sexta-feira, 5 de abril de 2013

Islândia: a revolução vitoriosa que o capitalismo procurou esconder... E Portugal?


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1- Os meios de comunicação social ocidentais omitiram os importantes acontecimentos na Islândia
2- O povo provocou o governo demitir-se
3- Os principais bancos do país foram nacionalizados
4- O povo recusou indemnizar os clientes britânicos e holandeses desses bancos
5- Numa assembleia popular é eleita uma comissão para escrever uma nova Constituição
6- Referendo sobre as principais questões económicas, incluindo a questão da dívida
7- Prisão dos principais responsáveis pela crise
8- Escrita uma nova Constituição por 25 cidadãos eleitos na assembleia popular
9- O povo islandês deu uma lição ao mundo lutando contra o sistema e ensinando "democracia"

Este foi o enquadramento da grande e vitoriosa caminhada do povo islandês para se libertar da agiotagem do capitalismo internacional. Portugal, para atingir o mesmo objetivo, precisa de assumir três opções estratégicas:
1- Derrubar o atual governo.
2- Decretar uma moratória para o pagamento da dívida, que será reestruturada.
3- Abandonar a zona euro.

Por mais que isto custe, pois não será no dia seguinte que o sol cantará, este será o caminho que libertará mais depressa Portugal das garras do BCE, que é a instituição, percebe-se agora, que conduz com mão de ferro toda a política da União Europeia. Quanto mais cedo Portugal optar por este caminho, mais depressa  a sua economia sairá da recessão e começará a crescer. Quer queiramos, quer não, a reestruturação da dívida e o abandono do euro acabarão por acontecer, por decisão de outros, e com mais graves custos para os portugueses, pois a continuar-se com a atual política de empobrecimento dos detentores dos rendimentos de trabalho e a prosseguir com o desmantelamento do Estado Social, Portugal não terá economia para  viver nem para pagar o que deve. 
Muitos economistas já afirmaram que esta dívida (a soberana e as dos bancos portugueses é incobrável. "O governo grego (já) pediu à troika uma moratória para as medidas de austeridade, que deveriam ser tomadas de imediato, pelo facto de a execução orçamental estar a ficar comprometida pela espiral recessiva" e "Tanto a Grécia como o Chipre acabarão por abandonar a zona euro"(ver aqui). Portugal não será exceção, porque "hoje, os povos europeus vão ter de quebrar as algemas do euro e voltar a domesticar a globalização.Quanto antes, para que a austeridade não produza outra guerra na Europa".
Não queiramos que o drama atual se transforme em tragédia!