sábado, 7 de fevereiro de 2015

Manifestantes vão sair à rua em “solidariedade com a Grécia”


Está marcada uma manifestação para este sábado, 7 de fevereiro, de apoio à Grécia e a sua situação financeira. O ponto de encontro é nos Restauradores, em Lisboa, pelas 19h00.

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UMA MANIFESTAÇÂO SUSPEITA

Esta manifestação começa a cheirar-me a esturro. Tanto pode ser uma boa intenção de um pequeno grupo ou de uma só pessoa, como ser uma provocação de quem terá um interesse oculto em provocar, à partida, uma iniciativa falhada, a fim de desacreditar o genuíno descontentamento da maioria dos portugueses em relação às políticas de austeridade que afogam a Grécia e Portugal. A minha dúvida inicial, que eu estava disponível para secundarizar, adensou-se, ao reparar que a imprensa ignorou a respetiva convocatória, que aparece na net sem a identificação da sua paternidade, o que é estranho, além de não ser curial. Apenas o pasquim do ex-diretor do jornal PÚBLICO a refere, e com grande destaque, na edição online, o que não deixa também de ser estranho, sabendo-se que a personagem referida foi, nos tempos da revolução, um ativo militante do MRPP, quando este partido era uma emanação da CIA.
Por outro lado, a convocação de uma manifestação desta natureza deve ser concebida, planeada e executada por uma organização estruturada e conhecida pela opinião pública, uma organização que lhe garanta consistência e credibilidade. O tempo das doenças infantis da política já passou, além de que a política, nos tempos atuais, é um osso duro de roer e não se compadece com os arrufos do amadorismo.
Por tudo isto, volto com a palavra atrás (**). Talvez até me disponha a ir até ao Rossio, e vá tomar um café ao Nicola e, dali, dê uma olhadela pelo que se passa na praça. Talvez tope algum agente das secretas portuguesas ou da CIA a dar vivas à Grécia e a gritar contra a austeridade.

(**) Ontem escrevera isto: “A notícia não me informa quem são os promotores da manifestação, mas isso não me importa. Estarei lá, em solidariedade com o povo da Grécia, que está a seu humilhado pela arrogante Europa, esta Europa do nosso descontentamento”.