sábado, 28 de maio de 2011

Carlos Coelho no Prós e Contras - Maio 2011

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Trata-se de um discurso muito idealista, este, o de Carlos Coelho, mas não deixa de ser cáustico para com um Estado que se distancia cada vez mais do cidadão, e que vive sobre si próprio, com regras muito próprias, como se não fizesse parte do corpo social. Neste sentido, e embora legitimado por sucessivas eleições, cujas campanhas assentam na desinformação e no espectáculo circense, onde não faltam os gladiadores, poder-se-á falar de um Estado cada vez mais totalitário, que no seu afã de querer controlar tudo, acaba por não controlar nada. Mas o mais dramático, é aquela ideia difusa, que começa a tecer as dúvidas dos portugueses, de que o Estado já foi capturado pelas diferentes corporações e pelos grandes grupos económicos e financeiros, numa teia muito complexa de cumplicidades e de interesses cruzados, altamente lucrativos para os intervenientes, o que leva inexoravelmente à degradação da democracia.

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