domingo, 5 de junho de 2011

Notas do meu rodapé: Claro que o país vai mudar, mas para pior...


Relvas: "É clara a vontade de mudança do País"
O secretário-geral do PSD, Miguel Relvas, reagiu esta tarde 'a quente' às projecções das televisões dizendo que "é inequívoco e claro a vontade de mudança do País".
O dirigente 'laranja' disse haver "o reconhecimento de um projecto de mudança" para o País, e agradeceu "a todos os portugueses" pelo resultado do seu partido.
Diário de Notícias
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Claro que o país vai mudar. E muito, mas para pior! Depois de ter saído da minha assembleia de voto, e prevendo a vitória eleitoral da direita, comentei para uma pessoa amiga que a maioria dos eleitores iria arrepender-se da decisão tomada no dia de hoje. Se é que já não está arrependida. É claro que estou a referir-me àqueles eleitores da classe média, que, constituindo a principal franja populacional, sobre a qual vai recair, com desmesurado impacto, o peso da crise, foi votar nos seus futuros carrascos. Enquanto o Partido Socialista, que José Sócrates transformou numa ruína ideológica, fazia uma larga curva para chegar a um objectivo impopular, o PSD vai pretender fazer esse mesmo caminho em linha recta. É certo que a governação não vai ser fácil, quando os portugueses, tal como os gregos, descobrirem a fraude de que estão a ser vítimas.
A democracia não se esgota num acto eleitoral. A democracia também se exerce na rua e nas empresas, quando os políticos exercem o poder em benefício de interesses alheios ao bem comum. E a aceitação humilhante da ingerência externa, a impor condições leoninas, como se Portugal fosse um protectorado da União Europeia, não é do interesse do bem comum. Por isso, é necessário combatê-la.