sexta-feira, 8 de abril de 2011

Ajuda a Portugal eleva-se a 80 mil milhões de euros

O programa de assistência financeira da União Europeia (UE) e do FMI a Portugal deverá elevar-se a 80 mil milhões de euros, incluindo uma vertente dirigida aos bancos, e, se tudo correr bem, será aprovada pelos ministros europeus das finanças na sua próxima reunião de 16 de Maio.
 Este programa terá de incluir “um ajustamento orçamental ambicioso”, reformas estruturais para, entre outros aspectos, eliminar a rigidez do mercado de trabalho e corrigir os desequilíbrios macroeconómicos – embora “salvaguardando a posição económica e social” dos cidadãos – e medidas para manter a liquidez e solvência do sector financeiro. Outra exigência será um “ambicioso programa de privatizações".
PÚBLICO
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O que eles ainda não se atreveram a informar,  é o valor da taxa de juro por esta eufemística e generosa ajuda. E pela forma como este assunto está a ser abordado pelos políticos e pela comunicação social, a maioria dos portugueses ainda não se apercebeu de que se trata de um empréstimo, pelo qual o país tem de pagar pesados juros, além de ter de amortizar a dívida. Pelo caminho, ficam aquelas palavras simpáticas e apaziguadoras de que será salvaguardada a posição económica e social dos cidadãos, proferidas com a intenção de não levantar alarme social. Dizem as regras de comunicação, dedicadas ao embuste, que as más notícias devem ser dadas a conta gotas e sempre acompanhadas por uma ambígua introdução, que leve os destinatários a aceitá-las com resignação.