quinta-feira, 9 de junho de 2011

Notas do meu rodapé: Não quero ver a raínha de Inglaterra vestida com a burka

Ao contrário do anunciado na primeira imagem pode clicar em todas para as ampliar














Estas manifestações fundamentalistas, que nada têm de espontaneidade, antes obedecem a um plano difusor altamente organizado e centralizado, fazem-me recordar as manifestações das juventudes hitlerianas dos anos trinta do século passado. A uni-las, um rancoroso ódio de brutalidade animalesca contra o inimigo eleito, assumido numa encenação grotesca e patética, e ao arrepio de todos os avanços civilizacionais baseados na tolerância e no direito pela diferença. Os países muçulmanos podem ter muitas razões de queixa em relação ao colonialismo europeu do passado e às agressões permanentes do sionismo judaico sobre o martirizado povo da Palestina, cuja independência as forças progressistas do ocidente defendem com sincera convicção. Não podem, contudo, através das suas comunidades europeias, alimentar o ódio xenófobo contra os povos que lhe deram acolhimento, nem ameaçar de morte quem não se identifica com a sua satânica religião, idêntica na sua vocação totalitária e exclusivista à matriz original das duas outras religiões monoteístas. 
Sabe-se que os fundamentalistas islâmicos, ensandecidos pela cegueira de ajustar contas com a História, pretendem conquistar através da demografia, aquilo que, na Idade Média, não conseguiram pelas armas. E, neste aspecto, aceito plenamente que se deva aplicar a lei da reciprocidade de tratamento, expulsando do solo europeu aqueles muçulmanos hostis, que nele entraram, utilizando o cavalo de Tróia, e limitando as liberdades a quem não quer respeitar as liberdades dos outros. A Europa não pode transformar-se na cloaca dos fundamentalistas islâmicos, que nela pretenderão impor, quando para isso tiverem a força suficiente, as implacáveis leis corâmicas da sharia, reclamadas na manifestação de Londres, e à qual reportam as imagens publicadas.
Não quero ver a rainha de Inglaterra vestida com a burka nem quero regressar ao tempo da Inquisição, em que apostasia e o ateísmo eram purificados pelo fogo.
Notas:
(1) "Deste modo, tornou-se uma obrigação individual, à qual não há escapatória, de cada Muçulmano preparar o seu equipamento, decidir-se a participar na jihad, e preparar-se para ela até que a oportunidade seja oportuna e Deus decrete uma matéria que é certo que será completada..."
al-Banna, fundador da Irmandade Muçulmana
(2) Sobre a total intolerância pelos costumes não-muçulmanos: "Tudo no Universo é Muçulmano pois tudo obedece a Deus pela submissão às suas leis... Em toda a sua vida, desde o estado embriónico até à dissolução do corpo após a morte, cada tecido dos seus músculos e cada membro do seu corpo segue o curso prescrito pelas leis de Deus. A sua língua, que pela sua ignorância defenda a negação de Deus ou professe divindades múltiplas, é na sua própria natureza "Muçulmana"... Aquele que negar Deus é um Kafir ("escondedor") porque ele esconde pela sua descrença o que é inerente à sua natureza e embalsamado na sua alma. Todo o seu corpo funciona em obediência a esse instinto... A realidade torna-se-lhe alienada e ele tateia na escuridão".
Sayed Abul ala Mawdudi, fundador da  Jamaat-e-Islami