sexta-feira, 31 de julho de 2009

Maria Pagés - Dança do Fogo (flamenco)

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Maria Pagés é uma das mais brilhantes intérpretes do Flamenco. Em 2002 ganhou o Prémio Nacional de Dança, em Espanha, e ficou célebre a sua coreografia no Teatro da Zarzuela, em Madrid, onde incorporou textos e músicas de consagrados autores.
Esta coreografia, Dança do Fogo, apresenta a grande inovação de prescindir da clássica música andaluza, interpretada à guitarra e acompanhada ritmicamente com palmas, e de associar o flamenco a uma música celta, do River Dance, uma combinação feliz e que evidenciou as grandes potencialidades do género.
As marcações desta coreografia são complexas, o que exigem da intérprete um rigor de movimentos e gestos, alguns mais amplos, a fugir ao cânone tradicional, mas todos eles marcados pela força, pelo equilíbrio e por uma beleza invulgar.
AC

Um Poema ao Acaso: Poema à Mãe - Eugénio de Andrade


POEMA À MÃE


No mais fundo de ti,
eu sei que traí, mãe.

Tudo porque já não sou
o menino adormecido
no fundo dos teus olhos.

Tudo porque tu ignoras
que há leitos onde o frio não se demora
e noites rumorosas de águas matinais.

Por isso, às vezes, as palavras que te digo
são duras, mãe,
e o nosso amor é infeliz.

Tudo porque perdi as rosas brancas
que apertava junto ao coração
no retrato da moldura.

Se soubesses como ainda amo as rosas,
talvez não enchesses as horas de pesadelos.

Mas tu esqueceste muita coisa;
esqueceste que as minhas pernas cresceram,
que todo o meu corpo cresceu,
e até o meu coração
ficou enorme, mãe!

Olha ­­– queres ouvir-me? –
às vezes ainda sou o menino
que adormeceu nos teus olhos;
ainda aperto contra o coração
rosas tão brancas
como as que tens na moldura;
ainda ouço a tua voz:
Era uma vez uma princesa
no meio de um laranjal…

Mas – tu sabes – a noite é enorme,
e todo o meu corpo cresceu.
Eu saí da moldura,
dei às aves os meus olhos a beber.

Não me esqueci de nada, mãe.
Guardo a tua voz dentro de mim.
E deixo-te as rosas.

Boa noite. Eu vou com as aves.

Eugénio de Andrade

Do livro “Os Amantes sem Dinheiro”

quinta-feira, 30 de julho de 2009

Agradecimento

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O editor do Alpendre da Lua manifesta o seu agradecimento ao João Fráguas, à italiana Gatto e a Vicente Fernandez, pela sua decisão de se inscreverem como seguidores deste blogue.
Alexandre de Castro

Fátima Felgueiras: mais um prego no caixão da Justiça...

Começa a ser preocupante a incapacidade do sistema judicial em condenar figuras públicas ligadas ao poder político e económico. O caso da absolvição de Fátima Felgueiras vem somar-se a outros casos anteriores, onde a condescendência dos juízes foi notória e obscena, para já não falar dos casos onde ocorreram escandalosas cumplicidades.
Se houvesse um referendo sobre a justiça, ou a falta dela, o seu resultado obrigaria, certamente, a mandar encerrar todos os tribunais e a reformar compulsivamente a maior parte dos magistrados. O cidadão comum já não acredita neste sistema judicial, que caminha, em acelerada decrepitude, para o abismo do descrédito e da inutilidade.
Perante esta degradação, o mais aconselhável seria encerrar definitivamente os processos de investigação do Freeport, do BPN, do BCP, do BPP e todos ou outros onde figurem como arguidos os notáveis da política, da alta finança e do futebol. Assim, matava-se à nascença as naturais expectativas por uma justiça limpa, transparente e honesta.

Os novos pobres!...


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O governo não pode ficar indiferente a esta situação! Deverá ser atribuído a estes novos pobres um subsídio de alimentação.
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Uma resposta sábia...


Elena Ledda Pesa Palchi No Torri Amargura



Uma voz quente vinda da Sardenha, a abraçar com a sua ternura e com a sua canção o colorido mundo mediterrânico.

