sábado, 23 de outubro de 2010

Às vezes, as correntes que nos impedem de ser livres são mais mentais do que físicas.

Não é só o insólito, o que nos impressiona, nesta imagem, enviada pelo meu amigo João Fráguas. Grosseiramente, poder-se-ia dizer que a imagem "fala" mais do que aquilo que mostra. Ela comporta o irrecusável desafio à nossa mente, para alargamos o seu significado às mais díspares situações da vida, onde a ilusão espontânea ou provocada confunde o equilíbrio da razão ou do bom senso. Não é, pois, uma imagem decorativa ou descritiva. Não é uma imagem redutora. Não é uma imagem de significado linear, que se detém, distraída, pela superfície das coisas.
Sem qualquer sucesso, procurei encontrar um texto para a respectiva legenda ou para um breve e elucidativo comentário, que concentrasse em si tudo o que se pudesse dizer em relação a ela. Não me saiu nada de jeito. Apelo à imaginação e à audácia do leitor para a realização dessa tarefa, cuja expressão escrita poderá ser colocada no espaço dos comentários, mesmo que anonimamente ou através de um pseudónimo, e que, depois, será transladada para a primeira página.
Julgo tratar-se de um estimulante exercício para esta tarde de um sábado outonal.