quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Um deputado do PSD pode votar por 25 na Madeira


A Assembleia Regional da Madeira, por proposta do PSD ontem aprovada com votos contra de toda a oposição, decidiu que nos plenários “os votos de cada partido presente são contados como representando o universo de votos do respectivo partido ou grupo parlamentar”.
PÚBLICO
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É o que se chama votar à molhada. E depois vêm dizer-nos que vivemos em democracia! O troglodita da Madeira inventou mais um manhoso estratagema para evitar surpresas desagradáveis. A sua precária maioria parlamentar absoluta estaria em perigo, caso três deputados do seu partido adoecessem simultâneamente. E Portugal é isto: um país de "chicos espertos". A todos os níveis. E a Madeira já não é uma ilha. É uma grande tenda de um grotesco circo de feira. Só que tem de importar os amendoins.
O voto dos deputados, quer os da Assembleia da República, quer os das assembleias regionais, é pessoal, presencial e também inalienável, já que os cidadãos votam numa lista de candidatos de um partido, e não nesse partido, o que é diferente. Por isso a proposta aprovada pelo parlamento madeirense é inconstitucional.

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