Falta de especialização dos magistrados dificulta a punição do crime económico


O sociólogo Boaventura Sousa Santos, com a clareza que lhe é reconhecida, deu uma entrevista a uma estação televisiva, em que antecipou algumas conclusões do relatório do Observatório da Justiça, a que preside, e que será publicado brevemente.
Dos vários pontos críticos abordados, que explicam a grave situação do estado da Justiça em Portugal, Boaventura Sousa Santos deteve-se particularmente na falta de especialização dos juízes e dos magistrados do Ministério Público, principalmente na área do crime económico e financeiro. Havendo já um corpo de bons advogados especializados nesse segmento, os juízes e os magistrados do MP ficam fragilizados, quando pretendem desmontar os sólidos e ardilosos argumentos desses advogados, o que conduz inevitavelmente à impossibilidade de fazer a prova da culpabilidade dos arguidos. Idêntica lacuna pode também ser apontada à polícia de investigação dos crimes económicos e financeiros, assim se explicando a sua baixa eficácia e a sua extrema lentidão na finalização dos processos O caso Freeport é bem a prova disso.
Os sucessivos governos vão assobiando para o lado, perante este descalabro da Justiça, que deixa impunes os criminosos do crime de colarinho branco, defraudando assim a expectativa dos portugueses, que começam cada vez mais a não acreditar neste pilar fundamental de uma democracia.
Para poder conduzir a investigação, pronunciar e julgar os arguidos dos crimes económicos e financeiros, os agentes das diferentes magistraturas têm de conhecer os esquemas complexos das múltiplas operações financeiras, o funcionamento e a estrutura orgânica dos bancos e da Bolsa e perceber esse mundo obscuro dos offshore. Não lhes basta saber Direito.

quarta-feira, 29 de julho de 2009

Anotação do Tempo: Loucura...



Loucura…


É lógico que o louco julgue que tem razão
ele não tem mais do que a sua alucinação ...
Nos muros brancos que o separam do mundo
tem uma sebe de estrelas, lá ao fundo ...

Tem uma escada por onde às vezes sobe e espreita
o mundo dos homens que lá fora há ...
Mas o medo é tanto, a rua é tão estreita
que se recolhe com medo e fica onde está ...

Alexandre de Castro


Maioria de portugueses e de espanhóis querem uma União Ibérica


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Surpreendentemente, num inquérito para Barómetro de Opinião Hispano-Luso 2009, da Universidade de Salamanca, cerca de 40 por cento dos portugueses entrevistados manifestaram-se a favor de uma União Ibérica, entre Portugal e Espanha, enquanto 34 por cento se manifestava contra essa união. Do lado espanhol, as respostas às duas hipóteses consideradas aparecem empatadas, à volta dos 30 por cento.
Estes valores vêm dar cobertura às declarações de José Saramago, quando se referiu, há uns tempos atrás, à inevitabilidade da união política entre Portugal e a Espanha, declarações que incendiaram a classe dos bens pensantes do nosso país, que aproveitram a deixa para apodarem o grande escritor de anti-patriotismo.
A existência de uma clara maioria de adeptos, nos dois lados da fronteira, de uma União Ibérica é tanto mais surpreendente quanto se sabe que os dois países viveram de costas voltadas durante oito séculos e que as guerras entre eles foram constantes até ao princípio do século XIX. Também cai por terra o mito do medo espanhol, alimentado pelas classes dirigentes, e que muitas vezes foi determinante nas escolhas das opções da política externa de Portugal.
Esta nova realidade, que o Barómetro de Opinião Hispano-Luso revelou, vai certamente merecer uma abordagem sociológica mais completa e cientificamente fundamentada, para se tentar perceber se nos encontramos perante um fenómeno meramente conjuntural ou se, pelo contrário, os dois povos, principalmente o português, já descobriram, antes dos políticos, que a sua sobrevivência passa por uma cooperação profunda entre os dois países, através da sua união política.

René Magritte - Peter Puntman

1- Grandes Pintores: René Margaritte

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René Margaritte: O pintor do "surrealismo realista" ou do "realismo mágico" (Texto revisto)

