sábado, 28 de junho de 2014

O Governo apenas está a gerir a massa falida

Até a ração cortaram à vaca Cornélia

A "impressionante" situação de Portugal

O Presidente alemão, de visita a Portugal, elogiou "as reformas bem-sucedidas", considerando-nos um bom exemplo. Desconhece a realidade portuguesa. Mas quais reformas? Reformas nos cortes das pensões, nos aumentos dos impostos. Bem-sucedidas?! Mais uma vez, ignora os factos reais. A situação do País é, na verdade, "impressionante", tal como ele referiu quanto ao resultado das reformas: falta de crédito nas empresas, fraca recuperação do investimento, risco de deflação (queda contínua dos preços), endividamento público e privado, baixos níveis de crescimento para permitir a sustentabilidade das finanças píblicas. E mais, senhor Gauck, veja bem a situação impressionante do País: encerramento de empresas, de centros de saúde, demissões em massa de direções dos hospitais... (...)
Francisco José Casal Pina

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Na realidade, não ocorreu nenhum Reforma do Estado, neste período tutelado pela troika. A ação do governo centrou-se na política dos cortes nos salários, nas pensões e nos subsídios socais, no aumento dos impostos e no encerramento de serviços públicos (centros de saúde, tribunais, centros da Segurança Social e Repartições de Finanças). 
E para fazer este trabalho, não eram necessários os ministros. Bastava dar o poder aos porteiros dos ministérios. 
O que resta, é um país destroçado, sem expectativas para o futuro. O desemprego é o preço da austeridade e o espelho de uma economia em recessão. O que é bom para a Europa é mau para os portugueses. O Estado deixou de corresponder às necessidades dos cidadãos para satisfazer as ordens emanadas de Bruxelas e de Berlim. O Governo apenas está a gerir a massa falida.

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