dos Médicos), mas que beneficiaram de uma completa impunidade e tolerância da anterior equipa ministerial.

A nível dos hospitais do Barreiro e Almada foram estabelecidos processos disciplinares a dirigentes sindicais por exercerem tão somente as suas funções legais no plano sindical e denunciarem aspectos controversos por parte das respectivas equipas de gestão.

No caso do Hospital de Leiria foi aplicado um despedimento sumário a uma dirigente sindical a pretexto do famigerado período experimental porque não aceitou um horário de trabalho que não respeitava o contrato assinado.

Apesar das múltiplas denúncias públicas e das exigências de intervenção ministerial, o anterior titular da pasta sempre se mostrou indiferente e permitiu a impunidade daqueles elementos das administrações por si nomeadas por critérios partidários.

Já na vigência do actual governo, no início do passado mês de Fevereiro, efectuámos uma denúncia sobre a situação existente no Centro Hospitalar Psiquiátrico de Lisboa e o clima persecutório aí instalado.

Mais recentemente tivemos conhecimento de um insólito processo persecutório a dois profissionais da Unidade Local de Saúde do Baixo Alentejo, sendo um deles médico, que se limitaram a dar um contributo técnico pessoal a um deputado do PS, e a pedido deste, sobre tópicos de gestão para essa unidade e que tendo chegado ao conhecimento da respectiva administração motivou da parte desta a imediata instauração de processos disciplinares.

Deste modo, constatamos que o actual Ministério da Saúde reconduziu as mencionadas administrações que desencadearam processos persecutórios aos dirigentes sindicais.

No caso do Centro Hospitalar Psiquiátrico de Lisboa, ao fim de 5 meses, continua a referida administração a gozar de completa impunidade à semelhança do que aconteceu com o governo anterior.

E neste caso mais recente, Unidade Local de Saúde do Baixo Alentejo, sendo do conhecimento do próprio ministro o que se está a passar, nada foi feito por ele para interromper este processo escandaloso, só faltando saber se não será essa administração também reconduzida.

Estas situações escandalosas e indignas de um Estado democrático não podem continuar a ser toleradas e muito menos a conferir impunidade aos seus executores.

O Sindicato dos Médicos da Zona Sul/ FNAM irá desenvolver todos os esforços na denúncia destes comportamentos e, sobretudo, das conivências políticas inexplicáveis que permitem a continuidade de tais administradores.

