terça-feira, 23 de novembro de 2010

Estudo: O novo "American way of sex"



O que se passa no quarto, na cama
(debaixo dos lençóis) dos americanos?
Um novo estudo levanta uma pontinha
do segredo e um cientista português
propõe que comecemos a olhar também
para nós.
... a maioria dos norte-americanos, diz um
novo estudo alargado dos comportamentos
sexuais na América, praticam frequentemente
o sexo oral. "Os pássaros fazem-no. As abelhas
fazem-no. Até as pulgas esclarecidas o fazem -
vamos fazê-lo também", diz o refrão da canção
do compositor norte-americano Cole Porter.
PÚBLICO
***
Respondendo ao cientista português, eu diria que no meu quarto não acontece nada, mas quando acontecia, era sempre por cima dos lençóis. É que eu fui sempre muito acalorado!
Quem não vai gostar mesmo nada das conclusões deste estudo, que a jornalista Clara Barata, do PÚBLICO, descreve num longo artigo, vai ser o papa Bento XVI, que irá dar murros na sua secretária, tal será a sua revolta, por ficar a saber que o rebanho do Senhor «fode» à grande e à francesa, de qualquer maneira, e com ou sem preservativo, mandando às urtigas a sua requentada teoria da humanização da sexualidade. Para cúmulo do seu desespero, o papa ficará a saber que a maioria dos americanos e americanas optam pela prática frequente do sexo oral, que deixou de ser tabu.
Este estudo, estatisticamente representativo da população americana, pois foi respeitada a transversalidade da amostra, através de uma selecção cuidada das 5865 pessoas inquiridas, acautelou a eventualidade da ocorrência de falsas respostas, optando por receber os questionários preenchidos, através da Internet, garantindo-se assim o anonimato.
Foi o mais significativo estudo sobre o comportamento sexual da população americana desde há 20 anos, e, nesse período de tempo, segundo anotaram os autores do estudo, as atitudes perante o sexo sofreram grandes mudanças comportamentais, às quais não são alheios os novos padrões culturais e a influência dos media, que começaram a abordar a sexualidade com outra abertura, rigor e transparência.
Essencialmente, os investigadores do "Estudo Nacional sobre a Saúde e Comportamentos Sexuais" da Universidade de Indiana, pretendiam saber os seguintes aspectos ligados à vida sexual: o intervalo etário dos indivíduos com práticas sexuais activas; o tipo de sexo praticado preferencialmente pelos americanos (coito? anal? oral? masturbação com o parceiro ou solitária?); onde o praticavam; e, excluindo as relações homossexuais, que com que tipo de parceiros (companheiro habitual? parceiro ocasional? amigo? pagando?) praticavam as suas relações sexuais. Paralelamente, tentaram também conhecer a incidência de doenças específicas, que a previsível mudança de hábitos poderia acarretar.
Será interessante reproduzir a afirmação do sexólogo Pedro Nobre à jornalista do PÚBLICO: "O coito vaginal é apenas uma das formas de prazer sexual. É fundamental na reprodução - não para o prazer no sexo".

1 comentário:

João Simões disse...

A sexualidade é uma componente fundamental da personalidade, um modo de ser, de se manifestar, de comunicar com os outros, de sentir, de expressar e de viver o amor humano. Portanto ela é parte integrante do desenvolvimento da personalidade e do seu processo educativo : « Do sexo, de facto, derivam na pessoa humana as características que, no plano biológico e espiritual, a tornam homem ou mulher, condicionando assim e normalmente o caminho do seu desenvolvimento em ordem à maturidade e à sua inserção na sociedade »
A genitalidade orientada para a procriação é a expressão máxima, no plano físico, da comunhão de amor dos cônjuges. Fora deste contexto de dom recíproco - realidade que o cristão vive sustentado e enriquecido de maneira particular pela graça de Deus - ela perde o seu sentido, dá lugar ao egoísmo e é uma desordem moral.
A sexualidade deve ser orientada, elevada e integrada pelo amor que é o único a torná-la verdadeiramente humana. Preparada pelo desenvolvimento biológico e psíquico, cresce harmonicamente e realiza-se em sentido pleno somente com a conquista da maturidade afectiva, que se manifesta no amor desinteressado e no total dom de si.
Na visão cristã do homem, reconhece-se ao corpo uma particular função, porque contribui a revelar o sentido da vida e da vocação humana. A corporeidade é, de facto, o modo específico de existir e de operar próprio do espírito humano. Este significado é, antes de mais, de natureza antropológica: o corpo revela o homem, «exprime a pessoa» e é por isso a primeira mensagem de Deus ao próprio homem, quase uma espécie de «primordial sacramento, entendido como sinal que transmite eficazmente no mundo visivel o mistério invisível escondido em Deus desde a eternidade»
A distinção sexual, que aparece como uma determinação do ser humano, é diversidade, mas na igualdade da natureza e da dignidade.
A pessoa humana, pela sua natureza íntima, exige uma relação de alteridade que implica uma reciprocidade de amor. Os sexos são complementares: semelhantes e dissemelhantes ao mesmo tempo; não idênticos mas sim iguais quanto à dignidade da pessoa; semelhantes para se compreenderem, diferentes para se completarem.

Ler mais:

http://www.vatican.va/roman_curia/congregations/ccatheduc/documents/rc_con_ccatheduc_doc_19831101_sexual-education_po.html