René Margaritte foi um dos mais importantes pintores da corrente surrealista, uma corrente artística que marcou a pintura no segundo quartel do século vinte. A sua originalidade assenta na sua capacidade de marcar o paradoxo e o absurdo através de expressões realistas dos objectos, às quais junta com mestria um elemento desestabilizador e perturbador, quer através da desproporcionalidade das formas, quer recorrendo a objectos insólitos e racionalmente despropositados, que alteram o equilíbrio realista da representação. Em relação ao recurso da desproporcionalidade das formas, a pintura “ La Geante” é a mais significativa. Uma mulher nua, enquadrada na mesma proporção dimensional dos objectos circundantes, agiganta-se desmesuradamente sobre uma figura masculina, ali colocada para exprimir um contraste expressivo e paradoxal. Por sua vez, os desequilíbrios provocados pela inclusão de uma figuração absurda e aparentemente despropositada encontram-se em obras como “Os Amantes” e na impressionante pintura “Castelo dos Pirenéus”, onde a figuração de um gigantesco pedregulho, encimado por um castelo medieval, e a ocupar todo o espaço, transmite a ideia da transgressão das leis da natureza e da Física. Tudo é absurdo, ali, excepto a representação realista do castelo e do mar.
“Castelo dos Pireneus”, pelo seu significado e arrojo, é das obras mais importantes de René Margaritte, e onde o autor revela melhor o seu “realismo mágico” ou o seu “surrealismo realista”. O mesmo se poderá dizer da obra “A Queda”, onde se representa uma série de homens com chapéu de coco na cabeça e vestidos a rigor, em aparente queda livre. Para o público em geral, os chapéus de coco constituíram o elemento figurativo que melhor identificava o pintor.
René Margaritte nasceu na Bélgica, em 1898, e morreu em La Figueras, a terra de Salvador Dali, em 1967. Estudou em Bruxelas, mas em 1927 mudou-se para Paris, tendo-se associado ao grupo surrealista, onde pontificavam os poetas André Breton e Paul Éluard e o pintor Marcel Duchamp.
AC

BES: Ser juíz em causa própria!...

Independentemente da razoabilidade dos argumentos apresentados por Ricardo Espírito Santo, presidente do BES, em relação à necessidade do TGV, que ligue Lisboa a Madrid, e de um novo aeroporto internacional, não se pode ignorar o particular interesse da banca nesses dois gigantescos empreendimentos, já que todas as empresas a envolver-se na sua construção, directa e indirectamente, teriam a necessidade de recorrer ao avultados financiamentos bancários. Não foi, por certo, a avaliação da melhor opção para o país, neste momento de incerteza, que animou o espírito do banqueiro, a quem, certamente, não preocupa o endividamento excessivo do país, a vir sobrecarregar as próximas gerações.
Qualquer decisão política sobre estas duas infraestruturas tem de levar em linha de conta, entre outras variáveis, o tempo necessário para assegurar o retorno do capital investido, para assim ajuizar da sua pertinência em relação à sua viabilidade económica. Porém, os estudos já efectuados no passado encontram-se ultrapassados pela actual crise económica e qualquer estudo económico-financeiro, que, neste momento de grande incerteza, procure fazer essa avaliação, arrisca-se a não ver reflectida no futuro a realidade que projectou. Julgo que o banqueiro Ricardo Espírito Santo também não sabe. Por isso, lhe condenamos a prosápia de um discurso com tantas certezas. Certezas tenho eu, quando digo que os primeiros beneficiados com a construção do novo aeroporto e do TGV seriam os bancos. E não me consta que os interesses dos banqueiros coincidam com o interesse nacional. Na maior parte dos casos, até são muito divergentes e contraditórios.

terça-feira, 28 de julho de 2009

As aparências iludem (2)...

video

Cortesia do João Fráguas

A senhora ficou com a fama e não ficou com o proveito...

As aparências iludem (1) - Não se engane!...










Cortesia do João Fráguas, que enviou as imagens

Um Poema ao Acaso; Comigo me desavim Sá de Miranda


Comigo me desavim


Comigo me desavim
Sou posto em todo o perigo:
Não posso viver comigo
Nem posso fugir de mim.

Com dor da gente fugia,
Antes que assim crecesse;
Agora já fugiria
De mim, se de mim pudesse.
Que meo espero ou que fim
Do vão trabalho que sigo,
Pois que trago a mim comigo
Tamanho inimigo de mim?