Lisboa, 29/6/2016

A Direção do Sindicato dos Médicos da Zona Sul

sábado, 2 de julho de 2016

Referendar a Europa


Referendar a Europa

Começa a ser evidente que o sentimento de pertença à União Europeia começa a abrir brechas. O resultado do referendo na Grã-Bretanha e uma sondagem recente, na República Checa, a revelar uma fraca adesão da população à permanência na UE, assim o demonstra.
“Na República Checa, segundo uma sondagem de abril, a satisfação com a adesão à União Europeia, que aconteceu em 2004, diminuiu para 25%, abaixo dos 32% registados no ano passado”, assinalava o jornal Diário de Notícias, o que levou o Presidente Milos Zeman a pedir um referendo.
Passada a euforia dos primeiros tempos, cheia das promessas dos "amanhãs que cantam", começa a instalar-se um sentimento de descrença e de pessimismo, plenamente justificado, perante a incapacidade dos dirigentes políticos europeus de encontrar soluções eficazes e duradouras para resolver as crises, que, e ao contrário do que dizem os europeístas fanáticos, já são estruturais e não conjunturais.
O presidente checo, ao defender um referendo sobre a continuação da permanência do seu país na UE, e para o qual não tem poderes para o convocar, está a apontar o caminho certo que todos os países membros deveriam começar a percorrer: referendar a Europa. E valido esta ideia, embora esteja consciente dos perigos e de alguns aspectos negativos das pulsões referendárias. Para esta questão fundamental, este será o único processo (o outro será o processo revolucionário) de quebrar o cerco armadilhado das eleições para os parlamentos nacionais, em que o sistema tem dois grandes partidos - federados, financiados e harmonizados doutrinariamente, a nível europeu, pelas suas respectivas internacionais – e que se apresentam ao eleitorado como sendo partidos antagónicos, mas que, na realidade, são idênticos no essencial. É nesta condição de cumplicidades ocultas que ambos  cumprem o ritual da alternância do poder, servindo um para governar e o outro para captar o descontentamento popular, limitando assim o espaço de manobra dos verdadeiros partidos de esquerda.
Num referendo sobre uma grande questão política fracturante, e tal como aconteceu na Grã-Bretanha, o eleitorado tem tendência em segmentar-se transversalmente em dois blocos, minando e limitando assim a acção dos partidos do sistema da alternância, que têm mais dificuldade em controlar os seus tradicionais espaços eleitorais.
Na Grã-Bretanha, no referendo sobre a UE, esta transversalidade referida até atingiu em cheio os deputados do parlamento, em que cada partido, o conservador e o trabalhista, se fragmentou, nas duas opções que estavam a ser escrutinadas. Pode dizer-se que os directórios partidários, por manifesta incapacidade ou por uma premeditada inércia, não seguraram os seus eleitorados tradicionais.
Pretender teimosamente construir um grande edifício, como é o da União Europeia e o do seu subgrupo dos países do euro, sobre um terreno movediço, que está a perder consistência e solidez, conduzirá à sua fatal derrocada, com terríveis consequências económicas e sociais.
Querer unir e federar a Europa é uma utopia. Nem pelas armas, Carlos Magno, Napoleão ou Hitler a conseguiram unir. Por profundas razões históricas e pelas diversidades linguísticas, a Europa é um mosaico de nações, com as quais os respectivos povos se identificam. Só assim se compreende que o continente mais pequeno do mundo, em área, seja aquele que mais países soberanos possui.
Na Europa, o sentimento mais identitário é o sentimento nacional e não o continental.
AC
2016 JUL 02

Agradecimento...


Agradeço ao ANTÓNIO VERÍSSIMO a amabilidade de ter aderido ao Alpendre da Lua.

segunda-feira, 27 de junho de 2016

Espanha: Pablo Iglesias admite resultados insatisfatórios


Espanha: Pablo Iglesias admite 
resultados insatisfatórios

O candidato da coligação de esquerda Unidos Podemos à chefia do governo espanhol, Pablo Iglesias, admitiu hoje que os resultados eleitorais não são satisfatórios e não cumprem as expetativas criadas.

***«»***
Foi uma autêntica desilusão, caros amigos e amigas! Há quem diga que o Brexit influenciou negativamente os resultados da esquerda, quando eu julgava que esse efeito poderia ser positivo. Eu, para mim, tenho duas explicações para este desastre eleitoral: 1º). A cultura do medo funcionou. 2º) Pablo Iglésias, depois das eleições de Dezembro, começou a ser mais actor do que político. O seu super-ego traiu-o.
De imediato, perdeu-se a maior parte do capital político, que se gerou a partir das grandes manifestações de 2012.
Mas a luta continua!...

domingo, 26 de junho de 2016

Que venha de Espanha um bom vento e um bom casamento


Que venha de Espanha um bom vento 
e um bom casamento

Os eleitores espanhóis, hoje, não estão apenas a escolher, de acordo com as suas simpatias partidárias, o próximo governo de Espanha. Como pano de fundo, eles levam na cabeça a sua opinião sobre a União Europeia. Nesta perspectiva, os resultados finais da votação, e tal como se fosse um referendo, também vão determinar se a Espanha deverá ou não rever a sua posição, em relação à UE e ao euro. Esta é que é grande questão que se coloca ao nível da decisão de todos os actos da governação, tal já é o elevado nível de integração política e económica, alcançado no seio da União. Os espanhóis sabem, tal como os portugueses, os gregos e os cidadãos de todos os outros países do grupo, que já não podem controlar, com o seu voto, as políticas orçamentais e financeiras dos seus respectivos países, cujas competências passaram a ser exercidas em Bruxelas, por uns burocratas eurocratas, que ninguém conhece e que não foram eleitos democraticamente.
Por isso, não nos admiremos muito, se, amanhã, acordarmos com mais um terramoto político, que atinja em cheio o coração do europeísmo. 
Oxalá que sim, penso eu, que já percebi toda a engenharia de rapina, que a Alemanha arquitectou, no seu interesse.
AC

