sábado, 7 de fevereiro de 2015

Ucrânia: Nato defende entrega de armas a Kiev

Philip Breedlove – o general norte-americano, comandante das tropas da NATO

O comandante das tropas da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Nato, na sigla em inglês) na Europa, defendeu hoje abertamente a entrega de armas a Kiev para ajudar no conflito com os separatistas pró-russos no leste da Ucrânia.
"A última solução no leste da Ucrânia será diplomática e política", defendeu o general norte-americano Philip Breedlove à margem da conferência de segurança de Munique, saudando a recente iniciativa franco-alemã para tentar convencer as partes a cessar as hostilidades.http://pub.sapo.pt/lg.php?bannerid=190764&campaignid=116809&zoneid=2925&OACBLOCK=86400&OACCAP=3&loc=1&referer=http%3A%2F%2Fwww.noticiasaominuto.com%2Fmundo%2F344667%2Fucrania-nato-defende-entrega-de-armas-a-kiev&cb=ee1788dd4c
"Mas não acredito que devamos excluir a possibilidade de uma opção militar" associada às sanções adotadas pela União Europeia (UE) e pelos Estados Unidos contra a Rússia.

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O apelo às armas é sempre um péssimo e perigoso argumento. É a antecâmara de uma declaração de guerra. A Ucrânia é o último país que falta dominar totalmente, para que a Nato, ao serviço dos EUA, complete o cerco à Rússia, com a instalação do eufemístico escudo nuclear em todos os países europeus que confinam com a sua fronteira ocidental. É uma ameaça para a segurança da Rússia, que assim ficaria em inferioridade estratégica, no caso de um conflito nuclear. 
A Rússia nunca manifestou qualquer intenção agressiva, no ponto de vista militar, em relação à Europa ou em relação a um outro qualquer país do mundo. Também não foi a Rússia a mentora belicista nem a interveniente nos recentes conflitos militares ocorridos no Médio Oriente e no norte de África. Esse papel foi desempenhado por aquela potência de centuriões que, em nome da Paz Mundial, está sempre a desencadear guerras, como se a utilização de veneno em vez de medicamentos fosse a melhor terapia para curar a doença. 
A Rússia está interessada em desenvolver boas relações diplomáticas com os países europeus, pois são os países do centro e do leste da Europa os seus principais clientes comerciais. Por sua vez, os EUA, a fim de justificarem as suas opções belicistas, junto da sua própria opinião pública e da opinião pública internacional, constroem cenários mediáticos, irrealistas e fantasmagóricos, de ameaças à paz e à segurança do ocidente, em relação aos países que acabam por invadir e destruir, e que são bases importantes da sua estratégia imperialista.

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