Sá de Miranda
1481-1558
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Nota: Este poema de Sá de Miranda antecipa em quatro séculos, segundo o meu ponto de vista, o estilo modernista da poesia portuguesa dos anos vinte da centúria passada, já que explora a perspectiva introspectiva (que é diferente da do modelo intimista e sentimental que percorre, sob a influência das sucessivas escolas literárias, toda a poesia portuguesa desde a época dos Cancioneiros até à actualidade). Mais nenhum poeta, antes dos modernistas do século vinte, fez uma incursão no modelo introspectivo, tal como o fez Sá de Miranda neste poema. Diria que, ao lê-lo, se é recorrentemente transportado para o estilo de alguns poemas de Pessoa e de Sá-Carneiro.
Bem, mas isto é uma opinião muito pessoal que poderá vir a admitir, naturalmente, todas as reservas a quem, habilitado e credenciado com mais conhecimentos, possa melhor ajuizar da sua validade. No entanto, o que já transcende qualquer interpretação subjectiva e prescinde do aval de outros juízos, é a afirmação, que pode ser recolhida em qualquer História da Literatura Portuguesa, de que Sá de Miranda se encontra, por mérito próprio, na Galeria dos Príncipes da Poesia Portuguesa, ombreando nesse estatuto com Camões e Pessoa, entre outros. Foi ele que, após uma visita a Itália, na década de vinte de Quinhentos, e onde o revolucionário movimento do Renascimento moldava o novo Homem, negando e renegando a escuridão medieval, trouxe a nova “escola literária” para Portugal. Dele disse Almeida Garrett que “filosofou com as musas e poetizou com a filosofia”, afirmação esta que define com exactidão as características da sua poesia, cujo brilho não foi ofuscado pela ingratidão do velho e embrutecido Portugal da sua época, desgraça esta que, posteriormente, também perseguiu Camões, Damião de Góis, padre António Vieira e António José da Silva (O Judeu). Apenas lhe valeu a amizade de D. João III e a do infante D. Luís. Desgostoso com o bafio da corte, onde já medrava, ameaçador, o monstro maligno da sanha persecutória do espírito inquisitorial, escolheu o exílio, numa sua propriedade no Minho, onde continuou, até à sua morte, a sua fecunda obra literária.
Alexandre de Castro

Morreu Merce Cunningham, um revolucionário da Dança





Merce Cunningham morreu no último domingo, aos 90 anos. Abraçando a dança e a coerografia, desde muito novo, destacou-se pela revolução que introduziu nos seus trabalhos, inovando nos métodos e na linguagem da criação artística. Pela sua parte, deu um contributo pessoal a todo o vanguardismo artísto e cultural que explodiu em Nova Iorque na primeira metade do século XX. Recorde-se que, entre os seus colaboradores, figurou Andy Warhol, o célebre pintor que introduziu a pop art. Merce Cunningham foi pois uma testemunha e um actor importante do apogeu artístico dos Estados Unidos no último século.

Cunningham descomplexou a dança, retirando-lhe a rigidez dos movimento programados para o bailarino, como acontecia no processo da dança clássica. Apontando apenas as direcções dos deslocamentos e os tempos das paradas, Cunningham dava inteira liberdade aos bailarinos para vivenciarem em cada momento o seu estilo e figuração, já que, para este coreógrafo, a dança deveria compor-se de gestos naturais, sem artifícios desnecessários, e que não deveria obedecer a nenhum encadeamento lógico de movimentos. Para ele a dança não tinha uma finalidade narrativa, mas apenas figurativa, princípio este subtraído aos cânones do abstracionismo na pintura.

Em 1968, já com o seu trabalho de vanguarda inteiramente reconhecido, a companhia que dirigia passa a ter o estatuto de companhia residente na Brooklin Academy of Music. No ano seguinte, é nomeado director da Companhia de Dança Moderna de Nova York. A sua fama galga fronteiras, e, em 1970, apresenta no Théâtre de France a sua obra Signalis. Produziu cerca de 200 coreografias, algumas delas, a partir de 1970, recorrendo à programação em computador, o que foi uma inovação..

A marca é tudo!...

Cortesia do João Fráguas, que enviou esta fotografia

Talvez esta ideia consiga evitar a anunciada extinção desta espécie. O que era necessário extinguir era a outra, do mesmo género e feitio, e que anda por aí à solta, sem cabresto e sem albarda.