sexta-feira, 24 de junho de 2016

Grã-Bretanha salta fora da União Europeia


Grã-Bretanha salta fora da União Europeia

Nem calculam como é agradável deitar-me e levar para o meu sono uma notícia desagradável, e sobre a qual escrevi umas linhas, e ler, depois de acordar, uma outra notícia, agora agradável, que desmente a primeira. 
O Brexit ganhou, embora por uma unha negra. Mesmo que tivesse perdido, mesmo por uma pequena margem, a humilhação da UE, tal como então afirmei, seria enorme. E, com a vitória do Brexit, a UE sai desta refrega humilhada e vencida. Foi uma derrota em toda a linha, que poderá vir a determinar o seu fim, se, entretanto. não houver a clarividência dos dirigentes dos países europeus para alterarem o seu paradigma último, que era o de construir uma federação europeia. 
Eu já afirmei várias vezes que é impossível federar a Europa, quer por motivos históricos, quer por motivos linguísticos. Ao longo da sua História, dominaram sempre as forças centrífugas, baseadas nas diversidades nacionais. Como já afirmei também, nem Carlos Magno, nem Napoleão nem Hitler conseguiram unir a Europa. O sentimento de pertença à Europa não se sobrepõe ao sentimento de pertença a cada nação.
A derrota da UE não começou nem acabou com este referendo na Grã-Bretanha. Ela começou com a crise grega e portuguesa, crise que mostrou aos europeus até onde pode ir a perfídia das instâncias europeias, telecomandadas pela Alemanha. 
No entanto, não sei, tal como ninguém ainda sabe, como é que a sua derrota total vai acabar.
AC

quinta-feira, 23 de junho de 2016

Hospital Oriental de Lisboa terá 825 camas e autonomia pediátrica


Hospital Oriental de Lisboa terá 825 camas e autonomia pediátrica

Ministro da Saúde anunciou que o futuro hospital oriental de Lisboa terá 825 camas e uma pediatria autónoma
O futuro Hospital Oriental de Lisboa, que acolherá as unidades do Centro Hospitalar de Lisboa Central, vai ter 825 camas e uma autonomia pediátrica, anunciou hoje o ministro da Saúde.
Adalberto Campos Fernandes falava durante uma audição na Comissão Parlamentar da Saúde, durante a qual disse aos deputados que espera enquadrar as primeiras verbas para os novos hospitais no Orçamento do Estado para 2017.
Em relação ao futuro Centro Hospitalar de Lisboa Oriental - que acolherá os atuais hospitais de São José, Santa Marta, Curry Cabral, Capuchos, Maternidade Alfredo da Costa e Dona Estefânia -, o ministro garantiu que a gestão clínica será pública, mas que ainda estão a ser avaliadas eventuais vantagens de uma Parceria Pública Privada (PPP) para a construção e equipamentos.

***«»***
O número de camas (825) do novo hospital é igual ao somatório do número de camas dos antigos hospitais a integrar? Parece-me que não. Por este lado, Lisboa vai perder capacidade de resposta, em termos de oferta de cuidados de saúde hospitalares. Assim como vai perder dois hospitais carismáticos, bem localizados no centro da cidade, e altamente especializados (Hospital D. Estefânia e Maternidade Alfredo da Costa), que, ao longo de um século, desenvolveram uma "cultura médica propria", de elevada qualidade técnica, científica e assistencial, e que, possivelmente, irá fragmentar-se, o que se lamenta. 
O novo, só porque é novo, não pode destruir aquilo que o velho tem de bom.
Também não sei se acabou por prevalecer aquela ideia do modelo americanado da enfermaria única para todos os serviços clínicos, ao contrário da estrutura espacial e funcional dos hospitais a substituir - em que cada serviço tem a sua própria enfermaria - ignorando-se assim os benefícios dos efeitos de proximidade do doente acamado, em relação ao seu respectivo serviço, e também as respectivas especificidades técnicas diferenciadas, para cada um deles, quer ao nível do mobiliário, quer ao nível da aparelhagem médico-cirúrgica.
AC

