domingo, 1 de maio de 2011

1º Maio: dirigentes socialistas assobiados e insultados

Alguns participantes da manifestação do 1º de Maio da CGTP receberam escreve o domingo a delegação socialista com apupos e insultos, embora a direcção da central sindical tenha feito questão de demonstrar a sua simpatia com os militantes do PS, escreve a Lusa.
A delegação, composta por Ferro Rodrigues, Vítor Ramalho, Isabel Santos, Catarina Marcelino, Rui Paulo Figueiredo e Hugo Costa, foi cumprimentar, como é habitual, a direcção da CGTP. No entanto, alguns manifestantes começaram a assobiar e a chamar «traidores» aos socialistas, acusando-os de serem os responsáveis pela actual situação do país.
Portugal Diário
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Os dirigentes do Partido Socialista, que se deslocaram ao Martin Moniz, para cumprimentar os elementos da direcção da Intersindical, antes do desfile da manifestação do 1º de Maio arrancar, rumo à Alameda D. Afonso Henriques, ao serem assobiados, só podem queixar-se de si próprios. É que em política, assim como noutras coisas na vida, não se pode jogar em dois carrinhos. Não se compreende como, há dias, os mesmos dirigentes que deram o seu aval à política predadora e suicida de José Sócrates, no congresso do Partido Socialista, venham agora, de uma maneira hipócrita, manifestar solidariedade com os trabalhadores que foram vítimas daquela mesma política, que foi contestada com veemência, neste 1º de Maio.
É certo que Ferro Rodrigues não é Vital Moreira, e também esta visita não pretendeu ser uma provocação, como foi aquela, protagonizada pelo professor de Direito de Coimbra, quando era cabeça de lista pelo PS às eleições do Parlamento Europeu. É certo que Ferro Rodrigues manteve uma ligeira e calculada distância, no seu discurso ao congresso socialista, em relação os discurso dominante nas altas esferas do PS. Mas a atitude não deixa de reflectir um descarado oportunismo político, ao pretender conquistar votos no universo eleitoral, onde se concentra a maioria de cidadãos, que considera o Partido Socialista como um partido de direta, ao serviço dos lobies instalados no aparelho de Estado. É contranura e improcedente. Quem desfilou pela avenida não vai, certamente, votar no Partido Socialista.