quarta-feira, 17 de abril de 2013

Anotação do Tempo: E este é o mundo que nos pertence...



E este é o mundo que nos pertence…

Ao Jorge, o meu amigo/irmão

Mãos cheias de nada
e de vento
uma lágrima de sangue de uma criança
brilhando ao sol
ossos da fome pendurados na esquina
da esperança
olhares aflitos a sufocar os gritos
contra os muros da indiferença
mãos que falam e se agitam
e todo o mundo separado
pela fronteira da cegueira
E este é o mundo que nos pertence
e que nos deixaram
e que se perdeu na esfera do tempo
sem qualquer mudança!...

Alexandre de Castro

Lisboa, Abril 2013
Também já publicado no Ponte Europa.

6 comentários:

Sérgio Ribeiro disse...

Gostei da visita. Vou passar a frequentador.
Este é o mundo que nos pertence
E este é o mundo que nos pertence... transformar (última tese sobre Feuerbach)

Abreijos para vocês

Sérgio Ribeiro disse...

Gostei da visita. Vou passar a frequentador.
Este é o mundo que nos pertence
E este é o mundo que nos pertence... transformar (última tese sobre Feuerbach)

Abreijos para vocês

Alexandre de Castro disse...

Obrigado, Sérgio Ribeiro.
Retribuímos os abreijos.
Alexandre

maria azenha disse...

Um poema de enorme intensidade...
Gosto muito.

Abraço fraterno,

Maria

maria azenha disse...

Um poema de enorme intensidade...
Gosto muito.

Abraço fraterno,

Maria

Alexandre de Castro disse...

A opinião de uma grande "poeta" é de uma grande importância para mim. No entanto, não perco o sentido das proporções,o que me leva a refugiar-me no meu modesto lugar
Um abraço amigo
Alexandre