domingo, 19 de junho de 2016

"Saúde - Que consensos?" - Raquel Varela




Intervenção da historiadora Drª Raquel Varela
no debate "Saúde - Que consensos?", organizado
pela Federação Nacional dos Médicos (FNAM), e que teve
lugar no dia 18 de Junho de 2016, no Hotel Roma, em Lisboa.
*
[Ver intervenção do Dr. Ricardo Baptista Leite,
no post anterior, ou aqui]

"Saúde - Que consensos?" - Ricardo Baptista Leite




Intervenção do médico e deputado
Dr Ricardo Baptista Leite, no debate
 "Saúde - Que consensos?", organizado pela
Federação Nacional dos Médicos (FNAM),
e que teve lugar no dia 18 de Junho de 2016, no Hotel Roma,
em Lisboa.
*
[Ver a intervenção da Drª Raquel Varela, aqui]

quinta-feira, 16 de junho de 2016

Como a direita mascarou o desemprego em Portugal


Vídeo


São as chamadas estatísticas criativas, feitas à vontade do freguês.

Não é a Rússia que anda a provocar guerras no planeta...


Não é a Rússia que anda a provocar guerras no planeta...

Não é a Rússia que anda, secretamente, a apoiar e a promover o terrorismo internacional...

Não é a Rússia que, também secretamente, apoia indirectamente o Estado Islâmico, sob o disfarce de apoiar grupos armados rebeldes de um país soberano do Médio Oriente...

Não é a Rússia que anda a cercar, instalando bases militares, as fronteiras de um outro país...

Não é a Rússia o país que desestabiliza a paz mundial.

[Ver o excelente e elucidativo texto em “Abril de Novo Magazine”]

terça-feira, 14 de junho de 2016

Noam Chomsky: "A pior campanha terrorista é a que está a ser orquestrada...


A cristalina verdade, expressa pelo prestigiado Professor Emérito do Instituto de Tecnologia de Massachusetts, Noam Chomsky, ilumina a nossa razão, que não se conforma com a impunidade do imperialismo americano, que não hesita em recorrer às mais torpes manobras, para dominar o mundo.
Deixo-vos o pequeno texto que, no YouTube, acompanha este vídeo:
"Noam Chomsky é considerado uma celebridade do mundo intelectual. Um autor prolífico e assumido anarquista, que aos 86 anos de idade não dá sinais de querer abrandar o ritmo. É uma voz ativa na denúncia de várias injustiças, tendo com bastante frequência o Ocidente como alvo".

segunda-feira, 13 de junho de 2016

A ambição imperialista de um governo mundial...

Ouçam o banqueiro, Paul Warburg: "Nós teremos um 
governo mundial, quer vocês queiram ou não.
 A única questão é se tal governo se estabelecerá 
pela força ou pelo consenso."
Citado por Daniel Rstulin

A jornalista espanhola Cristina Martín Jiménez, que investiga o clube Bilderberg há cerca de 10 anos, constata que este grupo secreto pretende  “criar um governo mundial único, em mãos privadas”.
ZAP aeiou Ver aqui

***«»***
Para que esse governo mundial se afirme globalmente, na sua plenitude, embora sob diversos disfarces, tal como o que já está instituído na Europa, através da União Europeia e da União Monetária Europeia, que já detêm fatias importantes da soberania de cada Estado membro, apenas falta neutralizar a Rússia e a China, através das armas, já que essa neutralização, através da política, se revela impossível. E um ataque nuclear, de surpresa, desferido contra a Rússia, não está descartado do plano imperialista ocidental, já que a NATO, dominada pelos EUA, vai decidir, em princípio do próximo mês de Julho, a instalação de novas bases nos países do leste europeu.
AC
Ver também em "Abril de Novo Magazine".

