quinta-feira, 5 de maio de 2011

Governo "de algum modo ignorou crise global" o que foi "grave" para o país, diz Mário Soares

Fotografia do Público

Mário Soares considera que o Governo "de algum modo ignorou a crise global", o que considera ter sido "grave" para o país, num livro que é hoje lançado e reúne artigos de opinião do antigo Presidente da República.
No texto de abertura, Soares afirma que na União Europeia "há um estado que manda", a Alemanha, "e todos os outros obedecem", nos momentos cruciais.
"A União Europeia não pode deixar germanizar-se", critica.
Na nota final, com a data de 11 de Abril, o antigo Presidente da República diz que José Sócrates "teve de, em nome do superior interesse nacional, ajoelhar perante as medidas de austeridade impostas por Bruxelas e pelo FMI [...]", referindo-se ao PEC IV.
No texto de abertura, Soares afirma que na União Europeia "há um estado que manda", a Alemanha, "e todos os outros obedecem", nos momentos cruciais.
"A União Europeia não pode deixar germanizar-se", critica.
Na nota final, com a data de 11 de Abril, o antigo Presidente da República diz que José Sócrates "teve de, em nome do superior interesse nacional, ajoelhar perante as medidas de austeridade impostas por Bruxelas e pelo FMI [...]", referindo-se ao PEC IV.
PÚBLICO
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Não sou só eu a dizer que o governo de José Sócrates (e agora, também o PSD e o PSD) ajoelhou aos pés da União Europeia e pediu a bênção à senhora Angela Merkel. Só não concordo com Mário Soares, quando ele afirma que essa genuflexão foi feita em nome do interesse nacional.
Ao apontar o dedo a José Sócrates, por este não ter valorizado, na sua governação, os previsíveis efeitos da crise global de 2008 sobre a economia portuguesa, Mário Soares está a admitir implicitamente que ele é o verdadeiro culpado da actual crise financeira do país. Só faltou dizer que José Sócrates não pode continuar à frente do governo, na actual situação.

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