Novas Oportunidades: um programa que poderia ter sido bom (texto revisto)


O programa Novas Oportunidades poderia ter sido uma ideia brilhante, se tivesse sido concebido e executado nas perspectivas próprias de um programa educacional de recuperação e não como um fim em si mesmo, totalmente desligado da realidade. Ao ter sido seguida esta última via, ele apenas está a servir para a legítima satisfação do ego dos seus discentes e para a propaganda política do governo, o que irá determinar o seu descrédito e o conduzirá a um lamentável fim.
Ao marcá-lo com a ambiciosa ideia de proporcionar equivalências em relação aos graus do ensino oficial, o programa ficou inquinado, logo à nascença, pela ideia generalizada de que apenas se destinava a produzir diplomas de aviário, que as próprias empresas, como foi noticiado recentemente, ignoraram e desprezaram soberanamente nas suas avaliações de admissão e nas de promoção de carreiras.
Qualquer programa deste tipo tem de ser concebido na sua dimensão própria, como uma importante plataforma de arranque para que os seus beneficiários possam adquirir conhecimentos que possibilitem o seu enquadramento posterior na obtenção, em sede própria, dos graus do ensino oficial, o que obrigaria a submeterem-se aos respectivos exames. Desta forma, poderia testar-se a qualidade do ensino que é ministrado neste programa e beneficiar efectivamente todas aquelas pessoas que não tiveram oportunidade de, no seu tempo próprio, prosseguir os seus estudos. Tal como está, apenas serve de propaganda política.
Esperemos que José Sócrates, se continuar na governação do país, não se lembre, na nova legislatura, de alargar este programa ao domínio dos estudos superiores, consignando os respectivas graus académicos, segundo o processo de Bolonha. Neste caso, eu candidatarei-me à licenciatura de Inglês Técnico.
Uma outra alternativa, consistiria em dotar o programa Novas Oportunidades com uma progressão própria, com estatuto próprio, sem qualquer pretensão saloia de estabelecer equivalências com o ensino oficial, abordando vários saberes, teóricos e práticos, mas apostando sempre e em força na qualidade pedagógica. Seria mais útil e mais digno.

Dear Mr. President

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O Presidente negou-se a ouvir esta canção!...

O Poema da "merda"!...

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O ministro de Salazar deveria ter ficado estarrecido com a ousadia impertinente do poeta...

segunda-feira, 27 de julho de 2009

Um verdadeiro poliglota!...

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Cortesia do João Fráguas, que me enviou este vídeo

Impunha-se um curso de Castelhano Técnico. Mas, mesmo sim, como se pode ver na imagem, os espanhóis compreenderam-no muito bem.

Espera-se que o ministro honre a palavra dada...



O ministro das Finanças, Teixeira dos Santos, já por duas vezes veio anunciar que o Estado não assumia os prejuízos dos clientes do retorno absoluto, do BPP, remetendo para a administração do banco e para os seus accionistas a responsabilidade de encontrarem a respectiva solução. Desta forma, o ministro recusou-se a financiar com o dinheiro dos contribuintes todos os planos de salvamento que lhe foram apresentados. Esta decisão apoiou-se no cumprimento de uma escrupulosa legalidade e e norteou-se pelos critérios de moralidade, que devem presidir ao gasto dos dinheiros públicos. Seria escandaloso que os portugueses tivessem de pagar os prejuízos de quem entregou dinheiro a um banco para a pura especulação bolsista.
A pressão sobre o ministro para que altere a sua posição, revertendo-a a favor daqueles clientes, é enorme, e começa a ser exercida por responsáveis a quem se exige o respeito pela coisa pública no exercício das suas funções. As ambíguas declarações de hoje do ministro parecem indiciar um ligeiro recuo. Os portugueses não podem ser confrontados com mais uma manobra insidiosa, que visa o escandaloso saque do Estado.

As mensagens eróticas vão animar a campanha eleitoral!...

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Com este cartaz, os dirigentes do PS pretendem arrasar o PSD de Manuela Ferreira Leite e ganhar a maioria absoluta. Só não sabem ainda o que, depois, vão fazer à miúda.