Ignorância ou simplesmente uma montagem anedótica, de conseguido efeito?...

Amabilidade da minha irmã Helena.
Ver também em "Abril de Novo Magazine".

domingo, 12 de junho de 2016

Não bastam as acções diplomáticas, as cerimónias das condecorações (de má memória) os protocolos e as paradas militares


Não estava no programa oficial a participação de François Hollande na Câmara de Paris, na condecoração dos quatro porteiros portugueses que socorreram vítimas do atentado do Bataclan. Mas já se sabe como Marcelo pode ser persuasivo, a ponto de conseguir desviar o presidente francês do percurso entre o Palácio do Eliseu e o Stade de France. Em vez de ir diretamente, passou pela casa de Anne Hidalgo e, tal como Marcelo e Costa, fez um discurso de improviso.
… Marcelo fez um malabarismo ao protocolo e passou para as mãos de Hollande duas das quatro condecorações para que ele as entregasse. "Vou mudar as regras", disse antes. Já durante a manhã tinha dado a volta ao statu quo, quando retomou, 42 anos depois de 1974, a parada militar no Terreiro do Paço e as condecorações a antigos combatentes da Guerra Colonial - e também a militares no ativo que se destacaram em missões no estrangeiro - e também a militares no ativo que se destacaram em missões no estrangeiro. Sabia que ia agitar os fantasmas de várias gerações, sabia que estava novamente a andar sobre o arame das memórias difíceis. Mais alguém poderia tê-lo feito? Se no dia em que se tornou Presidente ele se juntou a representantes de 18 crenças religiosas na Mesquita de Lisboa, sim, podia. Por muito que seja doloroso voltar a sentir as feridas do passado recente, é preciso procurar no que aconteceu ontem o sinal de que nada é imutável e tudo pode ser posto em causa.
Diário de Notícias _ Ana Sousa Dias

***«»***
Na realidade, na História dos Povos, nada é imutável. Tudo muda, porque "o mundo é feito de mudança". Mas é preciso dar um empurrão a essa mudança. E os empurrões não podem estar confinados apenas ao nível diplomático e aos protocolos de Estado, muito embora sejam importantes. O folclore das paradas militares e das cerimónias das condecorações, de má memória (e agora falo na qualidade de ex-capitão miliciano, que fez a Guerra Colonial) não são suficientes para resolver os problemas que, neste momento, se colocam a Portugal, e que ameaçam a sua identidade, a sua dignidade e a sua independência, que está em perigo. O problema que Marcelo Rebelo de Sousa e António Costa têm de resolver rapidamente é a posição de Portugal no contexto europeu, uma relação que está a descambar perigosamente para uma típica situação neocolonial, embora de forma encapotada. A União Europeia, que se apresentou como um espaço de solidariedade, está a transformar-se num pesadelo para os povos que não conseguiram (também por culpas próprias, é certo) acompanhar o desenvolvimento dos países europeus mais ricos (que também enriqueceram à custa dos países mais pobres, através da economia de troca desigual, uma vez que o dinheiro dos subsídios aos países pobres destinava-se a promover a compra de bens e serviços aos países mais ricos), o que me leva a afirmar que a União Europeia se transformou num grande espaço de negócios. E a situação chegou a um ponto extremo e insustentável, quando se assiste ao degradante espectáculo de uma instituição comunitária, a Comissão Europeia, controlada à distância pela Alemanha e pela França, ameaçar Portugal com sanções económicas, medidas estas que nunca deveriam ser incluídas em nenhum Tratado Internacional, e que, ao constar nos tratados europeus, constitui uma originalidade vergonhosa, já que nunca se viu, em tempos de paz, dois ou mais países estabelecerem, entre si, a aplicação de sanções, nos acordos entretanto firmados.
E é isto que tem de ser resolvido rapidamente pelos altos dirigentes de Portugal.
Alexandre de Castro

