quinta-feira, 26 de maio de 2011

Mais uma voz crítica à estratégia dos planos de resgaste aplicados a Portugal, Grécia e Irlandal


Exportações são estímulo para resgates financeiros funcionarem, diz economista da ONU
Rob Vos sublinha que o caso dos países do sul da Europa é particular porque “enfrentam imediatamente necessidades imediatas de consolidação fiscal”, mas sublinha que este processo deve ter um horizonte de “médio prazo”, para não tornar a travagem demasiado brusca.
“Esta austeridade está a enfraquecer o crescimento económico, e, se este cai, o problema da dívida aumenta e torna-se mais difícil alcançar o ajustamento orçamental a curto prazo”, disse.
PÚBLICO
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Começam a surgir vozes de peso, a criticar o modelo seguido pela UE na dura e inflexível aplicação dos planos de resgate dos países em dificuldades.
Agora foi a vez de Rob Vos, o economista-chefe da ONU, que, embora de uma forma diplomática, não deixa de considerar ser absolutamente impossível, para aqueles países, desenvolver a sua economia num quadro de recessão, que as medidas de austeridade acabam por agravar ainda mais, o que constituirá, por si só, um entrave ao crescimento. Por outro lado, o necessário aumento das exportções, que os planos ilusoriamente projectam promover, também se encontra comprometido pelas políticas fiscais restritivas dos países mais ricos da UE, que assim diminuem a procura externa. Para Rob Vos, os planos de ajuda, desenhados pela UE, com ajuda do FMI, deveriam também ter contemplado um plano estratégico coerente, que viesse a promover o rápido crescimento das exportações, o que não aconteceu.