domingo, 26 de julho de 2009

Informação do editor

A partir do momento da adesão ao sitemeter, há pouco mais de um mês, o Alpendre da Lua atingiu hoje as mil visitas, com uma média diária de 26 visitas, números que se consideram satisfatórios, atendendo a que não se optou, inicialmente, pela sua divulgação através de outros blogues, que, por tradição, e beneficiando da reciprocidade do gesto, colocam o seu título na primeira página numa hiperligação.
A divulgação rápida do Alpendre da Lua deveu-se à acção colaborante de muitos amigos com quem o editor já se correspondia, e que, além de contribuírem com as suas visitas assíduas, o indicaram, por sua vez, às pessoas das suas listas de contactos, comportamento solidário este que obriga a exarar aqui um reconhecido agradecimento.
Além do número de visitas, o sitemeter também registou o tempo médio de duração das visitas, que foi de 12 minutos, o que revela, pelo menos, o eventual interesse que as diferentes publicações efectuadas suscitaram.
Teria sido curial que, logo no início, o editor anunciasse o estatuto editorial, onde se descrevesse a natureza dos temas abordados e outras regras usuais em publicações similares. A falta de experiência no manejo desta ferramenta informática aconselhou a não o fazer, até porque, também, ainda não se encontrava definido o projecto definitivo. Optou-se por fazer o caminho, caminhando, num esforço diário de o aperfeiçoar e o diversificar, deixando-o crescer e amadurecer ao sabor da intuição de cada momento. E, com esta metodologia, o Alpendre da Lua ganhou consistência e personalidade próprias, procurando ser um espaço de exposição e de discussão de ideias e de divulgação de poesia, sem esquecer o lado lúdico da sua componente humorística.
Como pano de fundo, o Alpendre da Lua apenas se situa no espaço da liberdade, da democracia e da laicidade, respeitando a pluralidade de opiniões. É uma publicação independente, não se encontrando ao serviço de nenhuma organização política, corporativa ou religiosa .

Anotação do Tempo: Fotografia no deserto


Fotografia no deserto


No seu rosto, nem alegria nem tristeza.
Olha apenas fixamente a máquina
que lhe retrata
a alvura dos dentes, rentes e alinhados,
os grandes olhos negros
os lábios firmes e sensuais
o corpo sentado
com o filho nos braços,
pendurado no seio seco e enrugado.
A túnica de azul vivo
cobre-a de outros olhares
apenas mostrando os pés gretados
pelas itinerâncias errantes no deserto.
Ao fundo, ruminando a palha e o tempo,
um camelo espera, indiferente,
que a tribo levante o acampamento
e caminhe ao lado do Sol.

Alexandre de Castro

Conflito insanável com a Matemática!...


Cortesia de Pedro Frias, que me enviou este vídeo

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Decididamente, os primeiros ministros socialistas têm um conflito histórico com as contas de cabeça. Agora se compreende por que o governo nunca acerta nas previsões económicas e financeiras, assim como se justifica o facilitismo nos exames de Matemática. Suspeita-se que nenhum problema poderá ser incluído nos respectivos testes, se, previamente, Maria de Lurdes Rodrigues não o conseguir resolver, após dez tentativas.
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António Guterres já recomendou este professor de matemática ao primeiro ministro José Sócrates. À vigésima aula, a ensaiar contas de cabeça, Guterres deixou de gaguejar.

Pina Bausch Mazurca Fogo

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Mazurca Fogo foi concebida durante o período em que a companhia residiu em Lisboa, a convite da direcção da Expo 98, sendo representada no Centro Cultural de Belém. Nesta coreografia, as referências sexuais são nítidas. Na parte final, os bailarinos prolongam a sua representação no meio dos espectadores, momento este que as imagens não conseguem visualizar convenientemente, por falta de luminosidade.

Le Sacre Du Printemps by Pina Bausch Wuppertal Dance Theater

Uma coreografia de Pina Bausch, falecida recentemente, e a quem dediquei um texto, abordando as carcterísticas inovadoras da sua obra.

Leve esta lista, se viajar para os PALOP's


Escola antiga...

Isto, sim! Naquele tempo é que havia escolas a sério!

Aqui, não se percebe lá muito bem o que é que a mocinha vai fazer depois do severo castigo!




Mas, naquele tempo, também já havia aulas de substituição!



sábado, 25 de julho de 2009

Mulheres atarantadas!...


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As mulheres não podem ver um objecto duro e alongado. Ficam logo atarantadas.

Invenção revolucionária!...

Fotografia do Portugal Diário

Foi inventada a melhor maneira de se proteger contra a gripe A. No entanto, vai faltar latex para os preservativos, o que está a preocupar as autoridades sanitárias, por causa da sida.


Mais uma vítima do puritanismo americano!...



