segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Quercus acusa Governo de querer gastar verbas climáticas em actividades poluidoras


O Governo prepara-se para gastar os 2,1 mil milhões de euros de receita de um mecanismo de combate às alterações climáticas no financiamento de défices tarifários, sobretudo, da produção de electricidade poluente, denuncia hoje a Quercus.
A Quercus considera “escandaloso” e “impensável” que parte da receita do leilão das licenças de emissão de CO2 (dióxido de carbono) – que abrange a grande indústria poluente em Portugal – “seja para pagar a produção de energia eléctrica poluente e de investimentos passados que deveriam ter sido devidamente alocados”.
PÚBLICO - Helena Geraldes
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Este governo é na realidade sui generis. É perito em criar situações na base das contradições dos contrários  Diz que quer promover o desenvolvimento do país, empobrecendo a população. Agora vai gastar dinheiro destinado a combater a poluição, preparando-se para produzir mais poluição. Começo a acreditar que o governo, com as medidas de austeridade, se prepara para matar os velhinhos. Poupa na despesa da comparticipação de medicamentos e no pagamento das pensões de reforma e, ao mesmo tempo, acaba com as listas de espera para as consultas e para as cirurgias. Um sucesso! Maquiavel não se lembrou disto, no seu livro "O Príncipe".

2 comentários:

A Energia dos Anjos disse...

Nem mais Alexandre Castro, ainda bem que agora o povo vai sabendo das coisas e concordo plenamente, é de facto vergonhoso e conforme afirmas no texto: "Este governo é na realidade sui generis. É perito em criar situações na base das contradições dos contrários Diz que quer promover o desenvolvimento do país, empobrecendo a população. Agora vai gastar dinheiro destinado a combater a poluição, preparando-se para produzir mais poluição. Começo a acreditar que o governo, com as medidas de austeridade, se prepara para matar os velhinhos. Poupa na despesa da comparticipação de medicamentos e no pagamento das pensões de reforma e, ao mesmo tempo, acaba com as listas de espera para as consultas e para as cirurgias".100% de acordo...e vergonhoso, se isto vier de facto a acontecer e mais ...frizo que o Ministerio da Saude criou neste momento um mecanismo de defesa junto do orgão mais abaixo que se designa por ARS, exactamente para a questões das receitas de medicamentos e tratamentos, serem da respectiva competencia dos hospitais, só que os doentes saem dos referidos ditos, com a receita e depois nem o hospital volta a passar...dirigem-se aos Centros de saude e estes não passam porque a responsabilidade é afecta ao hospital....conclusão: As empresas nao recebem...os doentes desistem dos tratamentos e de quem é a responsabildiade afinal??? Mais um escandalo que dentro de dias irá rebentar...e isto chegou á Grecia como tu sabes e empresas farmaceuticas como a Bayer, Air Liquide (oxigenio) entre outras cortaram os forneceimentos e sairam do pais, esperemos que isto não aconteça em Portugal, estas empresas empregam mais de 500 trabalhadores!

Alexandre de Castro disse...

Um belo texto e uma oportuna denúncia. Já era difícil chegar ao médico. Agora, também começa a ser difícil chegar ao medicamento.
Obrigado pelo comentário, "Energia dos Anjos" (com asas, presumo).