Publicado também aqui, por deferência dos editores do "Abril de Novo Maganize".

sábado, 11 de junho de 2016

Os problemas estruturais da economia portuguesa e os caminhos a percorrer

A economia portuguesa está muito dependente do contributo  da
Procura Interna (consumo) e desde 2014 encontra-se estagnada

Os problemas estruturais da economia portuguesa e os caminhos a percorrer

Para resolver os problemas estruturais da economia, Portugal, mantendo-se ou não na área do euro, tem de orientar a sua estratégia em dois pilares: por um lado, promover intensivamente as exportações e, por outro lado, produzir bens que substituam importações. O objectivo é ganhar excedentes, perante o exterior, e aumentar a receita fiscal para possibilitar, sem um pesado esforço orçamental e sem mais medidas de austeridade, pagar a gigantesca dívida pública, que terá de ser reestruturada, inevitavelmente. 

Em relação ao aumento do consumo, [o consumo também conta para a formação do PIB] o governo teria de ter dois aspectos em consideração: que esse aumento do consumo não viesse a aumentar a procura de bens e serviços importados e que, por razões de equidade e de justiça social, o aumento desse consumo derivasse da melhoria dos rendimentos da classe média e da população mais desfavorecida. O aumento do consumo iria promover também mais receita fiscal, evitando-se o agravamento dos impostos, que já são muito pesados e que já provocam o funcionamento da economia.

Mas, para conseguir este desiderato, é necessário investimento, o público e o privado, que dinamize a economia. Infelizmente, verifica-se que o investimento continua a ser raquítico, e insuficiente para sustentar o crescimento económico. As empresas estão descapitalizadas e o crédito bancário, devido à insolvência dos bancos nacionais, é difícil e problemático. O actual governo está a fazer o que pode. A aposta na reabilitação urbana, apoiada pelo Estado, vai reanimar um pouco a recuperação da construção civil - que, no passado, foi o grande motor da economia - o que vai atrair investimento e criar emprego. 

Não se vê no horizonte a recuperação do investimento, por parte da iniciativa privada, que seria essencial para investir na produção de bens, que substituíssem as importações, bem como na produção de bens para o mercado externo e que, através da inovação, aumentassem, de uma forma significativa, o valor acrescentado. E Portugal necessita, como de pão para a boca, de aumentar as exportações, a um nível médio de cinco por cento ao ano Mas, sem investimento, pouco se poderá fazer na criação de riqueza e no desenvolvimento do país.

É neste quadro de pensamento (o de a economia portuguesa não conseguir crescer nos próximos anos) que funciona o comportamento da Comissão Europeia (um órgão da UE domesticado pela Alemanha), ao pretender aplicar severas sanções a Portugal, através de um procedimento por défice orçamental excessivo, ao mesmo tempo que quer impor mais cortes nas pensões e mais desvalorizações salariais, o que vai levar, tal como já tenho dito, Portugal a percorrer o calvário de sofrimento da Grécia. Desde 2010, a desvalorização salarial atingiu os vinte por cento, o que já é dramático, mas a Comissão Europeia quer que atinja os trinta por cento, o que, a verificar-se, será uma catástrofe. 

Claro que, se Portugal tivesse uma moeda própria, para poder desvalorizá-la no interesse da sua economia, a fim de aumentar as exportações, tudo seria mais fácil, mais rápido e menos doloroso a longo prazo. E este é o principal problema estrutural da economia portuguesa, um verdadeiro nó górdio, que precisa de um Alexandre Magno, que o decepe com a espada.
Alexandre de Castro
***«»***
Curiosidade: Leia aqui a célebre lenda do nó górdio.

Publicado em "Abril de Novo Magazine", por deferência dos seus editores.