Esta mulher é portuguesa. O severo puritanismo do sistema americano não perdoou o seu passado de artista porno, e demitiu o seu marido, um político da Florida, com quem se tinha casado em Outubro de 2008, e que sabia do seu passado. O seu antigo patrão da indústria pornográfica, ao receber de um amigo uma fotografia de Ana Mota, que a identificava como mulher de William Janke, o político em questão, resolveu denunciar a situação num jornal .
Apesar do escândalo, a maioria dos residentes de Fort Meyers, considera que não havia motivo para demitir William Janke.
Com uma hipocrisia refinada, que o protestantismo inculcou, a América exige que os seus políticos assumam a moral da sexualidade institucionalizada, não lhes admitindo qualquer desvio. Exigem-lhes que sejam exemplares chefes de família e que as suas mulheres sejam exemplares donas de casa. A América só não exige aos seus políticos que sejam adeptos do Benfica.

http://www.correiomanha.pt/noticia.aspx?contentid=6F6B056F-D079-4AF9-BE0E-E8A25A5A64AB&channelid=00000091-0000-0000-0000-000000000091

Les enfoirés - Aimer a perdre la raison

1968/Geraldo Vandré - P'ra não dizer que não falei das flores

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Quando enviei esta canção de protesto a uma amiga minha, fiz acompanhá-la com a seguinte mensagem:
"Eu estarei sempre ao lado deste poema, desta canção. Para que se saiba. Pertence ao meu Bilhete de Identidade".

Zorba, o Grego...

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Uma cena mítica do cinema, magistralmente interpretada por Anthony Quinn. O filme, um verdadeiro clássico, impôs a célebre música. Um filme simples, mas transbordante de humanidade, e que nunca mais se esquece.

sexta-feira, 24 de julho de 2009

As frases do dia...

"ainda estar para nascer um primeiro-ministro, que tenha feito melhor"
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"Se a presunção do primeiro-ministro pagasse imposto, o défice das contas públicas há muito que estaria equilibrado"

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"Está por nascer um primeiro-ministro que tenha feito tanto pelo desemprego".

Asturias - Isaac Albeniz

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Exímia execução num cenário fabuloso.

Todas as armas são legítimas para lutar pelos direitos!...


Notas do meu rodapé



São as jovens gerações que fazem as mudanças e as revoluções


A História ensina que todas as grandes revoluções, as que provocaram grandes alterações nas estruturas políticas, económicas e sociais nas sociedades, tiveram como actores principais as novas gerações. Basta lembrar, à pequena escala de Portugal, que a revolução do 25 de Abril foi protagonizada pelos jovens capitães e não pelos velhos generais. Também a mudança que se avizinha a nível mundial, condicionada pela pressão desta crise económica, que já transporta, dentro de si, os gérmenes e os condimentos do próximo processo de transformação social e do progressivo processo de transferência das lideranças mundiais, irá ser desencadeado pelas novas gerações, principalmente aquelas, cujos países as prepararam com as ferramentas do conhecimento e do empreendedorismo. Estamos da falar da China, da Coreia do Sul, da Índia e de Singapura, podendo-se aqui também incluir o Brasil, já que, nos países ocidentais, as sociedades esgotaram-se ao atingirem o cume da sua preponderância e das suas potencialidades. Será uma transformação não linear, sujeita a várias descontinuidades temporais, com avanços e recuos, mas que acabará por criar um novo sistema político que combine os avanços civilizacionais do Ocidente com os novos contributos que as suas sociedades de origem lhes imprimiram.
Muitos pensadores políticos já concluíram que esta crise não pode ser comparada com a de 1929, antes lhe descobrindo um paralelismo com a que ocorreu na década de oitenta do século XIX, que coincidiu com a mudança do ciclo político da transferência da hegemonia mundial da Inglaterra vitoriana para a nova potência em ascensão, os Estados Unidos da América. As duas guerras mundiais aceleraram esse processo de transferência da Europa para os Estados Unidos.
Os que chegaram a proclamar o fim da História, perante o deslumbramento das maravilhas do neoliberalismo, pensando que o centro do poder mundial se manteria imutável, enganaram-se redondamente. A actual crise desmentiu os alicerces das suas teorias e está a provar que os paradigmas das sociedades se renovam no processo histórico.
Ninguém pode adivinhar como é que o novo mundo vai ser, que sistemas de pensamento vão dominar os novos poderes, mas já se pode dizer com segurança que tudo vai ser diferente, frase esta que também poderia ter sido dita por um grego do século II a.c, perante a transferência do centro do mundo de Atenas, em progressiva decadência, para a Roma dos centuriões, em clara ascensão.

As dez maravilhas do Mundo!...




















Já começo a estar habituado a tropeçar constantemete com o insólito. O que me salva, para não chorar, é ainda manter intacta esta minha capacidade de me rir.